terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Alterações da função perceptiva pós AVC

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC ou derrame) é uma das principais causas de incapacidade a longo prazo, bem como uma das principais causas de morte no Brasil

Após a ocorrência de AVC poderá estar presentes alguns déficit perceptivos. O seu tipo e extensão vão depender do local da lesão. As lesões do hemisfério não dominante (para a maioria dos indivíduos o hemisfério direito) produzem distúrbios da percepção. Os distúrbios podem ser em nível da figura de fundo, posição no espaço, constância da forma, percepção da profundidade, relações espaciais e orientação topográfica. A apraxia e a agnosia são outros dos distúrbios frequentes em indivíduos que sofreram um AVC.

A apraxia consiste na incapacidade para programar uma sequência de movimentos, apesar das funções motoras e sensoriais estarem aparentemente conservada. A apraxia pode manifestar-se de varias formas, sendo estas, a apraxia ideomotora (gestos); a apraxia ideativa (tarefa); a apraxia do vestir (incapacidade para efetuar as tarefas funcionais do ato de vestir) e a apraxia construtiva (incapacidade para construir modelos a duas ou três dimensões).

A agnosia consiste na incapacidade de reconhecer objetos familiares de uso pessoal, e de lhe dar uma função, ainda que os órgãos sensoriais não estejam lesados. Poderão igualmente surgir alterações em nível da imagem e esquema corporal, onde se incluem a negligência unilateral e falhas na discriminação esquerdo-direita.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

3 reflexos e o tônus muscular


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O tônus muscular é um estado de tensão permanente do músculo estriado, mesmo quando em repouso, ou por outras palavras, é a resistência encontrada ao movimento passivo dos membros.

Existem três reflexos essenciais que explicam a existência do tônus muscular:

1º - reflexo miotático da extensão

Sempre que existe um estiramento muscular, os receptores intrafusais do fuso são estimulados, enviando sinais pelas fibras aferentes IA até a medula, onde as fibras se conectam com o motoneurônio α,  promovendo a contração muscular, evitando assim o estiramento muscular excessivo.

2º - reflexo miotático inverso

Sempre que existe um aumento da tensão muscular, os receptores do órgão tendinoso de golgi sao estimulados, enviando sinais pelas fibras aferentes IB até a medula, onde as fibras se conectam com dois interneurônios, um que irá inibir o motoneurônio α do músculo agonista e outro que irá ativar o motoneurônio α do músculo antagonista, evitando assim a contração excessiva do músculo agonista.

3º - reflexo de encurtamento

Ainda hoje não totalmente compreendido, consiste numa contração muscular reflexa à medida que o músculo vai se aproximando dos seus pontos de inserção, sendo então notado a partir de um determinado ângulo de flexão da articulação.

O tônus muscular é consequência de reflexos que atuam ao nível do arco reflexo, permitindo uma harmonia de movimento entre músculos agonistas e antagonistas tanto na postura como na participação em movimentos associados e, evitando contrações ou estiramentos excessivos.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sabendo mais sobre braço com parestesia

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Braço com parestesia e dor não é uma queixa muito comum. É geralmente uma anormalidade temporária que ocorre no braço. Esta condição é devido a uma lesão no braço, nervos, ou está relacionada com alguma doença como os danos de diabetes, espinhais, bem como a esclerose múltipla. Existem cinco nervos que passam através da vértebra da parte inferior do pescoço para o ombro e viajam  para baixo para o braço. Esses nervos são chamados de plexo braquial  e ajudam  os impulsos sensoriais e motores de abastecimento nervoso. Quando o braço com parestesia ocorre, é referida  como plexo braquial.

Causas

Braço com parestesia é causado por uma série de fatores que afetam os nervos e de fornecimento de sangue para o braço. Algumas dessas causas possíveis incluem:

Trauma
Qualquer tipo de lesão ou trauma que faz com que os nervos do braço para esticar, com  rasgo ou obtém  pistas danificadas a parestesia. Essas lesões podem resultar de um acidente, queda ou uma atividade esportiva. Como mencionado acima, estes nervos viajam  para baixo do ombro para os braços. Assim, o trauma para estes nervos pode levar a armar parestesia e dor no ombro também.

Pressão do nervo
A pressão sobre os nervos pode ocorrer quando uma pessoa dorme do lado errado ou coloca pressão sobre o braço durante o sono. Isso faz com que a pressão sobre os nervos e, portanto, provoca compressão temporária do nervo. Como resultado, quando a pressão é libertada, que conduz a armar parestesia e dor. A lesão do nervo pode ocorrer até mesmo devido a uma infecção como a doença de Lyme, distúrbios neurológicos, congelamento, etc.. Herpes zoster de ataque de vírus também pode causar dormência e parestesia durante o início das telhas.

Redução de fornecimento de sangue
Má circulação sanguínea devido à doença vascular periférica (PVD) pode levar a parestesia nos braços. A placa acumula  nas paredes das artérias que conduz  à aterosclerose, ou bloqueio das artérias, e pode levar à redução no suprimento de sangue. Quando o suprimento de sangue diminui, as células nervosas não são capazes de enviar sinais ao cérebro. Isto leva à sensação de formigamento e queimação nos braços.

Outras Condições
Existem algumas condições de certos outros que podem levar a armar parestesia. Essas condições incluem:

  • Ataque isquêmico transitório
  • Doença do neurônio motor
  • Doenças auto-imunes como a esclerose múltipla, lúpus eritematoso
  • Má postura
  • Correia do chicote
  • Levantar pesos pesados
  • Síndrome do túnel cárpico
  • A artrite reumatóide
  • A artrite psoriásica
  • Ansiedade
  • Hipotireoidismo
  • Diabetes
  • Hipoparatireoidismo
  • Guillain-Barré
  • Crise de enxaqueca
  • A deficiência de vitamina como vitamina B5 e B12
  • Hérnia de disco

Braço com Parestesia: Sintomas
Agora, os sintomas do braço parestesia são muito simples e diretos. O formigamento constante, ardor, formigamento, dormência nas mãos indica parestesia. Esta sensação de formigueiro na pele resolve por si própria depois de algum tempo, ou quando a posição do corpo é alterado.

Tratamento

Experimentando braço parestesia e dor ocasionalmente, não indica muito para se preocupar. No entanto, parestesia crônica é uma causa de preocupação e deve-se buscar investigação médica para posterior diagnóstico. O tratamento  de  parestesia do braço dependerá das causas subjacentes. Em caso de condições inflamatórias,  será dada medicação anti-inflamatória e diuréticos. Um nervo comprimido ou pressão sobre o nervo podem  ser tratados  com fisioterapia e tração. Em caso de diabetes, o paciente será convidado a manter os níveis de açúcar no sangue sob controle.

Crônica no braço parestesia e dor são mais sintomáticos indícios no sentido de uma condição de saúde subjacente. Se a pessoa experimenta no braço parestesia continuamente, ela  devem falar com seu médico para uma avaliação mais aprofundada.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Entenda tudo sobre a dor no ciático

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O ciático é o nervo mais longo do corpo humano, nasce a partir das raízes nervosas da região lombar e desce até os dedos dos pés, sendo responsável por grande parte da sensibilidade e motricidade das pernas. A dor ciática ocorre devido a processos inflamatórios ou compressivos de uma ou mais das raízes nervosas que o formam, bem como de possíveis lesões ao longo do trajeto do nervo. A compressão das raízes nervosas costuma ser causada por distúrbios na coluna (artrose, fraturas, osteoporose), tumores ou processos inflamatórios. A dor costuma se manifestar ao longo do trajeto do nervo, ou seja, na região do quadril e irradia-se para a face posterior da coxa e das panturrilhas, podendo afetar, inclusive, o pé, variando bastante em cada paciente na dependência de quais raízes ou porções do nervo sejam afetadas.

A hérnia de disco é o mecanismo mais comum de dor ciática. A dor ciática costuma se caracterizar por uma dor lombar que se irradia para uma das pernas, na maioria dos casos. Além da dor, o paciente pode sentir dormência, sensações como queimação ou formigamento ao longo do trajeto do nervo (parte posterior da perna e panturrilha) e diminuição da força de alguns músculos da perna, levando à sensação de fraqueza e dificuldade para alguns movimentos como caminhar e subir escadas. Como resposta à dor, costuma haver espasmo dos músculos próximos da coluna lombar, gerando uma rigidez da região que dificulta ainda mais a mobilidade do indivíduo afetado. Habitualmente, uma crise aguda de dor lombar/dor ciática costuma durar de três a seis semanas, mas até em um terço dos casos pode evoluir por mais tempo tornando-se uma dor crônica, limitando os movimentos e o retorno para às atividades habituais da pessoa, inclusive ao trabalho.

O pico de incidência, fase em que as crises de dor ciática costumam surgir, ocorre por volta da terceira e quarta década da vida, podendo se repetir ao longo de toda a vida do indivíduo, tendendo a piorar a intensidade e a frequência com o advento da idade avançada devido às mudanças degenerativas que ocorrem com o tempo, como perda de massa muscular e o processo de artrose da coluna.

 A dor no ciático, na maior parte dos casos, é de causa mecânica, relacionada com excesso de pressão exercida sobre as vértebras da coluna lombar pelo peso do corpo, que leva ao deslocamento e ruptura do disco intervertebral conforme mecanismo descrito anteriormente. Situações que aumentam a pressão sobre a região lombar têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de dor ciática, como excesso de peso, posturas inadequadas, movimentos de elevação de carga acima da linha de cintura, fraqueza nos músculos de sustentação do tronco, principalmente os abdominais e da região lombar. Essas situações devem ser evitadas através de atividade física regular, tanto aeróbica, para evitar o ganho de peso, quanto para o fortalecimento de musculatura localizada, correção de hábitos posturais inadequados durante trabalho, descanso e, mesmo ao dormir, e através de cuidados quando da  execução de movimentos de abaixar para apanhar objetos, carregar peso e torcer o tronco, particularmente nas pessoas que o fazem de forma repetitiva, seja no trabalho, nas atividade domésticas ou em práticas esportivas.

O tratamento da dor ciática baseia-se na definição do diagnóstico etiológico da dor, ou seja, no mecanismo causador dela. Conforme citado acima, a dor é habitualmente de causa mecânica devido a deslocamentos dos discos intervertebrais, como também por processos degenerativos dos ossos e articulações da coluna, sendo considerado o fator físico da compressão sofrida pelas raízes nervosas o principal problema a ser tratado.

A recomendação de tratamento inicial é reduzir a carga sobre essa região da coluna, o que se faz com um período de repouso em posição deitada, evitando-se movimentos de se dobrar para frente, torção lateral da coluna e carregar peso, medidas que, associadas ao uso de medicação sintomática como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares costumam ser eficazes na maior parte dos casos, levando a uma resolução completa dos sintomas em até três meses. Métodos fisioterápicos analgésicos também são importantes aliados nessa fase para o alívio e o retorno mais precoce às atividades, assim como a acupuntura e massoterapia e, para alguns casos mais resistentes, métodos invasivos de controle de dor (bloqueios neurais e infiltrações), a serem executados por médico especialista. O que precisa ser conscientizado pelo portador dessas condições é que o alívio da dor não significa cura, pois o processo mecânico de compressão neural ainda estará presente e, possivelmente, acompanhará o indivíduo por toda a vida. Cabe, então, o tratamento de prevenção para se evitar novas crises, o que pode ser feito com mudanças de hábitos de vida, como perda de peso e atividades físicas que reforcem a musculatura abdominal e paravertebral, além de mudanças posturais durante o trabalho, atividades cotidianas, lazer e o sono, necessitando do acompanhamento de fisioterapeutas e educadores físicos. 

Para um pequeno número dos portadores de dor ciática, essas estratégias, acima descritas, não serão suficientes para trazer um melhora suficiente e duradoura, sendo candidatos aos tratamentos cirúrgicos existentes. Nesses casos, cabe ao médico especialista, ortopedista ou neurocirurgião, optar, entre as várias técnicas atualmente disponíveis, a que melhor convém àquele indivíduo específico.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dica de livro: Neurologia para o Fisioterapeuta

Há livros que mudam a maneira de ver certos assuntos dentro da profissão. Comigo, aconteceu isso com o livro que está abaixo. De fácil entendimento, esclareceu e facilitou o entendimento de muitos pontos da reabilitação neurológica de pacientes.

Livro - Neurologia para o Fisioterapouta

Este livro de Fisioterapia foi concebido para a especialidade da Neurologia. Apresenta todo o material de ensino em textos de agradável leitura e fácil compreensão e com excelentes ilustrações, tornando mais fácil o aprendizado para o leitor. As várias figuras coloridas ilustram as patologias e os métodos diagnósticos mais utilizados pelo médico. Dessa forma auxiliam o leitor a assimilar melhor os sintomas e quadros clínicos.

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Neurofuncional e a reabilitação de pacientes

 
CEREBRO

Os distúrbios neurológicos, geralmente, causam problemas temporários ou permanentes, que podem prejudicar o indivíduo em suas funções diárias e profissionais tornando-os, muitas vezes, dependentes de outras pessoas, de forma parcial ou total. A reversão deste quadro, entretanto, é possível, e a assistência fisioterapêutica a pacientes neurológicos exerce um papel fundamental na reabilitação, adaptação e interação dos mesmos à sua condição de saúde. Dentre as doenças mais conhecidas e que necessitam da intervenção da fisioterapia estão a paralisia cerebral, a esclerose múltipla, o acidente vascular encefálico (ou acidente vascular cerebral ou AVC), paralisia facial, a Doença de Parkinson, o Mal de Alzheimer, o traumatismo crânio encefálico decorrente de acidentes e traumas em geral.

O tratamento tem como objetivo a diminuição dos sintomas em pacientes que apresentam alterações nos seus movimentos ou até
mesmo paralisia de um ou mais membros do corpo. O fisioterapeuta trabalha na restauração de funções como a coordenação motora, o equilíbrio, a força e os movimentos. Os tratamentos mais usuais dentro da fisioterapia neurológica consistem na utilização de recursos como o fortalecimento muscular, eletroestimulação, treinamento cardiorrespiratório e os simuladores de movimento, tanto em consultório quanto em home care (domicílio).

A   especialidade é procurada principalmente por adultos e idosos, mas também atende a crianças. O tempo de resposta ao tratamento depende de inúmeros fatores, como disciplina, grau de lesão neurológica, frequência dos atendimentos, idade do paciente, entre outros.
Costumamos ter uma boa resposta nos pacientes mais jovens, especialmente em crianças. O tratamento é muito recompensador também para pacientes idosos, com alterações originadas do Parkinson e do Mal de Alzheimer.

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