quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fisioterapia Neurológica no Hospital


A Fisioterapia Neurofuncional é bastante difundida em nosso meio e surgiu no fim da década de 40 com alguns pesquisadores como Rood, Kabat e Knott, Brunnstrom e Bobath.

Atua com base nos conceitos neurofisiológicos obtidos após condutas bem sucedidas e pesquisas intensas, direcionando-se o tratamento para a recuperação funcional mais rápida possível para o paciente, seja ele pediátrico, adulto ou geriátrico.

Hoje, com modernas técnicas, aprimoramento constante dos profissionais, cursos de aperfeiçoamento, essa área da fisioterapia obtém grandes resultados.

A fisioterapia neurofuncional hospitalar também compartilha desse aprimoramento e pode minimizar as disfunções advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: Traumatismo Craniano, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico, dentre outras.

A reabilitação tem como objetivo, restaurar a identidade pessoal e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.

O tratamento é globalizado e tem como objetivos principais:

Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja ele adulto ou criança,
Normalizar o tônus postural,
Melhorar habilidades cognitivas e de memória,
Ortostase precoce com uso do lift ortostático,
Reintegrar o paciente a sociedade,
Diminuir padrões patológicos,
Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra intercorrência,
Manter ou aumentar a amplitude de movimento,
Reduzir a espasticidade,
Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional e de lazer;
Otimizar a qualidade de vida do paciente.

Diversas são as patologias neurológicas que podem ser tratadas pela fisioterapia. Dentre elas, discorreremos sobre as mais comuns:

Hemiplegia

Ocorre geralmente após um acidente vascular encefálico, onde o individuo geralmente fica com um lado do corpo paralisado.

Tratamento Fisioterápico: A reabilitação na hemiplegia é iniciada logo após o acidente vascular para fazer com que o paciente saia da cama e consiga realizar suas atividades mais independentemente possível.

A participação ativa do paciente é fundamental com o fisioterapeuta, para que ele possa aprender a controlar sua musculatura e movimentos anormais.

Doença de Parkinson

O paciente apresenta: tremor, bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez , alterações posturais e quedas freqüentes.

Tratamento Fisioterápico: o principal objetivo nesta patologia é trabalhar alongamento para melhorar amplitude do movimento, alinhar e melhorar a postura, treinar a marcha (com oscilação dos membros superiores), estimular reações de equilíbrio, treinar sentar e levantar de cadeiras, extensão e rotação do tronco. Os exercícios específicos e regulares são de fundamental importância para manter o paciente forte, flexível e funcional.

Polineuropatia

Refere-se aos obstáculos em que os nervos periféricos são afetados por um ou mais processos patológicos, levando-os á incapacidade motora.

Tratamento Fisioterápico: Na polineuropatia iniciaremos com cuidados respiratórios, controle de dor, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e adaptações às possíveis incapacidades do paciente.

Traumatismo Craniano

Depois de algum trauma, o cérebro quando lesado pode levar o paciente ao coma, déficits físicos e incapacidade.

Tratamento Fisioterápico: A prevenção de contraturas, a manutenção da função respiratória, a diminuição da elasticidade, a melhora da amplitude de movimento, a normalização de movimento e do tônus postural e o reforço das habilidades remanescentes serão as prioridades neste caso.

Vale acrescentar que os métodos de fisioterapia são cada vez mais valorizados pelos pacientes e por profissionais de saúde em geral. É comum que o fisioterapeuta selecione técnicas específicas de diversos métodos de tratamento aplicando-as de acordo com as necessidades de seus pacientes. Também se observa um enorme grau de liberdade criativa baseado nos conceitos gerais de cada método e na competência e profissionalismo de cada fisioterapeuta. Considerando-se que, seja qual for o método, o objetivo geral é promover o aprendizado ou reaprendizado motor desenvolvendo nos pacientes a capacidade de executar atividades motoras o mais próximo possível do normal.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fisioterapia para tratamento da espasticidade


O tratamento fisioterápico visa à inibição da atividade reflexa patológica para normalizar o tônus muscular e facilitar o movimento normal, devendo ser iniciado o mais breve possível. Por inibição da atividade reflexa patológica se entende evitar e combater os padrões de movimento e posturas relacionadas aos mecanismos reflexos liberados, adotando posições e guias adequadas e empregando os métodos inibidores. Desta forma a fisioterapia pode prover condições que facilitem o controle do tônus prestando ajuda nos movimento e na aquisição de posturas, oferecendo estímulos que favoreçam os padrões normais. Para se inibir o padrão patológico é necessário conhecer suas formas de instalação, que variam de acordo com o tipo e o local da lesão. O grau de hipertonia vai indicar o quanto de inibição será necessária. Com a inibição se facilita o movimento normal e, por sua vez o movimento normal inibe a espasticidade. Cada padrão patológico terá a sua inibição, não só no posicionamento mas em todos os movimentos passivos ou ativos utilizados desde as primeiras sessões de fisioterapia. Muitas vezes será necessário o uso de talas ou splints para auxiliar no posicionamento ou facilitar os movimentos dentro de um padrão mais próximo de norma.

A espasticidade é evidenciada pelo grau de excitabilidade do fuso muscular que depende fundamentalmente da velocidade com que os movimentos são feitos. Portanto, os movimentos lentos têm menor possibilidade de induzir a hipertonia espástica. Da mesma forma, os alongamentos músculo-tendinosos devem ser lentos e realizados diariamente para manter a amplitude de movimento e reduzir o tônus muscular. Exercícios frente a grande resistências podem ser úteis para fortalecer músculos débeis, mas devem ser evitados nos casos de pacientes com lesões centrais, pois nestes se reforçarão as reações tônicas anormais já existentes e consequentemente aumentará a espasticidade.

Dentre os diferentes métodos fisioterápicos existentes para o tratamento da espasticidade sobressai o método neuroevolutivo (Bobath). Outras alternativas que podem ser utilizadas para reduzir a espasticidade seriam a aplicação de calor e frio durante períodos prolongados e massagens rítmicas profundas, aplicando pressão sobre as inserções musculares. Na atualidade a estimulação elétrica tem sido usada com maior frequência na reabilitação neurológica. Entre as modalidades terapêuticas disponíveis estão: a estimulação elétrica terapêutica (EET), que é principalmente usada na redução da espasticidade, principalmente de músculos antagonistas; a estimulação elétrica funcional (EEF), que pode ser utilizada para estimular o sistema nervoso periférico e o central, com a finalidade de aliviar a espasticidade. Uma outra forma de estimulação elétrica é a técnica de biofeedback. Mais recentemente a estimulação nervosa elétrica transcutânea (ENET) tem sido sugerida para o tratamento da espasticidade, ainda com mecanismo de ação não conhecido.

O tratamento fisioterápico tem como metas, em resumo, preparar para uma função, manter as já existentes ou aprimorar sua qualidade, através da adequação da espasticidade.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Livro - Doenças Neuromusculares: Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático


Doencas Neuromusculares Atuacao da Fisioterapia


Este livro valoriza os principais aspectos do diagnóstico e tratamento de doenças neuromusculares, tendo como principal objetivo apresentar, sob forma especial, o paciente, respeitando a sua individualidade e complexidade.


Descrição do Produto
Título Doenças Neuromusculares
Subtítulo Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático
Autor Vários
Classificação Autor Autor
Editora Roca
ISBN 9788541200318
Páginas 688
Edição 1
Tipo de capa BROCHURA
Ano 2012
Assunto Medicina
Idioma Português
Código de Barras 9788541200318

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tratamento fisioterapêutico para ataxia

w Uso de pesos para tremor, resistências manuais, estabilizações rítmicas, equoterapia e bola suíça. w “expor o paciente a posições cada vez mais instáveis do corpo, a fim de facilitar a redistribuição e o recrutamento das capacidades de controle. As ajudas na postura e na marcha aliviam só momentaneamente os problemas de equilíbrio do paciente, mas quando usados continuamente irão piorar os sintomas” (Brandt et al., 1981). Exercícios de Frenkel w Desenvolvidos em 1889 para o tratamento dos pacientes com ataxia. w Exercícios de extrema simplicidade: substituição da perda da sensibilidade através do uso da visão e da audição. w Exigem um grau elevado de concentração mental, controle visual dos movimentos e também, várias repetições Recomendações para a realização dos exercícios a) Os exercícios para a coordenação e não para o fortalecimento muscular. b) Os exercícios comandados e contados em voz alta, em tom constante e lento ou ao ritmo de uma música. c) Os exercícios devem ser feitos dentro do alcance normal dos movimentos. d) Primeiro os exercícios mais simples depois prosseguir para os mais difíceis Exercícios em decúbito dorsal 1. Flexão completa da articulação coxo-femural e do joelho, mantendo o pé apoiado sobre uma base e voltar à PI. 2. Flexão total do quadril e do joelho, fará também a abdução e adução da perna flexionada. Voltar à posição inicial. 3. Fazer abdução e adução da articulação coxo-femural com os joelhos estendidos. 4. Tocar o meio da tíbia com o calcanhar. Voltar à posição inicial. 5. Tocar o joelho com o calcanhar e ir deslizando até chegar ao tornozelo. Voltar à posição inicial. 6. O fisioterapeuta toca vários pontos da perna do paciente, alternadamente. Ele deve acompanhar tocando os mesmos locais com o calcanhar da outra perna. 7. Uma perna faz flexão do joelho e coxo-femural, a outra irá fazer a abdução da articulação coxo-femural, com o joelho em extensão. No movimento de volta, enquanto a perna flexionada faz a extensão, a outra estendida irá fazer a adução. Exercícios em posição sentada 1. O paciente deve levantar o joelho e tocar o calcanhar em uma barra. 2. O paciente irá fazer abdução e adução da articulação coxo-femural. 3. O paciente deve arrastar o pé sobre uma marca de cruz feita no chão 4. O paciente deve tocar com a ponta do pé alguns pontos marcados no chão. 5. Treino para levantar da cadeira: – a) O paciente dobra os joelhos e puxa os pés para baixo da cadeira. – b) Inclinar o tronco para frente. – c) O paciente levanta-se, endireitando os quadris, estendendo os joelhos e o tronco. Exercícios em pé 1. Andar de lado, com passos pequenos, depois médios e finalmente, largos passos. 2. Andar para frente. 3. Andar para trás. 4. Marcha nos calcanhares. 5. Andar sobre marcas feitas no chão. 6. Dar voltas: o paciente dá voltas sobre seu próprio eixo, ou realiza a marcha em ziguezague. 7. Subir e descer escadas. Colocar o pé direito em um degrau e depois, o esquerdo, no mesmo degrau

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Doenças Neurológicas em Idosos

Vários males atingem os idosos. A incidência de doenças da terceira idade vem aumentando progressivamente nas últimas décadas, devido à maior longevidade. Os mecanismos das doenças estão ligados ao próprio envelhecimento do organismo. Assim, a aterosclerose (endurecimento das artérias) atinge não só os vasos do coração como os de todo o corpo, inclusive do cérebro. Daí se originam os acidentes vasculares ou derrames, como são comumente conhecidos. As degenerações celulares atingem o neurônio ou célula nervosa, dando lugar a males como o de Alzheimer e o de Parkinson. Alguns sintomas, embora também surjam em idades mais precoces, alcançam maior prevalência entre os idosos, como os tremores. As epilepsias podem também acometer a terceira idade, neste caso decorrentes de lesões vasculares cerebrais. As neuropatias ou doenças dos nervos periféricos também têm expressividade nesta faixa etária. Transtornos da marcha, da visão, da audição e do equilíbrio contribuem para aumentar a incidência de quedas no idoso. Prevenção A dieta pobre em gorduras, o fato de não fumar, o beber com moderação, os exercícios físicos, as caminhadas, todas são maneiras de retardar o endurecimento dos vasos e, consequentemente, de evitar o derrame. Quanto à doença de Parkinson, não se conhece maneira de evitá-la, mas, uma vez manifestada, pode ser tratada com medicamentos e com atividades físicas várias, como dança e hidroginástica. No caso da doença de Alzheimer, a estimulação das atividades cognitivas, como a leitura, a solução de palavras cruzadas, a participação de grupos de terceira idade são formas de retardar as perdas. O tratamento da doença de Alzheimer tem ganho recentemente novos recursos sob forma de medicamentos como o donepezil, a galantamina, a memantina e a rivastigmina. No particular do cuidado aos idosos, deve receber especial atenção e destaque a figura do cuidador, que convive dia a dia com a pessoa afetada por esses males e que conhece de maneira detalhada o comportamento do seu paciente

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Doenças neurológicas e a importância da fisioterapia

Existem diversas patologias de origem neurológica que desencadeiam sérias alterações no organismo; como é o caso do Acidente Vascular Encefálico (Derrame ou AVC), do Parkinson, da Síndrome de Guillan Barré e da Paralisia Cerebral. As manifestações podem envolver as funções motoras, sensoriais, mentais, de linguagem, entre outras. E o quadro desses acometimentos varia de paciente para paciente, tendo que considerar-se algumas variáveis como a extensão da lesão, o tipo de patologia, o tipo de tratamento, a idade do paciente, doenças relacionadas, ... A importância da fisioterapia nas doenças neurológicas vai muito além dos objetivos de prevenir complicações, de recuperar os movimentos comprometidos e manter a função respiratória adequada. Envolve paralelamente os objetivos psicossociais, atua diretamente na auto-estima do paciente, o fazendo perceber o quanto ainda é capaz e o quanto pode conquistar, independente da situação em que se encontra. Geralmente o fisioterapeuta acaba criando um forte vínculo com seus pacientes neurológicos. Pois o contato frequente na buscando da superação faz com que laços de amizade sejam criados. Fato que quase sempre ajuda no processo de recuperação. Se você tem alguém que possui alterações de origem neurológica, incentive-o a fazer fisioterapia, as conquistas diárias irão muito além dos movimentos corporais.

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