Esta doença vem recebendo diversas terminologias, tais como algodistrofia, causalgia, atrofia de Sudeck, síndrome ombro-mão, neuroalgodistro...

Atrofia de Sudeck



Esta doença vem recebendo diversas terminologias, tais como algodistrofia, causalgia, atrofia de Sudeck, síndrome ombro-mão, neuroalgodistrofia, distrofia simpática pós-traumática ou síndrome dolorosa regional complexa tipo 12.

O mecanismo que estimula seu surgimento ainda não é claro, sabe-se que a condição pode durar anos, mas a recuperação em geral espontânea ocorre em 18 e 24 meses, onde são identificados três estágios.

  • Estágio I (reversível): Essa fase é observada a vasodilatação, dura 3 semanas a 6 meses. A dor é característica predominante, geralmente desproporcional à gravidade da lesão. Há hiperidrose,calor, eritema, crescimento anormal das unhas e edema nas mãos.
  • Estágio II ( distrófico ou de vasoconstrição):  Essa etapa dura de 3 a 6 meses. Caracteriza-se por hiperatividade simpática, dor em queimação e hiperestesia exacerbada pelo tempo frio. A mão apresenta-se cianótica e com manchas, as unhas quebradiças e ocorre o surgimento da osteoporose.
  • Estágio III ( atrófico):  Esse estágio é caraterizado por dor decrescente ou aumentada e por osteoporose grave. Pode ocorrer perda muscular e contraturas.

Queixas  comuns:

Dor ou hiperestesia no ombro, punho ou na mão.

Limitação da ADM, normalmente na rotação lateral e abdução de ombro e restrição na extensão de punho e na flexão metacarpofalangeana. 

Instabilidade vasomotora.

Edema de punho e mão secundário ao comprometimento circulatório dos sistemas linfáticos.

A medida que a condição progride, a dor cede mas persiste a limitação de movimento e a osteoporose.

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Tratamento:    

Por ser um distúrbio progressivo, a melhor intervenção é a prevenção, quando se identificada a possibilidade do desenvolvimento da DSR,, como após a ocorrência de trauma de ombro, isso requer que o FISIOTERAPEUTA, motive o paciente a mover com segurança todo o membro superior, minimizando edemas e a estagnação vascular.
É necessária intervenção MÉDICA, para lidar com essa doença. O médico pode escolher bloquear os estímulos simpáticos com drogas simpatolíticas  ou bloqueio do ganglio estrelado, entre outras alternativas disponíveis escolhidas pelo médico. Isso é feito junto com o exercício FISIOTERAPÊUTICO para interromper a resposta simpática  e tratar os comprometimentos e as limitações funcionais.

Objetivos dos tratamentos:

Educar o paciente.
Aumentar ou manter ADM.
Facilitar contrações musculares ativas.
Alivio da dor.
Controlar edema
Dessensibilizar a área.

Um estudo publicado no The Archives of Neurology sugere que a prática diária de caminhada ou jogging pode re...

Exercícios reduzem risco de Alzheimer em pessoas com predisposição



Um estudo publicado no The Archives of Neurology sugere que a prática diária de caminhada ou jogging pode reduzir o risco de desenvolver mal de Alzheimer ou, pelo menos, ajuda a mudar o curso da doença. A análise foi liderada por cientistas da Washington University, nos Estados Unidos.

A pesquisa contou com 201 pessoas entre 45 e 88 anos. Embora algumas apresentassem histórico familiar de Alzheimer, todas foram submetidos a testes de memória e lógica e não apresentaram qualquer sintoma clínico da doença.

Como o Alzheimer está associado ao depósito de placas chamadas b-amilóides (Ab) no cérebro, o experimento foi iniciado com uma tomografia que identificava sinais dessas placas nos voluntários. Também foi analisado um gene nomeado apoE, envolvido no metabolismo do colesterol, pois, como divulgado no British Journal of Sports Medicine um ano atrás, a variação desse gene aumentava em até 15 vezes o risco de desenvolver a doença. Após os exames, 56 voluntários apresentaram variação do gene apoE.

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Em seguida, todos preencheram um questionário detalhado sobre seus hábitos de exercícios nos últimos 10 anos. Os resultados mostraram que os voluntários que caminhavam ou praticavam jogging regularmente (30 minutos durante cinco dias da semana) tinham menos placas amilóides do que aqueles que não treinavam, mas a diferença era pouco significativa. Entretanto, para aqueles que apresentavam o gene modificado e, consequentemente, um depósito maior de placas, os exercícios se mostraram bastante eficazes, já que apontaram um número de placas amilóides similar aos daqueles sem o gene modificado.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa e incurável que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade.

Siga seis rastros do Alzheimer antes que ele se revele

O Mal de Alzheimer é uma doença silenciosa, que se revela aos poucos. Mas um estudo, publicado por pesquisadores do San Francisco VA Medical Center, nos Estados Unidos, conseguiu mapear os seis principais fatores de risco para a demência: sedentarismo, uso de álcool, depressão, tabagismo, diabetes, hipertensão na meia idade e obesidade. A seguir, especialistas discorrem sobre a relação entre esses fatores e dão dicas para você cuidar melhor da saúde e se proteger contra o Alzheimer.

1. Hipertensão: num quadro de hipertensão arterial, a intensidade com que o sangue circula acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro (mais sensíveis). "Danificados, eles acabam levando menos sangue, oxigenação e nutrientes para o cérebro", afirma o psiquiatra Cássio Bottino, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. O tecido cerebral é muito dependente da oxigenação do sangue e pode perder capacidade caso surjam falhas vasculares.

2. Tabagismo: outro fator apontado na pesquisa é o tabagismo. "O cigarro acelera o processo de envelhecimento neurológico e a atrofia cerebral, o que agrava as chances de Alzheimer", afirma a geriatra Yolanda Boechat, coordenadora do Centro de Referência em Atenção ao Idoso da UFF-RJ. Além disso, é possível que o risco aumente por causa de pequenos infartos cerebrovasculares que aumentam a morte de neurônios, provocados pelas toxinas presentes no cigarro.

3. Álcool: o consumo de mais de duas doses diárias de álcool, não importa a bebida, aumenta em quase 10% as chances de ter distúrbios neurológicos. Fora isso, o alcoolista crônico sofre com a perda de tecido cerebral, ou seja, o cérebro encolhe com o tempo e agravam-se problemas como esquecimento e perda da memória recente. Mas o consumo de uma dose diária de álcool (e isso varia de acordo com a bebida) pode retardar o aparecimento do Mal de Alzheimer, de acordo com estudo da Loyola University, em Chicago.

Previna a doença de Alzheimer

4. Sedentarismo: a atividade física, além de combater a obesidade e outros fatores de risco apontados pelo estudo, banha o cérebro com endorfina. Esse hormônio é um antioxidante capaz de fazer uma faxina no cérebro e eliminar radicais livres, combatendo o envelhecimento das células "A prática regular de atividade física também contribui com a irrigação sanguínea das células neuronais, melhorando as conexões e o raciocínio", afirma a médica Yolanda. Segundo pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago (EUA), idosos devem praticar de 2,5 a 5 horas semanais de atividades físicas.

A Reabilitação Neurofuncional é a área da fisioterapia que visa o desenvolvimento de funcionalidades perdidas nos indivíduos com seqüelas re...

Reabilitação Neurofuncional


A Reabilitação Neurofuncional é a área da fisioterapia que visa o desenvolvimento de funcionalidades perdidas nos indivíduos com seqüelas resultantes de danos ao sistema nervoso. Tais disfunções geram um impacto nas estruturas e funções do corpo, prejudicando a independência funcional dos indivíduos afetados.

Sabe-se que o sistema nervoso central tem capacidade de reorganizar-se depois de uma lesão, sendo tal fenômeno conhecido como neuroplasticidade, objeto de estudos em muitas pesquisas. Uma capacidade adaptativa que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência e a estímulos repetidos.  É nessa capacidade que se baseia a reabilitação neurofuncional, consistindo na intervenção para restaurar ou melhorar seu padrão de movimento e/ou de locomoção.

Atualmente, pesquisas estão comprovando que a atuação da fisioterapia neurofuncional, através de estímulos aos padrões normais de movimento e inibição dos padrões anormais, provoca um aumento e aceleração no processo de recuperação funcional cerebral. Quanto melhor a compreensão da relação entre as neurociências básicas e a função ou disfunção motora, melhores as condições para atingir seus objetivos terapêuticos.
 

A quem se destina?

 Esta especialidade visa à avaliação e o atendimento personalizado aos pacientes com padrões motores de diferentes complexidades e distribuições corporais, como hemiplegias, paraplegias, cerebelopatias, disfunções vestibulares, parkinsoninsmo, polineuropatias, miopatias, doenças do neurônio motor, entre outros; decorrentes de lesões como:

 
• Acidente Vascular Encefálico/Cerebral – AVE ou AVC
• Traumatismo Crânio-Encefálico - TCE
• Traumatismo Raqui-Medular - TRM
• Parkinson 
• Esclerose Múltipla - EM
• Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA
• Polineuropatias e Ataxias
• Doenças Demenciais (ex.: Doença de Alzheimer)

Deve-se questionar especificamente a presença de parestesias, dores espontâneas ou perversões da sensibilidade. O exame compreende a avaliaç...

Avaliação da sensibilidade na Neurologia


Deve-se questionar especificamente a presença de parestesias, dores espontâneas ou perversões da sensibilidade. O exame compreende a avaliação das sensibilidades superficial e profunda e a pesquisa dos sinais de irritação meníngea e radicular.

Os estímulos são aplicados das regiões distais para as proximais, sempre com comparação entre os dois hemicorpos.

Os distúrbios são classificados em anestesia, hipoestesia ou hiperestesia, respectivamente situações em que há supressão, diminuição e aumento da sensibilidade. A alodínea é o distúrbio sensitivo em que há percepção de um estímulo não-doloroso como estímulo doloroso. As parestesias são sensações espontâneas de formigamento, queimação, dor ou "agulhadas", por exemplo.

Sensibilidade Dolorosa

Pesquisa-se preferencialmente com alfinetes descartáveis. Não utilizar estiletes ou dispositivos com pontas não descartáveis (como aqueles que vêm embutidos em martelos de reflexos).

Sensibilidade Tátil

Pesquisa-se com uma mecha de algodão seco.

Sensibilidade Térmica

Pesquisa-se com dois tubos de ensaio, um com água gelada e outro com água morna. O paciente deve ser capaz de identificar os tubos, nas diversas áreas do corpo.


Sensibilidade Profunda

Rotineiramente são pesquisadas as sensibilidades cinético-postural, vibratória e localização e discriminação táteis.

A pesquisa da sensibilidade cinético-postural visa verificar se o paciente tem noção da posição dos segmentos em relação ao próprio corpo. Parte da pesquisa é realizada durante os testes de coordenação. Solicita-se ao paciente que, de olhos fechados, diga a posição assumida por segmentos deslocados passivamente pelo examinador. Por exemplo, segurando o hálux pelas porções laterais, o examinador o movimenta lentamente para baixo e para cima, devendo o paciente assinalar a posição assumida ao fim do movimento.

A sensibilidade vibratória ou palestesia é pesquisada com o auxílio de um diapasão (ou de palestesímetro), que é colocado sobre saliências ósseas.

As capacidades de localização ou de discriminação tácteis podem ser avaliadas solicitando-se ao paciente que indique o local exato do ponto estimulado ou pela pesquisa da grafestesia (reconhecimento de letras ou números desenhados na pele do paciente) ou da discriminação de dois pontos.

A capacidade de reconhecer objetos ou formas pelo tato depende principalmente da sensibilidade profunda e, quando está comprometida, pode haver impossibilidade de reconhecer uma chave, por exemplo, ou qualquer outro objeto familiar pelo tato.

Nos casos de agnosia tátil, ocorre incapacidade de reconhecer objetos pelo tato sem que existam distúrbios das sensibilidades profunda e superficial.

Sinais de Irritação Meníngea e Radicular

A) Irritação meníngea

Rigidez de nuca: resistência à flexão passiva do pescoço do paciente, que se encontra em decúbito dorsal.

Sinal de Brudzinski: ao se tentar fletir passivamente o pescoço, como na pesquisa de rigidez de nuca, ocorre ligeira flexão das coxas e das pernas.

Sinal de Kernig: consiste na impossibilidade de permitir a extensão passiva das pernas quando o paciente está em decúbito dorsal, e as coxas são semifletidas, formando ângulo de 90o com o tronco.

B) Irritação radicular

Sinal de Lasègue: caracteriza-se por dor lombar irradiada para a face posterior do membro inferior quando este é elevado passivamente e em extensão pelo examinador, que, com a outra mão, impede que o joelho seja fletido.

Marcha Parkisoniana A marcha se faz em bloco, pois o paciente encontra-se rígido. A rigidez muscular generalizada torna dif...

Marcha nas Afecções Extrapiramidal:


Marcha Parkisoniana

A marcha se faz em bloco, pois o paciente encontra-se rígido. A rigidez muscular generalizada torna difícil o início da marcha, dando a impressão de que o enfermo se acha preso ao solo. Às vezes, só após algumas tentativas consegue iniciar a marcha, que se realiza em passos curtos com a cabeça e o tórax inclinado para frente. Os antebraços e os joelhos rígidos em discreta flexão. Não há o balanço dos braços como na marcha normal.

Marcha Coréica

Marcha com passos irregulares e inseguros, como movimentos involuntários do tipo dança, arrítmicos e aperiódicos, com predomino nas extremidades distais dos membros, mais nos superiores, é que se acentua quando o doente faz meia volta.

Marcha de Dromedário

Encontrada na distonia muscular deformante, como conseqüência das posições anormais determinadas pela flexão do quadril, lordose e escoliose lombar com proeminência das nádegas.

Marchas Paréticas, Lesões Periféricas. Marcha Escarvante Encontrada em lesões do nervo fibular comum ou ciáticopoplíteo ...

Marcha nas lesões do neurônio motor inferior ou 2º neurônio:



http://4.bp.blogspot.com/_7H9r_7bo6nc/SkGKoWCz5nI/AAAAAAAAA2g/muhd0C34u1Y/s320/andando.jpg

Marchas Paréticas, Lesões Periféricas.

Marcha Escarvante

Encontrada em lesões do nervo fibular comum ou ciáticopoplíteo externo, que não permite a dorsiflexão do pé. Em conseqüência, o paciente ao andar flete a coxa, levanta demasiadamente a perna.

Postura e Marcha Topo

A marcha que é um ato automático depende de muitos mecanismos para que se faça de modo normal. O exame da marcha deve ser realizado com o paciente despido ou em trajes sumários em recintos amplos. O examinador, terá primariamente de apreciar a marcha mais globalmente, e depois, se deterá aos detalhes da mesma (movimento associados dos MMSS, base das paradas, etc).


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