Atividades de vida diária (AVDs) são atividades do dia-a-dia de uma pessoa. As AVDs incluem alimentação, vestuário, higiene, mobilidade, loc...

Atividades da vida diária na Paralisa Cerebral


Atividades de vida diária (AVDs) são atividades do dia-a-dia de uma pessoa. As AVDs incluem alimentação, vestuário, higiene, mobilidade, locomoção, comunicação e demais atividades realizadas tanto em casa quanto na vida comunitária (escola, trabalho e lazer).

Um grande número de crianças com paralisia cerebral apresenta dificuldades para a realização das AVDs e, dependendo do grau das limitações motoras, técnicas de execução, adaptações, e o uso de dispositivos especiais poderão favorecer o desempenho nessas atividades.

As crianças com envolvimento motor moderado podem realizar muitas atividades de forma independente, mesmo estando ainda em idade pré-escolar, mas o ritmo e a maneira própria de cada uma devem ser respeitados.

Para as crianças com acometimento motor grave, faz-se necessário, muitas vezes, o uso de adaptações, como por exemplo, talheres com cabo engrossado, copos com canudos e alças largas para facilitar a preensão e pratos com ventosas.

Com relação ao vestuário, a criança pode descobrir com os pais e a ajuda dos profissionais que a assistem as posições que facilitam um maior grau de independência e os tipos mais apropriados de roupas e calçados. As roupas devem ser largas, confeccionadas em tecidos leves e fechadas com zíper, velcro ou botões grandes. O uso de calçadeiras e ganchos com cabos alongados favorecem maior independência para calçar e vestir. Cadeiras especiais, esponjas com cabos alongados ou fixadas nas mãos, fixadores para sabonetes ou frascos de xampu auxiliam o banho. O piso do banheiro deve ser anti-derrapante e as pias e os vasos sanitários, instalados de maneira a serem facilmente alcançados pelas crianças. Em algumas circunstâncias, recomenda-se ainda a instalação de barras laterais ou dianteira para a criança apoiar-se, no local de banho e do vaso.

Quanto à locomoção, as crianças com envolvimento motor grave necessitam carrinhos especiais ou cadeiras de rodas adaptadas. As principais adaptações são cintos de segurança, tábua-mesa para alimentação e atividades pedagógicas e assentos feitos de espuma especial, moldados individualmente de maneira a oferecer apoio para o tronco e a cabeça. Estas medidas facilitam a manutenção de uma postura mais funcional promovendo certo grau de relaxamento e facilitando os cuidados diários e algumas atividades com os membros superiores.

Algumas crianças, principalmente as com movimentos involuntários, podem apresentar deficiências motoras graves, com incapacidade para realização de movimentos funcionais, e inteligência normal. Adaptações em móveis, alargamento de portas, modificações em banheiros e construção de rampas para permitir o acesso da cadeira de rodas são medidas importantes para que essas crianças possam adquirir maior grau de independência na escola.

O principal objetivo do treinamento nas AVDs é que cada criança alcance seu potencial de realização das diversas atividades e, para que essa meta seja atingida é preciso que haja treinamento sistemático e uma boa integração entre a família, a escola e a sociedade. As visitas domiciliares e escolares são, portanto, importantes, pois conhecendo o meio em que a criança vive é possível planejar e sugerir as modificações necessárias para que possa haver maior grau de independência. A busca de orientação quanto às AVDs surge com o crescimento da criança. Mobilização, locomoção e transporte tornam-se mais difíceis e uma expectativa quanto à possibilidade de maior independência pode emergir tanto por parte da criança quanto dos pais. No entanto, mesmo conhecendo o potencial funcional do filho, os pais tendem a realizar as diversas atividades por ele. Esta atitude pode estar relacionada com o fato de que a criança, muitas vezes, gasta muito tempo para realizar uma determinada atividade. Além disso, expectativas com relação à normalização dos movimentos e aquisição de marcha podem ainda estar existindo. Entretanto, ao impedir que a criança realize, ela mesma, as atividades do seu dia, estaremos privando-a do prazer de fazer e da conquista da capacidade para realizar cada atividade.

Fonte: Sarah

Um estudo recente agrega evidências às pesquisas que mostram que o risco de desenvolver Alzheimer é maior quando a mãe, e não o pai, tev...

Risco de Alzheimer é maior quando mãe já teve a doença


Um estudo recente agrega evidências às pesquisas que mostram que o risco de desenvolver Alzheimer é maior quando a mãe, e não o pai, teve a doença.

Os pesquisadores relataram que tomografias cerebrais de adultos, cujos pais tinham Alzheimer, revelaram maior encolhimento de importantes regiões cerebrais naqueles cujas mães tinham a doença. O encolhimento do cérebro é uma característica desta doença, que está relacionada à idade.

"O novo estudo é consistente em relação a resultados anteriores que sugerem que características herdadas da mãe tenham maior influência no risco de desenvolver a doença do que quando passadas pelos pais", disse Jeffrey Burns, professor associado de neurologia do Centro Médico da Universidade de Kansas (EUA) e um dos autores do estudo.

Segundo dados utilizados no trabalho, a herança familiar é um forte componente do Mal de Alzheimer. Pessoas cujos pais tiveram a doença têm de 4 a 10 vezes mais chances de desenvolvê-la.

Mapas do cérebro

Usando a tecnologia Morfometria Baseada em Voxels (VBM), os pesquisadores criaram mapas tridimensionais do cérebro de 53 pessoas com mais de 60 anos de idade. Onze delas tinham uma mãe com Alzheimer, enquanto 10 tinham o pai com a doença e o restante não tinha histórico familiar da enfermidade.

Quando recrutados, nenhum dos participantes apresentava demência ou sinais de declínio mental – que, segundo os pesquisadores, podem ser indicadores iniciais do problema.

Depois de dois anos, aqueles cujas mães tiveram Alzheimer apresentaram o dobro de quantidade de atrofia, ou encolhimento, da massa cinzenta em regiões cerebrais comumente afetadas pela doença, em comparação àqueles cujo pai teve o problema ou sem histórico familiar da doença. O giro parahipocampal e o pré-cúnio foram algumas das regiões afetadas.

Os participantes com um histórico materno da doença também apresentaram perda uma vez e meia superior do volume total do cérebro a cada ano, em comparação àqueles com um histórico paterno ou sem casos da doença na família. O estudo foi publicado na edição de 1º de Março do periódico Neurology.

Controvérsias

Burns ressaltou que um pequeno encolhimento do cérebro com o passar dos anos é comum entre os idosos e não é, necessariamente, um sinal de Alzheimer. Porém, no caso da doença, a atrofia é bem mais rápida.

Os pesquisadores ainda não sabem quais são as características genéticas herdadas da mãe que levam ao Alzheimer, mas eles teorizam que elas podem estar relacionadas a uma disfunção mitocondrial. As mitocôndrias, que geram a energia necessária para o funcionamento celular, são transmitidas somente pela mãe. Segundo Burns, pesquisas anteriores já haviam relacionado problemas mitocondriais ao Mal de Alzheimer.

"Isto sugere que uma disfunção mitocondrial pode ter maiores relações com o Alzheimer do que havíamos imaginado", disse ele.

Steven DeKosky, professor de neurologia da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, disse que o estudo envolveu muito poucos participantes para chegar a uma conclusão. Ele diz que mais pesquisas serão necessárias para confirmar os resultados. Além disso, os pesquisadores não realizaram testes de proteínas específicas associadas ao Alzheimer, como as que são encontradas no líquido cérebroespinhal.

DeKosky diz que exames para avaliar estas proteínas poderiam confirmar se a atrofia foi realmente causada pelo Alzheimer. "Eu teria bastante cautela em chegar a conclusões sólidas sobre a genética a partir deste estudo", disse ele.

"Eles provavelmente identificaram casos de Alzheimer pré-sintomáticos, mas para saber se as diferenças entre homens e mulheres serão mantidas será necessário analisar um número maior de casos", ele observou.

* Por Jenifer Goodwin

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