O tratamento da Atrofia Muscular Espinhal engloba diversas especialidades, sendo fundamental o acompanhamento clínico ...

Tratamento da atrofia muscular espinhal


O tratamento da Atrofia Muscular Espinhal engloba diversas especialidades, sendo fundamental o acompanhamento clínico que irá gerenciar as outras áreas.

Uma vez diagnosticada a Atrofia Muscular Espinhal, o acompanhamento clínico objetiva:

1. A manutenção da função muscular

Objetivando a manutenção da função muscular, a fisioterapia é fundamental. Pode-se optar pelo uso de medicamentos que aumentem a performance do músculo e estimulem a hipertrofia das fibras musculares ativas. Em determinadas situações o uso de órteses estará indicado.

Alguns medicamentos ou vitaminas podem ter ação na lentificação do processo da degeneração das células nervosas.

Ao evitar a obesidade se favorece a melhor atuação do músculo enfraquecido pela doença. O ganho podero-estatural deve ser monitorado. Em função da atrofia da massa muscular própria desta doença o peso tende a estar em percentil abaixo daquele em que se encontra a estatura, sendo esta adequada para a idade cronológica. Caso o peso e a altura estejam em percentil igual isto denota o excesso de tecido adiposo, o que é ruim para a função motora dada a fraqueza muscular. Caso haja parada de ganho ponderal, sinaliza maior perda de massa muscular por desnutrição, sendo indicativo de gastrostomia.

2. Evitar complicações

A prevenção de infecções respiratórias, através do uso de determinadas vacinas e da fisioterapia respiratória ao longo do curso da doença é indispensável. O calendário de vacinações deve ser seguido e imunizações especiais que possam diminuir a freqüência de infecções do trato respiratório estão indicadas.

Diagnosticar precocemente infecções respiratórias e tratá-las de forma mais agressiva que em outras pessoas contribui para prevenção da insuficiência respiratória, complicação das mais temidas nesta doença. Os familiares devem ser ensinados a reconhecer infecções respiratórias no seu início e devem ser orientados a procurar auxílio, no momento da sua instalação e no seu decorrer. As complicações respiratórias são demasiadamente graves, e casos que não necessitariam de acompanhamento intra-hospitalar em outras crianças obrigam a internação daquelas com AME. A gastrostomia está indicada nos casos em que se observa engasgos no ato alimentar, pelo risco de pneumonia de aspiração.

O tratamento de anemias deve ser também mais agressivo do que nas demais pessoas.

A escoliose é uma complicação que prejudica a função motora e a função respiratória, e por este motivo merece uma atenção especial.

Fonte

O tronco cerebral, onde se localiza o bulbo, é algumas vezes chamado de a parte mais velha do cérebro, porque é a principal parte do cé...

O tronco cerebral


O tronco cerebral, onde se localiza o bulbo, é algumas vezes chamado de a parte mais velha do cérebro, porque é a principal parte do cérebro na maioria dos animais primitivos. Controla a maior parte das funções importantes do corpo, e é o sistema de sustentação da vida. Se o tronco cerebral não for prejudicado, é realmente possível o corpo permanecer vivo por algum tempo, mesmo depois que o resto do cérebro tenha sido destruído.

O tronco cerebral atua junto com a medula espinhal para controlar as funções vitais, como o batimento regular do coração, a pressão sanguínea e a respiração. Mas a função mais importante do tronco cerebral é controlar a consciência, desligando as atividades do cérebro quando dormimos e ligando quando acordamos. Mesmo quando dormimos o tronco cerebral controla e confere nossas atividades vitais, mantendo o corpo funcionando.

 

 

O tronco cerebral trabalha como um computador, continuamente conferindo e controlando as informações que entram no cérebro através do sistema nervoso; em seguida ele age em cima dessa informação liberando as mensagens para que o sistema nervoso controle o corpo inteiro. Não tomamos consciência de todas essas atividades; podemos apenas notar seus efeitos. O tronco cerebral controla funções, como a respiração, automaticamente.

 

Cerebelo

Se localiza abaixo do cérebro. Coordena, com o cérebro, os movimentos do corpo. É responsável pelo equilíbrio do corpo, pois está ligado a alguns canais da orelha interna. Além disso, mantém o tônus muscular, isto é, regula o grau de contração muscular dos músculos em repouso.

 

Como as mensagens passam pelos neurônios

Um sinal carregado por um neurônio pode parecer com uma corrente elétrica sendo carregada através de um fio, mas na realidade é bem diferente. Uma minúscula carga elétrica é produzida, mas o movimento do sinal ao longo de um axônio é mais semelhante à queima de um estopim de pólvora. O sinal move-se com uma velocidade entre 1,5 metros e 90 metros por segundo.

O axônio é um tubo fino cheio de substâncias químicas dissolvidas em água. Muitos têm a parte exterior coberta com uma camada de material gorduroso, como um isolamento elétrico. A passagem de um sinal ao longo do axônio envolve o movimento de íons, ou minúsculas partículas eletricamente carregadas de dois elementos metálicos: sódio e potássio. Normalmente há mais potássio do lado de dentro de um axônio e mais sódio do lado de fora. Quando passa um sinal, a membrana que cobre o axônio se altera, permitindo aos íons escoarem através dela, causando uma mudança súbita nas propriedades elétricas nesse ponto. Essas mudanças oscilam ao longo do axônio como uma onda.

 

 

 

Quando o sinal alcança a sinapse, ele deve cruzar um pequeno intervalo para alcançar o próximo neurônio. Minúsculas bolhas nas ramificações da extremidade dos axônios contêm substâncias químicas, chamadas transmissores. Estas são liberadas quando atingidas pelos sinais e então atravessam o intervalo da sinapse. Quando contatam os dendritos da célula seguinte, dão início ao movimento do sódio e do potássio, transmitindo o sinal.

Agora o primeiro neurônio volta ao estado de descanso normal, esperando por outro sinal. Os transmissores químicos que carregam um sinal através do intervalo da sinapse podem ser de dois tipos diferentes. Alguns são chamados de substâncias químicas excitadoras. Estas são as substâncias que passam a mensagem para o próximo neurônio, que em seguida, começa as mudanças elétricas que darão origem a sinais a serem produzidos e passados ao longo do axônio. Os outros transmissores são chamados de substâncias químicas inibidoras. Sua função é evitar que um sinal seja produzido em outro neurônio.

 

 

Milhares de neurônios estão em contato com os outros através de sinapse, e muitos estarão produzindo sinais excitadores ou inibidores, O neurônio não produzirá nenhum sinal a menos que receba mais mensagens excitadoras ("liga") do que inibidoras ("desliga").Um sinal de um ou dois neurônios não é suficiente para acionar um outro - ele deve receber vários sinais de uma vez. Isto significa que quaisquer sinais ocasionais de milhares de neurônios ao redor não causarão uma mensagem falsa a ser passada. E quase como o princípio da votação, onde o neurônio precisa dos "votos" de uma série de outros neurônios antes de ser capaz de emitir um sinal.

O cerebelo influencia no equilíbrio, propriocepção q precisamos para realizar a marcha, coordenação dos movimentos,cálculo das forças da ...

Lesão no cerebelo


O cerebelo influencia no equilíbrio, propriocepção q precisamos para realizar a marcha, coordenação dos movimentos,cálculo das forças da marcha (largura do passo, distancia, altura), aprendizado motor (regula o movimento e os torna automáticos).

Cerebelo: pequeno cérebro; é uma máquina que aprende e também se corrige.

É o comparador e o corretor de erros. Cada vez que realizo um determinado movimento, se este não for satisfatório, o cerebelo compara os erros e refaz o movimento, para que ele possa ser melhor realizado da próxima vez.


Tem dois sistemas para realizar essa função:

1. Sistema em alça fechada: sistema mais lento; analisa o movimento, determinando a precisão e a correção do mesmo. Esse sistema não serve para movimentos rápidos.
2. Sistema em alça aberta: movimentos rápidos; segue um banco de dados pré-programados.
Ex: estou subindo a escada e bato a ponta do pé, não caiu, salto e coloco o pé no próximo degrau, isso é uma correção.

Existem muitas causas de afecções cerebelares:
· Atrofia cerebelar: pode ser 1 atrofia hereditária ou etilismo.
· Neoplasia: o mais comum é o meduloblastoma
· Processos infecciosos cerebrais: abcesso
· Dças desmielinizante: esclerose múltipla
· Avc cerebelares
· Intoxicação exógena: álcool
· Congênita: atrofia cerebelar, ausência total ou parcial do cerebelo
· TCE

Existem várias deficiências nas dças cerebelares:

1. BALANÇO E EQUILIBRIO:
O cerebelo é vital para o nosso equilíbrio.
Essa lesão ocorre no arquicerebelo, já q este tem conexões com o sistema vestibular, tendo como responsabilidade parcial a manutenção do equilíbrio. Isso ocasiona uma oscilação postural e também algumas reações atrasadas de equilíbrio. O pcte não consegue manter seu equilíbrio na posição ortostatica (por isso fazemos o teste de romberg – manutenção da ppostura em pé), porem isso desaparece quando o pcte esta deitado. Isso só ocorre no equilíbrio estático, portanto qdo o pcte começa andar isso diminui. O pcte não desenvolve modificações do reflexo postural, ou seja, o pcte tem gde dificuldade em manter um tônus adequado frente à gravidade, por isso a gde deficiência é na postura estática.

Distasia: o pcte não consegue se manter em posição ortostatica

2. ALTERAÇÃO NO CONTROLE DO TÔNUS MUSCULAR:
O cerebelo gera uma hipotonia, provavelmente pq há uma diminuição da excitação dos núcleos cerebelares profundos. É uma lesão na área do paleocerebelo q possui conexões com os tractos somatosensoriais ascendentes.
É uma alteração na manutenção do tônus, tanto na contração qto na estabilização do membro, isto aumenta qdo os movimentos requerem várias articulações.

O tônus flutua o tempo todo. Tenho um aumento ou redução do tônus adequadas para o movimento que preciso fazer e para a posição q preciso assumir. Qdo tenho 1 lesão cerebelar essa mudança de tônus se torna inadequada; não consigo estabilizar o tronco o suficiente, e liberar os membros para realizar o movimento. Nem sempre a alteração vai ser relacionada a distancia do objeto, ou ao calculo de movimento, e sim ao calculo de tônus necessário para realizar o movimento.
Isso diminui qdo o pcte aumenta a concentração.

2. DISMETRIA:
É uma deficiência para definir direção, extensão, força, e tempo do movimento de forma precisa. O pcte não consegue chegar ao alvo, ou ultrapassa o alvo; ou leva força demais e bate no alvo, ou força a menos e não consegue segurar o objeto.
Testes:
- index: dedo na ponta do nariz
- index-index: os 2 dedos na ponta do nariz ao mesmo tempo
- efeito rebote: o pcte consegue fazer, mais não consegue frear o movimento.
Ex: pcte com flexão de braço, cotovelo apoiado; aplico 1 resistência e num determinado momento retiro a força e o pcte continua o movimento.

É 1 lesão do neocerebelo q faz conexões com o córtex através dos núcleos da ponte.

Dismetria pura: alteração na duração do movimento, o pcte não atinge ou ultrapassa o alvo.

Também é considerada dismetria é a alteração na intensidade da contração – discronometria; o pcte tem retardo para iniciar a contração, ou prolonga a contração por mais tempo, o q gera um gasto energético >.



3. DECOMPOSIÇÃO DO MOVIMENTO:
Ocorre quando o movimento é interrompido; o movimento normal é fluido e continuo. Quando tenho uma decomposição do movimento, o pcte cria sub-partes do movimento deixando-o "feio", o que torna o movimento uma marionete. O cerebelo também é responsável por dar seqüência, suavidade, fluidez para o movimento.

Tremor cinético ou intencional: tremor durante o movimento (parado esse tremor não ocorre) ≠ do tremor do Parkinson que ocorre durante o repouso.

4. DISDIADOCOCINESIA
É a incapacidade de fazer movimentos rápidos e alternados.
Teste: palma de baixo, outra para cima; inverter isso rápido

Ambas estão relacionadas a tempo inadequado da atividade muscular, cálculo inadequado da atividade muscular.

Dismetria + discronometria gera 1 pcte com decomposição do movimento e disdiadococinesia. Isso quer dizer q uma alteração está relacionada com a outra. Todas as alterações de cálculo de movimento vão gerar outras tantas alterações funcionais do movimento.

5. ATAXIA
É o distúrbio mais clássico da lesão cerebelar, atinge tronco (gera alterações de movimento e de marcha), extremidades (boca, cabeça, língua –gera disartria).
A ataxia pode ocorrer em lesões frontais, TCE.
Faz marcha especifica, chamada de marcha ataxica ou marcha ebriosa, onde tenho pernas afastadas (para aumentar o equilíbrio), desigualdade no comprimento do passo (dismetria), frequentemente impede do pcte andar em linha reta; se o pcte perder a direção pode chegar a andar em circulo. Todas as fases e sub-fases da marcha são irregulares, não anda em superfícies desniveladas (porque estas requerem um calculo de movimento mais preciso).

O paciente pode ter lesão unilateral do cerebelo, em geral, nesse caso todos os testes tem desvio para o lado afetado.

Disbasia: incapacidade q o individuo tem de andar
Distasia: incapacidade do pcte se manter em pé.

O cerebelo faz conexão ipsilateral.

Ex: lesão do lobo frontal direito – hemiplegia esquerda
Ex: lesão cerebelar direita – hemiplegia direita

Principalmente em tumores, atrofia congênita do cerebelo – lesão unilateral

Ataxia de tronco – leva a uma alteração dos dois hemicorpos

6. ASTENIA
Fraqueza muscular generalizada; não muito comum.
Mecanismo não muito esclarecido- os mm recebem menos atividade elétrica, levando ao enfraquecimento.

7. TREMOR
Tremor cinético ou de intenção: aparece qdo o pcte começa o movimento
Tremor postural: pcte desenvolve em ortostatismo
O tremor afeta todas as tarefas q requerem precisão, pq o pcte flutua
Tremor é continuo.

8. ALTERAÇÃO NA FALA
Não tratamos.
O pcte tem uma alteração na qualidade melódica e no ritmo.
O pcte tem disartria (q pode ser causada pela ataxia), desenvolve uma fala típica – fala escandida – lenta, hesitante, pausa inadequada, silaba prolongada, acento no lugar inadequado, não muda de tom; o ritmo inadequado faz com q ele faça pausa inadequada.
Alguns pctes desenvolvem outro tipo de fala – fala explosiva – alteração da musculatura da laringe, onde o pcte tem dificuldade para iniciar ou parar a contração.

9. ALTERAÇÃO DO CONTROLE DO MOVIMENTO DOS OLHOS E DO OLHAR FIXO
Com a alteração cerebelar, o pcte tem incapacidade de mover os olhos para o alvo, o q faz diferença em todos os movimentos automatizados.
Se o paciente não tiver o movimentos dos olhos automatizados, erra nos cálculos q precisa fazer.

RECUPERAÇÃO CEREBELAR
- doenças crônicas causam sintomas mais leves

O cerebelo não se refaz, por isso preciso criar adaptações para q eu possa diminuir as alterações que são eocntradas no paciente. Para isso posso usar áreas remanescentes do pp cerebelo, ou conexões com o córtex motor.

Tenho q fazer 1 boa avaliação es estipular metas para o tto; quais são as maiores metas?
- > funcionalidade
- > segurança (isso engloba o equilíbrio)
- < custo energético

É fundamental para o tto determinar as funções básicas q o pcte não realiza, determinar os déficits, as razões para os déficits para encontrar o tto adequado.
Se o pcte tiver alterações no equilíbrio estático, não adianta ficar trabalhando função fina; por isso na avaliação preciso identificar q o > problema é no equilíbrio estático, senão não consigo fazer um tto adequado.

Ex: qual é a causa da dificuldade do pcte em realizar movimentos precisos? Pode ser intensidade de contração, ataxia de tronco, cálculo inadequado das forças.

Determino a função perdida, e as razões para isso ter ocorrido
Ex: o pcte não realiza mov preciso com MSD;
Razões para isso: alteração na intensidade da contração, ataxia de MSD, ataxia de tronco, alteração do mov dos olhos, alteração no inicio da contração (discronometria)
Preciso saber qual dessas razões esta interferindo mais nessa função.

A avaliação serve para verificar as razões q estão causando a alteração da função.
Na avaliação descubro as razões para alteração da função, e com isso determino um tto, estabeleço metas a curto e a longo prazo.

AVALIAÇÃO INCIAL FUNCIONAL
· Verifico mobilidade e postura no leito; essa avaliação é feito com base nas disfunções do pp pcte.
· Capacidade de sentar sozinho (passar da cama para sentar sozinho);
· Manutenção da postura sentada;
· Transposição de sentado para em pé;
· Manutenção da postura em pé;
· Transposição da posição ortostatica para a marcha;
· Como o pcte anda;
· Capacidade de vestir-se, alimentar-se, já q esses são mov multiarticulares;
· Nível de esforço;
· Tempo gasto para realizar as atividades;
· Movimento secundário criado pelo pcte para seu pp auxilio – modificações do movimento
· Qualidade do movimento – se o pcte faz 1 movimento suave, fluido, se ele preciso interromper o mov
· Examinar sempre os dois hemicorpos
· Observar o mov dos olhos

Trabalho com função controlada: controlo a distancia, altura com q eu quero trabalhar

TRATAMENTO
Sempre trabalho em 1º lugar a distorção predominante (é a principal razão para o pcte apresentar alteração da função), no cerebelo procuro sempre trabalhar com movimentos lentos, já q os movimentos rápidos esses pctes não guardam – alteração cerebelar cria alteração do refinamento do movimento.

OBJETIVOS DA FISIOTERAPIA
· Dar estabilidade postural para o pcte
· Transferências funcionais
· Marcha
· Precisão dos movimentos no membro nas diversas atividades
· A fisioterapia interfere em função, mudança de posição, equilíbrio estático e dinâmico e precisão de mov.

TRATAMENTO INICIAL
· Controle de cabeça e tronco; prono é uma boa postura para trabalhar isso. O trabalho em prono segue a seqüência o desenvolvimento neuropsicomotor. O 1º movimento que o bebe adquire é o controle de cabeça; o controle da postura do bebe é cefalo caudal. Por isso uma boa forma de organizar o controle motor dentro do cerebelo e começar pelo controle da cabeça e tronco. Para isso podemos usar recursos – gelo, vibração... A evolução disso é prono com apoio em cotovelo, extensão do dorso.
· A posição de gato é muito eficaz para distúrbios cerebelares
· Biofeedback : mostra os mm q estão sendo utilizados, torna o movimento mais preciso
· A partir do controle de cabeça, vamos trabalhar o equilíbrio sentado. Para isso posso usar cadeiras sem braço, e depois usar baquinhos.
· Depois apoio no quadril com o pcte de frente para o espelho
· Bobath, balão laranja – exercícios de equilíbrio
· Estabilidade rítmica para rotação de tronco
· PNF: parte dele é estabilidade rítmica
· Apoio anterior: pcte sentado na cama, apoio no MS, e faço dissociação de cintura, rotação de tronco
· Evolução do exercício: qto + elevo o ms, mais equilíbrio sentado o pcte precisa – é 1 forma de dificultar o exercício
· Transposição supino ou prono para sentado e transferências
· Pcte q não senta sozinho: decúbito lateral para sentado, depois decúbito ventral para lateral, decúbito dorsal para lateral e sentado, treino de rolar
· Qdo o pcte tem bom abdominal, o decúbito lateral diminui o uso de mm abdominais
· Transferência: cadeira de rodas – cama , para dar independência – superfícies com a mesma altura é mais fácil
· Treino de ortostatismo e deambulação
· Postura de gato: para q ele tenha equilíbrio, estabilidade de quadril e transferência de peso
· Ajoelhado: com ou sem espaldar, com bastão, controle e extensão de quadril ate chegar na posição ortostatica
· Ponte é um bom treino inicial, é um fortalecimento de extensores do quadril
· Barras paralelas: posso usar qdo o pcte ainda não tem condicionamento cardio-vascular suficiente para deambulação
· Qdo o pcte sair das barras pode usar varas
· Obstáculos: posso usar marcha ultrapassando obstáculos, mais isso é 1 treino final
· Superfícies desnivelas e obstáculos são treino final

Atrapalham o treino de marcha e equilíbrio em pé:
- Ataxia: tenho q dar controle de tronco
- tremor: posso usar peso no tornozelo, diminui o tremor pq da mais estabilidade para o pcte

- treino de superfícies niveladas em todas as direções

- dispositivos auxiliares de marcha: andadores (funciona mal em muitos pctes atáxicos; pela flutuação do tônus o pcte não consegue não consegue se manter e frequentemente ele tira o andador do chão e perde o equilíbrio) varas (são 2 varas altas usadas como se fossem bengalas, mais como são mais altas,dão maior estabilidade) bengalas

Dismetria: posso trabalhar com o kabat, que melhora o controle motor (os cálculos), intensidade da contração muscular.

Exercícios de Frenkel: funciona principalmente para MMII

Os trabalhos para dismetria não podem ser os únicos trabalhos da sessão, além disso precisa-se trabalhar AVDs.

Eletromiografo e o biofedback são bons recursos pq mostram quais mm estão contraindo, se esta simétrica...


O prognostico para essa patologia é ruim, pela complexidade das funções cerebelares. As adaptações cerebelares funcionam melhor nos movimento lentos.

O controle adequado da função muscular exige não apenas a excitação do músculo pelo motoneurônio anterior, mas também contínuo feedback d...

Receptores musculares


O controle adequado da função muscular exige não apenas a excitação do músculo pelo motoneurônio anterior, mas também contínuo feedback da informação proveniente de cada músculo para o sistema nervoso central, fornecendo dados sobre o estado em que o músculo se encontra a cada instante, isto é, qual o comprimento do músculo, qual sua tensão instantânea e a velocidade com que seu comprimento e sua tensão se modificam.

Para que essa informação seja gerada, os músculos e seus tendões são fartamente supridos por dois tipos especiais de receptores sensoriais:

(1) os fusos musculares, que são distribuídos na própria massa muscular e enviam para o sistema nervoso informações tanto sobre o comprimento muscular como sobre a velocidade com que esse comprimento se altera

(2) os órgãos tendinosos de Golgi, que estão localizados nos tendões musculares e enviam informações sobre a tensão muscular e a velocidade com que essa tensão varia.

Os sinais provenientes desses dois receptores têm como finalidade única, ou quase única, o controle do próprio músculo, pois atuam quase inteiramente a nível subconsciente. Mesmo assim, eles transmitem grande quantidade de informações para a medula espinhal, o cerebelo e para o próprio córtex cerebral, auxiliando cada uma dessas partes do sistema nervoso a desempenhar sua função no controle da contração muscular. Cada fuso muscular é construído em volta de 3 a 12 pequenas fibras musculares intrafusais, que são afiladas em suas extremidades e estão ligadas ao glicocálice das fibras musculares esqueléticas extrafusais vizinhas. Cada fibra intrafusal é uma fibra muscular esquelética muito pequena; no entanto, e m sua região central - isto é, a área situada a meio caminho entre as extremidades – praticamente não existem filamentos de actina e miosina. Por isso, as fibras intrafusais se contraem apenas em suas extremidades, e a parte central está associada a receptores sensoriais.

As extremidades são excitadas pelas fibras dos motoneurônios gama. Essas fibras são freqüentemente chamadas fibras eferentes gama, em contraposição às fibras eferentes alfa, que inervam as fibras musculares extrafusais. As fibras sensoriais presentes no fuso muscular se originam na região central, ou equatorial do fuso, e são estimuladas pelo estiramento dessa região. O receptor do fuso pode ser excitado de duas maneiras diferentes:

1. O alongamento de todo o músculo causará, obviamente, o estiramento da região média do fuso e, portanto, a excitação do receptor.

2. Mesmo que não ocorra alteração do comprimento total do músculo, a contração das extremidades das fibras intrafusais também causará o estiramento da região média das fibras intrafusais, com a conseqüente excitação do receptor.

Na área receptora do fuso muscular são encontrados dois tipos de terminações sensoriais. Na parte mais central da área receptora, uma grande fibra sensorial envolve circularmente a região central de cada fibra intrafusal, formando a chamada terminação primária ou terminação ânulo-espiral. Essa fibra nervosa é do tipo Ia, de diâmetro médio e transmite sinais sensoriais para a medula espinhal com velocidade entre 70 e 120 m/s, tão rapidamente quanto qualquer outro tipo de fibra nervosa sensorial em todo o corpo. Geralmente, em um dos lados da terminação primária, a região receptora é inervada por uma ou duas fibras sensoriais do tipo I.

Essa terminação sensorial é chamada terminação secundária ou, algumas vezes, terminação em buquê. Também há dois tipos diferentes de fibras intrafusais:

(1) as fibras com bolsa nuclear (uma a três em cada fuso) nas quais grande número de núcleos está congregado no interior de um saco expandido na porção central da área receptora

(2) as fibras com cadeia nuclear (três a nove em cada fuso), cujo diâmetro é aproximadamente igual à metade do correspondente às fibras com bolsa nuclear, e possuem os núcleos alinhados em cadeia ao longo da área receptora.

A terminação primária inerva tanto as fibras intrafusais com saco nuclear como as fibras com cadeia nuclear. Por outro lado, a terminação secundária habitualmente inerva apenas as fibras intrafusais com cadeia nuclear.

Quando a porção receptora do fuso muscular é estirada lentamente, o número de impulsos transmitidos, tanto pela terminação primária como pela secundária, aumenta quase diretamente em proporção ao grau de estiramento, e as terminações continuam a transmitir esses impulsos durante muitos minutos. Esse efeito é chamado de resposta estática do receptor do fuso e significa simplesmente que tanto a terminação primária como a secundária continuam a transmitir seus sinais durante todo o tempo que o receptor permanecer estirado. Como apenas as fibras intrafusais do tipo com cadeia nuclear são inervadas por terminações tanto primária como secundária, acredita-se que essas fibras com cadeia nuclear sejam responsáveis pela resposta estática. Quando o comprimento do receptor do fuso aumenta subitamente, a terminação primária (mas não a terminação secundária) é intensamente estimulada, estímulo esse, muito mais potente que o provocado pela resposta estática, chamado de resposta dinâmica, que significa que a terminação primária responde de forma extremamente ativa e rápida a velocidade de modificação do comprimento.

Quando o comprimento do receptor do fuso aumenta por apenas uma fração de micrômetro, mas esse aumento ocorre em fração de segundo, a terminação primária transmite uma quantidade imensa de impulsos partir das fibras Ia, mas apenas durante o tempo em que o comprimento está aumentando. Imediatamente após ser sustado o aumento de comprimento do receptor, a freqüência de descarga dos impulsos volta a nível muito mais baixo, correspondente à resposta estática, que ainda está presente no sinal.

Ao contrário, quando há encurtamento do receptor do fuso, essa modificação diminui momentaneamente a freqüência de impulsos provenientes da terminação primária. Em seguida, logo que a área receptora atinge seu novo comprimento mais curto, os impulsos reaparecem nas fibras Ia, dentro de uma fração de segundo. Portanto, a terminação primária envia ao sistema nervoso central sinais de grande intensidade alertando-o sobre qualquer alteração do comprimento da área receptora do fuso. Como apenas as terminações primárias transmitem a resposta dinâmica e as fibras intrafusais com saco nuclear são inervadas apenas por terminações primárias, admite-se que sejam essas fibras intrafusais as responsáveis pela intensa resposta dinâmica. Os neurônios motores gama que se dirigem para o fuso muscular podem ser divididos em dois tipos diferentes: gama-dinâmico (gama-d) e gama-estático (gama-e). O primeiro tipo excita principalmente as fibras intrafusais com saco nuclear e o segundo excita as fibras intrafusais com cadeia nuclear, Quando as fibras gama-d excitam as fibras com saco nuclear, a resposta dinâmica do fuso muscular torna-se tremendamente aumentada, ao passo que a resposta estática é muito pouco afetada.

Por outro lado, a estimulação das fibras gama-e, que excitam as fibras com cadeia nuclear, aumenta a resposta estática, influenciando muito pouco a resposta dinâmica. Normalmente, os fusos musculares emitem continuamente impulsos nervosos sensoriais, principalmente quando existe pequena excitação motora gama. Estirando-se os fusos musculares, há aumento da freqüência de disparo, enquanto o encurtamento do fuso diminui essa freqüência de disparo.

Assim, os fusos musculares podem enviar à medula espinhal sinais positivos e sinais negativos, isto é, um número aumentado de impulsos (sinal positivo) indica aumento do estiramento do músculo, enquanto uma diminuição do número de impuls os aferentes (sinal negativo) indica que o músculo não está sendo estirado.

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