Um novo estudo descobriu que o antidepressivo fluoxetina (o famoso Prozac) pode facilitar a recuperação de pessoas que sofreram acidente vas...

Antidepressivo ajuda pacientes de derrame a se recuperarem melhor



Um novo estudo descobriu que o antidepressivo fluoxetina (o famoso Prozac) pode facilitar a recuperação de pessoas que sofreram acidente vascular cerebral isquêmico, onde parte do cérebro fica sem sangue devido a um bloqueio.

Esses pacientes muitas vezes acabam parcialmente paralisados, ou com fraqueza muscular severa. Eles precisam de cuidados especiais, uma vez que não conseguem fazer muitas coisas sozinhos.

A fisioterapia é o tratamento padrão para ajudar esses pacientes a reconstruir suas capacidades motoras. Agora, os pesquisadores descobriram que tomar fluoxetina pode facilitar essa recuperação.

O estudo contou com 118 pacientes franceses que haviam sofrido derrame isquêmico agudo. Metade recebeu a droga, um inibidor seletivo de serotonina, com início entre 5 a 10 dias após o evento, e a outra metade recebeu um placebo.

Os que receberam o medicamento tiveram um controle significativamente melhor do seu corpo (ambos membros superiores e inferiores) 90 dias depois do tratamento. Eles também tinham maior probabilidade de recuperar o controle o suficiente para viver de forma independente.

Os pesquisadores acreditam que a fluoxetina ajudou os pacientes a se recuperar reduzindo a inflamação do cérebro e aumentando os níveis de serotonina, um neurotransmissor do sistema nervoso central. Uma hipótese é que uma função primária do sistema serotoninérgico do cérebro é facilitar o rendimento motor.

A descoberta tem um enorme potencial para mudar a prática clínica com pacientes de derrame, mas os cientistas ainda não podem afirmar se a maioria dos pacientes com deficiências motoras após AVC devem ser tratados com a droga. Estudos maiores e mais duradouros são necessários para que essa conclusão seja alcançada.

As mulheres com esclerose múltipla são mais propensas que os homens portadores da doença a ter um gene supostamente ligado à enfermidade, d...

Esclerose múltipla e a genética


As mulheres com esclerose múltipla são mais propensas que os homens portadores da doença a ter um gene supostamente ligado à enfermidade, de acordo com um novo estudo.

A descoberta pode ajudar pesquisadores a obterem mais informações sobre o desenvolvimento da esclerose múltipla, que está se tornando mais comum especialmente entre as mulheres, ao menos pelo que indicam os diagnósticos.

Embora ninguém saiba o que causa a doença, os cientistas suspeitam que algumas pessoas são geneticamente suscetíveis e algo no ambiente desencadeia o problema.

O novo estudo examinou os genes em 1055 famílias nas quais ao menos uma pessoa possui esclerose múltipla – 7093 pessoas no total.

Entre os que tinham a doença, mulheres eram 1,4 vezes mais propensas que homens a terem uma variação genética no gene chamado HLA, que tem sido associado ao diagnóstico de esclerose múltipla. A descoberta foi divulgada na edição online de 5 de janeiro da Neurology.

"Nossa descoberta também mostra que as mulheres com a variação genética do HLA são mais propensas a transmitires o gene alterado para seus familiares do que os homens", afirma o co-autor do estudo, George C. Ebers, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

"Parece que quanto menos a partilha genéticas entre os indivíduos, maior é a interação entre o sexo feminino e da herança da variante do gene HLA", afirma Orhun Kantarci, da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, autor de um comentário que acompanha o estudo. "A descoberta abre caminho para futuros estudos sobre estes genes, o que esperamos que nos ajude a compreender como acontece a herança de doenças complexas como esclerose múltipla."Entretanto, entre aqueles mais propensos a herdar o gene alterado, parentes de segundo grau (como tios, seus sobrinhos e sobrinhas) enfrentam maior risco de ter a doença do que parentes de primeiro grau (como irmãos, pais e filhos), segundo os pesquisadores.

O traumatismo craniano é um tipo de contusão ou ainda lesão na cabeça, pode ocorrer imediatamente ou se desenvolver lentamente no decorrer d...

Resumo de Traumatismo craniano



O traumatismo craniano é um tipo de contusão ou ainda lesão na cabeça, pode ocorrer imediatamente ou se desenvolver lentamente no decorrer de várias horas, podendo ainda consituir-se num traumatismo cranioencefálico.

A maior parte das lesões cranianas são de menor importância pois o crânio propicia uma considerável proteção ao cérebro contra lesões. A maioria das lesões na cabeça é considerada leve, mas pode ser um problema grave.

As causas mais comuns das lesões na cabeça incluem os acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, quedas, violência física e acidentes em casa.

Se uma criança começa a brincar ou a correr imediatamente após um golpe na cabeça, é provável que não haja uma lesão grave. No entanto, ainda assim, deve-se observar atentamente a criança no dia seguinte, pois algumas vezes os sintomas de uma lesão podem ser retardados.

Mesmo que o crânio não esteja fraturado, o cérebro pode bater contra a parte interna do crânio e ser danificado. Se houver sangramento dentro do crânio, poderão surgir complicações posteriores. Desta forma deve-se sempre procurar um médico.

As consequências podem variar, desde uma recuperação completa até morte.

O traumatismo cranioencefálico é uma constante no mundo de hoje, mundo esse cada vez mais industrializado e motorizado. Os números estatísticos dessa doença são no mínimo desanimadores: 10 milhões de casos somente nos EUA anualmente dos quais 20% são sérios o bastante para causar lesão cerebral.

Como não bastasse, grande parte dos acidentados estão no ápice de atividade vital, sendo que dentre os homens abaixo de 35 anos, a maior causa de morte é o acidente de trânsito dos quais 70% envolvem traumatismo craniano e medular.

As principais maneiras de diminuição da morbidade e mortalidade dessa doença têm sido conseguidas através de programas nacionais de prevenção aos acidentes de trânsito e pela maior capacitação de pessoal especializado no resgate de acidentados, visando diminuir ao máximo as lesões devidas ao transporte inapropriado o que muitas vezes é o responsável por transformar uma lesão reversível em irreversível.

No que diz respeito ao tratamento das lesões propriamente ditas e aos processos de reabilitação, há, no momento, várias formas e protocolos utilizados pelos diversos serviços ao longo do globo, entretanto, não há um consenso sobre qual deles oferece a melhor terapêutica. Caso se conseguisse uma melhor revisão desses métodos de tratamento, avaliando seus benefícios e malefícios, uma melhor conduta terapêutica poderia ser escolhida e assim, milhares de pessoas em todo mundo poderiam se beneficiar.

Foi justamente pensando nisto, que o Dr. Ian Roberts, epidemiologista do Child Health Institute (Instituto de Saúde da Criança) de Londres, juntamente com sua equipe, realizou um estudo com o intuito de analisar os diversos estudos já publicados no meio médico sobre o tema em questão e avaliar não somente as conclusões dos mesmos, mas principalmente a forma como foram feitos, visto que esse último parâmetro é o maior responsável pela qualidade das conclusões adquiridas e posteriormente seguidas na prática médica.

A Síndrome de Bourneville-Pringle (Desiré Magloire Bourneville, neurologista françês, 1840-1909 - John James Pringle, dermatologista inglê...

Síndrome de Bourneville-Pringle




A Síndrome de Bourneville-Pringle (Desiré Magloire Bourneville, neurologista françês, 1840-1909 - John James Pringle, dermatologista inglês, 1855-1922) ou Epilóia ou ainda Esclerose Tuberosa é uma doença - onde anomalias congênitas neurológicas combinam-se com defeitos congênitos da pele, retina e outros órgãos, é de herança dominante, manifesta-se pela tríade clínica de crises convulsivas, retardo mental e adenoma sebáceo. Este último é representado por finas lesões semelhantes a verrugas com distribuição predominante sobre as bochechas e fronte, em forma de borboleta. Os adenomas individuais variam de tamanho entre 0,1 a 1,0 cm e são elevados, de coloração rosada ou amarelo-rosada. Além disso, a pele que recobre a parte inferior das costas pode ser espessa, áspera e de coloração amarelada como a pele do tubarão ou do porco.

A deficiência mental pode ser relativamente estacionária ou progressiva. As convulsões costumam ser generalizadas, mas podem ser focais. Os tumores retinianos, a atrofia óptica e as cataratas, a sindactilia, a espinha bífida e outras malformações visíveis podem coexistir.

Os casos mais avançados de esclerose tuberosa geralmente se encontram nas instituições para retardos mentais, sendo porém um erro considerar que todos são tão gravemente incapacitados. Não é de todo raro encontrar nas clínicas dos hospitais gerais, pacientes com inteligência média e apenas convulsões e lesões cutâneas. Eventualmente uma síndrome cerebral focal mostrará à biópsia um típico "tubérculo" ou um glioma associado, em paciente que não se sabia ser portador da doença. A história familiar é frequentemente de pouca valia; aproximadamente 50% dos casos são esporádicos (mutação?).

No caso original de Bourneville a morte se deveu a um tumor benigno do músculo cardíaco (rabdomioma) e a maioria dos casos desse tumor cardíaco está associado à esclerose tuberosa. Esta doença também se combina com malformações tuberosas do rim, fígado, glândulas adrenais, e do pâncreas.

O diagnóstico é feito com o auxilio do RX do crânio. Nódulos calcificados ocorrem particularmente nos lobos temporais e adjacências dos ventrículos. O tratamento é exclusivamente sintomático. O prognóstico de sobrevida além da terceira década é sombrio.

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