sábado, 31 de janeiro de 2015

Como se dá a Plasticidade Cerebral depois do AVC

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Plasticidade neuronal é a capacidade do sistema nervoso em alterar sua forma e função no decorrer da vida em função das exigências
adaptativas ambientais. O conceito mostra-se muito amplo: vai desde uma alteração muito extensa, por exemplo, após um traumatismo
cranioencefálico ou mesmo após um grande acidente vascular encefálico, até alterações sutis, tais como o aprendizado de um novo conceito.

Estudos com neuro-imagens de indivíduos com AVC, indicaram modelos de ativação pós-lesão que sugerem reorganização funcional tanto no córtex adjacente quanto no hemisfério contralateral. Investigações morfológicas mostraram que este tipo de plasticidade é mediado por proliferação de sinapses e brotamento axonal.

As alterações celulares que acompanham estas teorias são:

1. Brotamento ou Sprouting: ocorre um novo crescimento a partir de axônios. Envolve a participação de vários fatores celulares e químicos; resposta do corpo celular e a formação de novos brotos; alongamento dos novos brotos; e a cessação do alongamento axonal e sinaptogênese.

2. Ativação de Sinapses Latentes: quando um estímulo importante às células nervosas é destruído, sinapses residuais ou dormentes previamente ineficazes podem se tornar eficientes.

3. Supersensitividade de Desnervação: demonstrada no núcleo caudado, ocorre após processo de desnervação, na qual a célula pós-sináptica torna-se quimicamente supersensível devido a um desvio na supersensitividade (pré sináptica) causando acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica ou por alterações na atividade elétrica das membranas.

Outro mecanismo ainda em fase de testes é o de transplante de células. O uso do transplante, combinado com um treinamento adequado,  demonstra que pode haver recuperação através deste associado com programas de reabilitação, com melhora na habilidade motora

Reorganização Neural Após Lesão Decorrente de AVE

Estudos usando tomografia por emissão de pósitrons (Positron Emission Tomography – PET) e imagem por ressonância magnética funcional (functional Magnetic Resonance Imaging – fMRI) sustentam o princípio da reorganização funcional do SNC após o AVE.       

O efeito da plasticidade decorrente da lesão no SNC pode depender da natureza dos circuitos neuronais individuais e dos níveis de especificidade desses circuitos. As respostas "plásticas" representam tentativas de reorganização neural que podem resultar na recuperação da função específica ou desencadear resultados indesejados como a formação de conexões inadequadas para a execução das atividades funcionais, incluindo complicações como as sinergias patológicas e a espasticidade. Quanto mais precisa for a reorganização das conexões restauradas, mais eficiente será a recuperação da função.

Estar atento a resposta do paciente nas terapias realizadas é o ponto de partida para o sucesso do tratamento e para a plasticidade acontecer.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Faça uma faxina no cérebro

 

Isso você sabe: uma horinha a mais de sono nos proporciona benefícios como aumento de memória, menos ansiedade e sensação de felicidade. A novidade, recém-descoberta pela neurociência, é que o sono extra também ajuda a limpar nosso cérebro. Uma série de experimentos mostra que o sono facilita a irrigação do fluido cerebrospinal, responsável por fazer uma "faxina" dos detritos moleculares e das proteínas tóxicas que muitas vezes podem levar à demência e outras doenças. Partindo desse princípio, uma equipe liderada pela professora Maiken Nedergaard, da Universidade de Rochester, fez experimentos com ratos, descritos no jornal Science. Sua conclusão: durante o sono, as células cerebrais dos roedores encolhiam, criando entre elas um espaço 60% maior e permitindo que o fluido cerebrospinal circulasse dez vezes mais rápido que no estado de vigília e, assim, removesse o "lixo" de suas cabeças.

Para saber como o cérebro dos ratos reagia a toxinas, os neurocientistas injetaram neles proteínas associadas à doença de Alzheimer. Estas eram removidas muito mais eficientemente durante o sono. Além de abrir grandes possibilidades de combate a doenças degenerativas, essas descobertas são úteis aos trabalhadores da economia do conhecimento: fazendo a faxina cerebral certa, poderão estar ativos mesmo aos 80 anos. E servem de alerta para workaholics ou descuidados que sacrificam horas de sono: apaguem a luz e comecem a faxina já.

Ainda bem que o dono está dormindo... (Foto: Getty Images)
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Saiba mais sobre as doenças neurodegenerativas


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As doenças neurodegenerativas ocorrem devido à destruição progressiva e, muitas vezes, irreversível de neurônios, responsáveis por algumas funções do sistema nervoso central. Em casos graves, dependendo da doença o paciente perde suas funções motoras, fisiológicas e a capacidade cognitiva. Para reverter ou controlar os sintomas dessas patologias o tratamento é realizado com medicamentos que inibem a destruição dos neurônios afetados.

Além disso, terapias ocupacionais são associadas para ajudar na qualidade de vida dos pacientes. As doenças neurodegenerativas mais comuns são a esclerose múltipla, a doença de Parkinson (DP), o mal de Alzheimer e a doença de Huntington.

A doença de Parkinson (DP), ou mal de Parkinson se caracteriza pela destruição dos neurônios dopaminérgicos, responsáveis pela produção de dopamina, no sistema nervoso, o que causa o famoso distúrbio dos movimentos. Os sintomas mais conhecidos associados à DP são rigidez muscular, tremor, bradicinesia – lentidão dos movimentos, distúrbios de sono e dificuldades na comunicação verbal.

Os pacientes com a doença de Alzheimer, ou mal de Alzheimer, sofrem comprometimentos na memória, falta de compreensão para desempenhar atividades rotineiras e também para se comunicar. É uma doença degenerativa do cérebro e progressiva, seus principais sintomas são confusão mental, mudanças de humor e desorientação no tempo e espaço.

A única que é classificada unicamente como hereditária, causada por uma mutação genética é a doença de Huntington, mal de Huntington ou coreia de Huntington. A patologia afeta o sistema nervoso central provocando movimentos involuntários dos braços, pernas e do rosto. Além disso, afeta as habilidades cerebrais e alguns traços da personalidade do paciente. Como o mal de Alzheimer, esclerose múltipla e a DP, a doença não tem cura e seus sintomas também podem ser minimizados por medicamentos.

Com causa desconhecida como as demais, os pacientes da esclerose múltipla ou esclerose disseminada, apresentam fraqueza e rigidez muscular, dores articulares e descoordenação motora. Classificada como crônica, a doença neurológica também desencadeia dificuldades de movimentos dos braços e pernas. Em alguns casos, causa tremores e formigamentos em partes do corpo.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

O inicio da fisioterapia no tratamento do AVC



No dia 29 de outubro é historicamente destinado ao Dia Mundial de Combate ao AVC, que é um dos principais indutores à morte e atinge pessoas de diferentes faixas etárias.

A fisioterapia tem um papel importante na recuperação de uma pessoa que sofreu um AVC. De acordo com a fase, a fisioterapia atuará de diversas maneiras diferentes, desde a alta hospitalar até os tratamentos e terapias para recuperação de funções físicas.

O AVC ou acidente vascular cerebral, pode se apresentar como AVC-I (isquemico) ou AVC-H ( hemorrágico). Trata-se de uma urgência medica e é muito importante que as pessoas saibam identificar o quadro agudo e encaminhar o paciente rapidamente ao pronto socorro para tratamento inicial e manutenção da vida.

A fisioterapia inicia o tratamento ainda em regime hospitalar prescrevendo órteses para prevenção de deformidades ou atividades de acordo com a condição e o risco apresentado pelo paciente. A fisioterapia ainda pode entrar em contato dentro da UTI para melhorar os parâmetros respiratórios e condições necessárias a boa manutenção cardiorrespiratória.

Toda vítima do AVC precisa de um tratamento adequado. Quando o indivíduo recebe alta hospitalar, o recomendado é que ele faça um regime de reabilitação neurológica - preferencialmente em regime clínico podendo utilizar de equipamentos mais modernos e que surtam um melhor resultado. O tratamento é realizado tanto no aspecto preventivo como também no aspecto de manutenção e recuperação funcional.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dica: 6 livros para fisioterapeutas que trabalham com neurologia


E aí, tudo bem?  Nesta semana separamos uma relação que pode te ajudar muito na sua vida profissional, trabalhando com neurologia dentro da fisioterapia.

Vamos a relação?

Livro - Neurociência: Fundamentos Para a Reabilitação

Neurociência: Fundamentos Para a Reabilitação

A singularidade deste texto traduz-se na sua abordagem específica às questões da neurociência mais importantes para a prática da reabilitação física.Assim, as questões clínicas, incluindo o tônus muscular anormal, a dor crônica e a função vestibular, são aqui enfatizadas, enquanto os tópicos discutidos, com freqüência, em grande extensão, nos textos de neurociência, como o funcionamento dos neurônios retinianos, são intencionalmente omitidos.O objetivo deste texto é prover a profundidade da informação apropriada aos clínicos iniciantes, evitando o detalhamento excessivo e enfatizando a neurociência clinicamente relevante. Breves introduções às técnicas de avaliação servem de guia para a prática dos exames clínicos.As Referências e Leituras Sugeridas são muito seletivas, refletindo apenas o material que, com maior probabilidade, será mais útil.

Fisioterapia em Neurologia: Série Manuais de Especialização do Einstein III

Fisioterapia em Neurologia: Série Manuais de Especialização do Einstein III

Este terceiro manual da série "Manuais de Especialização do Einstein" proporciona ao fisioterapeuta e demais profissionais da área da saúde uma leitura que engloba e conecta as diversas interfaces do tratamento fisioterapêutico em neurologia, visando a desenvolver o raciocínio clínico desse profissional.
O livro inicia o estudo pela neurofisiologia, desfazendo o mito de que a teoria neurológica não tem utilidade na prática da fisioterapia. Em seguida, é explicitada a importância da interdisciplinaridade e a intersecção entre as condutas para a efetividade do tratamento.

Livro - Neurologia para o Fisioterapouta

Neurologia para o Fisioterapeuta

Este livro de Fisioterapia foi concebido para a especialidade da Neurologia. Apresenta todo o material de ensino em textos de agradável leitura e fácil compreensão e com excelentes ilustrações, tornando mais fácil o aprendizado para o leitor. As várias figuras coloridas ilustram as patologias e os métodos diagnósticos mais utilizados pelo médico. Dessa forma auxiliam o leitor a assimilar melhor os sintomas e quadros clínicos.

Doenças Neuromusculares: Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático

Doenças Neuromusculares: Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático

Este livro valoriza os principais aspectos do diagnóstico e tratamento de doenças neuromusculares, tendo como principal objetivo apresentar, sob forma especial, o paciente, respeitando a sua individualidade e complexidade.

Livro - Provas de Função Muscular

Provas de Função Muscular

O melhor e mais didático, abrangente, preciso e clinicamente orientado livro sobre o assunto. Permitirá aos alunos entenderem a arte e a ciência dos testes musculares. Possui dicas e comentários que tornam este livro um aliado do aluno. Prático, de abordagem consistente, referências atualizadas e leituras concisas fazem-no fácil para implementar hoje as técnicas de teste mais efetivas na sua prática. Extensivamente revisado por muitos dos fisioterapeutas, anatomistas, cinesiologistas e médicos líderes no país, essa edição é uma referência clínica incalculável que oferece o conhecimento mais atualizado e aplicações das técnicas de teste muscular para a sua prática.

Lesões Nervosas Periféricas

Lesões Nervosas Periféricas

O livro possui capítulos escritos por autores do mais alto renome nacional, que escrevem sobre tratamento das lesões periféricas e tratamento microcirúrgico das lesões nervosas periféricas.
Cabe ressaltar a completa gama de profissionais da saúde que se beneficiarão da leitura deste livro, como médicos especialistas em fisiatria, ortopedia-traumatologia, neurologia, neurocirurgia, reumatologia, clínica médica, cirurgia plástica e pediatria, além de acadêmicos de medicina, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e professores de educação física.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dor ciática é um sintoma derivado de outro problema

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Má postura, rotina agitada, sedentarismo e excesso de peso estão entre as principais causas das dores nas costas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população sofre ou ainda vai sofrer desse mal moderno. Além de prejudicar a qualidade de vida, as dores nas costas representam um impacto socioeconômico importante.

Saiba mais sobre Hérnia de Disco

Conheça o Faça Fisioterapia

A dor no nervo ciático, muitas vezes confundida com doença, é na verdade um sintoma derivado de outros problemas. Em aproximadamente 90% das vezes, as dores são causadas pela hérnia de disco, pela ruptura ou pelo deslocamento dos discos. Os outros 10% podem ser causados por espasmos ou fadiga de músculos da região do glúteo. Esses problemas são criados pela repetição de atividades físicas pesadas e posturas incorretas.

Localizado entre a região lombar e a parte mais baixa das pernas, passando pelas nádegas, o nervo ciático é o que tem a estrutura mais longa do corpo humano. Ele é responsável pela sensibilidade, mobilidade e articulações dos membros inferiores. Quando há uma inflamação ou compressão nesse nervo, pode ocorrer a dor ciática. Quem sofre com ela geralmente reclama de fisgadas, queimação e formigamento na região afetada. Em alguns casos, a dor é tão forte que a sensibilidade da perna diminui ou a pessoa não consegue se mexer.

Na maioria dos casos, há um aumento gradual da dor, que pode piorar depois de ficar em pé ou sentado por muito tempo, durante a noite, ao espirrar, tossir ou rir ou ao se dobrar para trás ou andar por muito tempo. A dor ocorre mais frequentemente de um só lado, mas pode aparecer nas duas pernas. O exame clínico bem feito é fundamental para identificar a causa da dor ciática. Existem exames específicos que determinam as causas suspeitas. Eles podem mostrar reflexos anormais ou ausentes, ou fraqueza ao dobrar o joelho ou ao movimentar os pés.

Como a dor ciática é um sintoma de outra doença, o tratamento deve ser direcionado à causa identificada. É muito comum o paciente ser tratado somente dos sintomas, mas a causa continua presente levando esse paciente a novos episódios de dor e recorrências em curto espaço de tempo. Por isso, um tratamento com medicamentos prescritos por médico, juntamente com a fisioterapia para descompressão da raiz nervosa, garantem o sucesso de todo o tratamento.

O tratamento deve ser direcionado, tendo como objetivo descomprimir esse nervo através de procedimento fisioterapêutico não convencional, que utiliza aparelhos modernos de tração eletrônica e descompressão dinâmica, além das principais técnicas de terapia manual. Em conjunto são realizados exercícios terapêuticos de estabilização estática e dinâmica para o fortalecimento da musculatura, a fim de evitar novos episódios. O principal objetivo de um tratamento especializado é reabilitar o corpo como um todo e apenas 10% dos casos são cirúrgicos.

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