A Hipotonia é a manifestação do baixo tônus muscular, com diminuição da força que leva à flacidez e atraso no desenvolvimento neurop...

Sabendo mais sobre a Hipotonia Infantil






A Hipotonia é a manifestação do baixo tônus muscular, com diminuição da força que leva à flacidez e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, ausência de resistência ao movimento passivo que podem ser superadas ou não. Pode manifestar-se no recém-nascido ou nos primeiros anos de vida.

Pode ser causada por diversos fatores, como condições genéticas, causas nutricionais, problema de formação cerebral, distúrbios musculares, entre outros. Ela pode ser considerada congênita, onde é verificada logo após o nascimento da criança, ou adquirida, onde é desenvolvida e diagnosticada ao longo dos anos.

Entre as causas de hipotonia relacionadas à genética, cita-se:

- Síndrome de Down
- Síndrome de Prader-Willi
- Doença de Tay-Sachs
- Síndrome de Williams
- Atrofia muscular espinhal
- Doença de Charcot-Marie-Tooth
- Doenças do tecido conjuntivo

Nas causas relacionadas à nutrição:

- Raquitismo
- Desnutrição

Causas que envolvem o cérebro:

- Ferimento de cérebro e medula espinhal
- Infecções graves do cérebro e suas partes
- Kernicterus

Causas de hipotonia ao nascimento:

- Prematuridade de recém-nascidos
- Hipotireoidismo
- Sepse-Infecção severa no recém-nascido

Nos casos de crianças em seus primeiros anos de vida (Hipotonia congênita), o diagnóstico é facilmente perceptível, já que elas apresentam poucos movimentos dos membros, em relação às outras crianças. A princípio, os bebês normalmente flexionam os cotovelos e joelhos e se movimentam muito, já os hipotônicos possuem comportamento totalmente diferente, e se assemelham a "bonecos de pano", ou seja, dificilmente mexem seus braços e pernas e mudam suas cabeças de posição.

As doenças neuromusculares representam uma pequena parte do universo das causas de hipotonia, porém, na presença de hipotonia associada à fraqueza muscular, as principais condições clínicas são estas doenças e são classificadas de acordo com a topografia. Algumas destas afecções cursam com hipotonia na fase de recém-nascido ou lactente. A seguir estão listadas as principais doenças neuromusculares:

1) Doenças do neurônio motor: Amiotrofia Espinhal Infantil e Paralisia Infantil.

2) Neuropatias: Dejerine-Sottas e síndrome de Guillain-Barré.

3) Doenças da junção mioneural: miastenia neonatal transitória, síndrome miastênica congênita, miastenia grave e botulismo.

4) Miopatias: distrofias musculares, distrofias musculares congênitas, miopatias congênitas, miopatias metabólicas e miopatias inflamatórias como a polimiosite, miosites infecciosas.

Inúmeras das doenças citadas acima têm o diagnóstico definitivo por meio da análise molecular como no caso da Amiotrofia Espinhal Infantil, que é a segunda doença neuromuscular mais frequente e o diagnóstico é feito pela análise molecular do SMN (survival motor neuron), cujo o resultado desta análise é a deleção deste gene. O quadro clínico cursa com hipotonia severa, principalmente na forma mais grave, que é a tipo 1 (doença de Werdnig-Hoffmann).

Outra doença neuromuscular que cursa com hipotonia principalmente na forma infantil é glicogenose tipo II, deficiência de maltase ácida ou doença de Pompe, que se caracteriza pela deficiência enzimática da alfaglicosidas e ácida. Esta enzima é responsável pela quebra do glicogênio nos lisossomas. Com a deficiência ou ausência desta enzima, há um acúmulo de glicogênio na musculatura estriada, cardíaca e musculatura lisa, havendo cardiomiopatia hipertrófica, hipotonia, fraqueza muscular, insuficiência respiratória e até óbito. O tratamento da doença de Pompe é feito por meio da reposição enzimática endovenosa com Alfa-Alglicosidase

O termo paralisia cerebral (PC) descreve um grupo de desordens do desenvolvimento do movimento e da postura, atribuídas a distúrbio ...

Fisioterapia na Paralisia Cerebral




O termo paralisia cerebral (PC) descreve um grupo de desordens do desenvolvimento do movimento e da postura, atribuídas a distúrbio não-progressivo que ocorre no encéfalo em desenvolvimento. As desordens motoras da PC causam limitações das atividades de vida diária (AVD) e são frequentemente acompanhadas por distúrbios da sensação, percepção, cognição, comunicação e comportamento, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários.

A paralisia cerebral é uma condição comum, onde no Brasil, cerca de 150 mil pessoas por ano apresentam o caso. À primeira vista, são muitos os questionamentos a respeito do que a fisioterapia pode fazer em desordens neurológicas.

A maioria dos casos de paralisia cerebral se dão principalmente durante a gestação onde a mãe pode passar por situações como:

Saúde materna: como por exemplo, a presença de anemias, hemorragias durante a gravidez, eclampsia, hipotensão;
Relacionados a infecções congênitas, como rubéola, toxoplasmose, sífilis;
Fatores metabólicos maternos, como o diabetes e a subnutrição;
Transtornos envolvendo abuso de álcool, drogas e medicamentos, como a talidomida;
Alterações devido à radiação, radiografias, radioterapia;
Malformações cerebrais congênitas.

Será que um fisioterapeuta é capaz de auxiliar em quadros tão severos e aparentemente não solucionáveis como a paralisia cerebral? A resposta é sim!

A fisioterapia tem função importante na facilitação do desenvolvimento motor, no desenvolvendo dos reflexos, ajuda a diminuir bloqueios, contraturas e deformidades. Com isto, o foco do fisioterapeuta deve ser o de se aproximar ao máximo do desenvolvimento motor normal.

Os objetivos com o tratamento fisioterapêutico na paralisia cerebral incluem principalmente o aprimoramento das habilidades existentes, desenvolvendo funções e promovendo a independência, além de colaborar com a prevenção ou diminuição de deformidades.

A estimulação precoce do desenvolvimento neuropsicomotor é uma das principais condutas do fisioterapeuta no tratamento de crianças com paralisia cerebral.

O tratamento exige apoio de uma equipe multidisciplinar. A partir do atendimento em conjunto, as sequelas da doença podem ser contidas, promovendo melhorias na linguagem, no equilíbrio funcional, na socialização e no acolhimento familiar dos pacientes.

Com relação ao desenvolvimento motor, são consideradas a avaliação observacional de motricidade, tônus muscular, desenvolvimento motor, reações e reflexos primitivos. No primeiro ano de vida, funções reflexas cedem espaço gradativo aos movimentos complexos e voluntários. A partir daí, é possível investigar o amadurecimento do sistema nervoso central da criança.

Ao estabelecer o equilíbrio da cabeça, a criança sem distúrbios começa a manter o tronco estável. Com isso, ela é capaz de conquistar equilíbrio e caminhar. Nos casos de crianças com paralisia cerebral, a atuação do fisioterapeuta prevê que a evolução do paciente aconteça de forma progressiva e organizada. Para que o paciente avance, é preciso que o profissional reorganize as funções neurais através dos estímulos.

O processo acontece pela abordagem proprioceptiva. A medida melhora a motricidade, fazendo com que se tenha capacidade de adequar tônus e força muscular. Diante das alterações neurológicas, o cérebro cria "caminhos alternativos" na busca por movimentos mais eficazes. A função do fisioterapeuta, aqui, é alcançar a funcionalidade, mediando as descobertas dos movimentos mais adequados para cada caso pela estimulação precoce.

A ampliação dos movimentos só é garantida através de um processo contínuo de fixação das sinapses. Por conta disso, a família também deve ser envolvida no tratamento.

À medida que a criança cresce, novos estímulos podem despertar seu interesse. Daí a importância de os pais estarem habilitados a canalizar a curiosidade nos exercícios motores. Brinquedos coloridos, por exemplo, são estrategicamente posicionados na altura dos olhos da criança enquanto ela está em posição de supino. Assim, o paciente continua sendo estimulado.

O processo de estimulação precoce em parceria com a família também possibilita uma observação atenta do crescimento a criança, avaliando possíveis disfunções estruturais – incluindo a espasticidade. É importante observar, ainda, que a seleção dos materiais deve ser aprovada pelo fisioterapeuta.

A fisioterapia é muito importante para o tratamento da paralisia cerebral, uma vez que o profissional é responsável por auxiliar no desenvolvimento da independência do paciente, facilitando as atividades de vida diária. Todavia, o tratamento fisioterapêutico se estende, também, à família. Uma vez que possibilita a conscientização dos parentes a fim de fornecer orientações e ensinar técnicas para facilitar a integração ao ambiente familiar.

Além disso, o fisioterapeuta irá tratar também a condição motora do paciente, desenvolvendo um trabalho para diminuir contraturas e deformidades, com o uso de diversos equipamentos.

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