As doenças neurodegenerativas ocorrem devido à destruição progressiva e, muitas vezes, irreversível de neurônios, responsáveis por algumas f...

Saiba mais sobre as doenças neurodegenerativas



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As doenças neurodegenerativas ocorrem devido à destruição progressiva e, muitas vezes, irreversível de neurônios, responsáveis por algumas funções do sistema nervoso central. Em casos graves, dependendo da doença o paciente perde suas funções motoras, fisiológicas e a capacidade cognitiva. Para reverter ou controlar os sintomas dessas patologias o tratamento é realizado com medicamentos que inibem a destruição dos neurônios afetados.

Além disso, terapias ocupacionais são associadas para ajudar na qualidade de vida dos pacientes. As doenças neurodegenerativas mais comuns são a esclerose múltipla, a doença de Parkinson (DP), o mal de Alzheimer e a doença de Huntington.

A doença de Parkinson (DP), ou mal de Parkinson se caracteriza pela destruição dos neurônios dopaminérgicos, responsáveis pela produção de dopamina, no sistema nervoso, o que causa o famoso distúrbio dos movimentos. Os sintomas mais conhecidos associados à DP são rigidez muscular, tremor, bradicinesia – lentidão dos movimentos, distúrbios de sono e dificuldades na comunicação verbal.

Os pacientes com a doença de Alzheimer, ou mal de Alzheimer, sofrem comprometimentos na memória, falta de compreensão para desempenhar atividades rotineiras e também para se comunicar. É uma doença degenerativa do cérebro e progressiva, seus principais sintomas são confusão mental, mudanças de humor e desorientação no tempo e espaço.

A única que é classificada unicamente como hereditária, causada por uma mutação genética é a doença de Huntington, mal de Huntington ou coreia de Huntington. A patologia afeta o sistema nervoso central provocando movimentos involuntários dos braços, pernas e do rosto. Além disso, afeta as habilidades cerebrais e alguns traços da personalidade do paciente. Como o mal de Alzheimer, esclerose múltipla e a DP, a doença não tem cura e seus sintomas também podem ser minimizados por medicamentos.

Com causa desconhecida como as demais, os pacientes da esclerose múltipla ou esclerose disseminada, apresentam fraqueza e rigidez muscular, dores articulares e descoordenação motora. Classificada como crônica, a doença neurológica também desencadeia dificuldades de movimentos dos braços e pernas. Em alguns casos, causa tremores e formigamentos em partes do corpo.

​ No dia 29 de outubro é historicamente destinado ao Dia Mundial de Combate ao AVC, que é um dos principais indutores à morte e atinge pesso...

O inicio da fisioterapia no tratamento do AVC




No dia 29 de outubro é historicamente destinado ao Dia Mundial de Combate ao AVC, que é um dos principais indutores à morte e atinge pessoas de diferentes faixas etárias.

A fisioterapia tem um papel importante na recuperação de uma pessoa que sofreu um AVC. De acordo com a fase, a fisioterapia atuará de diversas maneiras diferentes, desde a alta hospitalar até os tratamentos e terapias para recuperação de funções físicas.

O AVC ou acidente vascular cerebral, pode se apresentar como AVC-I (isquemico) ou AVC-H ( hemorrágico). Trata-se de uma urgência medica e é muito importante que as pessoas saibam identificar o quadro agudo e encaminhar o paciente rapidamente ao pronto socorro para tratamento inicial e manutenção da vida.

A fisioterapia inicia o tratamento ainda em regime hospitalar prescrevendo órteses para prevenção de deformidades ou atividades de acordo com a condição e o risco apresentado pelo paciente. A fisioterapia ainda pode entrar em contato dentro da UTI para melhorar os parâmetros respiratórios e condições necessárias a boa manutenção cardiorrespiratória.

Toda vítima do AVC precisa de um tratamento adequado. Quando o indivíduo recebe alta hospitalar, o recomendado é que ele faça um regime de reabilitação neurológica - preferencialmente em regime clínico podendo utilizar de equipamentos mais modernos e que surtam um melhor resultado. O tratamento é realizado tanto no aspecto preventivo como também no aspecto de manutenção e recuperação funcional.

E aí, tudo bem?  Nesta semana separamos uma relação que pode te ajudar muito na sua vida profissional, trabalhando com neurologia dentro da ...

Dica: 6 livros para fisioterapeutas que trabalham com neurologia



E aí, tudo bem?  Nesta semana separamos uma relação que pode te ajudar muito na sua vida profissional, trabalhando com neurologia dentro da fisioterapia.

Vamos a relação?

Livro - Neurociência: Fundamentos Para a Reabilitação

Neurociência: Fundamentos Para a Reabilitação

A singularidade deste texto traduz-se na sua abordagem específica às questões da neurociência mais importantes para a prática da reabilitação física.Assim, as questões clínicas, incluindo o tônus muscular anormal, a dor crônica e a função vestibular, são aqui enfatizadas, enquanto os tópicos discutidos, com freqüência, em grande extensão, nos textos de neurociência, como o funcionamento dos neurônios retinianos, são intencionalmente omitidos.O objetivo deste texto é prover a profundidade da informação apropriada aos clínicos iniciantes, evitando o detalhamento excessivo e enfatizando a neurociência clinicamente relevante. Breves introduções às técnicas de avaliação servem de guia para a prática dos exames clínicos.As Referências e Leituras Sugeridas são muito seletivas, refletindo apenas o material que, com maior probabilidade, será mais útil.

Fisioterapia em Neurologia: Série Manuais de Especialização do Einstein III

Fisioterapia em Neurologia: Série Manuais de Especialização do Einstein III

Este terceiro manual da série "Manuais de Especialização do Einstein" proporciona ao fisioterapeuta e demais profissionais da área da saúde uma leitura que engloba e conecta as diversas interfaces do tratamento fisioterapêutico em neurologia, visando a desenvolver o raciocínio clínico desse profissional.
O livro inicia o estudo pela neurofisiologia, desfazendo o mito de que a teoria neurológica não tem utilidade na prática da fisioterapia. Em seguida, é explicitada a importância da interdisciplinaridade e a intersecção entre as condutas para a efetividade do tratamento.

Livro - Neurologia para o Fisioterapouta

Neurologia para o Fisioterapeuta

Este livro de Fisioterapia foi concebido para a especialidade da Neurologia. Apresenta todo o material de ensino em textos de agradável leitura e fácil compreensão e com excelentes ilustrações, tornando mais fácil o aprendizado para o leitor. As várias figuras coloridas ilustram as patologias e os métodos diagnósticos mais utilizados pelo médico. Dessa forma auxiliam o leitor a assimilar melhor os sintomas e quadros clínicos.

Doenças Neuromusculares: Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático

Doenças Neuromusculares: Atuação da Fisioterapia - Guia Teórico e Prático

Este livro valoriza os principais aspectos do diagnóstico e tratamento de doenças neuromusculares, tendo como principal objetivo apresentar, sob forma especial, o paciente, respeitando a sua individualidade e complexidade.

Livro - Provas de Função Muscular

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O melhor e mais didático, abrangente, preciso e clinicamente orientado livro sobre o assunto. Permitirá aos alunos entenderem a arte e a ciência dos testes musculares. Possui dicas e comentários que tornam este livro um aliado do aluno. Prático, de abordagem consistente, referências atualizadas e leituras concisas fazem-no fácil para implementar hoje as técnicas de teste mais efetivas na sua prática. Extensivamente revisado por muitos dos fisioterapeutas, anatomistas, cinesiologistas e médicos líderes no país, essa edição é uma referência clínica incalculável que oferece o conhecimento mais atualizado e aplicações das técnicas de teste muscular para a sua prática.

Lesões Nervosas Periféricas

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O livro possui capítulos escritos por autores do mais alto renome nacional, que escrevem sobre tratamento das lesões periféricas e tratamento microcirúrgico das lesões nervosas periféricas.
Cabe ressaltar a completa gama de profissionais da saúde que se beneficiarão da leitura deste livro, como médicos especialistas em fisiatria, ortopedia-traumatologia, neurologia, neurocirurgia, reumatologia, clínica médica, cirurgia plástica e pediatria, além de acadêmicos de medicina, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e professores de educação física.

Má postura, rotina agitada, sedentarismo e excesso de peso estão entre as principais causas das dores nas ...

Dor ciática é um sintoma derivado de outro problema


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Má postura, rotina agitada, sedentarismo e excesso de peso estão entre as principais causas das dores nas costas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população sofre ou ainda vai sofrer desse mal moderno. Além de prejudicar a qualidade de vida, as dores nas costas representam um impacto socioeconômico importante.

Saiba mais sobre Hérnia de Disco

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A dor no nervo ciático, muitas vezes confundida com doença, é na verdade um sintoma derivado de outros problemas. Em aproximadamente 90% das vezes, as dores são causadas pela hérnia de disco, pela ruptura ou pelo deslocamento dos discos. Os outros 10% podem ser causados por espasmos ou fadiga de músculos da região do glúteo. Esses problemas são criados pela repetição de atividades físicas pesadas e posturas incorretas.

Localizado entre a região lombar e a parte mais baixa das pernas, passando pelas nádegas, o nervo ciático é o que tem a estrutura mais longa do corpo humano. Ele é responsável pela sensibilidade, mobilidade e articulações dos membros inferiores. Quando há uma inflamação ou compressão nesse nervo, pode ocorrer a dor ciática. Quem sofre com ela geralmente reclama de fisgadas, queimação e formigamento na região afetada. Em alguns casos, a dor é tão forte que a sensibilidade da perna diminui ou a pessoa não consegue se mexer.

Na maioria dos casos, há um aumento gradual da dor, que pode piorar depois de ficar em pé ou sentado por muito tempo, durante a noite, ao espirrar, tossir ou rir ou ao se dobrar para trás ou andar por muito tempo. A dor ocorre mais frequentemente de um só lado, mas pode aparecer nas duas pernas. O exame clínico bem feito é fundamental para identificar a causa da dor ciática. Existem exames específicos que determinam as causas suspeitas. Eles podem mostrar reflexos anormais ou ausentes, ou fraqueza ao dobrar o joelho ou ao movimentar os pés.

Como a dor ciática é um sintoma de outra doença, o tratamento deve ser direcionado à causa identificada. É muito comum o paciente ser tratado somente dos sintomas, mas a causa continua presente levando esse paciente a novos episódios de dor e recorrências em curto espaço de tempo. Por isso, um tratamento com medicamentos prescritos por médico, juntamente com a fisioterapia para descompressão da raiz nervosa, garantem o sucesso de todo o tratamento.

O tratamento deve ser direcionado, tendo como objetivo descomprimir esse nervo através de procedimento fisioterapêutico não convencional, que utiliza aparelhos modernos de tração eletrônica e descompressão dinâmica, além das principais técnicas de terapia manual. Em conjunto são realizados exercícios terapêuticos de estabilização estática e dinâmica para o fortalecimento da musculatura, a fim de evitar novos episódios. O principal objetivo de um tratamento especializado é reabilitar o corpo como um todo e apenas 10% dos casos são cirúrgicos.

Nosso Sistema Nervoso é composto basicamente pelo cérebro, a medula espinhal e uma extensa e rede de nervos periféricos. Esses nervo...

Saiba mais sobre a neuropatia periférica e formigamento nos pés


Nosso Sistema Nervoso é composto basicamente pelo cérebro, a medula espinhal e uma extensa e rede de nervos periféricos. Esses nervos trazem toda a sensibilidade para o cérebro e levam todas as ordens motores do cérebro para os músculos.  Quando a função do nervo está alterada surgem formigamentos, dores em choque, perda de sensibilidade e até fraqueza muscular, em alguns casos. Reconhecendo o problema no início podemos estabelecer a causa da disfunção e evitar um dano irreversível.

Os nervos são estruturas bastante sensíveis e podem ser comprometidos por trauma, medicamentos, uso de álcool, doenças sistêmicas como a diabetes, o hipotireoidismo, além de doenças genéticas e infecciosos. Um diagnóstico preciso exige uma investigação abrangente e precoce, a fim de evitar uma sequela neurológica.

O problema pode ocorrer em qualquer idade, mas as causas mais comuns ocorrem acima dos 40 anos. Os sintomas são variáveis de acordo com a causa e a intensidade. O mais típico é o aparecimento bilateral e simétrico de alteração sensitiva iniciando nos pés e subindo, como um formigamento ou perda de sensibilidade. No entanto, existem formas com atrofia e fraqueza, assimetria, ou mesmo começando nas mãos.

O quadro pode ser agudo, evoluindo em alguns dias, ou mais crônico, piorando em meses a anos. Muita gente deixa passar os sintomas iniciais e só procuram ajuda quando apresentam dificuldade para andar, feridas no pé (que não tem mais sensibilidade) ou quando os membros superiores são acometidos. Nestes casos, a recuperação pode não ser mais a mesma. A neuropatia periférica, que é como chamamos o conjunto de doenças do nervos periféricos é geralmente a ponta de um Iceberg, vem sinalizar uma doença oculta, como a carência de vitamina B12, um problema de tireoide, a presença de um medicamento tóxico, uma diabetes mais avançada, um tumor oculto, etc. Vale muito a pena procurar o Neurologista na fase ainda de formigamentos para tentar barrar o processo e auxiliar o corpo como um todo.

Para investigar a causa são geralmente necessários exames de sangue e, eventualmente, um exame chamado eletroneuromiografia (este estuda a condução elétrica do nervo e visa identificar o tipo, a distribuição e a intensidade da lesão).

O tratamento é dividido em 4 medidas principais:

1-    Tratar a causa  (30% das vezes a causa pode permanecer obscura)

2-    Medicamentos para reduzir sintomas (formigamento, por exemplo)

3-    Reabilitação física especializada

4-    Cuidados com o membro afetado

Trata-se de um problema de fácil percepção, investigação e com tratamento efetivo (principalmente em casos iniciais e com causa reconhecida).

O tronco nervoso por passar por um canal ou orifício ósseo está sujeito a freqüentes perigos. Perigo este que pode comprometer a funçã...

Saiba tudo sobre a Síndrome da Cauda Equina


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O tronco nervoso por passar por um canal ou orifício ósseo está sujeito a freqüentes perigos. Perigo este que pode comprometer a função motora, a sensibilidade e o funcionamento normal de um órgão e seu sistema. Qualquer alteração que comprometa a condução normal dos estímulos através da medula espinhal pode gerar patologias, dentre elas Síndromes. Como a que será estudada a Síndrome da Cauda Eqüina, que é a injúria dos nervos ainda dentro do cordão medular quando eles formam uma ramificação similar a um "rabo de cavalo" ao sair da região lombar.

Neste estudo veremos a anatomia e a fisiologia da cauda eqüina, como ocorre o comprometimento desta e seus sintomas associados. Faremos uma abordagem do tratamento convencional e principalmente o fisioterápico, que tem como objetivo através de um programa de reabilitação proporcionar maior independência ao paciente e promover melhor reintegração do mesmo dentro de sua comunidade.

Este estudo tem como relevância informar a importância do tratamento fisioterápico na recuperação do paciente com a Síndrome da Cauda Eqüina e como este trabalho pode trazer uma melhora no quadro clínico e no bem estar do paciente.



2. ANATOMIA E FISIOLOGIA DAS RAÍZES DA CAUDA EQÜINA

A medula espinhal acaba no nível da vértebra L1, são necessárias longas raízes pelos axônios que vão do término da medula para sair pela coluna vertebral lombo-sacra. Essas longas raízes formam a cauda eqüina, na parte inferior do canal vertebral.

A cauda eqüina constitui a ligação entre o sistema nervoso central e o periférico. A cauda eqüina localiza-se no líquido cerebroespinhal, onde existe uma determinada organização estrutural.

 



Lateralmente, as raízes pareadas apresentam uma raiz ventral (motora) e uma raiz dorsal (sensitiva), que inclui o gânglio dorsal, e atravessam o canal espinhal através dos canais radiculares. As raízes da cauda eqüina tem pouco tecido conectivo, não apresentando barreira de difusão na sua superfície. Já as raízes localizadas nos canais radiculares apresentam um estroma conectivo, incluindo as bainhas das raízes.

A vascularização das raízes vem de vasos centrais e periféricos, não apresentando vascularização segmentar. Parte de sua nutrição é feita pela difusão de elementos nutritivos do líquor. Já o gânglio espinhal apresenta uma microvascularização abundante. A quantidade de colágeno no endoneuro das raízes é cinco vezes menor do que os nervos periféricos. Parece não haver vasos linfáticos no endoneuro das raízes e nervos periféricos.




3. A SÍNDROME DA CAUDA EQÜINA

A síndrome da cauda eqüina pode ser definida como a perda parcial ou total da função urinária, intestinal e sexual devido à compressão da cauda eqüina na região lombar. A lesão produzida é do tipo neurônio motor inferior ou paralisia flácida.

Neste tipo de lesão não há a condução do estímulo de forma completa, até a medula espinhal e os reflexos e o tônus muscular permanecem diminuídos ou ausentes (flácidos). A lesão na maioria dos casos é de forma incompleta, tem preservação parcial da sensibilidade e da função motora, não ocorrem hipertonia muscular e hiper-reflexia porque os motoneurônios superiores estão intactos.

Quando a compressão é na região lombossacra, ocorre anestesia perineal, disfunção urinária e intestinal e perda da função sexual, com paralisia do assoalho da pequena pelve. O tipo de restrição que ocorre na bexiga e intestino pode ser problemática, principalmente para as mulheres, que podem apresentar dificuldade na drenagem urinária e incontinência urinária. Se a compressão ocorrer num nível mais alto pode haver paresia ou paralisia dos membros inferiores. As causas mais comuns são a hérnia discal extrusa em um canal estenótico e a estenose do canal lombar de qualquer etiologia.

A síndrome da cauda eqüina pode ser aguda com a paralisia ocorrendo em horas ou dias, ou ser crônica, com seu início não bem definido, ocorrendo em meses ou anos. O tipo agudo com mais freqüência ocorre na hérnia discal e o crônico na estenose do canal. A cauda eqüina aguda também pode ocorrer em tumores, infecções e fraturas. Na maioria dos casos a hérnia de disco ocorre entre L4-L5 e L5-S1, mas a probabilidade de ocorrer a síndrome da cauda eqüina é nas hérnias mais altas. Esta síndrome também foi descrita na hérnia intradural.

Existem três tipos de pacientes com a síndrome da cauda eqüina aguda: (1) casos agudos sem sintomas prévios; (2) casos com historia de lombociatalgia antes do início agudo da retenção urinária; (3) casos com lombociatalgia que desenvolve retenção urinária num intervalo curto. Este último grupo de pacientes deve procurar atendimento médico de urgência e ser internado com lombociattalgia aguda. Nestes casos pode haver a incidência de erro de diagnóstico ao associar a retenção urinária ao uso de narcóticos e ao repouso.



4. EFEITO DAS DISFUNÇÕES DECORRENTES DA SÍNDROME DA CAUDA EQÜINA SOBRE O FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS PÉLVICOS.

O controle do funcionamento vesical, retal e sexual depende do nível de lesão medular. Como a síndrome da cauda eqüina lesiona as raízes lombares e sacras, produzem os efeitos das lesões dos motoneurônios inferiores. Devido as lesões estarem nos níveis de S2 a S4 da medula espinhal ou aferentes e ou eferentes parassimpáticos. Lesões completas e incompletas que atingem qualquer parte do circuito reflexo para esvaziamento da bexiga, isto é, nos níveis medulares S2 e S4 ou os aferentes e ou eferentes parassimpáticos,produzem bexiga flácida e paralisada, como foi citado anteriormente.

Quando a bexiga se enche, e estiramento da parede vesical é detectado por propricceptores, impulsos relacionados ao grau de repressão vesical são transmitidos para o centro reflexo na medula sacra e os impulsos eferentes dão início ao esvaziamento. 

Os impulsos parassimpáticos eferentes estimulam a contração da parede vesical e eferentes somáticos (S2 a S4) abrem o esfíncter externo. Esse mecanismo fica inibido na Síndrome da Cauda Eqüina. A bexiga flácida e paralisada se enche em demasia com a urina e quando não mais pode ser distendida, a urina começa a gotejar.

O controle retal e dos órgãos sexuais é igualmente afetado na Síndrome, porque as conecções reflexas parassimpáticas para esses órgãos ficam localizados também nos neveis de S2 a S4. Uma lesão nesta região leva o indivíduo a não ter conhecimento da distensão retal e não ter controle voluntário sobre os esfíncter.

O controle retal ocorre através de uma atividade reflexa, que começa com o enchimento e distensão do cólon sigmóide e reto, quando impulsos aferentes são gerados e passam ao centro espinhal sacro no cone medular. Impulsos eferentes emanam do centro sacro, levando ao processo de evacuação quando o sigmóide e reto se contraem em conjunção com um relaxamento sinérgico do esfíncter anal. Após o esvaziamento do canal, o esfíncter anal e o elevador do ânus se contraem e há relaxamento do reto e cólon inferior. Esse processo repete-se até que todo o intestino inferior esteja vazio. Em condições de repouso, o esfíncter anal externo mostra atividade contínua e contração.

Entretanto, essa atividade está ausente durante a compressão da Cauda Eqüina, principalmente nas lesões completas (na fase de choque), onde há a perda da função gastrointestinal reflexa e a presença de íleo paralítico (onde geralmente envolve o estômago e o cólon também). Isso pode durar dois ou três dias. Em alguns pacientes os sons intestinais podem estar ausentes por vários dias.

Em relação à disfunção sexual, podemos dizer que o desejo sexual permanece intacto em ambos os sexos, embora possa haver uma redução da libido causada por fatores psicológicos na fase de adaptação a lesão. Na Síndrome da Cauda Eqüina, os homens promovem ereções psicogênicas, quando a lesão é incompleta, e ereções reflexogênicas nas lesões completas. Ereções reflexogênicas ocorrem em resposta a estimulação física externa da genitália ou períneo. Há a necessidade de um arco reflexo intacto (mediado através de S2, S3 e S4). 

As ereções psicogênicas ocorrem através da atividade cognitiva como fantasias eróticas. São mediadas desde o córtex cerebral através dos centros medulares sacrais ou tóraco-lombares. A capacidade de ereção pode vir a melhorar lentamente no primeiro ano pós-lesão, a maioria dos homens conseguem obter algum tipo de atividade erétil pós-lesão. Os portadores de lesão incompletas, que é o caso mais freqüente na Síndrome da Cauda Eqüina, conseguem ter a ejaculação. O que pode ocorrer é uma ejaculação retrógrada , onde o orgasmo não acompanha a ejaculação, tendo uma sensação de paraorgasmo. Nas mulheres freqüentemente, as sensações na área genital estão ausentes, nas lesões completas, assim como nos homens. A movimentação pélvica está limitada e também a lubrificação, em lesões incompletas, em mulheres.



5. FATORES QUE DESENCADEIAM A SÍNDROME DA CAUDA EQÜINA

A Síndrome da Cauda Eqüina ocorre por diversos fatores desencadeantes como a estenose lombar, a hérnia de disco, tumores, fraturas, infecções etc...


5.1. ESTENOSE LOMBAR

Quando um tronco nervoso deve atravessar um canal ou orifício, ou é obrigado a passar por uma goteira do esqueleto, a sua integridade está exposta a freqüentes perigos. É uma falha que, mesmo na admirável construção do nosso corpo, a natureza não soube evitar. O delicado material do mais nobre tecido do organismo acomoda-se mal ao ambiente inelástico da parede óssea correndo sério risco de sofrer compressões como no caso de uma estenose.

A estenose espinhal foi descrita em 1976, por um grupo de ortopedistas como sendo qualquer tipo de estreitamento do canal espinhal, canal radicular ou forame intervertebral. O estreitamento pode ser local, segmentar ou generalizado e pode ser ocasionado por uma estrutura óssea, partes moles ou ambos.

A estenose lombar ocorre em segmentos móveis. O movimento anormal do segmento motor, em geral devido a doença degenerativa do disco intervertebral, provoca a formação de osteófitos, hipertrofia do ligamento amarelo e protusão discal com o conseqüente estreitamento do canal vertebral.

No que diz respeito a localização a estenose lombar pode ser central ou lateral. Na estenose lateral existe a diminuição do canal radicular que pode ser dividido em 3 zonas. A zona 1 é a área situada sob a apófise articular superior, medial ao pedículo, chamada de zona sub-articular; a zona 2 é a zona foraminal; a zona 3 é a zona extra foraminal.

 


O segmento anatômico pode ser dividido em 3 níveis:

1. Nível disco
2. Nível forame
3. Nível pedículo

As alterações que provocam a estenose do canal lombar ocorrem no nível do disco. Neste nível as estruturas que contribuem para a estenose do canal são: o ligamento amarelo, suas porções laminar e articular, as articulações interapofisárias e o disco intervertebral. Ao nível do disco, os fatores que são importantes para a compreensão da anatomia patológica lombar são: a forma do canal, onde há 3 formas, a de trevo, a triangular e a ovóide. Cerca de 15% da população tem a forma em trevo, que a forma que mais pré-dispõe as alterações degenerativas; alterações degenrativas como a protusão discal, hipertrofia ou pregueamento do ligamento amarelo e formações osteofitárias; e a espondilolistese que provoca um efeito guilhotina do canal vertebral. Todos fatores ocasionam a estenose do canal lombar, diminuindo o espaço útil para a cauda eqüina.


5.2. A HÉRNIA DISCAL

A hérnia de disco é uma das principais causas da Síndrome da cauda eqüina aguda. A hérnia ocorre devido a uma diminuição no conteúdo dos proteoglicanos no disco intervertebral, esses são os principais responsáveis pela hidratação do núcleo pulposo, dando a propriedade de gel do mesmo, fazendo com que as pressões no anel sejam distribuída de forma uniforme. Com diminuição da pressão de embebição do disco, maior pressão é transmitida as fibras do ânulo, o núcleo perde suas propriedades hidráulicas, de verdadeiro amortecedor das pressões, e as fibras do ânulo são mais susceptíveis a ruptura.

Qualquer fator como excesso de peso ou má postura leva a estrusão desse núcleo, dando origem a hérnia discal.


Hérnia de Disco




5.3. FRATURA

A fratura é considerada uma lesão traumática, esta pode ser de originada em acidentes automobilísticos, queda de altura, mergulhos, por ferimentos com armas brancas, com ferimento com arma de fogo (projétil).

Ao ocorrer um trauma vertebral, ou seja, uma fratura, uma ou mais vértebras podem se deslocar, provocando uma compressão sobre a cauda eqüina. Normalmente ocorre com as fraturas abaixo do nível de L2.


5.4. TUMOR E INFECÇÕES

Alguns tumores como ósseos, ou até mesmo tumor de vaso, podem comprimir a cauda eqüina causando lesão e comprometimento das funções dos órgãos e sistemas da pelve e movimentos e sensibilidade nos membros inferiores. Algumas infecções, causadas por vírus ou bactérias também podem acometer a cauda eqüina, desencadeando a Síndrome.



6. FISIOPATOLOGIA DA COMPRESSÃO DAS RAÍZES DA CAUDA EQÜINA

Foram feitos estudos para se descobrir as alterações provenientes da compressão na cauda eqüina. O experimento foi realizado em animais.

Observando um modelo experimental de compressão da cauda eqüina no porco, Olmarker e Cols. Mostraram alterações na circulação venosa com pressões de 10mmHg. Alterações da condução neural foram obtidas com pressões de 50-74mmHg após 2 horas de compressão. Com pressões de 100-200mmHg havia bloqueio total da condução neural, com grau variado de recuperação quando se retirava a compressão. As alterações da propagação do impulso nervoso são dependentes da pressão sanguínea, sendo que o limiar de propagação do impulso diminui com a hipotensão.

Freqüentemente a estenose central ocorre em mais de um nível, e existe a associação da estenose central com a lateral. Nestes casos pode haver um distúrbio maior da nutrição e função das raízes.



7. QUADRO CLÍNICO

O quadro clínico clássico é o da anestesia em sela, retenção urinária, obstipação, ciatalgia contínua e anestesia plantar. Nestes casos, existe anestesia na distribuição dos nervos sacrais (nádegas, períneo, escroto, lábios, pênis e clitóris) e dependendo do nível de compressão, também se pode observar diminuição da sensibilidade nas pernas e pés. O exame físico mostra ausência do reflexo anal e bulbocavernoso, com graus variados de hiporreflexia e de paresia dos membros inferiores. A paralisia da bexiga pode ocorrer sem dor no membro inferior e a ciatalgia pode ser unilateral. O sinal de Lasegue bilateral pode ser positivo. No exame do abdome pode haver distensão da bexiga. 

Na Síndrome da Cauda Eqüina crônica os achados clínicos são mais sutis. Pode haver diminuição do tônus retal e a sensibilidade perineal estar alterada. Os achados do exame neurológico podem ser normais em repouso e presentes com o caminhar ou com a manobra de extensão da coluna lombar. Pode ocorrer associação de dor na virilha perineal, vulvar ou testicular, incontinência urinária ou urgência miccional de início gradual durando meses ou nos.

Esses sintomas podem não estar associados à claudicação neurogênica. É comum a lombociatalgia crônica.
A dor pode ser causada pela compressão aguda ou dilaceramento das raízes nervosas. Freqüentemente a dor de raiz nervosa é descrita como aguda, lancinante, em queimação, ou penetrante, e tipicamente segue um padrão de dermátomos, ocorre muito nesta Síndrome pela elevada distribuição de raízes nervosas.

O tratamento da dor de raiz nervosa é um problema clínico perturbador. Foram sugeridas abordagens múltiplas, com graus variáveis de êxito. O tratamento conservador envolve a terapia medicamentosa e a estimulação elétrica nervosa cutânea. Intervenções cirúrgicas para a dor mais grave e debilitante são: secções da raiz nervosa (neurectomias) e rizotomias posteriores.




8. DIAGNÓSTICO

A história e o exame físico fazem a suspeita diagnóstica da Síndrome da Cauda Eqüina. Existe uma série de exames subsidiários que nos permite confirmar o diagnóstico, bem como planejar o tratamento. Os exames são radiografia simples, a tomografia computadorizada axial, a ressonância magnética e os estudos eletrofisiológicos. No raio X, o médico poderá observar comprometimento das raízes nervosas, por alterações degenerativas, como formação osteofitárias, retrolistese, estenoses e outras.

A mielografia seguida de uma tomografia computadorizada axial tem sido o exame mais usado para o diagnóstico, quando se trata da Síndrome da Cauda Eqüina proveniente de uma estenose lombar. A tomografia computadorizada é um bom método para avaliação das causas ósseas e partes moles. Detecta alterações como o canal em trevo, hipertrofia das alterações interapofisárias, algumas deformidades como a escoliose que pode estar promovendo uma compressão das raízes da cauda, fragmentos de fratura e fraturas pós-truma. Em geral a Tomografia computadoriza é realizada entre os níveis de L3 - S1 em cortes axiais de 5 mm. Nos casos de estenose o rastreamento tem que ser realizado de L1 - S1.

A ressonância nuclear magnética é o único exame que permite a aquisição de imagens em vários planos, sendo os mais usados os planos sagitais e axiais.

A eletroneuromiografia é muito importante e útil, pois através desse exame podemos observar o grau de comprometimento da raiz nervosa.

No caso de possível hérnia discal, o diagnóstico é dado através da ressonância nuclear magnética ou a tomomielografia.


8.1 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL NEUROLÓGICO

A American Spinal Injury Association (ASIA), desenvolveu um protocolo padronizado. Os pontos chaves são testados com um alfinete e com um chumaço de algodão.

* O alfinete - Determina o agudo e o rombo.
* O algodão - localizar o tato ligeiro.

São recomendados ainda testes de sensibilidade profunda e da posição. Os resultados dos testes são listados no protocolo.
Existe uma classificação chamada Medida de Independência Funcional (MIF) foi adicionada recentemente no processo de avaliação do paciente. Este método é usado para monitorizar e avaliar o progresso com tratamento. Ele mede as atividades de vida diária nas áreas de cuidados pessoais, controle esfincteriano, mobilidade, locomoção e comunicação social. Atividades como o comer, higiene pessoal e o vestir são calculadas numa escala que mede o nível de dependência / independência.

Realizar um exame neurológico acurado e completo e determinar o nível neurológico da lesão ajuda a estabelecer metas reais para um programa de reabilitação que vise proporcionar maior independência ao paciente e promover melhor reintegração do mesmo dentro de sua comunidade.


9. PROGNÓSTICO

O potencial para a recuperação da lesão esta diretamente relacionado a extensão da lesão. Nos casos de lesões incompletas, que é a mais comum na Síndrome, é observada alguma evidência de função sensitiva e/ou motora abaixo do nível da lesão medular, depois que o choque espinhal cedeu. Os sinais iniciais de uma lesão incompleta podem estar indicados por um "sacro preservado" (sensação perianal, tônus no esfíncter retal, ou flexão ativa dos dedos dos pés). As lesões incompletas também podem apresentar-se com pontos ou áreas disseminadas de função sensitiva e motora.

É importante observar que na maioria dos casos de lesões incompletas a melhora começa que imediatamente após a cessação do choque espinhal. Muitos pacientes terão alguma melhora progressiva do retorno muscular. Pode ser mínima, ou, menos freqüentemente, dramática, usualmente se tornando aparente durante os primeiros (e diversos) meses após a lesão. Com uma consistente progressão do retorno da função (diária, semanal ou mensalmente), maior recuperação poderá ser esperada ao nível desta mesma velocidade, ou numa base ligeiramente mais lenta. Avaliações meticulosas e freqüentes das funções sensitivas e motoras que neste período propiciarão importantes informações para o progresso da recuperação.

Com o tempo, a velocidade de recuperação cairá, sendo alcançado um platô. Quando este platô é atingido, e não é observada atividade muscular por diversas semanas ou meses, não deve esperar que no futuro ocorram recuperações adicionais.



10. TRATAMENTO

O tratamento dos pacientes com lesão na cauda eqüina necessita de consideração especial.


10.1 TRATAMENTO CONVENCIONAL

No tratamento convencional é realizada a manobra com a manipulação de Crede / Valsalva, para que os pacientes possam urinar, devido a presença de uma bexiga arreflexiva (não contrátil).

Existem pacientes que através de uma avaliação urodinâmica mostraram esfíncter uretral externo intacto, e, portanto esses pacientes podem conseguir urinar gerando altas pressões intravesicais.

A catetização intermitente é começada a cada quatro ou seis horas, e com restrição hídrica a cerca de 1,5 litro por dia, esses pacientes podem ser tratadas com três catetizações por dia.

A catetização intermitente pode ocasionar uma infecção. Neste caso é indicado o uso de antibiótico adequado principalmente nos primeiros 3 dias, a fim de prevenir a disseminação da infecção uretral. 

A fim de reduzir a incontinência de esforço. A paciente é encorajada e treinada para esvaziar a bexiga pela manobra de Crede / 
Valsalva periodicamente. O fracasso do tratamento com catetização intermitente usualmente resulta em colocação em longo prazo de um cateter de demora.

Procedimentos neurocirúrgicos tais como bloqueios seletivos de raízes nervosas sacras e rizotomias podem ser indicadas a fim de converter uma bexiga reflexa (contrátil) em bexiga arrefléxica, a qual, conforme mencionado acima, pode ser facilmente controlada pela manobra de Crede/Valsalva.

Pode ser administrado anti-inflamatórios e analgésicos. Os anti-inflamatórios são de origem não hormonal. Todos os anti-inflamatórios podem ter efeitos colaterais sendo os mais comuns os gastrointestinais e renais.

O uso de analgésico é importante tanto na fase aguda como crônica.

Deve ser feito a descompressão dos elementos neurais através da cirurgia. No caso de uma hérnia de disco unilateral é realizada uma laminectomia unilateral.

Quando existe uma estenose associada, a laminectomia é bilateral.

Nos casos agudos a cirurgia deve ser de urgência, e os melhores resultados cirúrgicos ocorrem nos casos operados nos três primeiros dias do início do quadro. Não houve correlação entre a duração do quadro clínico e o resultado cirúrgico. Nos casos de Síndrome da Cauda Eqüina crônica a descompressão não deve ser feita de urgência e o Paciente deve ter uma avaliação clínica completa. Nos casos agudos raras vezes o paciente se recupera totalmente, independente do intervalo entre o início do quadro e a descompressão cirúrgica. A ciatalgia bilateral é considerada sinal de mau prognóstico. A persistência da anestesia em sela é sinal que a função esfincteriana persistirá alterada. Nos casos crônicos a recuperação é lenta e incompleta. Deve-se explicar ao paciente que a cirurgia tem como objetivo impedir a piora do quadro clínico.


Fase Aguda

O esvaziamento intestinal também deve ser realizado através da estimulação proveniente de massagens abdominais no sentido horário ou uso de estimulação elétrica transcutânea.

Quando houver a volta da atividade intestinal deve-se introduzir o estímulo retal com supositórios neutros ou toque retal diariamente, após as grandes refeições. A dieta deve ser equilibrada é rica em fibras, acompanhada de uma ingestão líquida diária, em torno de 2 litros. Quando as manobras forem ineficazes, utiliza-se laxativos suaves por agentes ativos de superfície.


Fase Crônica

Iniciar precocemente a reeducação intestinal na posição sentada, que favorece o esvaziamento intestinal. Manter ingestão hídrica diária em torno de 2000 ml, de acordo com o programa de reeducação vesical e dieta hipercalórica, hiperprotéica e rica em fibras. 
O uso de supositórios de glicerina e estimulação digital deve ser mantido nesta fase para se estimular os reflexos de evacuação. 
Deve-se instituir horários regulares de refeições. No treinamento intestinal e regulação e regularidade dos movimentos intestinais são os objetivos mais importantes. Deve-se buscar a continência e a atividade intestinal socialmente aceitável e evacuações regulares com fezes de consistência adequada. O hábito intestinal pode ser diário, em dias alternados ou a cada três dias.

A manobra de Crede para os homens é recomendável que seja feita sentado para o esvaziamento vesical e o intestinal simultaneamente.

Esse programa deve ser mantido em períodos longos para se obter uma boa reeducação intestinal.

No que diz respeito ao tratamento para as disfunções sexuais é feito injeções de papaverina ou implantes cirúrgicos, no caso dos homens. Com o intuito de promover uma melhor ereção. Nas mulheres pode-se fazer o uso de lubrificantes artificiais. As alternativas para se manter um ato sexual, como beijos, sexo orogenital, uso de estímulos manuais em áreas genitais e não genitais vibradores podem e devem ser largamente estimulados e usados para que se tenha satisfação sexual em ambos os sexos.

Obs.: Na fase aguda o paciente deve fazer repouso de uma semana. Com a melhora do quadro e principalmente da dor orienta-se o paciente para controlar sua atividade física na medida de suas possibilidades.


10.1.1 Retreinamento Intestinal

Os pacientes que saíram da fase de choque, na Síndrome da Cauda Eqüina, tratam seu intestino com remoção manual em uma escala diária ou em dias alternados.

Esses pacientes podem começar a ter evacuações intestinais acidentais quando começam a usar um aparelho tutor ou a caminhar nas paralelas. Aumentar a freqüência dos cuidados intestinais de dias alternados para diariamente, acompanhando por instruções para manter fezes firmes através do controle da dieta, pode eliminar os acidentes.

Quando a tolerância a sentar-se permitir, o paciente deve receber tratamento intestinal em uma cadeira higiênica para permitir que a gravidade ajude na evacuação intestinal. A massagem do abdômen a partir da direita para a esquerda também pode facilitar a movimentação das fezes para o trato inferior. Nas ocasiões em que não são evacuadas fezes com os métodos convencionais, o paciente pode necessitar experimentar um laxante brando e repetir o programa intestinal 8 a 10 horas mais tarde.


10.1.2 Acompanhamento

Todos os pacientes necessitam seguimento urológico periódico pelo resto da vida. Durante o primeiro ano após a alta, revê-se o nitrogênio uréico sanguíneo, urucultura (e sensibilidades), e o bem estar geral do paciente. Catetizações desnecessárias para verificar a urina residual em alguém que não mostre nenhuma evidência clínica de retenção de urina, infecção ou litíase podem não ser justificadas. Em pacientes assintomáticos sob os demais aspectos cuja urodinâmica foi anteriormente estudada, em vez de pielografia intravenosa anual de rotina, a renografia por radioisótopos para função renal, sonografia e radiografia simples do abdômen podem ser suficientes para o acompanhamento. A sonografia transretal linear é considerada muito útil, como uma modalidade não invasiva, para o acompanhamento visando determinar a urina residual e qualquer obstrução vesical.


10.2 TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

O tratamento mais utilizado é o conservador, que é um tratamento repetitivo e requer um alto grau de disciplina, perseverança e motivação, precisando muitas vezes da interferência do fisioterapeuta não só como especialista mais também como incentivador para que trabalho seja realizado com sucesso.

Os tratamentos conservadores consistem em exercícios e eletroestimulação. As contrações simples do assoalho pélvico podem ser ensinadas e praticadas, desde que o paciente seja capaz de contrair voluntariamente a musculatura pélvica.Com prevenção pode ser usado um perineômetro (dispositivo usado para medir a pressão dentro da vagina) para evitar a resistência e melhora e o biofeedback motiva a prática dos exercícios.


10.2.1 Exercícios de Contração do Assoalho Pélvico

Antes de instruir o paciente sobre o modo de realizar as contrações é preciso determinar, além de qualquer dúvida se o paciente é capaz ou não de ativar voluntariamente os músculos corretos. As contrações dos músculos glúteos, adutor do quadril e abdominal, a retenção fôlego e até o abanamento do abdome tem sido confundido com contrações da musculatura do assoalho pélvico. A capacidade de contrair os músculos elevadores do ânus deve tecnicamente ser estabelecido de maneira objetiva pelo fisioterapeuta, como parte do exame inicial.

Se após uma cuidadosa instrução houver incapacidade de contração voluntária, deve-se tomar providências para reeduca-la. Isso, usando os meios adicionais que mais se adequarem, por exemplo, estimulação elétrica.

O ensino das contrações do assoalho pélvico, para o paciente praticar de modo regular sem auxílio é uma tarefa muito difícil exigida pelo fisioterapeuta já que os músculos não estão diretamente visíveis.

Na posição inicial as contrações podem ser feitas em qualquer posição, porém, a mais adequada é estar sentada em uma cadeira dura e inclina-se para frente para apoiar os antebraços nos joelhos, com as coxas e pés afastados. O períneo fica contra o assento da cadeira, de modo que há um feedback do estímulo sensorial do períneo, e uma mudança de sensação é geralmente visível sobre a saída pélvica durante a contração.

Na primeira sessão pede-se ao paciente para manter uma contração com força até que ele sinta a fraqueza muscular.
A linguagem de estímulo deve ser escolhida de modo específico para cada paciente utilizando palavras e imagens de fácil entendimento

* Comprima, solta, comprima, solta;
* Comprima o assoalho para cima e para baixo, segure e solte;
* Interromper a urina;
* Tentar contrair toda vez que espirrar, tossir ou rir pode evitar vazamento, quando os músculos estiverem mais hipertônicos.

Se sentir dificuldade estando sentado ou deitado realizar exercícios em pé com pernas ligeiramente afastadas.

O paciente precisa de estímulos regulares para aumentar a extensão, intensidade e o número de contrações repetidas. Deve ser usado um certo número de posições, trabalhando mais as que costuma ocorrer vazamento.


10.2.1.1 Incontinência Fecal

Quando o paciente se queixa de incontinência amorretal ou de urgência para defecar é muito importante a intervenção de um tratamento adequado, por é um problema embaraçoso que leva o paciente a situações desagradáveis e até mesmo o afastamento do convívio social. Alguma recuperação pode ocorrer com exercícios regulares do assoalho pélvico a resistência do mesmo pode chegar a um nível razoável. Caso não haja capacidade de contração devem ser utilizados métodos interferenciais que são os mesmos utilizados na incontinência urinária, porém não apresentando tanto êxito. Já o estímulo com eletrodo anel tem mostrado ser benéfico (Scokier, 1989). Podendo ser um recurso útil no auxílio do tratamento tanto como dispositivo do biofeedback para ensinar o controle do esfíncter anel de início, como um método para fortalecer os músculos.

A contração do músculo elevador do ânus inibe diretamente o centro de micção e a urgência de esvaziar a bexiga pode ser controlada.


10.2.1.2 Biofeedback

É um equipamento que é conectado no paciente por sensores onde se solicita ao paciente a contração da musculatura do assoalho pélvico e os sinais de atividade elétrica dos músculos são mostradas em um monitor em proporção a intensidade e duração da contração dando ao terapeuta e ao paciente o feedback do comportamento da musculatura permitindo a reeducação e obtenção de resultados satisfatórios, qualidade da musculatura, aumento do controle miccional e fecal e aumento do prazer sexual. É esperado que eu seria para motivar o paciente à prática e também agir no sentido de fazer contrações mais fortes e mais longos.

É contra-indicado em hipertonia total do assoalho pélvico já que é necessário a contração da musculatura para que haja a transmissão da atividade elétrica para o monitor do aparelho.


10.2.1.3 Estímulo Muscular Elétrico

Em geral os fisioterapeutas têm utilizado a estimulação elétrica na reabilitação de pacientes que têm dificuldade em realizar a contração voluntária dos músculos do assoalho pélvico. Afirma-se que pela aplicação de sinais de corrente elétrica é possível reassumir o controle normal entre nervo e músculo em uma unidade motora.

A aplicação é feita por eletrodos nos métodos de quatro pólos e de dois pólos.


10.2.1.4 Tratamento Persistente

Quando apesar de todo tratamento repetido e exaustivo o paciente continua com algum grau de incontinência os esforços devem ser dirigidos no sentido do tratamento e achar a melhor solução para cada caso específico. O terapeuta pode ser capaz de produzir um pouco mais de resistência ou limite de movimento para permitir ao paciente tornar-se mais independente. Dando a ele condições de sair de casa e aproveitar a vida, pois a incontinência leva a uma privação social que desencadeia a depressão.


Escrito por:     Ana Beatriz P. do Santos
Cláudia Regina G. Ferreira
Daniel M. Rojas
Mônica P. Gomes
Silvania Oliveira

Um em três casos de Alzheimer do mundo todo pode ser evitado segundo um novo ...

Pesquisa: Um em três casos de Alzheimer pode ser evitado




Um em três casos de Alzheimer do mundo todo pode ser evitado segundo um novo estudo da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.

Em um artigo publicado na revista especializada The Lancet Neurology, a equipe de cientistas britânicos relatou que analisou dados baseados em levantamentos de população para descobrir os sete principais fatores de risco para desenvolver a doença. 

E estes fatores são: diabetes, hipertensão na meia-idade, obesidade na meia-idade, sedentarismo, depressão, fumo e baixo nível de instrução.

Segundo os cientistas, um terço dos casos de Alzheimer podem estar conectados a fatores ligados ao estilo de vida dos pacientes, que podem ser modificados, como a falta de exercício e o tabagismo.

Os pesquisadores então analisaram como a redução destes fatores poderia afetar o número dos casos da doença no futuro.

Vacina contra Alzheimer começa a ser testada em humanos

Com esta análise eles descobriram que, ao reduzir cada fator de risco em 10%, quase nove milhões de casos da doença poderiam ser evitados até 2050.

As atuais estimativas sugerem que mais de 106 milhões de pessoas no mundo todo viverão com Alzheimer em 2050, mais de três vezes o número de pessoas afetadas em 2010.

Idosos mais saudáveis

Uma pesquisa anterior, de 2011, colocou a estimativa de prevenção em um a cada dois casos da doença que poderiam ser evitados, mas o novo estudo britânico levou em conta a justaposição de fatores de risco.

Para a professora Carol Brayne, do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge, "apesar de não haver uma única forma de tratar a demência, nós poderemos tomar medidas para reduzir o risco de desenvolvermos demência durante a velhice".

— Sabemos o que muitos destes fatores são e frequentemente eles estão ligados. Simplesmente enfrentar a inatividade física, por exemplo, vai reduzir os níveis de obesidade, hipertensão e diabetes e evitar que algumas pessoas desenvolvam demência.

Simon Ridley, chefe de pesquisas na organização de caridade britânica voltada para a pesquisa do Alzheimer, a Alzheimer Research UK, afirmou que ainda é preciso descobrir muito sobre a doença.

— Enquanto que a idade é o maior fator de risco para a maioria dos casos de Alzheimer, há vários fatores de estilo de vida e saúde em geral que podem aumentar ou diminuir as chances de uma pessoa desenvolver a doença. No entanto, nós ainda não entendemos completamente os mecanismos que relacionam estes fatores com o início do Alzheimer. E, como ainda não há uma maneira de evitar o Alzheimer, a pesquisa precisa continuar para conseguir as provas mais decisivas sobre os fatores de saúde e ambientais e ajudar as pessoas a reduzirem o risco.

Entre os sete fatores de risco, a maior proporção de casos de Alzheimer nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e no resto da Europa pode ser atribuída à inatividade física.

Segundo o estudo, um terço da população adulta destes países não pratica atividades físicas.

O Método Padovan de Reorganização Neurofuncional, desenvolvido por Beatriz Padovan, é uma abordagem terapêutica que recapitula as fases ...

Saiba mais sobre o método Padovan


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O Método Padovan de Reorganização Neurofuncional, desenvolvido por Beatriz Padovan, é uma abordagem terapêutica que recapitula as fases do neuro-desenvolvimento, usadas como estratégia para habilitar ou reabilitar o Sistema Nervoso. Ele atua na aquisição do Andar, Falar e Pensar de maneira dinâmica, estimulando a maturação do Sistema Nervoso Central, com intuito de tornar o indivíduo apto a cumprir seu potencial genético e à adquirir todas as suas capacidades, tais como locomoção, linguagem e pensamento.É usado como estratégia para reabilitar o Sistema Nervoso depois que perdeu suas funções, como no caso de um acidente; para impulsionar o desenvolvimento, como nos casos de atraso e distúrbios do desenvolvimento; para melhorar a qualidade de funcionamento e integração do Sistema Nervoso, e nos casos de disfunções tais como: transtorno de aprendizagem, hiperatividade, distúrbios e dificuldade de atenção e concentração, (TDAH) etc.

Acesse o Faça Fisioterapia

O Sistema Nervoso é o principal mediador e modulador das diversas atividades humanas. O homem possui um programa genético mas, para torná-lo efetivo, necessita de estimulação e meio ambiente adequados. Após o nascimento, o bebê passa por etapas neuro-evolutivas bem determinadas, que vão promover o amadurecimento e a integração de todo o Sistema Nervoso. Este processo vai permitir ao indivíduo alcançar um bom desempenho sensório-motor, de fala, de linguagem, psíquico e cognitivo.

Em terapia são realizados exercícios corporais que recapitulam as fases de aquisição da marcha humana, passando pelas etapas, passo a passo, do processo de deslocamento e verticalização do corpo. Em seguida são feitos exercícios de reeducação das Funções Reflexo-Vegetativas Orais (respiração, sucção, mastigação e deglutição). As funções orais são consideradas pré-lingüísticas e preparam os movimentos da fala articulada, dando base ao processo da comunicação humana e linguagem.

Utiliza-se esta abordagem terapêutica para recuperar funções perdidas, funções nunca adquiridas ou ainda preparar o organismo para que possa adquirir funções e capacidades para as quais tenha potencial.

Pode ser aplicada como método curativo, preventivo ou de manutenção do Sistema Nervoso .

A técnica pode ser aplicada em todas as faixas etárias, do bebê à terceira idade, com excelentes resultados. Para ser aplicado, o Método Padovan não necessita sequer da colaboração do paciente, pois não é preciso que seu nível de consciência esteja normal para que as estimulações tenham efeito, e pode ser aplicado em consultórios, em leitos, UTI´s de hospitais e também a domicílio.

Entende-se por traumatismo raquimedular (TRM) lesão de qualquer causa externa na coluna vertebral, incluindo ou não a medula ou as raízes ...

Termos usados nas Lesões de Medula



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Entende-se por traumatismo raquimedular (TRM) lesão de qualquer causa externa na coluna vertebral, incluindo ou não a medula ou as raízes nervosas, em qualquer dos seus segmentos (cervical, dorsal, lombossacro). Frequentemente está associado a trauma cranioencefálico ou politrauma.

As emergências relacionadas com lesões traumáticas da medula espinal e da coluna vertebral necessitam de grande atenção diante do drástico quadro clínico acompanhado de suas repercussões sociais e econômicas geradas para o paciente e para a sociedade. Essas lesões devem ser reconhecidas precocemente para que o diagnóstico possa ser imediatamente confirmado e o seu tratamento instituído, evitando que a perda de função se torne permanente.

Tetraplegia

Descreve diminuição ou perda da função motora e/ou sensitiva dos segmentos cervical devida à lesão dos elementos neurais dentro do canal medular. A tetraplegia resulta em diminuição da função dos membros superiores, tronco, membros inferiores e órgãos pélvicos. Não inclui lesões do plexo braquial ou dos nervos periféricos fora do canal vertebral

Paraplegia

Descreve diminuição ou perda da função motora e/ou sensitiva dos segmentos torácicos, Iombares ou sacrais (porém não cervicais), secundários a danos dos elementos neurais dentro do canal vertebral. A paraplegia deixa íntegros os membros superiores; contudo, dependendo do nível, podem incluir tronco, membros inferiores e órgãos pélvicos. O termo é corretamente usado para descrever lesões da cauda equina e do cone medular, porém não Iesões do plexo lombossacral ou lesões de nervos periféricos fora do canal

Tetraparesia ou paraparesia

O uso desses termos não é recomendado, já que descrevem lesões incompletas de maneira imprecisa. No entanto, a Escala de Avaliação da ASIA oferece um enfoque mais preciso

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Dermátomo

Refere-se à área da pele inervada por axônios sensitivos dentro de cada nervo segmentar (raiz)

Miótomo

Refere-se ao grupo de fibras musculares inervadas pelos axônios motores dentro de cada nervo segmentar (raiz)

Nível neurológico

Refere-se ao segmento mais distal da medula espinal com função motora e sensitiva normal em ambos os lados do corpo

Nível sensitivo

Refere-se ao segmento mais distal da medula que tem função sensitiva normal em ambos os lados do corpo

Nível motor

Refere-se ao segmento mais distal da medula que tem função motora normal em ambos os lados do corpo

Nível esquelético

Refere-se ao nível em que, por meio do exame radiológico, se encontra o maior dano vertebral

Índice sensitivo e índice motor

Soma numérica que reflete o grau de deficiência neurológica associado com a lesão medular

Lesão incompleta

Se for encontrada preservação parcial da função sensitiva e/ou motora abaixo do nível neurológico, incluindo o segmento sacral mais baixo, a lesão se define como incompleta. A sensibilidade sacra inclui sensação na região da união cutâneo-mucosa perianal, assim como a sensação anal profunda. A prova da função motora é a presença de contração voluntária do esfíncter anal externo ao exame digital

Lesão completa

Esse termo é usado quando houver ausência da função motora e sensitiva no segmento sacral mais baixo

Zona de preservação parcial (ZPP)

Refere-se àqueles dermátomos e miótomos distais ao nível neurológico que permanecem parcialmente inervados. Quando se encontra alguma alteração da função sensitiva e/ou motora abaixo do segmento normal mais baixo, o número exato desses segmentos deve ser anotado para ambos os lados como ZPP. O termo é usado somente em lesões completas

    A dor é um fator em potencial que pode retardar o processo fisioterapêutico, impedindo muitas vezes a mobilização do segmento, retardand...

A dor, a espasticidade e a fisioterapia na sequela do AVC


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    A dor é um fator em potencial que pode retardar o processo fisioterapêutico, impedindo muitas vezes a mobilização do segmento, retardando o progresso clinico. Objetivo do fisioterapeuta é controlar a dor aguda ou crônica e proteger o paciente contra outras lesões, sendo que ao mesmo tempo deve-se estimular o exercício.  Um dos recursos fisioterapêuticos que proporcionam o alivio da dor é a TENS, que pode ser de alta freqüência e baixa duração de pulso também conhecida como TENS convencional e promove um tipo de estimulação tátil capaz de ativar as fibras de grosso calibre e diminuir a sensação dolorosa.  Mesmo com a restrição do movimento é possível realizar atividades que proporcionem ao complexo mioarticular os benefícios da mobilização.  A mobilização articular estimula a atividade biológica movimentando o líquido sinovial, mantêm a extensibilidade e força de tensão nos tecidos articulares e periarticulares e informa ao SNC quanto ao posicionamento e o movimento desta articulação que está sendo mobilizada.

    A espasticidade é um dos principais problemas de saúde nos pacientes com lesões no SNC, limitando a mobilidade e afetando sua independência nas atividades de vida diária e trabalho. Além de provocar dor, diminuição da amplitude de movimento, contraturas, distúrbios do sono e comprometer a deambulação.  Contraturas de origem espástica, associada a presença de uma grave disfunção motora e/ou cognitiva, podem manifestar deformidades ósseas quando o comprimento normal do músculo não pode ser mantido e a criança não consegue adquirir nenhum controle ativo sobre a sua musculatura.  Um dos recursos fisioterapêuticos que permitem uma redução do tônus é o turbilhão em água aquecida, A eficácia da água aquecida na reabilitação de pacientes espásticos é plena quando a água é aquecida a uma temperatura agradável ao paciente, na faixa de 32 a 33°C. O calor afeta o tônus por meio da inibição da atividade tônica. Esta resposta ocorre rapidamente após a imersão, facilitando a realização de alongamentos dos tecidos moles auxiliando na prevenção de contraturas devido aos padrões estereotipados e movimentos limitados. Outro recurso utilizado para a inibição espástica é o uso pontos chaves, que serve para a inibição do fluxo eferente para as cadeias sinápticas dos padrões de reflexos anormais responsáveis pela hipertonia, permitindo a realização do movimento.

    A mobilização articular estimula a atividade biológica movimentando o líquido sinovial, mantêm a extensibilidade e força de tensão nos tecidos articulares e periarticulares e informa ao SNC quanto ao posicionamento e o movimento desta articulação que está sendo mobilizada. Segundo Kisner e Colby, (1998), para que haja amplitude de movimento, é necessário haver mobilidade e flexibilidade dos tecidos moles, o alongamento é realizado para aumentar o comprimento dos tecidos moles, patologicamente encurtados, e desse modo aumentar a amplitude de movimento. Com as propriedades musculares estando em condições regulares, o treino de fortalecimento deve ser iniciado.

    A estimulação elétrica funcional importante ação terapêutica, por promover um melhor alinhamento articular, com menos adução e rotação interna, prevenindo contraturas musculares. Além disso, a estimulação da contração muscular, facilitando a recuperação motora do membro envolvido, diminui a espasticidade.  Esse tipo de estimulação serviria como um mecanismo de biofeedback, porque os pacientes aprendem a ter um comportamento adequado com o membro envolvido após o acidente vascular encefálico.

Quando paciente vê seu membro plégico se movendo gera inputs visuais de movimentação, o input visual é mais rápido que o input somatosensorrial dando a impressão ao paciente, que ele esta movimentando o membro plégico. Esta entrada sensorial ativa os neurônios motores conhecidos como neurônios espelhos, que é responsável pela observação e pela imitação do que foi observado, estimulando áreas pré motoras.  A ativação bilateral do movimento proporciona um maior recrutamento neural devido a exigência de mover dois segmentos coordenadamente fazendo uso dos neurônios espelhos, criando novas vias de comunicação sináptica. STEVNES,2003 relata em seu estudo os dados obtidos através de uma ressonância magnética funcional, em que um paciente com hemiplegia por AVC realizava movimento unilaterais e o outro realizava o movimento bilateral através de inputs sensitivos. Os resultados foram que houve uma maior ativação do córtex motor primário do lado correspondente a hemiplegia no individuo que fez uso da atividade bilateral.

    Existem outras formas de gerar um maior recrutamento neural no encéfalo, o conceito de FNP tem como base a teoria que um impulso descendente ou um impulso aferente de origem dos receptores periféricos no músculo provoca uma salva de impulsos que resulta na descarga de um numero limitado de neurônios motores específicos, além da descarga em neurônios motores adjacentes, gerando o efeito facilitador. O efeito inibidor se dá pela condução desse impulso para o mais longa da área motora facilitada, ou seja, é possível fazer uso da facilitação para fortalecer os extensores do cotovelo e ao mesmo tempo inibir a espasticidade dos flexores.

    Os padrões de fortalecimento da FNP consistem em técnicas realizadas em diagonais e rotações, sendo que muitos destes movimentos são necessários nas atividades do cotidiano. O trabalho em diagonal pode ser justificado pelo fato de que raramente um movimento é realizado direto e em apenas um plano, pois os músculos são de natureza espiral e estão com suas fibras em diagonais.

    Todas as atividades funcionais normais dependem do controle de tronco como base para o movimento. A função dos músculos do tronco é um fator essencial para o balance, transferências, marcha e diversas funções, desta forma, o tronco deve proporcionar, ao mesmo tempo, estabilidade e mobilidade para que os indivíduos possam realizar suas atividades cotidianas. A cinesioterapia com a Bola Suíça visa reeducar a flexibilidade e as alterações musculares, possibilitando uma terapia relaxante, melhorando de forma gradativa, as disfunções pulmonares, equilíbrio, coordenação além da força muscular.

    A marcha de pacientes hemiplégicos tem um padrão ceifante, obrigando o indivíduo a realizar uma abdução exagerada do membro durante a fase de balanço, pois há uma dificuldade em flexionar o quadril e o joelho e em dorsifletir o pé.  A inclinação anterior e a rotação do tronco levam a um deslocamento do centro de gravidade, que associado à retração dos adutores, impulsionam o pé hemiplégico à frente do outro membro, permitindo que ele realize a passada adaptadamente.

    Pela insegurança e pela dificuldade de manter o peso no membro plégico os portadores de hemiplegia acabam transferindo o peso para o membro não plégico, resultando em significativa assimetria, outros fatores como redução da velocidade da marcha. Os tappings de pressão são estímulos manuais que tem como objetivo aumentar o tônus da musculatura estimulada, no caso da marcha os flexores do joelho permitindo uma marcha mais próxima da biomecânica normal.

Fonte

O programa terapêutico visa a prevenção de retrações musculares e manutenção da amplitude de movimento, através de alongamentos e e...

Reabilitação físico-funcional em pacientes com Plexopatias Braquial



http://www.fullblog.com.ar/blogs/anestesiologia/1245030819504940.jpg

O programa terapêutico visa a prevenção de retrações musculares e manutenção da amplitude de movimento, através de alongamentos e exercícios (passivos, livres, resistidos) associados ao treino de habilidades funcionais. Técnicas específicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva e eletroterapia.

O TENS (neuroestimulação elétrica transcutânea) para o controle da dor nos estágios iniciais da lesão é fundamental e pode ser obtido através do uso da estimulação elétrica nervosa transcutâne. LIANZA (2001) afirma que o FES é utilizada retardar o processo de atrofia, principalmente a fibras do tipo II.

Após a lesão de um nervo periférico, a resposta esperada é a de atrofia das fibras musculares e substituição progressiva por tecido conjuntivo fibroso. Este processo dura cerca de 30 a 36 meses após a denervação. Muitos tem indicado o uso de estimulação elétrica para evitar ou retardar tal fenômeno. Alguns estudos sugerem o uso de estimulação elétrica diária por, no mínimo, 30 minutos. Por outro lado, existem relatos sobre efeitos deletérios da estimulação elétrica em músculos denervados. Se houver expectativa de retorno da função muscular em 15 a 18 meses, a estimulação elétrica parece não proporcionar nenhum benefício.

Alguns estudos demonstraram que a recuperação de músculos desnervados não submetidos a estimulação elétrica é o mesmo que os submetidos. Naqueles paciente onde a expectativa de reinervação muscular é maior que 2 a 3 anos o uso de estimulação elétrica é questionável e há necessidade de maiores estudos sobre estímulos que imitam a fisiologia muscular para estabelecer seu real benefício.

A cinesioterapia com mobilização passiva para prevenir as contraturas dos tecidos moles, especialmente às aderências escapuloumerais. É preciso ter cuidado para não distender exageradamente os tecidos moles adjacentes á articulação do ombro, principalmente na presença de paralisia total do braço, tendo cuidado de não deslocar do ombro, evitando o risco de luxação da articulação glenoumeral.

A aplicação de talas e tipóias evita o encurtamento de tecidos moles. O programa de treinamento da motricidade deve incorporar períodos de contenção do membro superior sadio.

A terapia com laser de baixa intensidade de diodo Arseneto de Gálio (AsGa) vem sendo utilizada em várias pesquisas clínicas po ocasionar um estímulo na microcirculação, devido à paralisação dos esfíncteres pré-capilares, po provocar vasodilatação de arteríolas e capilares e da neoformação vascular, levando a um aumento d fluxo sanguíneo na área irradiada, têm sido utilizado também para a cicatrização de tecidos e po ocasionar um aumento na produção de ATP celular, provocando aumento na atividade mitótica da células.

O laser de baixa intensidade pode ser utilizado nos quadros álgicos nas raízes dos plexo correspondentes ao local de dor. Para esses quadros utiliza-se uma dosimetria que varia de 10-20 J/cm2. O efeito analgésico daria-se pela diminuição da inflamação devido à menor quantidade de prostaglandinas favorecendo a eliminação das substâncias algógenas, e pela liberação de beta-endorfinas que atuam no tálamo, bloqueando a percepção de dor.

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 A fisioterapia neurológica é uma especialidade que trata as doenças que envolvem os sistemas nervoso central e periférico e acometem c...

Principais doenças tratadas na Fisioterapia Neurofuncional


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 A fisioterapia neurológica é uma especialidade que trata as doenças que envolvem os sistemas nervoso central e periférico e acometem crianças (acima de dois anos) e adultos.

Antigamente, baseava-se apenas em informações empíricas e experiências clínicas. Entretanto, atua hoje com base nos conceitos neurofisiológicos obtidos após condutas bem sucedidas, pesquisas intensas e árduo trabalho, direcionando-se o tratamento para a recuperação funcional mais rápida possível para o paciente, seja ele pediátrico, adulto ou geriátrico.

A fisioterapia neurofuncional se aplica a diversos cenários, tais como UTIs, ambulatórios, unidades de internação, centros de reabilitação, centros desportivos adaptados, comunidades, etc.

O campo da neurologia engloba uma grande variedade de doenças e lesões que podem afetar parte do Sistema Nervoso Central ou Sistema Nervoso Periférico. Dentre elas, discorreremos sobre as mais comuns:

Hemiplegia: Ocorre geralmente após um acidente vascular encefálico (Derrame Cerebral) onde o individuo geralmente fica com um lado do corpo paralisado.

Hemiparesia: é a paralisia parcial de um lado do corpo em que são observadas alterações do movimento num hemicorpo, como por exemplo, perna e braço direitos, sendo, na maioria dos casos, o membro superior o mais afetado.

Doença de Parkinson: O paciente apresenta tremor, bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez muscular, alterações posturais e quedas freqüentes.Polineuropatia: Refere-se aos obstáculos em que os nervos periféricos são afetados por um ou mais processos patológicos, levando-os á incapacidade motora.

Traumatismo Craniano: Depois de algum trauma, o cérebro quando lesado pode levar o paciente ao coma, déficits físicos e incapacidade.

Paralisia cerebral: O paciente, em geral pediátrico, apresenta variações no tônus, problemas na coordenação da postura e nos movimentos. Suas atividades são baseadas no uso da mobilidade anormal, tornando-se cada vez mais limitadas. Vale ressaltar que dentro do campo de neurologia há uma subdivisão, que tem como base a faixa etária, no caso: Neuropediatria e Neuroadulto.

As doenças cerebrovasculares têm grande impacto sobre a saúde da população, situando-se conforme o ano e o Estado da Federação, consti...

Primeiros ocorrências motoras após o AVC



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As doenças cerebrovasculares têm grande impacto sobre a saúde da população, situando-se conforme o ano e o Estado da Federação, constitui primeira e terceira principal causa de mortalidade no Brasil. É considerada a principal causa de internações, mortalidade e deficiências na população brasileira, superando as doenças cardíacas e o câncer, as quais são as duas primeiras causas de morte nos países industrializados. Estima-se que cerca de 85% dos acidentes vasculares encefálicos sejam de origem isquêmica e 15% hemorrágicos. Dentre os hemorrágicos, cerca de 10% são hemorragias intraparenquimatosas e 5% hemorragias subaracnóideas.

O acidente ou ataque vascular cerebral (AVC) também conhecido como acidente vascular encefálico (AVE) pode ser definido como déficit neurológico focal súbito devido a uma lesão vascular, incluindo lesões causadas por distúrbios hemodinâmicos. A gravidade do quadro e o acometimento funcional variam de acordo com as estruturas vasculares acometidas e com a área encefálica por ela irrigada, podendo gerar déficit cognitivo, sensitivo e ou funcional.  A incidência do acidente vascular encefálico (AVE) duplica a cada década de vida a partir dos 55 anos, sendo a hemiparesia um déficit importante decorrente da lesão. Sendo que 80% do que sobreviventes ao acidente vascular cerebral apresentam déficit funcional.

O acidente vascular encefálico pode ser classificado como isquêmico, onde a lesão se origina por obstrução arterial gerando uma hipóxia no tecido nervoso, hemorrágica onde há o extravasamento dos líquidos para fora dos vasos, gerando compressões no tecido nervoso e o acidente vascular encefálico transitório que é definido como um déficit neurológico focal, de instalação súbita, mas que reverte completamente em até 24h, geralmente nos primeiros 20-30 min. A causa mais comum é a microembolia proveniente de uma placa carotídea.

 A conseqüência física mais comum do AVE é a hemiplegia, definida como "paralisia completa dos membros superiores e inferiores do mesmo lado do corpo". Outras seqüelas podem ser: problema de percepção, cognição, sensoriais e de comunicação, que estes precisam ser considerados na conduta fisioterapêutica. Com a infuncionalidade do membro é comum que o paciente adquira posturas compensatórias, reforçando o não uso do membro parético para realizar suas AVDs, limitando-o em algumas atividades nas quais são necessário o apoio bimanual, síndromes do uso excessivo e quadros álgicos no braço funcional.  Além da seqüela motora e ou sensitiva no hemicorpo, o paciente com hemiplegia normalmente desenvolve quadros patológicos secundários como o ombro doloroso, que acomete de 34 à 85% dos pacientes hemiplégicos.

A  recuperação de um paciente com hemiplegia constitui-se em um grande desafio, tanto pela complexidade das funções perdidas, quanto pela alta incidência de dor no ombro, resultando em impacto negativo no processo reabilitacional. Esse quadro álgico possui etiologia diversificada podendo estar relacionado com: subluxação escápulo-umeral, capsulite do ombro, síndrome do impacto, síndrome complexa de dor regional, tendinite bicipital, neuropatia por tração do plexo braquial, espasticidade, mobilização do membro superior paralisado em torno da amplitude de movimento (ADM), limitação de ADM, lesões de partes moles, dor central, ou a união destes fatores.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperação são: Persistência da hipotonia (estágio flácido), havendo perda motora geral e/ou perda sensorial severa, o braço fica flácido e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tónus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios. Evolução para o tónus normal (o estagio de recuperação), os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente, permanecendo na generalidade uma leve incapacidade. Evolução para a hipertonia (o estágio espástico), a recuperação da função motora com uma evolução para a espasticidade é bastante frequente. Há uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros. O tónus muscular aumentado conduz à espasticidade que se apresenta nos músculos antigravíticos.

Este tónus muscular é diferente em cada indivíduo, influenciando a qualidade do movimento:

A espasticidade severa: os movimentos são difíceis e por vezes impossíveis devido à contração muscular contínua;

espasticidade moderada: os movimentos são lentos e realizados com esforço e coordenação anormal;

espasticidade leve: os movimentos grossos dos membros são possíveis, enquanto os movimentos finos da mão são difíceis.

 De acordo com os fundamentos do Bobath, também existem três estádios pós-AVC: 1º estádio é a hipotonia no hemicorpo afectado, 2º estádio é a hipertonia do hemicorpo afectado e o 3º estádio é a de recuperação relativa que depende de muitos factores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do utente que podem fazer variar o tempo de permanência entre os estádios e condicionar a recuperação. Existem profissionais que optam pela readaptação funcional dando enfase ao uso do membro não hemiparético, em idosos devido a dificuldade na neuroplasticidade nos idosos. O mesmo autor cita em seu trabalho que através de pesquisas pode-se considerar que a perda neuronal não é consideravel, o idoso tendo assim uma capacidade de neuroplasticidade e que a perda estrutural se dá possivelmente pela redução das massas mielinicas.

A hemiparesia permanece por períodos longos, havendo um platô em termos de ganho em aproximadamente doze meses. Além disso, 60% dos indivíduos que sofrem AVE ficam com disfunção motora que se torna um déficit "permanente" um ano após a lesão. Esses problemas resultam em dificuldades para a execução dos movimentos funcionais, prejudicando a qualidade de vida individual, principalmente a indepen-dência relativa à realização das AVDs e ao desempenho ocupacional.

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Após a lesão nervosa ocorrem uma série de alterações no corpo celular do neurônio, conhecidas por cromatólise. Neste processo, o r...

Regeneração das Lesões Nervosas Periféricas


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Após a lesão nervosa ocorrem uma série de alterações no corpo celular do neurônio, conhecidas por cromatólise. Neste processo, o retículo endoplasmático condensado, conhecido como substância de Nisll, se dispersa pelo citoplasma da célula, o núcleo e nucléolo aumentam de tamanho e se dirigem para a periferia da célula, aumenta a quantidade de DNA e RNA; e a célula se prepara para um processo de metabolismo intenso, produzindo o axolasma que irá invadir o tubo endoneural distal. A velocidade de produção do axoplasma permite uma regeneração nervosa, em humanos,de cerca de 1 a 2 milímetros por dia.

Grupos de fibras nervosas, em diferentes níveis, podem ser lesados por trauma mecânico, térmico, químico ou por isquemia; e o prognóstico da lesão depende tanto do mecanismo do trauma, quanto do nível em que a estrutura nervosa foi lesada.

Dependendo do tipo de trauma e de lesão há variação na conduta a ser tomada. Os ferimentos causados por trauma mecânico com elemento cortante são de diagnóstico mais simples e devem ser tratados pela reconstrução cirúrgica.

Classicamente, os causados por arma de fogo de pequeno calibre são tratados, inicialmente, não cirurgicamente, por cerca de 60 dias, antes de se estabelecer a conduta definitiva, dependendo de sua evolução. As lesões nervosas graves causadas por frio são raras em nosso país. Ocasionalmente ocorrem neuropraxias a frio após uso excessivo de bolsas de gelo por esportistas, por exemplo.

As ocasionadas pelo calor e por substâncias químicas também são raras. As causadas por compressão são de maior ou menor gravidade dependendo do tempo de isquemia provocado. Elas podem ser provocadas por tumores, hematomas, saliências ósseas, entre outras; ou por pressão de um torniquete, uma faixa de Esmarch e mesmo uma imobilizacão provisória. Cada um destes agentes podem causar alterações anatomopatológicas diferentes de acordo com o nível de acometimento da fibra nervosa.


A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio nervoso que causa uma d...

O que é Nevralgia do trigêmeo?


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A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio nervoso que causa uma dor aguda ou semelhante a um choque elétrico em partes do rosto.

A dor da neuralgia do trigêmeo vem do nervo trigêmeo. Esse nervo transmite dor, sensibilidade e outras sensações do cérebro à pele do rosto. Pode afetar parte ou todo o rosto e a superfície dos olhos.

A doença em geral afeta adultos mais velhos, mas pode afetar pessoas de todas as idades. A neuralgia do trigêmeo pode ser parte normal do processo de envelhecimento.

A neuralgia do trigêmeo pode ser causada por:

  • Esclerose múltipla
  • Pressão no nervo trigêmeo por um vaso sanguíneo inchado ou um tumor

Frequentemente, nenhuma causa específica é encontrada.

Os médicos têm maior probabilidade de encontrar uma causa em pacientes com menos de 40 anos.

Geralmente, o exame neurológico é normal.

Os testes que podem ser feitos para detectar a causa do problema incluem:

  • Exames de sangue
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Teste de reflexo do trigêmeo

Sintomas de Nevralgia do trigêmeo
  • Espasmos muito dolorosos similares a choques elétricos agudos que geralmente duram alguns segundos ou minutos, mas podem se tornar constantes
  • A dor geralmente é de um só lado do rosto, muitas vezes ao redor do olho, bochecha e parte inferior do rosto.
  • A dor pode ser desencadeada pelo toque ou por sons
  • Escovar os dentes
  • Mastigar
  • Beber
  • Comer
  • Tocar a face suavemente
  • Fazer a barba
Tratamento de Nevralgia do trigêmeo

Seu clínico geral, um neurologista e um especialista em dor podem estar envolvidos no tratamento.

Certos medicamentos às vezes ajudam a reduzir a dor e a frequência dos ataques. Esses medicamentos incluem:

  • Drogas anticonvulsivas (carbamazepina, gabapentina, lamotrigina, fenitoína, valproato e pregabalina)
  • Relaxantes musculares (baclofeno, clonazepam)
  • Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina ou carbamazepina)

Alguns pacientes podem necessitar de cirurgia para aliviar a pressão no nervo. Entre as técnicas estão:

  • Cortar ou destruir parte do nervo trigêmeo
  • Cirurgia estereotáxica
  • Cirurgia para remover um vaso sanguíneo ou tumor que esteja pressionando o nervo trigêmeo
Expectativas

O seu estado depende da causa do problema. Se não houver nenhuma doença subjacente, algumas pessoas consideram que o tratamento oferece ao menos um alívio parcial.

Porém, a dor pode se tornar constante e severa em alguns pacientes.

A neurologia talvez seja uma das especialidades mais complexas da medicina. Se não a mais difícil, é desafiadora e tem particularidades ...

11 principais problemas neurológicos


Neurologia

A neurologia talvez seja uma das especialidades mais complexas da medicina. Se não a mais difícil, é desafiadora e tem particularidades muito especiais. Além de uma série de diagnósticos primariamente neurológicos, a neurologia ainda tem uma interface com inúmeras outras especialidades: psiquiatria, endocrinologia, otorrinolaringologia, cardiologia, reumatologia, hematologia, dermatologia, etc.

Veja os 11 principais problemas, que podem estar interligados com outras especialidades.
  1. Doença de Alzheimer e outras demências
  2. Doença de Parkinson
  3. Cirurgia para Doença de Parkinson
  4. Dores de cabeça (cefaleias)
  5. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  6. Transtornos do sono (insônia, síndrome das pernas inquietas e apneia do sono)
  7. Epilepsias (convulsões)
  8. Esclerose Múltipla
  9. Miopatias (problemas musculares)
  10. Neuropatias (problemas de nervos periféricos)
  11. Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em adultos

1. Doença de Alzheimer e outras demências

Assim como a população mundial, os brasileiros estão envelhecendo. O impacto disso é que estaremos cada vez mais diante da difícil situação entre “perda de memória” relacionada ao processo normal de envelhecimento e “perda de memória” associada a doenças neurológicas degenerativas como, por exemplo, a doença de Alzheimer. De fato, a idade é considerada o fator de risco predominante não modificável para o desenvolvimento da doença de Alzheimer, a principal doença neurodegenerativa em nosso meio e que afeta significativamente não só o paciente, mas toda a família, tanto do ponto de vista social quanto psicológico e econômico. Assim sendo, é fundamental que o neurologista saiba distinguir prontamente a perda de memória relacionada à idade da perda de memória associada, por exemplo, à doença de Alzheimer. Embora ainda não exista um tratamento definitivo, a qualidade de vida e as atividades diárias melhoram significativamente quando se faz o diagnóstico precoce e o paciente recebe o devido tratamento.


2. Doença de Parkinson

Considerada a segunda doença neurodegenerativa mais comum, o Parkinson afeta uma em cada 100 pessoas acima dos 65 anos. Seu sintoma mais comum é o tremor, embora haja outros sinais até mesmo mais típicos, como a lentidão dos movimentos. Entre todas as doenças neurodegenerativas, a doença de Parkinson é, sem dúvida, a que conta com o mais amplo arsenal terapêutico, incluindo desde o tratamento com medicações até cirurgia. Quanto antes o tratamento for iniciado, mais recompensador será para o paciente, seus familiares ou cuidadores. Deve-se, contudo, prestar atenção a uma série de diagnósticos diferenciais que podem se “confundir” com a doença de Parkinson. Cabe ao neurologista perspicaz fazer essa distinção.


3. Cirurgia para Doença de Parkinson

Lentidão de movimentos, rigidez muscular, tremores e alterações no equilíbrio são os principais sintomas da doença de Parkinson, doença degenerativa que acomete cerca de 200.000 brasileiros. Felizmente, a grande maioria dos casos apresenta boa resposta às medicações, em particular, aquelas que repõem dopamina (levodopa e agonistas dopaminérgicos), principal substância que diminui no cérebro desses pacientes, levando aos sintomas motores.


4. Dores de Cabeça (cefaleias)

Quem nunca sentiu dor de cabeça? Na verdade, apenas um grupo seleto de menos de 5% da população do nosso País. Estima-se que a maioria dos brasileiros tem ou terá pelo menos um episódio de dor de cabeça ao longo da vida. A verdade, porém, é que muitos acabam desenvolvendo o que chamamos de “cefaleia crônica”, sintoma que muitas vezes ocorre quase todos os dias ou até mesmo diariamente. A boa notícia é que hoje, o neurologista trata esse problema com um amplo arsenal de recursos disponíveis, tais como medicações preventivas (que evitam que a pessoa tenha dor) e, em casos mais específicos, com toxina botulínica.


5. Acidente Vascular Cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de sequelas e morte entre todas as doenças neurológicas. Muito frequente em nosso meio, especialmente em um País onde a quantidade de pessoas com pressão alta, diabetes e tabagismo é significativa, cabe ao neurologista reconhecer os sintomas do AVC, geralmente de instalação súbita (perda da fala, visão, sensibilidade ou força), tratá-lo rapidamente, prevenir sequelas e iniciar prontamente um trabalho de reabilitação.


6. Transtornos do Sono (insônia, síndrome das pernas inquietas e apneia do sono)

Imaginar um longo dia de trabalho pela frente sem conseguir dormir adequadamente à noite é um problema que afeta milhares de brasileiros todos os dias. Problemas de sono como insônia, síndrome das pernas inquietas e apneia do sono interferem de maneira significativa na qualidade de vida e estão certamente entre as principais causas de baixa produtividade. Além disso, muitas vezes são sequer reconhecidos como um “problema” e passam despercebidos pelos pacientes e seus médicos. Cabe então ao neurologista atento perceber que, muitas vezes, aquela pessoa com queixas frequentes de memória, atenção, dores de cabeça, mau humor, etc. tem, na verdade, um problema de sono, como insônia crônica ou apneia de sono, para a partir daí oferecer o tratamento mais adequado para cada situação. Nesse sentido, é gratificante ouvir pacientes e cônjuges falando sobre a satisfação de voltar a ter uma “noite tranquila de sono”.


7. Epilepsias (Convulsões)

Infelizmente, ainda há muito estigma quanto à epilepsia, um problema neurológico muito comum em crianças e adolescentes e que também afeta inúmeros adultos no Brasil. Isso precisa mudar e, hoje, até a legislação brasileira tem caminhado na direção de cada vez mais incluir o portador de epilepsia na sociedade. Assim sendo, foi-se o tempo em que não se podia fazer isso ou aquilo. O epiléptico bem controlado, que toma a sua medicação regularmente e faz o devido acompanhamento com seu neurologista tem hoje exatamente os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão brasileiro, ou seja, não é diferente de ninguém. Cabe ao neurologista, portanto, auxiliar o seu paciente e engajá-lo em um tratamento responsável e de longo prazo, proporcionando um ciclo virtuoso livre de crises, além de estabelecer metas e prazos para os indivíduos cuja medicação poderá vir a ser retirada.


8. Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla pode ter uma apresentação clínica muito variada, com sintomas neurológicos recorrentes que podem “melhorar” por si só com o tempo (perda da visão, alteração de sensibilidade, dificuldade para caminhar, etc.). Ocorre normalmente em mulheres jovens, entre os 20 e 35 anos, sendo um problema relativamente comum que leva os pacientes a procurarem a opinião de um neurologista. O primeiro cuidado necessário com a esclerose múltipla é saber que existem diversas outras doenças neurológicas e não neurológicas que se “confundem” com ela. Dessa forma, cabe ao neurologista buscar a melhor explicação possível para o problema do paciente. Mais recentemente, tornou-se disponível, inclusive no Brasil, formulação oral (através de comprimidos) para o tratamento imunomodulador, além disso, existem hoje diversos tratamentos disponíveis para a esclerose múltipla, entre os quais injeções (subcutâneas) e suporte para o paciente oferecido por laboratórios, que disponibilizam enfermeiras para irem à casa do paciente para ensinar como aplicar as injeções e como lidar com os possíveis efeitos colaterais, entre outros. Mais recentemente, tornou-se disponível, inclusive no Brasil, formulação oral (através de comprimidos) para o tratamento imunomodulador. O neurologista determina o correto diagnóstico e tratamento e orienta pessoas próximas ou cuidadores do paciente sobre como oferecer o suporte mais adequado.


9. Miopatias (problemas musculares)

As miopatias, que são doenças estritamente relacionadas aos músculos, não são comuns no dia-a-dia do clínico geral ou mesmo do neurologista geral. Isso acaba se tornando um problema porque passam despercebidas. Assim sendo, cabe ao neurologista atento verificar se muitas queixas de cansaço, fadiga, desempenho físico ruim, especialmente no caso de esses sintomas “flutuarem” ao longo do dia, são na verdade um problema relacionado aos músculos, ou mais especificamente, à junção neuromuscular. Entre os problemas mais comuns ligados à essa condição está a miastenia gravis, doença da junção neuromuscular que tem tratamento, mas que, quando não reconhecida, leva o doente a vivenciar várias dificuldades em suas tarefas diárias. Entre os sintomas mais comuns, estão: queda da pálpebra de uma lado, fraqueza nas pernas e braços, dificuldade para falar, engolir e, em casos mais graves, até para respirar. É fundamental perceber que muitas vezes a “pista” para o diagnóstico vem do caráter “flutuante” dos sintomas, ou seja, o paciente diz ao neurologista que acordou bem e que ao final da tarde, por exemplo, a pálpebra do olho esquerdo estava caída.


10. Neuropatias (problemas de nervos periféricos)

Os problemas relacionados aos nervos periféricos ou neuropatias em geral levam os pacientes a reclamarem de desconforto nos pés ou nas mãos, que pode ser sentidos na forma de falta de sensibilidade (hipoestesia) ou alteração na percepção da sensibilidade, como formigamentos (parestesias), estímulos não dolorosos que passam a doer (alodínea) e dor desproporcional ao estímulo realizado (hiperestesia), entre outros. Esses sintomas são bastante desconfortáveis e muitos pacientes acabam passando longos períodos, às vezes anos, sem um diagnóstico. Na verdade, a principal causa de neuropatia periférica em nosso meio está relacionada ao diabetes ou à neuropatia diabética. Independentemente da causa, que deve ser pesquisada, cabe ao neurologista oferecer um tratamento capaz de aliviar os sintomas da doença e proporcionar um período de alívio e esperança o mais longo possível.

11. Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em adultos

Por incrível que pareça, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDHA), uma angústia enorme para os pais e professores na idade infantil, é muito comum na vida adulta. E isso não acontece porque a doença tem início após os 30 anos. Infelizmente, ocorre pela falta de um diagnóstico mais precoce e porque esses pacientes acabam “convivendo” com problemas de atenção, memória, inquietude e falta de foco em suas atividades e projetos durante boa parte da fase adulta até que o diagnóstico de TDAH é finalmente estabelecido e o tratamento iniciado. A partir daí, é comum o neurologista ouvir, entre outras declarações, que a vida se tornou melhor depois de o paciente e seus familiares e amigos “entenderem” o problema. O passo seguinte requer uma série de medidas terapêuticas com e sem medicação para proporcionar alívio dos sintomas.

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