terça-feira, 24 de abril de 2012

Atrofia de Sudeck







Esta doença vem recebendo diversas terminologias, tais como algodistrofia, causalgia, atrofia de Sudeck, síndrome ombro-mão, neuroalgodistrofia, distrofia simpática pós-traumática ou síndrome dolorosa regional complexa tipo 12.

O mecanismo que estimula seu surgimento ainda não é claro, sabe-se que a condição pode durar anos, mas a recuperação em geral espontânea ocorre em 18 e 24 meses, onde são identificados três estágios.

  • Estágio I (reversível): Essa fase é observada a vasodilatação, dura 3 semanas a 6 meses. A dor é característica predominante, geralmente desproporcional à gravidade da lesão. Há hiperidrose,calor, eritema, crescimento anormal das unhas e edema nas mãos.
  • Estágio II ( distrófico ou de vasoconstrição):  Essa etapa dura de 3 a 6 meses. Caracteriza-se por hiperatividade simpática, dor em queimação e hiperestesia exacerbada pelo tempo frio. A mão apresenta-se cianótica e com manchas, as unhas quebradiças e ocorre o surgimento da osteoporose.
  • Estágio III ( atrófico):  Esse estágio é caraterizado por dor decrescente ou aumentada e por osteoporose grave. Pode ocorrer perda muscular e contraturas.

Queixas  comuns:

Dor ou hiperestesia no ombro, punho ou na mão.

Limitação da ADM, normalmente na rotação lateral e abdução de ombro e restrição na extensão de punho e na flexão metacarpofalangeana. 

Instabilidade vasomotora.

Edema de punho e mão secundário ao comprometimento circulatório dos sistemas linfáticos.

A medida que a condição progride, a dor cede mas persiste a limitação de movimento e a osteoporose.

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Tratamento:    

Por ser um distúrbio progressivo, a melhor intervenção é a prevenção, quando se identificada a possibilidade do desenvolvimento da DSR,, como após a ocorrência de trauma de ombro, isso requer que o FISIOTERAPEUTA, motive o paciente a mover com segurança todo o membro superior, minimizando edemas e a estagnação vascular.
É necessária intervenção MÉDICA, para lidar com essa doença. O médico pode escolher bloquear os estímulos simpáticos com drogas simpatolíticas  ou bloqueio do ganglio estrelado, entre outras alternativas disponíveis escolhidas pelo médico. Isso é feito junto com o exercício FISIOTERAPÊUTICO para interromper a resposta simpática  e tratar os comprometimentos e as limitações funcionais.

Objetivos dos tratamentos:

Educar o paciente.
Aumentar ou manter ADM.
Facilitar contrações musculares ativas.
Alivio da dor.
Controlar edema
Dessensibilizar a área.



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