UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA. É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR! EM 2010, ES...

Feliz 2010...


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UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA.

É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR!

EM 2010, ESTAREMOS AQUI, INFORMANDO E APRENDENDO CADA VEZ MAIS.




Caro colega atuante na área da Fisioterapia Neurofuncional,   Fundada em 16 de outubro de 2009, a Associação Brasileira de Fisioterapia Neur...

Abrafin - Associação Brasileira de Fisioterapia Neuro funcional


Caro colega atuante na área da Fisioterapia Neurofuncional,
 
Fundada em 16 de outubro de 2009, a Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN) chega ao final de 2009 com o seu site no ar. No site você poderá se cadastrar para se associar e receber as informações referentes a cursos, congressos e ações da ABRAFIN.
 
Construído dentro do maior espírito de transparência, no site da ABRAFIN será possível ter acesso ao estatuto e à ata de fundação. Além disso, ele será o veículo principal de veiculação de toda a comunicação com os sócios.

O site contém o video da assembléia de fundação da ABRAFIN, bem como a lista de sócios fundadores e as recentes ações da Associação.
 
Venha nos visitar: www.abrafin.org.br
 
A ABRAFIN espera sua visita e deseja você e a toda a sua família um Natal feliz e um 2010 cheio de saúde e paz para poder construir as muitas vitórias de que este Ano Novo será feito!!!!

Boas Festas!
 
ABRAFIN

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina t...

Doença de Parkinson curada com maconha?



Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina testam o canabidiol -uma das 400 substâncias encontradas na maconha- para tratar males como a doença de Parkinson, fobia social e sintomas psicóticos da esquizofrenia.

Um trabalho publicado em novembro traz resultados promissores para controlar efeitos adversos do tratamento do Parkinson. Seis pacientes receberam cápsulas de canabidiol em associação ao remédio contra a doença durante um mês.

"Os parkinsonianos apresentaram melhora nas alterações de sono e nos sintomas psicóticos e tiveram maior redução dos tremores", diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da faculdade e um dos pesquisadores.

Outro estudo com dez pacientes, que será publicado em 2010, demostrou que o canabidiol tem efeito ansiolítico contra a fobia social, que gera sintomas como medo de falar em público. Os voluntários receberam a substância uma hora e dez minutos antes de um teste que leva à ansiedade e placebo, para comparar os resultados.

Por causa desses efeitos, pacientes costumam procurar a erva, ainda que sem conhecer as propriedades dos compostos específicos, para se sentirem melhor. Estudos mostram que veteranos de guerra consomem mais maconha, assim como pessoas com transtornos psiquiátricos, em comparação com a população em geral.

"Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo e com mania dizem que podem ouvir do médico os melhores argumentos para pararem de usar maconha, mas não vão parar porque se sentem nitidamente melhor. Mas é obviamente desaconselhável o uso não terapêutico da erva, porque pode piorar os sintomas psicóticos. É um paradoxo, porque as substâncias podem ajudar a tratar problemas, mas quem fuma não sabe o que está inalando, desconhece a proporção dos compostos", diz Crippa.

Dificuldades

No Brasil, não há autorização para o uso terapêutico de nenhuma substância derivada da Cannabis sativa (nome científico da maconha). Mas em outras partes do mundo tanto o canabidiol quanto o TCH (delta 9 tetrahidrocanabinol) -os compostos derivados da erva mais estudados- são utilizados para tratar também dores neuropáticas, náusea e vômito causadas por quimioterapia e esclerose múltipla.

Eles são disponíveis em forma de cápsulas, spray bucal e adesivo e podem ser inalados -em alguns estados dos EUA, pacientes são autorizados a fumar maconha com teores mais elevados de TCH para tratar algum problema.

Elisaldo Carlini, psicofarmacologista e diretor do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Unifesp, afirma que é muito difícil importar o material necessário para pesquisas. "Em termos de lei, está tudo na estaca zero. Por aqui, não se reconhece a maconha como remédio de jeito nenhum", diz.

Para tentar organizar o estudo sobre o uso medicinal da maconha no Brasil, o Cebrid organizará em maio de 2010 um simpósio que reunirá pesquisadores, sociedades científicas e representantes do governo.

Pesquisadores defendem a criação da Agência da Cannabis Medicinal, uma exigência da ONU para que um país possa usar clinicamente os medicamentos à base de derivados da erva. A agência seria vinculada ao Ministério da Saúde.

"Não tenho nenhuma dúvida de que a maconha é importante. No passado, foi considerada um dos principais produtos para combater dores miopáticas, chamavam-na de divindade da neurologia. Mas não se pode usar a torto e a direito sem indicação médica. O controle é importante", afirma Carlini.

Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a pa...

Um grande natal para você e sua família



Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a paz, amor, felicidade e saúde que você merece.

A Chakalat.net continuará trabalhando para trazer fatos e informações sobre o seu assunto favorito.

Muita paz e amor!!!

A medula espinal fica dentro da coluna vertebral e funciona como se fosse um emaranhado de fios elétricos que levam informações do cérebro...

O PAPEL DA FISIOTERAPIA NA RECUPERAÇÃO DA LESÃO MEDULAR



A medula espinal fica dentro da coluna vertebral e funciona como se fosse um emaranhado de fios elétricos que levam informações do cérebro para o restante do corpo e vice-versa.

Quando a medula espinal sofre algum tipo de lesão, devido, por exemplo, a um acidente automobilístico, a uma queda ou ferimento por arma, as informações que deveriam sair do cérebro e chegar aos braços, às pernas, à bexiga e ao intestino não atingem o seu objetivo ou chegam de forma diferente, como é o caso da personagem Luciana, vivida por Aline Moraes na novela "Viver a Vida", que, após sofrer um acidente no ônibus que viajava, fica tetraplégica.

O paciente pode ter comprometimento de seus movimentos - paraplegia ou tetraplegia -, perder o controle voluntário sobre as fezes e a urina, apresentar alterações nas funções sexuais, ter dificuldade de permanecer na posição sentada sem apoio nas costas, dentre outras alterações.

O acompanhamento desse paciente por uma equipe interdisciplinar - formado por fisioterapeuta, educador físico, médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, nutricionista, em alguns casos o fonoaudiólogo, dentre outros - é de extrema importância em sua vida e em sua recuperação.

Vale lembrar que a família e os amigos mais próximos também merecem atenção por parte da equipe de saúde, pois a lesão medular é uma situação que acarreta mudanças drásticas na vida do paciente e, consequentemente, na vida das pessoas ligadas a ele.

Medo, angústia, desespero, depressão, necessidade de mudança em seus planos e em seus sonhos são sentimentos que esses pacientes e seus familiares experimentam, a partir do momento em que recebem a notícia da lesão medular.

Sabe-se que as sequelas podem ser diferentes de paciente para paciente, tudo depende da forma como a medula de cada pessoa foi lesada. A recuperação dos pacientes também é completamente distinta em cada caso.

A Fisioterapia é parte essencial e totalmente indispensável no tratamento deste tipo de lesão. O fisioterapeuta avalia e reavalia o paciente constantemente e, conforme as suas necessidades, traça um programa de tratamento específico.

Por meio da Fisioterapia realiza-se a prevenção de úlceras de pressão ou de escaras - feridas que podem acometer pessoas com alteração de sensibilidade e de movimentação -, também se preveni complicações, como os encurtamentos musculares e a rigidez articular.

Por meio de técnicas específicas, também é possível estimular o potencial remanescente do sistema nervoso do paciente, no sentido de recuperar os seus movimentos, controlar o seu equilíbrio corporal, além de tentar fazer com que o paciente possa voltar a andar.

Os exercícios estimulam ao máximo a autonomia do paciente, ajudando-o a retomar as suas atividades da vida diária - se vestir, se alimentar e se higienizar. Quando não é possível que o paciente faça determinada atividade de forma completamente independente, o fisioterapeuta tenta adaptar essa atividade para que se faça com a menor ajuda possível.

A Fisioterapia ainda pode contribuir, por meio de técnicas específicas, com a melhora da função sexual desses pacientes, a melhora da qualidade da ereção peniana e uma maior facilidade para a movimentação durante o ato sexual.

As pesquisas científicas com células tronco, chips e estimulação elétrica são extremamente importantes e promissoras, mas não dispensam a Fisioterapia. Ao contrário, é o complemento necessário para o sucesso do tratamento.

Por falar nisso, as pessoas costumam acreditar que o sucesso só ocorre quando o paciente volta a andar como antes de sofrer a lesão medular. É claro que o "andar" é fundamental, mas não se pode esquecer que esses pacientes têm vários outros problemas que, muitas vezes, os incomodam até mais, como a incontinência urinária, não poder sentir o carinho da pessoa amada ou até a dificuldade para se locomover com cadeira de rodas numa cidade como São Paulo.

Há quase seis anos, uma das pessoas que mais amo em minha vida - o meu irmão - sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégico. Já trabalhava com lesados medulares há muitos anos e, quando isso aconteceu, mesmo assim, sofri e ainda sofro junto com a minha família as consequências que a lesão medular pode trazer. Confesso que aprendi e que continuo aprendendo o dia-a-dia com essa situação. O meu irmão tem me ajudado a aprimorar o meu conhecimento e o meu espírito.

Mas, voltando a falar em sucesso, tenho o meu irmão como exemplo a ser seguido e divulgado. Mesmo sem ter recuperado os seus movimentos completamente (ele continua tetraplégico), faz inúmeras atividades: trabalha, dá aulas - é professor de educação física e policial militar reformado -, dirige, concluiu duas pós-graduações após a sua lesão, pratica esportes radicais, atualmente é campeão brasileiro de Rugby para tetraplégicos, faz natação e atletismo adaptados e participa do Conselho Municipal de Atenção à Pessoa Deficiente em Vinhedo

Aspectos importantes para a avaliação neurológica do paciente . Avaliação do nível de consciência – Respostas aos estímulos verbais e do...

Avaliação Neurológica do Paciente em UTI




Aspectos importantes para a avaliação neurológica do paciente

. Avaliação do nível de consciência – Respostas aos estímulos verbais e dolorosos;

· Estado de alerta – Ativo, responde apropriadamente aos mínimos estímulos, perceptível ao meio;

· Letárgico – Lento ao falar, responde aos estímulos tátil e verbal, podendo apresentar confusão mental;

· Estado de obnubilação – Resposta lenta aos estímulos sensoriais profundos (dolorosos). A resposta pode ser verbal, com poucas palavras que não fazem sentidos;

· Estado de torpor – Não ocorre resposta verbal ao estímulo doloroso profundo, podendo apresentar movimentos inespecíficos;

· Estado de coma – Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado.



Tipos do Coma

· Neurológico – Pode decorrer de patologias como: AVC, TCE, tumores cerebrais, etc.

· Metabólico – Pode ser denominado de acordo com a patologia causadora ex: coma diabético, coma hepático, coma urêmico.

Classificação do Coma

. Grau I ou Vigil – O paciente mantém resposta à dor, reflexos e sinais vitais presentes;

. Grau II ou Leve – A resposta à dor está ausente, no entanto, os reflexos e sinais vitais estão presentes;

. Grau III ou Profundo - A resposta à dor e os reflexos estão ausentes, sinais vitais presentes;

. Grau IV ou Depassé – A resposta à dor, os reflexos e os sinais vitais estão ausentes.


Método de Avaliação Neurológica
Escala de Glasgow – utilizada internacionalmente para a avaliação neurológica, auxilia na determinação do prognóstico e na melhor interpretação do estado clínico do paciente.

Define o nível de consciência através da observação do comportamento baseando-se em um valor numérico.

Escala de Coma de Glasgow

Abertura Ocular
4 – Espontânea
3 – Comando Verbal
2 – à Dor
1 – Ausente

Melhor Resposta Motora
6 – Obedece a Comando
5 – Localiza Dor
4 – Retirada à Dor
3 – Flexão Anormal
2 – Extensão Anormal
1 – Sem Resposta

Melhor Resposta Verbal
5 – Orientado
4 – Desorientado
3 – Palavra Desconexas
2 – Sons Incompreensíveis
1 – Sem Resposta

Os valores fornecidos pelo somatório dos três indicadores da escala variam de 3 a 15. O total de 15 pontos indica um indivíduo neurofisiologicamente normal no que se refere ao nível de consciência.

Paciente é considerado comatoso quando não obedece às ordens, não emite palavras, não abre os olhos.


Avaliação das Pupilas

Observa-se o tamanho, simetria e reatividade pupilar à luz. As alterações das pupilas são geralmente encontradas no coma devida lesão cerebral.

Avaliação dos Reflexos:

. Oculocefálico – Realiza um giro horizontal da cabeça para um lado, ocasionando desvio conjugado do olhar para o lado oposto, isto mostra que não há lesão cerebral, se forem observados movimentos oculares assimétricos, desconjugados ou ausentes são indicativos de lesão cerebral.

. Oculovestibular – Consiste na irrigação de água gelada em cada ouvido com a cabeceira do leito a 30º. No paciente acordado a resposta é a presença de nistagmo, na presença de lesão cerebral ocorre um desvio dos olhos para o lado que está sendo irrigado ou ausência de reação.

. Sinais de Barbinsk – Está presente em grande parte das lesões neurológicas. Faz-se uma fricção na planta do pé, ocorrendo a dorsoflexão do 5º dedo e abertura como leque dos outros dedos.


Avaliação de Respostas Motoras
Utiliza-se estímulo verbal ou doloroso. (leito ungueal).

O paciente pode apresentar reação aos estímulos em todos os membros apresentando força normal, paresia, plegia, postura de decorticação (o paciente flete os membros superiores e estende os inferiores, representa lesão cerebral), postura de descerebração (o paciente estende tanto os membros superiores como inferiores, representa lesão neurológica grave) e arreflexivo (sem responder a qualquer estímulo).


Avaliação do Padrão Respiratório
Realizada através da observação da freqüência, do ritmo e da amplitude da respiração.

Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica, o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos, mas com maior ...

Exame Físico na Neurologia



Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica, o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos, mas com maior atenção no sistema nervoso. São examinados os nervos cranianos, os nervos motores, os nervos sensoriais e os reflexos, assim como a coordenação, a postura, a marcha, a função do sistema nervoso autônomo e o fluxo sangüíneo cerebral.

Nervos Cranianos

O médico examina a função dos 12 pares de nervos cranianos, que estão diretamente conectados ao cérebro. Um nervo craniano pode ser afetado em qualquer ponto de seu trajeto em decorrência de lesões, tumores ou infecções e, por essa razão, é necessário que seja determinada a localização exata da lesão.

Teste dos Nervos Cranianos

Numeração dos Nervos Cranianos
Nome
Função
Teste

 
I
Olfatório
Olfato
  Itens com odores muito específicos (p.ex., sabão, café e cravo) são colocados junto ao nariz do indivíduo para serem identificados  

 
II
Óptico
Visão
  É testada a capacidade de ver objetos próximos e distantes e de detectar objetos ou movimentos com os cantos dos olhos (visão periférica)  

 
III
Oculomotor
  Movimentos dos olhos para cima, para baixo e para dentro   É examinada a capacidade de olhar para cima, para baixo e para dentro. É observada a presença de queda da pálpebra superior (ptose)  

 
IV
Troclear
  Movimentos dos olhos para baixo e para dentro   É testada a capacidade de movimentar cada olho de cima para baixo e de dentro para fora  

 
V
Trigêmeo
  Sensibilidade e movimento faciais   São testadas a sensação de áreas afetadas da face e a fraqueza ou paralisia dos músculos que controlam a capacidade da mandíbula de apertar os dentes  

 
VI
Abducente
  Movimento lateral dos olhos   É testada a capacidade de movimentar o olho para fora, além da linha média, seja espontaneamente ou enquanto o indivíduo fixa um alvo  

 
VII
Facial
 
Movimento facial
  É testada a capacidade de abrir a boca e mostrar os dentes e de fechar firmemente os olhos  

 
VIII
Acústico
 
Audição e equilíbrio
  A audição é testada com um diapasão. O equilíbrio é testado solicitando ao indivíduo que caminhe sobre uma linha reta, passo a passo  

 
IX
Glossofaríngeo
 
Função da garganta
  A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão. A capacidade de deglutição é testada. A posição da úvula (na região posterior e medial da garganta) é verificada, solicitando ao indivíduo que diga "ah-h-h"  

 
X
Vago
  Deglutição, freqüência cardíaca   A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão e se o indivíduo apresenta um tom de voz anasalado. A capacidade de deglutição é testada  

 
XI
Acessório
  Movimentos do pescoço e da parte superior das costas   É solicitado ao indivíduo que ele encolha os ombros para se observar a presença de fraqueza ou ausência de movimentos  

 
XII
Hipoglosso
  Movimento da língua   É solicitado ao indivíduo que mostre a língua para se observar a presença de um desvio para um lado ou outro  
 


Nervos Motores

Os nervos motores ativam os músculos voluntários (músculos que produzem movimento, como os músculos dos membros inferiores utilizados durante a marcha). A lesão de um nervo motor pode causar fraqueza ou paralisia do músculo por ele inervado. A falta de estímulo ao nervo periférico também causa deterioração e emaciação muscular (atrofia). O médico investiga a presença de atrofia muscular e, em seguida, testa a força de vários músculos, solicitando ao paciente que ele empurre ou puxe alguma coisa contra uma resistência.

Nervos Sensitivos

Os nervos sensitivos transmitem informações ao cérebro sobre a pressão, a dor, o calor, o frio, a vibração, a posição das partes do corpo e a forma das coisas. São realizados testes para se verificar a perda de sensibilidade na superfície do corpo. Geralmente, o médico concentra-se em uma área na qual o indivíduo sente adormecimento, formigamento ou dor, utilizando primeiramente um alfinete e, em seguida, um objeto com borda romba, para verificar se ele consegue perceber a diferença entre a picada e a pressão. A função dos nervos sensoriais também pode ser testada com a aplicação de uma pressão suave, de calor ou de vibração. A capacidade de discernir a posição é verificada solicitando-se ao paciente que feche os olhos e mova um dedo (de uma das mãos ou de um dos pés) para cima e para baixo, pedindo que ele descreva a sua posição.

Reflexos

O reflexo é uma resposta automática a um estímulo. Por exemplo, quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha, a perna flexiona. Esse reflexo patelar (um dos reflexos tendinosos profundos) fornece informações sobre o funcionamento do nervo sensitivo, sobre sua conexão com a medula espinhal e sobre o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. O arco reflexo segue um circuito completo, desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna, sem que haja envolvimento do cérebro. Os reflexos mais comumente testados são o reflexo patelar, um reflexo similar nos cotovelos e no tornozelos e o reflexo de Babinski, que é testado através da aplicação de um golpe firme precina borda externa da planta do pé com um objeto rombudo. Normalmente, os dedos dos pés encurvam, exceto nos lactentes com menos de seis meses de idade. Quando o hálux (dedão do pé) se eleva e os demais dedos se estendem e abrem lateralmente, isto pode ser um sinal de uma anomalia cerebral ou de nervos motores que vão do cérebro até a medula espinhal. Muitos outros reflexos podem ser testados para se avaliar funções nervosas específicas.

Arco Reflexo

O arco reflexo é a via que um nervo reflexo segue. Um exemplo é o reflexo patelar. 1. Uma percussão no joelho estimula receptores sensitivos, gerando um sinal nervoso. 2. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a medula espinhal. 3. Na medula espinhal, o sinal é transmitido do nervo sensorial ao nervo motor. 4. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo da coxa. 5. O músculo contrai, fazendo com que a perna se desloque para frente. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro.

Manual Merck - Saúde para a Família

Coordenação, Postura e Marcha

Para testar a coordenação, o médico solicita ao paciente que, em primeiro lugar, ele toque o próprio nariz com o dedo indicador. Em seguida, é solicitado ao paciente que ele toque o dedo do médico e, finalmente, que ele repita rapidamente essas ações. Pode-se solicitar ao paciente que ele toque o nariz primeiramente com os olhos abertos e em seguida com os olhos fechados. Em seguida, que ele fique em pé, parado, com os braços esticados e os olhos fechados e, finalmente, que ele abra os braços e comece a andar. Essas ações testam os nervos motores e sensoriais, assim como a função cerebral. Vários outros testes simples podem também ser realizados.

Sistema Nervoso Autônomo

Uma distúrbio do sistema nervoso autônomo (involuntário) pode causar problemas como a queda da pressão arterial quando o indivíduo fica em pé (hipotensão), a ausência de sudorese ou problemas sexuais (p.ex., dificuldade de ereção ou de sua manutenção). Novamente, o médico pode realizar uma série de testes como, por exemplo, a mensuração da pressão arterial com o indivíduo sentado e logo após ele colocar- se em pé.

Fluxo Sangüíneo Cerebral

Um estreitamento (estenose) grave das artérias que transportam o sangue até o cérebro coloca o indivíduo em risco de um acidente vascular cerebral. O risco é maior em indivíduos idosos ou hipertensos, diabéticos ou que apresentam doenças arteriais ou cardíacas. Para avaliar as artérias, o médico coloca um estetoscópio sobre as artérias do pescoço e verifica a presença de ruídos anormais (sopros) produzidos pelo sangue sendo forçado através de uma área estreita. Para uma avaliação mais acurada, é necessária a realização de exames mais sofisticados como, por exemplo, a ultra-sonografia com Doppler ou a angiografia cerebral.

Fonte: Manual Merck 

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Dentre as diversas especialidades Médicas, a Neurologia é uma área onde a Hidroterapia já é bastante difundida e seus resultados bastante co...

Hidroterapia na fisioterapia na neurologia



Dentre as diversas especialidades Médicas, a Neurologia é uma área onde a Hidroterapia já é bastante difundida e seus resultados bastante conhecidos. A questão mais frequente é: "quanto a Hidroterapia é apropriada para pacientes com doenças neurológicas?". 
A Hidroterapia é um meio efetivo e prático de reabilitação para aquelas pessoas que sofrem de condições neurológicas. 
Na Europa o uso da Hidroterapia no tratamento de lesões dos neurônios motores superiores e inferiores é muito difundido.

 Vantagens da Hidroterapia em Neurologia: 

Diminuição da descarga de peso; 
Estabilização de articulações; 
Propicia e ortostatismo e marcha; 
Estimula equilíbrio e coordenação; 
Previne contraturas musculares e deformidades; 
Favorece o aumento das amplitudes de movimento direta e indiretamente; 
Promove relaxamento muscular / diminuição do tônus; 
Diminui edemas e favorece o retorno venoso; 
Auxilia a ação de músculos fracos; 
Aumenta a força muscular; 
Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração e aumenta a capacidade vital; 
Estimula os movimentos; 
Restabelece e estimula as reações de endireitamento; 
Reeduca os padrões centralizados dos movimentos, que são rotacionais; 
Reeduca os padrões recíprocos de movimento; 
Trabalha padrões funcionais de movimento; 
Aumenta o condicionamento cardiovascular; 
Oferece oportunidade à recreação e socialização.

Contra-indicações da Hidroterapia em Neurologia: 

Fratura de base de crânio;
Incontinência intestinal urinária; 
Pacientes com pressão sanguínea alta, especialmente resultante de TCE; 
Pacientes com aneurisma; 
Pacientes com lesões abertas e drenantes; 
Pacientes com catéteres. 

A síndrome de  Down  é a alteração  cromossômica  mais conhecida.  Possui  características  próprias que são diagnosticadas ainda  intra ...

Fisioterapia na Sindrome de Down




A síndrome de Down é a alteração cromossômica mais conhecida. 

Possui características próprias que são diagnosticadas ainda intra-útero e é visível ao nascimento. A criança com síndrome de Downapresenta atraso no desenvolvimento neuromotor e cognitivo. 

A Fisioterapia atua na estimulação da aquisição das etapas do desenvolvimento neuromotor, mas é necessário o trabalho juntamente com uma equipe multiprofissional e interdisciplinar como médicos de diferentes especialidades (neurologistas, ortopedistas, cardiologistas, pneumologistasendócrinologista, entre outros); fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais;fonoaudiólogosnutricionistas; pedagogos; psicólogos; educadores físicos; professores especializados e principalmente da atuaçãoconstante da família. 

A família é o elo principal e mais forte que existe entre os profissionais e a criança com síndrome de Down.

A criança com síndrome de Down é capaz de desenvolver seu potencial motor e intelectual. Só precisa ser estimulada como qualquer outra criança para fazer parte da sociedade e ser uma pessoa ativa sócio economicamente.

A Paralisia Cerebral é definida como lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a altera...

Fisioterapia na paralisia cerebral



A Paralisia Cerebral é definida como lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a alterações da postura e do movimento permanente mas mutáveis. 

A Paralisia Cerebral pode ocorrer no período pré-natal (mal formação do cerebral, doenças como a rubéola, HIV entre outros) ; no período perinatal (durante o nascimento - circular de cordão, anóxia (falta de oxigênio no tecido nervoso),  hipóxia (diminuição de oxigênio para o tecido nervoso, entre outros) e no período pós-natal (quedas, acidentes automobilísticos; atropelamentos; semi-afogamento; espancamento, entre outros).

Existem vários tipos de distúrbios neurológicos e sensoriais que a criança com Paralisia Cerebral pode ter entre eles temos: distúrbios visuais, auditivos e de deglutição dependendo do tipo de sequela neurológica, ou seja do tipo de distúrbio motor apresentado.

A Paralisia Cerebral é classificada como quadriparesia quando a criança tem todo o corpo afetado e os membros superiores são os mais acometidos. 

Diparesia quando a criança tem todo o corpo afetado porém os membros inferiores são mais acomentidos. 

Hemiparesia quando metade do corpo é afetado sendo o membro superior mais acometido. Ainda podemos classificar a Paralisia Cerebral quanto ao tipo de tônus como: espástica; atetose, coreica, atáxica, hipotonica e mista (quando ocorre mistura dos diferentes tipos de tônus).

A Fisioterapia como parte da equipe multiprofissional tem papel fundamental na habilitação da criança. Os objetivos da Fisioterapia são adequação do tônus muscular; inibição dos reflexos patológicos (reflexo tônico cervical assimétrico; reflexo tônico cervical simétrico e reflexo tônico labirintico) e dos reflexos primitivos; para a facilitar a aquisição de posturas e de movimento mais coordenados, harmoniosos com pouco gasto energético, facilitando assim as atividades de vida diária.
A família tem um papel importantissímo no tratamento da criança, deve seguir as orientações dadas pelos diversos profissionais para que sua criança possa crescer e fazer parte da sociedade.

Faça Fisioterapia