O Conceito Bobath, é um tipo especializado de Fisioterapia, constituído principalmente pelo trabalho do Neuropediatra Dr Karel Bobath e de ...

Conceito Bobath: saiba tudo


O Conceito Bobath, é um tipo especializado de Fisioterapia, constituído principalmente pelo trabalho do Neuropediatra Dr Karel Bobath e de Sua Esposa a Fisioterapeuta Berta Bobath, através de 25 anos de pesquisa. Na atualidade o tratamento por eles desenvolvido é bem conhecido e aceito em vários países (Bobath, 1990). O princípio do Conceito Bobath é a inibição dos padrões reflexos anormais e a facilitação dos movimentos normais.

No Método Bobath, o paciente aprende a sensação do movimento, e não o movimento em si. O objetivo é facilitar o movimento motor e inibir movimentos e posturas anormais. Segundo a Terapeuta Ocupacional, Lélia Elena Zonzini Ramos, este método é extremamente importante para o desenvolvimento motor da criança, podendo ser aplicado precocemente em bebês, antes que se estabeleçam as desordens de postura e de movimentos, que, em muitos casos, podem ser evitadas.

A senhora Bobath descobriu a técnica há 30 anos. Como só obteve resultados por breves períodos, ela continuou suas pesquisas e observou que podia conseguir um aumento do tônus muscular combinando a técnica de inibição com a técnica de facilitação. Assim, o trabalho muscular passou a permitir ao paciente, uma melhor sustentação da cabeça, da rotação da cabeça e do tronco e conseqüentemente, uma melhor reação de equilíbrio. A partir daí, o paciente conseguiria então, desenvolver uma maior capacidade sensorial e motora dos seus movimentos.

A Bola de Bobath é um dos equipamentos mais utilizados neste conceito. Outros equipamentos são: o rolo, o andador, o espelho, etc... A indicação do(s) equipamento(s) depende(m) do comprometimento neuro-motor e da inabilidade dos movimentos de cada paciente.
"Esta técnica é empregada em crianças com paralisia cerebral e outros problemas neurológicos de origem central como: traumatismos cranianos e hemiplegia", cita Lélia. "Podemos definir o Método Bobath como uma técnica de reabilitação neuromuscular que utiliza os reflexos e os estímulos sensitivos para inibir ou provocar uma resposta motora, sempre respeitando os princípios da normalização do tônus e da experimentação de um movimento ou de um controle estático normal", completa a Terapeuta Ocupacional.

O tratamento realizado pela fisioterapia inclui movimentos ativos e passivos, mas só os ativos podem dar as sensações essenciais para a aprendizagem dos movimentos voluntários. É indicado para adultos e crianças com disfunções neuro-motoras. O método demonstra que muitas posturas desordenadas e movimentos típicos, por exemplo, da paralisia cerebral, são o resultado de reações posturais não controladas e que persistem até idades em que elas já são consideradas anormais.

O objetivo dessa técnica é diminuir a espasticidade muscular e introduzir os movimentos automáticos e voluntários, a fim de preparar o paciente para os movimentos funcionais, onde o tônus anormal pode ser inibido e os movimentos mais normais, facilitados.

"O Bobath trabalha com a facilitação do movimento, ou seja, solicita-se ajustamentos automáticos na postura, a fim de produzir reações automáticas de proteção, endireitamento e equilíbrio. A faci1itação, então, baseia-se nas reações de endireitamento (são reações estático-cinéticas que estão presentes desde o nascimento e se desenvolvem, obedecendo uma ordem cronológica) e nas reações de equilíbrio, a partir dos movimentos que produzem adaptações posturais possíveis para mantê-lo. Dentro da compreensão do movimento normal, incluindo a percepção, usa-se a facilitação de movimentos e posturas seletivas, objetivando-se um aprimoramento da qualidade de vida do paciente", finaliza a Fisioterapeuta Maria Cristina Ricetto Funchal Oliveira.


Indicações do Método:

- Variar posturas
- Aumentar o controle sobre esta postura
- Simetria do corpo
- Alongamento
- Propriocepção
- Aumentar ou diminuir tônus muscular
- Estimular reação de proteção e equilíbrio
- Estimular extensão de cabeça, tronco e quadril nas crianças hipotônicas
- Suporte de peso para as mãos
- Trabalhar as rotações do tronco
- Trabalhar a dissociação de cintura pélvica e escapular, facilitando a marcha

A Bola de Bobath é um dos equipamentos mais utilizados neste conceito. Outros equipamentos são: o rolo, o andador, o espelho, etc... A indicação do(s) equipamento(s) depende(m) do comprometimento neuro-motor e da inabilidade dos movimentos de cada paciente.


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* Metodologia e estratégias pedagógicas

Levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUS...

Casos de lesão medular por mergulho aumentam no verão



Levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que, durante o verão, o mergulho em água rasa sofre um aumento no número de casos, passando da quarta para a segunda causa de lesão medular.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, a cada semana cerca de 10 pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas em consequência desta prática recreativa em todo o país.

Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar são muito comuns nesta época do ano. "Geralmente este tipo de acidente está relacionado ao uso de álcool e drogas que deixam os usuários sem noção do perigo", diz Fogaça.

Entre as vítimas deste tipo de acidente 90% são jovens, na faixa etária dos 10 aos 25 anos. A queda num local raso com o alto da cabeça faz com que o pescoço se dobre e o resto do corpo continue a se mover, causando a fratura de uma ou mais vértebras.

Dos pacientes atendidos na ortopedia do HC com lesão medular causada por um mergulho mal calculado, 66% têm dano neurológico e levam sequelas para o resto da vida. "O mais alarmante, é que são jovens com uma vida pela frente", ressalta o ortopedista.

"Antes de dar um mergulho é preciso conhecer o local e a profundidade de onde se vai nadar. Procurar fazer o primeiro mergulho de pé para ter maior amortecimento do impacto, evitar brincadeiras de empurrar amigos para dentro de lagos, rios, piscinas e, principalmente, não consumir drogas ou álcool antes da recreação", orienta Fogaça.

Toda atividade cerebral se dá através da atividade dos neurônios. O neurônio é a célula que compõe o Sistema Nervoso, portanto, é também ch...

Neurônios e Neurotransmissores


Neuronio 1



Toda atividade cerebral se dá através da atividade dos neurônios. O neurônio é a célula que compõe o Sistema Nervoso, portanto, é também chamada de Célula Nervosa e a atividade neuronal representa a comunicação entre os neurônios.

A Célula Nervosa é composta de um corpo celular e de finos prolongamentos denominados dendritos, mais curtos e juntos ao corpo celular e axônios, bem mais compridos.


Os dendritos são prolongamentos geralmente muito ramificados e que atuam como receptores de estímulos, funcionando como "antenas" para o neurônio. Os axônios são prolongamentos longos que atuam como condutores dos impulsos nervosos. 

Todos os axônios tterminam em ramificações chamadas botões terminais. O terminal do axônio é o local onde seu neurônio entra em contato com outros neurônios e/ou outras células (músculares, etc) para transmitir o impulso nervoso.

Os corpos celulares dos neurônios são geralmente encontrados em determinadas áreas do Sistema Nervoso Central (SNC) e nos gânglios nervosos, localizados próximo da coluna vertebral. Os axônios são bastante longos e em feixes formam os nervos, que constituem o Sistema Nervoso Periférico (SNP). 

A forma de comunicação entre os neurônios se faz por mediadores químicos e por estímulos elétricos. Os mediadores químicos são denominados neurotransmissores. Os neurotransmissores são sintetizados pelos próprios neurônios e armazenados dentro de vesículas. Essas vesículas concentram-se no terminal axônico e quando os impulsos nervosos chegam a esses terminais os neurotransmissores são liberados. A membrana do terminal que libera os neurotransmissores denomina-se membrana pré-sináptica e a que capta esses neurotransmissores no outro neurônio chama-se membrana póssinaptica.

A região onde um neurônio entra em contacto com outro para a passagem do impulso nervoso chama-se sinapse. O contato físico entre os neurônios através da sinapse não existe realmente, pois as estruturas estão próximas mas não se toca (espaço virtual) chamado de fenda sináptica. Os axônios costumam ter muitas ramificações e cada uma delas forma uma sinapse com outros dendritos ou corpos celulares. Estas ramificações são chamadas coletivamente de árvore terminal.

O axônio está envolvido por uma bainha de mielina que é composta de um tipo de gordura, juntamente com uma proteína básica chamada mielina, a qual atua como isolante térmico e facilita a transmissão do impulso nervoso.

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Entre os neurônios há um espaço em torno de 100-500A chamado fenda sináptica. A interação dos neurotransmissores com a membrana pós-sinaptica é realizada por meio de receptores protéicos altamente específicos.


Nas sinapses, a transmissão do impulso nervoso de um neurônio para outro se dá às custas de substâncias chamadas neurotransmissores.

Os neurotransmissores são sintetizados pelos próprios neurônios e armazenados dentro de vesículas.

Essas vesículas se concentram no terminal do axônio e quando os impulsos nervosos elétricos chegam a esses terminais os neurotransmissores são liberados, como se fossem cuspidos na fenda sináptica.


Assim é que a membrana pré-sináptica libera os neurotransmissores para a para a fenda sináptica e, uma vez aí liberados, os neurotransmissores se difundem até a membrana pós-sináptica e ligam-se, reversivelmente, aos neuroreceptores, os quais promovem eventos elétricos.

A comunicação elétrica entre neurônios dispensa mediadores químicos e se dá através da passagem direta de íons por meio das junções abertas (gap junctions). Os canais iônicos ficam acoplados e formas unidades funcionais denominadas conexinas. A transmissão da informação é muito rápida através da eletricidade, porém ela não é tão versátil quanto a neurotransmissão por neurotransmissores. Depois da maturidade do Sistema Nervoso Central preominam as neurotransmissões químicas.

Esses conhecimentos foram fundamentais para a pesquisa de produtos capazes de agir em transtornos psiquiátricos. Os antidepressivos, por exemplo, agem principalmente junto aos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina.

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Curso Online de Fisioterapia Aplicada a Neurologia



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Conteúdo Programático do curso online Fisioterapia Aplicada a Neurologia

  • Conceitos básicos de neuroanatomia;
  • Revisão anatômica do sistema nervoso;
  • Células nervosas (neurônios, células gliais e controle metabólico);
  • Potenciais de membrana e transmissão de estímulos;
  • Principais vias motoras (trato piramidal, trato rubroespinhal, trato vestibuloespinhal, gânglios da base e alterações do movimento).
  • Neurologia adulta;
  • Considerações sobre a espasticidade e rigidez;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Doença de Parkinson;
  • Traumatismo crânio-encefálico (TCE).
  • Neurologia infantil;
  • Marcos do desenvolvimento motor normal de 0 a 12 meses de vida;
  • Paralisia cerebral;
  • Espinha bífida;
  • Deficiência mental;
  • Avaliação e tratamento;
  • Descrição de testes específicos e de exercícios utilizados dentro da reabilitação neurológica de pacientes paraplégicos e hemiparéticos.

O diagnóstico de síndrome de Down deixou, há tempos, de ser uma sentença que determina o potencial de alguém. Com expectativa de vida cada...

Estímulos precoces ajudam criança com síndrome de Down



O diagnóstico de síndrome de Down deixou, há tempos, de ser uma sentença que determina o potencial de alguém. Com expectativa de vida cada vez maior e mais qualidade de vida, portadores e suas famílias têm muito a comemorar nesta quarta-feira, Dia Mundial da Síndrome de Down.

Mas o que faz com que as crianças com a síndrome consigam se desenvolver ao máximo ainda é tema de discussão enquanto elas vão à universidade e estão cada vez mais incluídas socialmente.

"O tratamento e acompanhamento das patologias associadas faz uma grande diferença", diz Fabíola Pelissoni Vicente, médica geneticista da Apae de São Paulo.

Isso porque pessoas com Down têm mais chance de ter doenças como problemas cardíacos, hipotireoidismo, doença celíaca e leucemia.

Os males cardíacos podem atingir cerca de 50% das crianças com Down. Se não receberem tratamento, podem afetar o desenvolvimento da criança como um todo e ter repercussão em outros sistemas, como o nervoso.


Editoria de arte/ Folhapress

VISÃO E AUDIÇÃO

Problemas de visão, audição e tônus muscular também são obstáculos ao desenvolvimento e à aprendizagem, independentemente do atraso intelectual.

É por isso que o acompanhamento médico deve ser feito desde o começo e ser constante, explica Vicente.

A estimulação deve ser iniciada o quanto antes, diz Patricia Tempski, médica e coordenadora do ambulatório de cuidado à saúde da pessoa com síndrome de Down do Instituto de Medicina Física e Reabilitação, ligado à USP.

A equipe deve ter fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional para aprimorar a dicção, a força muscular e outras habilidades.

"O maior ganho para crianças com ou sem síndrome de Down acontece nos primeiros anos de vida, quando se desenvolve a capacidade de os neurônios formarem novas conexões", diz Vicente.

Quantificar ou prever esse ganho, porém, não é uma tarefa possível, diz Tempski.

"Todo investimento é colhido, mas o quanto cada criança vai se desenvolver depende de um conjunto de fatores, como o acompanhamento médico, a estimulação pela família e doenças associadas, como o autismo."

Há diferentes apresentações do padrão genético da síndrome. No tipo mosaico, uma porcentagem pequena de células afetadas pela alteração genética pode levar a um desenvolvimento maior, quase idêntico ao de uma pessoa sem a síndrome.

Tempski diz ainda que o enfoque dos pais e da equipe deve ser na autonomia da pessoa com Down.

Funcionários de saúde tratam de paciente de derrame em hospital no leste ...

Cientistas identificam dois novos sintomas de derrame



Funcionários de saúde tratam de paciente de derrame em hospital no leste da Inglaterra (Reuters)

Funcionários de saúde tratam de paciente de derrame em hospital no leste da Inglaterra

Pesquisadores britânicos afirmam que descobriram outros dois sintomas que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um derrame.

Um projeto desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust (parte do serviço público de saúde britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas do derrame.

Segundo a entidade assistencial britânica voltada para o tratamento do derrame, a Stroke Association, informa em sua página na internet que existem três sintomas que precisam ser observados.

O primeiro é fraqueza facial, notar se a pessoa consegue sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com aparência caída.

Outro sintoma é a fraqueza nos braços, observar se a pessoa consegue erguer os dois braços. E o terceiro sintoma são os problemas de fala, tentar detectar se a pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa fala.

Campanha

Uma campanha recente do NHS, o serviço público de saúde britânico, destacou estes três sintomas de derrame.

Mas, para Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester, as pessoas precisam começar a procurar pelos cinco sintomas.

"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas que precisam ser observados", disse.

"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um derrame e também precisa procurar ajuda médica com urgência", acrescentou.

Simon Cook, chefe de operações da Stroke Association para a região de East Midlands, afirmou que a campanha do NHS é útil pois os três sintomas são fáceis de reconhecer pela maioria do público.

"Certamente existem outros sintomas, como visão desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente quando observarem os sinais de um derrame e liguem para os serviços de emergência", afirmou.

     Em 1843, Little, descreveu, pela primeira vez, a encefalopatia crônica da infância, e a definiu como patologia ligada a diferentes ...

Cadeia Cinética Fechada na Paralisia Cerebral Atetóide




     Em 1843, Little, descreveu, pela primeira vez, a encefalopatia crônica da infância, e a definiu como patologia ligada a diferentes causas e caracterizada, principalmente, por rigidez muscular. Em 1862, estabeleceu a relação entre esse quadro e o parto anormal. Freud, em 1897, sugeriu a expressão paralisia cerebral (PC), que, mais tarde, foi consagrada por Phelps, ao se referir a um grupo de crianças que apresentavam transtornos motores mais ou menos severos devido à lesão do sistema nervoso central (SNC). 1
        Desde o Simpósio de Oxford, em 1959, a expressão PC foi definida como "seqüela de uma agressão encefálica, que se caracteriza, primordialmente, por um transtorno persistente, mas não invariável, do tono, da postura e do movimento, que aparece na primeira infância e que não só é diretamente secundário a esta lesão não evolutiva do encéfalo, senão devido, também, à influência que tal lesão exerce na maturação neurológica". A partir dessa data, PC passou a ser conceituada como encefalopatia crônica não evolutiva da infância que, constituindo um grupo heterogêneo, tanto do ponto de vista etiológico quanto em relação ao quadro clínico, tem como elo comum o fato de apresentar predominantemente sintomatologia motora, à qual se juntam, em diferentes combinações, outros sinais e sintomas. 1
 A classificação das encefalopatias crônicas da infância pode ser feita de várias formas, levando em conta o momento lesional, o local da lesão, a etiologia, a sintomatologia ou a distribuição topográfica. N apresente pesquisa preferimos uma classificação baseada em aspectos anatômicos e clínicos, por ser mais didática e por enfatizar o sintoma motor, que é o elemento principal do quadro clínico1:

1) espásticas ou piramidais;
2) coreoatetósicas ou extrapiramidais;
3) atáxicas;
4) mistas.

OBJETIVOS


         O objetivo da presente pesquisa é ressaltar a paralisia cerebral do tipo atetósica, bem como alertar aos Fisioterapeutas neuropediatras a existência e importância do uso da técnica de cadeia cinética fechada na terapêutica de crianças portadoras de tal classificação citada.

MATERIAL E MÉTODOS


    Foi realizada uma pesquisa bibliográfica que é construída partindo-se de materiais já escritos anteriormente, como livros e artigos científicos. A presente pesquisa é do tipo exploratória, que têm como proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Tem ainda como método de abordagem o dedutivo, que a partir de uma visão geral chega-se a um caso específico. A técnica de pesquisa utilizada foi a documentação indireta, que baseia-se em dados obtidos por outras pessoas,  através da pesquisa bibliográfica de  livros, revistas e outras publicações.

PARALISIA CEREBRAL NA FORMA ATETÓSICA

      A forma atetóide da PC tem sua incidência variável de um país para outro, em função dos cuidados dispensados aos recém-nascidos, pois sua etiologia está ligada a uma impregnação amarelada dos núcleos da base, causada pela icterícia neonatal grave, que geralmente vem associada à asfixia neonatal.3
      O lactante hipotônico pode evoluir para criança com atetose. Freqüentemente, os movimentos atetóides não são percebidos até que o bebê tente posturas antigravitacionais, o que vem associado à retenção de reflexos primitivos e ao desenvolvimento neuro-psico-motor. 4
      As características típicas da criança atetóide aparecem à medida que ela se desenvolve. Essas características podem ser representadas pelo tônus flutuante de extremidades, instabilidade postural, dificuldade nas aquisições motoras, presença de padrões posturais assimétricos associados a atividades reflexas, principalmente o reflexo tônico cervical assimétrico (RTCA) e o reflexo tõnico cervical simétrico (RTCS), reações de equilíbrio e de endireitamento anormais, alterações na graduação do movimento, alteração na coordenação viso-manual, movimentos involuntários e bastante desorganizados.5,6,7
      A criança atetóide não tem estabilidade durante a execução das atividades do seu dia-a-dia devido a um tônus flutuante. Associada a isso encontra-se a presença de assimetrias posturais causadas pela presença dos reflexos tônicos, levando a uma falsa aparência de estabilidade na tentativa de obter um ponto mais fixo.1,7,8,9
          No primeiro mês, há intensa hipertonia em extensão, que faz o RN assumir a posição de opistótono, com acentuação do reflexo tônico cervical, que perdura por vários meses, em vez de se atenuar e desaparecer no decorrer do segundo mês, conforme se observa nas crianças normais. Ao fim de alguns meses, em geral no decorrer do segundo ano de vida, surgem as hipercinesias difusas com caráter atetótico. A movimentação voluntária é escassa e perturbada pelas hipercinesias. A deglutição é difícil e a mastigação, em muitos casos, nunca chega a se desenvolver. No caso daqueles que conseguem falar, a articulação verbal é extremamente disártrica e dificilmente inteligível.9,10,11
Nos casos mais leves, todas essas manifestações se apresentam atenuadas. Há atraso no ultrapassar das etapas do desenvolvimento psicomotor, notando-se como um dos primeiros sintomas a má distribuição do tônus muscular, havendo hipertonia dos eretores da cabeça e do tronco, porém bem menos intensa que a encontrada nos membros. 12

CADEIA CINÉTICA FECHADA


      Os exercícios em cadeia cinética fechada (CCF) referem-se ao movimento que ocorre quando o corpo se move sobre um segmento distal fixo. Esses exercícios são realizados em posturas funcionais com algum grau de apoio de peso e podem envolver ações musculares concêntricas, excêntricas ou isométricas. 13,14
      Além de colocar uma carga sobre os músculos, esses exercícios também colocam carga sobre ossos, articulações e tecidos moles não-contráteis, tais como ligamentos, tendões e cápsulas articulares. 13
      Embora atividades em CCF estejam geralmente associadas com função de membros inferiores (MMII), estes são também importantes na melhora da função dos membros superiores (MMSS), particularmente no desenvolvimento da musculatura da cintura escapular, por promover uma maior estabilidade, levando dessa maneira a uma funcionalidade dos MMSS para as atividades manuais. 14
      Assim sendo, os exercícios em CCF têm como função principal promover a estabilidade postural, e, conseqüentemente, melhorando a força, potência e resistência à fadiga, equilíbrio, simetria, coordenação e agilidade durante a realização de atividades funcionais. 15,16
      Acredita-se que os exercícios em CCF possam auxiliar as crianças atetóides a melhorar a estabilidade postural, devido a uma ativação dos mecanoreceptores articulares bem como a simetria dos movimentos. Proporcionam também estímulo dos proprioceptores que informam sobre a tensão muscular e dos tendões e sobre a posição das articulações. 15

DISCUSSÃO

A presença de tônus flutuante na criança atetóide ocasiona um movimento involuntário caracterizado pela contração dos músculos agonistas e liberação dos antagonistas. Portanto, ao contrair os músculos agonistas para uma movimentação funcional, a criança não consegue manter uma certa tensão muscular dos músculos antagonistas, necessária para a realização de um movimento fluente e adequado, fazendo com que ocorra a utilização de padrões de movimentos anormais, gerando os movimentos esteriotipados involuntários.
Outro fator que prejudica a realização do movimento é a inibição da relação recíproca normal entre agonista e antagonista, o que torna impossível o movimento de uma articulação sem que ocorra o movimento de toda a extremidade.
Assim, se há um tônus muscular anormal, pode haver um movimento desordenado, um repertório de movimentos limitados produzindo um input sensorial anormal ao sistema nervoso central, e a presença inadequada das reações de equilíbrio, acentuando a presença dos padrões de movimentos anormais.
A presença da alteração na coordenação visomotora contribui para a realização de movimentos anormais, pois não vai haver movimentos independentes de olhos e cabeça e a postura assimétrica da cabeça afeta todo o equilíbrio e estabilidade postural, dificultando a realização das atividades funcionais.
 O tônus postural normal proporciona ao individuo uma estabilidade postural suficiente para mantê-lo em posturas contra a gravidade, permitindo maior seletividade dos movimentos para realização das atividades funcionais.
Normalmente as crianças com PC atetóide tem a persistência de reflexos primitivos, principalmente o RTCA e RTCS dificultando o movimento ativo dos músculos flexores do tronco e a simetria das cinturas escapular e pélvica, dificultando a seletividade dos movimentos.
Pelo fato de não integrarem os reflexos tônicos adequadamente, ocorre uma alteração na diferenciação normal de movimento, o que pode refletir na incapacidade da criança em dissociar as respostas do movimento. Em um desenvolvimento normal, a integração das reações reflexas segue uma seqüência que se correlaciona com a aquisição das habilidades motoras.
Um fator que contribui para uma dificuldade na estabilidade postural, além do tônus e da presença das assimetrias, é a dificuldade que a criança atetóide tem para se organizar e responder aos estímulos sensoriais.
Para obter melhora em relação à estabilidade postural deve ser usados os exercícios em cadeia fechada, pois esses proporcionam um apoio e descarga de peso, ocorrendo um aumento na estimulação dos mecanoreceptores que estão dentro e ao redor das articulaões, estimulando assim a co-contração muscular e promovendo dessa maneira uma melhor estabilidade articular.
Com o suporte de peso nos pés e mãos, promovida pela CCF, vai haver uma melhor distribuição do tônus, alinhamento e estímulos sensoriais ao nível das articulações, contribuindo para uma melhora da estabilidade.
A co-contração é a contração simultânea de agonistas e antagonistas que estão ao redor de uma mesma articulação e atuam para a realização de um movimento. Essa co-contração atua aumentando a rigidez articular, melhorando a estabilidade e o movimento organizado.
A distribuição do peso corporal parece ser um fator significativo que influencia a estabilidade postural. Os MMII devem contribuir para essa estabilidade na posição sentada. Contudo sua eficácia será reduzida se não houver uma ação efetiva da musculatura contra a gravidade.

CONCLUSÃO


Assim, verificando-se os efeitos da CCF na criança atetóide, preconiza-se que todas as crianças que tenham tido icterícia neonatal recebam o tratamento baseado em CCF de movimento de forma precoce, associado à simetria, para que as conseqüências das atividades reflexas e do tônus flutuante exarcebado não exerçam tanta influência nas realizações de suas atividades cotidianas.

REFERÊNCIAS


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12. Telg EK. Criança com atraso no desenvolvimento Sensório-psicomotor. In Souza, AMC. A criança especial. São Paulo: Roca; 2003. p. 207-211.
13. Dzienkowski R, et al. Cerebral Palsy: A comprehensive review. Nurse Practitioner, 1996.
14. Bobath B, Bobath K. Um pequeno dicionário para os pais. Mulerr M. In Apostila do curso Neuro-evolutivo de Bobath, Petrópolis, Rio de Janeiro; 2006.
15. Edwards S. Uma análise do movimento normal como base para o desenvolvimento das técnicas de tratamento. In: Edwards S. Fisioterapia Neurológica: uma abordagem centrada na resolução de problema. Porto Alegre: Artmed; 1999. p. 27-50.
16. Pereira DB. Terapia ocupacional em paralasia cerebral atetóide e atáxica. In Souza AMC; Ferraretto I. Paralisia cerebral – aspectos práticos. São Paulo: Memmon; 1998.
17. Fonseca LF. Paralisia cerebral: neurologia, ortopedia, reabilitação. Rio de janeiro:Guanabara Koogan; 1999. p.  249-253.
18. AZEVEDO JS. Fisioterapia para crianças com paralisia cerebral. In Tecklin JS. Fisioterapia Pediátrica. São Paulo: Artmed; 2002. p.  98-115.


Autor(a): Alana Moura Di Pace
                 Fabíola Mariana Rolim de Lima
                 Valéria Matos Leitão de Medeiros
                 Rosângela Guimarães

A epilepsia é o distúrbio neurológico grave mais comum no mundo , que afeta o cérebro e s...

Aspectos gerais da epilepsia e a prática de exercício físico



Aspectos gerais da epilepsia e a prática de exercício físico

A epilepsia é o distúrbio neurológico grave mais comum no mundo, que afeta o cérebro e se expressa por crises repetidas, caracterizadas por manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Não se trata de uma doença específica ou uma síndrome única, mas de um conjunto de condições neurológicas que levam as descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Essas descargas desencadeiam as crises epilépticas, que podem se manifestar de várias maneiras.

Esta condição tem sido descrita e registrada por diferentes raças e credos ao longo do tempo. De acordo com achados históricos por volta de 400 a.C., Hipócrates criticou o caráter de doença sagrada, atribuído à epilepsia, considerando-a como qualquer outra doença. Entretanto, na maioria das culturas, ganhou interpretação como algo demoníaco e sobrenatural, devido à forma de manifestação de seus sinais e sintomas.

Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo tem epilepsia. A incidência varia com a idade, com as maiores taxas ocorrendo na infância, caindo na vida adulta e aumentando novamente aos ao redor dos 65 anos.

Nos países da América Latina, a incidência de epilepsia tem variado entre 78-190 novos casos por 100.000 habitantes por ano, e a prevalência média é de aproximadamente 18 casos por 1.000 habitantes, podendo variar de acordo com os métodos de investigação em cada país. Neste contexto, a alta incidência e prevalência das epilepsias provocam repercussões sócio-econômicas importantes, na medida em que aumentam os custos econômicos diretos, provenientes dos gastos médicos com drogas, hospitalizações e indiretos pela perda de capacidade produtiva, produção econômica por desemprego, licença médica ou morte prematura.

Aspectos gerais da epilepsia e a prática de exercício físico
Quanto ao diagnóstico, este é realizado com investigação por meio do eletroencefalograma (EEG) e tomografia computadorizada. Em geral, o tratamento farmacológico inicia-se quando o paciente passa a ter repetitivas crises epilépticas, sendo uma crise considerada um sintoma e não um processo patológico.

Apesar da prática de exercício físico ser enfatizada na sociedade atual pelos benefícios que proporciona sobre a aptidão física e saúde dos indivíduos saudáveis e naqueles com diferentes tipos de doenças, pessoas com epilepsia são freqüentemente desencorajadas e muitas vezes excluídas da participação em programas de exercício físico. Esta relutância origina-se da proteção excessiva dos médicos e familiares. Isto acontece na maioria das vezes, pelo medo que a prática de exercício físico possa piorar o quadro clínico da doença, predispor os indivíduos a lesões traumáticas ou que a fadiga resultante do exercício físico possa precipitar uma nova crise epiléptica. Entretanto, as crises epilépticas raramente podem ocorrer durante o exercício físico, sendo presente apenas em casos específicos. Na grande maioria dos casos o exercício físico parece diminuir o risco das crises epilépticas, atuando como um fator protetor. Além disso, indivíduos com epilepsia como conseqüência das crises epilépticas têm maior pré-disposição a terem depressão e o exercício parece ajudar a minimizar este quadro.

Evidências crescentes e atuais sugerem a prática regular de exercício físico como benéfica no tratamento da epilepsia, havendo poucos achados mostrando o aumento da freqüência de crises ou do risco de lesões quando a doença esta controlada. Além disso, o exercício físico parece aumentar o limiar para o desencadeamento das crises conferindo um efeito protetor, já que pode reduzir a atividade epiléptica no EEG e o número de crises em muitos casos.

Apesar desses efeitos benéficos do exercício em indivíduos com epilepsia, alguns cuidados especiais são importantes para a orientação por parte dos profissionais da saúde, de programas de exercício físico para pessoas com epilepsia, tais como, fatores desencadeadores de crises epilépticas durante o exercício e diretrizes para a prática esportiva nesta população.

Alguns fatores têm sido relacionados como desencadeadores de crises epilépticas durante o exercício físico, apesar desta relação não estar totalmente elucidada. Dentre estes fatores destacam-se o estresse físico e mental, a fadiga, a hipóxemia, a hiperhidratação, a hipertermia, a hipoglicemia e a hiperventilação voluntária.

É indubitável o benefício que a prática regular de exercício físico, seja de forma recreacional ou competitiva pode trazer aos indivíduos com epilepsia. Contudo, alguns aspectos devem ser levados em consideração, tais como, esportes que envolvem risco de queda devem ser contra-indicados. No mesmo sentido, esportes que envolvem risco de afogamento devem ser indicados somente na presença de pessoal treinado.

Concluindo, as pessoas com epilepsia, além de sofrerem desta importante condição neurológica, não estão livres de serem acometidas por doenças relacionadas ao sedentarismo, o que pode aumentar a morbidade e mortalidade. Neste sentido, a prática regular de exercício físico para pessoas com epilepsia deve fazer parte da estratégia terapêutica destes pacientes já que pode colaborar com a diminuição de doenças relacionadas ao sedentarismo bem como com a melhora de sinais e sintomas relacionados à epilepsia. Poucos são os casos, onde o exercício desencadeia crises epilépticas e estudos realizados em humanos e, principalmente, em modelos experimentais mostram que o exercício físico pode atenuar o número de crises epilépticas.

Fase de Recuperação Consoante a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperação são: ...

Fase de Recuperação do AVC


Fase de Recuperação

Consoante a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperação são:

  1. Persistência da hipotonia (estágio flácido), havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tónus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios.
  2.  

  3. Evolução para o tónus normal (o estagio de recuperação), os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente, permanecendo na generalidade uma leve incapacidade.
  4.  

  5. Evolução para a hipertonia (o estágio espástico), a recuperação da função motora com uma evolução para a espasticidade é bastante frequente. Há uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros. O tónus muscular aumentado conduz à espasticidade que se apresenta nos músculos antigravíticos.Este tónus muscular é diferente em cada indivíduo, influenciando a qualidade do movimento:
     
    • espasticidade severa: os movimentos são difíceis e por vezes impossíveis devido à contracção muscular contínua;
    • espasticidade moderada: os movimentos são lentos e realizados com esforço e coordenação anormal;
    • espasticidade leve: os movimentos grossos dos membros são possíveis, enquanto os movimentos finos da mão são difíceis.
  6.  

  7. Ataxia, é resultado em alguns casos de hemiplegia (principalmente os causados por trauma), o cerebelo ou o sistema cerebelar pode ser afectado. Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção das posições intermediárias de um movimento. A realização de tentativas voluntárias para resolver esses problemas causa tremor intencional e dismetria.

 

Segundo Bobath, também, existem três estádios pós-AVC: 1º estádio é a hipotonia no hemicorpo afectado, 2º estádio é a hipertonia do hemicorpo afectado e o 3º estádio é a de recuperação relativa que depende de muitos factores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do utente que podem fazer variar o tempo de permanência entre os estádios e condicionar a recuperação (O´Sullivan, 1993).

Este artigo tem a intenção de ser um guia para você ajudar seu filho que tem Distrofia Muscular de Duchenne.  O acompanhamento a longo praz...

Guia para Pais de Exercícios para o Tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne



Este artigo tem a intenção de ser um guia para você ajudar seu filho que tem Distrofia Muscular de Duchenne.  O acompanhamento a longo prazo e qualquer  tratamento deve ser orientado por um profissional especializado que organizará e coordenará a equipe profissional que atenderá seu filho. Será muito mais fácil se você compreender os problemas e souber o por que dos tratamentos. A informação inicial visa completar as infromações que você já recebeu da equipe que atende seu filho.

O que acontece com os músculos?

 Os músculos esqueléticos  permitem que nos movamos, que fiquemos em pé e que realizemos movimentos coordenados e possamos realizar uma variedade de movimentos necessários as nossas atividades diárias. Cada músculo é composto por um grande número de fibras. O número e proporção de cada tipo em cada músculo depende do trabalho que cada músculo faz. Músculos são fixados em ossos através de partes denominadas tendões. Qunado o músculo estica ou encurta ele desencadeia um movimento. Na Distrofia Muscular de Duchenne as fibras musculares são substituídas por gordura  e a função normal do músculo fica prejudicada. A velocidade que as alterações ocorrem pode variar entre as crianças, sendo que alguns músculos são afetados mais precocemente.                                       

Contraturas

    Os músculos estão conectados aos ossos através dos tendões enquanto os ligamentos (os tecidos em torno das articulações que conectam os ossos) controlam a extensão ou a escala do movimento. Quando os músculos se tornam fracos ou não são usados ficam encurtados assim como os ligamentos e os tendões. Isto significa que a articulação fica rígida , em um sentido maior que outro resultando em uma posição fixa, que geralmente resulta em deformidade.

    Se  a articulação fica rígida o músculo não pode trabalhar normalmente e se torna ainda mais fraco por desuso. Quando a distrofia muscular avança as contraturas são mais frequentes nos tornozelos, joelhos e quadril. As contraturas são causadas em parte pela posição de andar (na ponta dos pés), na curvatura do joelho, o alargamento da base para manter o equilíbrio da marcha. Quanto a criança passa a permanecer mais tempo sentada as contraturas se agravam.

    É importante iniciar a fisioterapia logo que possível, de preferência antes do aparecimento das contraturas, pois com exercícios é mais fácil preveni-Ias do que tratá-las.

   As dificuldades são crescentes com fraqueza ao andar e vestir mas há maneiras que podem ajudar a sua criança manter a sua habilidade e, dentro do possível, a independência sem causar stress e evitando prejuízo da educação e recreação. É importante lembrar que as pesquisas  para um tratamento que leve a cura prosseguem e quando este tratamento estiver disponível as articulações não devem estar rígidas ou deformadas. Esta é uma forte razão para impedir as contraturas e se manter os músculos fortes por mais tempo possível.

                                            Fisioterapia

    Fisioterapia significa o tratamento por exercício físico e tem um papel importante para manter a função muscular na sua melhor potência. Seus alvos principais são:

1) Fornecer uma avaliação física precisa e contribuir com estas informações para as decisões sobre os cuidados futuros;

2) Minimizar o desenvolvimento de contraturas, com exercícios passivos;

3) Manter a força muscular por exercícios;

4) Prolongar a mobilidade e função; por meio de órteses, coletes etc. prescritos por especialistas.

    O tratamento fisioterápico deve ser realizado por um profissional especializado mas alguns exercícios simples podem ser realizados em casa. Para obter melhores resultados, é preciso fazer regularmente os exercícios, os quais passarão a fazer parte da vida normal do doente. Este livreto descreve exercícos que podem ser orientados por pais ou pelos que cuidam dos doentes. É preciso discutir com o profissional que cuida da criança a indicação para realizar estes exercícios.

                                  

Exercícios de alongamento passivo

    É uma técnica simples, usada para esticar os músculos que estão tensos ou encurtados. Nela, movem-se lenta e energicamente as articulações, de modo a conseguir o máximo de extensão, mantendo esta posição durante 30 segundos. A criança deve estar completamente relaxada e deve-se ensiná-la a não fazer qualquer movimento, nem a resistir ao exercício. Se o movimento se faz com demasiada rapidez, pode acontecer que a criança faça resistência ou se assuste. Os exercícios de alongamento não devem provocar dor, mas uma sensação de esticar suave e mantida. Nem a articulação, nem os músculos se lesionam se estas instruções forem seguidas rigorosamente. Os exercícios devem ser feitos com firmeza, mas não de modo agressivo. Algumas crianças apercebem-se que, se se queixarem, a pessoa que está a fazer os exercícios interrompe-os. Mas deste modo desenvolvem-se as contraturas irreversíveis, que afinal lhes causam maior desconforto do que os exercicios. Por isto, para benefício da criança, é importante continuá-los, tendo em conta que tanto a firmeza como o carinho são essenciais. Apesar de ser indiferente a hora a que se fazem os exercícios, é necessário fixar-se uma rotina, para que não sejam esquecidos. Os movimentos devem executar-se todos os dias, de preferência após um banho quente. Embora algumas crianças protestem um pouco, uma vez estabelecida a rotina, ganham confiança e geralmente deixam de protestar.

                                        Os Tornozelos

    A criança deve estar deitada de costas e relaxada. A pessoa que faz os exercícios deve estar de lado. Coloque uma mão sobre a planta do pé com os dedos virados para o calcanhar, que deve ficar firmemente seguro (embora sem forçar), entre o polegar e os outros dedos. Entretanto, a outra mão deve manter o joelho esticado. Depois, suave mas firmemente, empurrar o pé até fazer um ângulo reto (900), ou o mais perto possível dele, mas não deixe que o joelho se dobre. Se entretanto encontrar resistência ou tração, deve manter a posição uns momentos, para, a seguir, aumentar gradualmente o movimento do pé, até ganhar mais alguns graus, mantendo esta nova posição durante uns 30 segundos (fig. 1).

                               

        O movimento deve ser repetido pelo menos 20 vezes em cada pé. Tenha o cuidado de verificar que, enquanto realiza este movimento, é todo o pé que se move e não só os dedos.

                                                        Os Joelhos

   Os joelhos apresentam contraturas mínimas até que o paciente passe a utilizar cadeira de rodas, mas é importante preveni-las por que elas prejudicam muito a marcha. .Para alongar os joelhos, a criança fica na mesma posição do exercício anterior. Com uma mão, agarra-se firmemente o tornozelo, como no exercício anterior, mas a outra faz agora força sobre a coxa, mesmo acima do joelho (fig. 2).

                               

 

   O pé move-se, como no exercício anterior, para cima, o tornozelo fica levantado, de modo a esticar o joelho. Outra maneira de esticar os joelhos é permanecer deitada de barriga para baixo com uma almofada sob as coxas (não sob os joelhos) (Fig 3). Isto faz com que o peso da perna e do pé estiquem o joelho. Isto é mais simples de fazer se a criança estiver deitada de bruços. com os pés fora da cama por exemplo, enquanto assiste televisão

                                   

Os quadris

   Os quadris são controlados por alguns dos mais poderosos músculos do corpo. Os dois grupos musculares com mais tendência a apresentar contratura são os que elevam ou fletem a coxa  (flexoresdo quadril) e os que movem o quadril para fora ou lateralmente (abdutores do quadril). Há 3 formas de alongar os músculos flexores do quadril. Estes exercícios devem ser realizados 10 vezes em cada lado:

1) A criança fica deitada de lado, com as pernas esticadas. A pessoa que faz os exercícios coloca-se atrás dela. Põe-lhe uma mão sobre o quadril, de modo que ele fixo, a outra mão sob a coxa do mesmo lado. Puxa para trás a perna, para si, de forma a esticar o quadril (fig. 4).

                                       

   
Se você optar por este método tenha a certeza de fixar o quadril e utilizar seu joelho como apoio e como coxim. Repita este alongamento no outro quadril.

2) Aqui, a criança é colocada de barriga para baixo. Apoie uma mão sobre as nádegas e a outra mão sob a coxa, acima do joelho, levantando a coxa para cima e mantendo toda a perna esticada (fig. 5).

                                       

3) Nesta forma, a criança fica de barriga para cima. A perna oposta (aquela que não vai ser alongada) é dobrada até ao peito e mantém-se assim firmemente. Se for possível, deve ser a criança a mantê-la assim. Põe-se uma mão sobre a coxa do lado a alongar, mesmo acima do joelho, empurrando para baixo.

    Outros músculos do quadril (que ligam a região posterior e inferior das costas à perna) ajudam  a controlar o ângulo da pelve e pode afetar a curvatura da coluna. A tensão destes músculos pode ser observado  se ao andar a criança vira o pé para dentro. Para alongar estes músculos, a criança deve ficar deitada de costas e a pessoa que faz os exercícios, a seus pés e um pouco de lado. Levanta a perna que não vai ser esticada, de modo a que não impeça os movimentos da outra. A perna que vai ser exercitada desloca-se para baixo da outra, até à linha média do corpo. O joelho deve ficar esticado. Este exercício deve também ser repetido 10 vezes em cada perna. (fig. 6)

                                       

 
                                        Cotovelos e Punhos

    Nos estágios iniciais e intermediários da Distrofia Muscular de Duchenne é raro que estas articulações tenham algum comprometimento. Entretanto, quando a criança ficar mais tempo na cadeira de rodas é importante iniciar o alongamento destas articulações para evitar a rigidez articular. Todos os exercícios devem ser realizados 10 vezes em cada lado.

                                            

    a) O braço fixa-se firmemente com uma mão, enquanto que com a outra mão se mantém a mão da criança com a palma virada para cima. Depois, estica-se suavemente o cotovelo para baixo (fig. 7).  

    b) Os movimentos de rotação do braço, embora não sejam muito amplos, são muito importantes porque permitem levar a mão à boca ou alcançar objetos com mais facilidade. Para preservar estes movimentos. sustenha o braço como no exercício anterior (a), mas agora, com a outra mão, dê a mão à criança, com os dedos esticados. Gire de modo que a palma da mão fique ora para cima, ora para baixo, mantendo o ombro fixo.

    c) O punho estira-se agarrando o antebraço com uma mão. Coloque a palma da sua outra mão contra a palma da mão da criança, empurrando o punho para trás. Deve procurar manter os dedos esticados, pois, se estiver com o punho fechado, desaparece a ação de alongamento dos tendões.

                                                     

Ombros

    Quando se vestir é importante fazer o movimento completo do ombro com elevação do braço acima da cabeça procurando manter o ombro paralelo a cabeça.

                                           

Órteses noturnas

    Como o nome sugere são acessórios utilizados a noite para ajudar na prevenção das contraturas. Eles podem ser feitos de vários materiais. Ele é necessário só para os tornozelos e se iniciam após os dedo do pé até abaixo do tornozelo. É necessário que sejam feitos sob medida, que sejam confortáveis e de baixo peso.

   Trabalhos mostram que o uso de órteses noturnas associado a exercícios de alongamento é a forma mais eficaz de retardar o desenvolvimento de contraturas. Não substituem os exercícios de alongamento e são úteis antes do aparecimento de contraturas.

                                             

Correções da Postura

    Por causa das fraqueza muscular os portadores de Duchenne passam a adotar posições viciadas (fig. 8). É extremamente importante que se procure corrigir estas alterações de postura.

                                               

                                      

Sentado

    Quando estiver sentado os pés devem ficar a 900. O assento da cadeira deve ser firme e não demasiadamente largo. As costas da cadeira devem ser firmes e planas, mas confortáveis, inclinadas no máximo a 100 além do angulo reto (900). A profundidade do assento deve ser equivalente ao tamanho da nádega de modo que o paciente não fique sentado com  parte da nádega. Os braços da cadeira devem estar a uma altura que permitam que a criança descanse os cotovelos, sem ter que encolher os ombros. Por vezes almofadas são necessárias para melhorar a adaptação da cadeira.  Quando sentada a criança deve distribuir o peso entre ambas as nádegas. Muitas vezes uma cunha é necessária para ser colocada entre os joelhos para manter a posição. A escolha correta da cadeira é essencial para o bem estar da criança, tendo em conta que esta deverá adaptar-se às diversas fases da doença. Atenção precoce a estes cuidados contribui para prevenir as contraturas e a escoliose (desvio da coluna).

                                               

    É importante movimentar o joelho em linha reta da melhor maneira possível tendo o cuidado de observar se a criança não está se inclinando para trás (figs. 10 e 11).

                                               

                                               

    Este exercício pode ser realizado com mais intensidade se a perna for mantida extendida  até a contagem de 10. Repita 20 vezes com um descanso de 30 segundos em cada tentativa.

    Tendo conseguido  estes movimentos o exercício pode se realizado com a colocação de um  peso (saco de 1Kg de arroz ou açúcar) (fig.12). É muito importante ressaltar que os exercícios contra resistência ou peso não devem ser feitos se a criança não é capaz de esticar o joelho completamente. 

                                               

                                                

Deitado de Lado

    A criança deita-se de lado (podendo-se colocar uma almofada atrás das costas para dar mais suporte, se necessário). Com as pernas juntas e esticadas, levantar a perna para cima e para trás, afastando-se o mais possível da perna que fica sobre a cama (fig. 12). 

                                               

    Deve repetir 10 vezes. Este exercício pode ser dificultado se, quando a perna estiver mais afastada, se mantém assim enquanto se conta até cinco. Depois, a criança vira-se para o outro lado e repete o exercício com a outra perna 10 vezes.

                                                   Deitado de Bruços

    a) Primeiro uma perna e depois a outra é elevada acima da altura do quadril. Atenção deve ser dada para que a perna se eleve e não somente gire. Repetir o exercício 10 vezes. (fig.14)

                                               

    b) Na mesma posição, elevar cada braço para cima, com o cotovelo esticado. Repetir 10 vezes para cada braço.

                                                Deitado de costas

    Tentar sentar sem usar os braços (que devem estar dobrados atrás do tórax). O queixo deve estar dobrado de modo que pareça que o paciente rolou para cima. Repetir 5 vezes. Há duas maneiras de realizá-lo:

    a) os pés e as mãos podem ser segurados para auxiliar mas deve-se ter certeza que a criança faz o máximo de esforço que ele pode (fig 15); não o puxe  para cima apenas.

                                               

     b) Pode iniciar-se o exercício sem estar completamente deitado, colocando almofadas por trás das costas e da cabeça. 

                                                Sentado no chão ou em uma superfície dura 

                                               

       Apoiado sobre as mãos, tentar elevar as nádegas do solo. Quando não conseguir, colocar uns livros sob as mãos (fig 16). Este exercício deve repetir-se 5 vezes.

                                               

Exercícios de Resistência Global                                     

    Os exercícios anteriores tem como finalidade reforçar alguns grupos musculares, especialmente os dos quadris e joelhos. No entanto, nos movimentos do dia-a-dia, usamos combinações de músculos que trabalham ao mesmo tempo, como, por exemplo, quando andamos ou quando nos sentamos. Frequentemente fazemos movimentos de rotação (girar). Os exercícios das figuras 17 e 19 são especialmente úteis para os músculos das pernas e dos braços. A resistência que se oferece não deve impedir que a criança faça os movimentos completos

                                                Pernas

                                               

    Neste exercício, levanta-se a perna e empurra-se para o ombro do lado oposto (fig. 17). Então, pede-se ã criança que empurre a sua perna para voltar a ficar esticada. O joelho deve-se manter sempre esticado. Repetir o exercício 10 vezes em cada perna.

                                                Braços

                                               

    Manter cruzado o braço da criança, como se fosse para tocar na orelha do lado oposto. Pede-se que a criança empurre o seu braço para fora e para baixo, de modo a voltar para junto do corpo (fig. 18). Repetir 10 vezes em cada braço. 

    Os exercícios devem ser feitos todos os dias, mas sem criar ansiedade na criança. Ë importante manter a sua confiança, fazendo os exercícios como se fosse um jogo e apontando os resultados obtidos. Além destes exercícios, a atividade física em geral e o desporto podem ajudar a manter a forma física o maior tempo possível. A natação em piscina aquecida é o esporte ideal. É igualmente útil, quando há força suficiente, andar a cavalo ou andar de bicicleta.

              Quanto devemos fazer? Quanto estamos fazendo demasiadamente demais?

    Estas são ansiedades naturais. Exercícios, como todo treinamento nunca deve ser feito ao ponto de fatiga, mas é muito improvável que você possa induzir sua criança a fazer exercícios em excesso. Os exercícios sugeridos são considerados apropriados e são fáceis de fazer mas
há outras maneiras de se conseguir o mesmo alvo. É importante recordar que quando a doença progride  os exercícios devem ser realizados mais suavemente, mas você saberá avaliar bem  porque você convive com a criança a cada dia. 

    Nos capítulos anteriores foi ressaltada a importância da rotina na realização dos exercícios mas elas devem ser adaptadas a atividade de cada criança e ao estilo de vida de cada família. Como toda rotina ela pode ser modificada.

                           

Exercícios Respiratórios

    Quando inspiramos a caixa torácica se alarga e o ar penetra nos pulmões ocupando o espaço extra criado. Quando expiramos os músculos relaxam e a elasticidade do pulmão empurra o ar para fora. Os músculos expiratórios são usados quando forçamos o ar para fora, como na tosse. Os músculos respiratórios são afetados em fases mais avançadas da doença.

                           

Treinamento dos Músculos Inspiratórios

       Treinamento pode ser realizado com equipamentos simples e baratos. É uma maneira simples de incentivar respirações profundas e geralmente as crianças apreciam a utilização destes dispositivos.

                            

Respiração Profunda

      A criança deve estar comodamente semi-sentada, com sob a cabeça e os ombros. Os joelhos devem ficar dobrados(fig. 19). 

                            

     O ajudante deve colocar as mãos de tal forma que os dedos fiquem virados para as costas e, suave mas firmemente, apertar a parte mais inferior da caixa torácica (a parte mais baixa do peito). Pede-se então a criança que encha o peito de ar o máximo que puder, tentando empurrar, com as costelas, as mãos do ajudante. Deve tentar manter o ar nos pulmões durante vários segundos. Repetir 10 vezes

                                Drenagem Postural

    Muitas crianças não conseguem eliminar secreções respiratórias, especialmente quando estão resfriadas. A drenagem postural é de muita utilidade. Faz-se uma cunha com almofadas duras ou com cobertores. A criança coloca-se de barriga para baixo sobre essa cunha, de modo a que o peito fique inclinado para baixo cerca de 45º (fig. 20).

                               

    Deve permanecer nesta posição cerca de 10 a 20 minutos. Durante esse tempo, pedir-lhe para respirar profundamente. Deve fazer um intervalo entre cada respiração, para não ficar com tonturas. 

    Esta posição baixa da cabeça é inadequada para crianças mais velhas. A posição da figura 19 pode ser usada com a criança deitada de lado com apoio de um travesseiro.

                               

Tosse Estimulada

    Também é útil para eliminar as secreções pulmonares. Pode fazer-se enquanto faz-se  a drenagem postural, como demonstrado acima, ou então com a criança sentada, inclinada para a frente. Orienta-se a criança para que respire profundamente algumas vezes e depois que tussa. Isto ajuda a eliminar as secreções mais espessas desde a parte mais profunda dos pulmões até à garganta, para serem cuspidas. Depois de ter tossido 2 ou 3 vezes, deve descansar e respirar normalmente por algum tempo. Deve repetir-se várias vezes, intercalando períodos de respiração profunda. Se um dos pais ou ajudante apertar fortemente as costelas com as suas mãos, enquanto ela tosse, ajudará o esforço da criança. Este procedimento deve ser realizado após orientação de um fisioterapeuta.

                               

Parada da Deambulação

    A parada da deambulação ocorre quando a fraqueza muscular progride mas pode ser precipitada por doenças debilitantes, fraturas, etc. Numa etapa inicial a criança necessitará de auxílio para deambular grandes distâncias e manter a deambulação em casa. O uso de órteses e cirurgias ortopédicas podem ser necessárias para prolongar a deambulação.

 

ATENÇÃO - Esta é uma tradução livre do guia "Parent´s Guide to the Physical Management of Duchenne Muscular Dystrophy" de Sylvia Hyde do Grupo de Distrofia Muscular da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Muitas crianças portadoras de Distrofia Muscular de Duchenne  no Brasil não fazem fisioterapia e muitos pais não tem noção de como poder auxiliá-las. Este guia está disponível em outros sites e muitos pais tem dificuldade em utilizá-lo, daí a intenção de colocá-lo no site. 

ATENÇÃO - Não é intenção do site em desrespeitar direitos autorais. Se alguém se sentir prejudicado com esta tradução ela será retirada imediatamente do site.

ATENÇÃO - Este guia não substitui a necessidade de acompanhamento por profissionais especializados. 

Pesquisadores da University College of London, no Reino Unido, identificaram anticorpos que bloqueiam o processo de desintegração das si...

Identificado anticorpo contra Mal de Alzheimer



Pesquisadores da University College of London, no Reino Unido, identificaram anticorpos que bloqueiam o processo de desintegração das sinapses do Mal de Alzheimer. Com isso, aumentam as esperanças de um tratamento capaz de conter o declínio cognitivo na fase inicial da doença.

O Alzheimer é uma doença que se caracteriza por depósitos anormais no cérebro de uma proteína beta-amiloide que induz à perda de sinapses, que são as ligações entre os neurônios. Os cientistas descobriram que anticorpos específicos, que conseguem bloquear a função da proteína DKK1, são capazes de suprimir completamente o efeito tóxico da beta-amiloide durante as sinapses.

Segundo Patricia Salinas, bioquímica na University College of London, a descoberta leva à possibilidade de se pensar um tratamento que integre a proteína DKK1. "Esta pesquisa identifica a DKK1 como um potencial alvo terapêutico para o tratamento da doença de Alzheimer. Mais importante ainda, estes resultados aumentam as esperanças de um tratamento e, talvez, da prevenção do declínio cognitivo precoce na doença de Alzheimer," completa a pesquisadora.

Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Neuroscience.

Pessoas que sofreram um derrame e recebem terapia física em casa podem se recuperar tão bem quanto aqueles que passam por reabilitação com...

Reabilitação de AVC pode ser feita em casa, diz estudo



Pessoas que sofreram um derrame e recebem terapia física em casa podem se recuperar tão bem quanto aqueles que passam por reabilitação com equipamentos de alta tecnologia, segundo pesquisa dos Estados Unidos.

O estudo também mostrou que pacientes que começam a tratar mesmo seis meses depois do AVC ainda podem melhorar a capacidade de andar, contrariando a ideia de que o tratamento é eficaz só no primeiro semestre depois da lesão.

Os resultados da pesquisa foram apresentados na última sexta-feira (11), em Los Angeles. É o maior estudo sobre reabilitação de AVC já feito nos EUA.

"Os resultados mostram que o tratamento mais caro não é superior ao tratamento de força e equilíbrio em casa", disse Walter Koroshetz, do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame, agência que financiou o estudo.

O estudo envolveu mais de 400 pacientes com qualquer deficiência grave ou moderada, divididos aleatoriamente em três grupos.

Os pesquisadores estudaram a eficácia do treinamento locomotor que envolve exercícios em uma escada rolante e a de um programa de exercícios feito em casa.

Depois de um ano, 52% dos participantes tinham melhorado a capacidade de andar. Não fez diferença se o paciente começou os exercícios dois ou seis meses depois o derrame.

Tetraplegia - Paralisia dos 4 membros secundários a lesão medular ao nível da coluna vertebral cervical. Paraplegia - Paralisia dos membr...

Diferença entre tetraplegia e paraplegia


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Tetraplegia - Paralisia dos 4 membros secundários a lesão medular ao nível da coluna vertebral cervical.

Paraplegia - Paralisia dos membros inferiores secundária a lesão medular ao nível da coluna vertebral tóraco-lombar.


As causas mais freqüentes de lesão medular são os traumatismos, os processos tumorais e as infecções. Os traumatismos que mais atingem a medula espinhal são aqueles produzidos em acidentes de automóveis, ou mergulho em águas rasas. O nível em que há a lesão do 4. Segmento da medula torácico, do umbigo para baixo - lesão do 12. Segmento da medula torácico e etc.

Existem adaptações, algumas confeccionadas pelo próprio terapeuta ocupacional, que possibilitam maior desempenho funcional e independência do deficiente, daí ser fundamental a atuação do profissional terapeuta ocupacional em seu processo de reabilitação, valorizando e reforçando o potencial funcional dos deficientes.


Cuidados

A lesão medular impede a passagem dos impulsos voluntários do cérebro para a musculatura e das sensibilidades cutâneas até o cérebro. O controle voluntário da bexiga e intestino também estarão prejudicados levando a quadros de incontinência e posteriormente, retenção de urina e fezes.

Os cuidados com a pele são muito importantes para evitar formação de escaras (feridas) nos locais de contato diário entre colchão e proeminência ósseas, devem ser usados colchões de água e assentos especiais, nestes casos a higiene corporal é extremamente importante.


Os paraplégicos podem dirigir automóveis desde que sejam adaptados às suas deficiências e autorizados pelo Detran. Os pacientes com lesão medular (tetraplégico ou paraplégico) necessitarão de carros e cadeiras especiais para diminuir suas dependências e evitar complicações cutâneas e/ou osteo-musculares.

O tratamento do paciente lesado medular está diretamente ligado á causa básica; compressões por fraturas ou luxações, quase sempre são submetidos a trações e posteriormente cirurgias. Processos tumorais intra raqui, precisa, ser extirpados. Doenças infecciosas, respondem bem às medicações específicas para o agente agressor (antibióticos).

A fisioterapia é extremamente benéfica ao paciente e todos os lesados medulares terão que ser submetidos a sessões de fisioterapia motora.

Os cuidados com a alimentação e ingestão de líquidos também melhoram o funcionamento de intestino e bexiga, permitindo ao doente ter uma prévia de quando irá defecar ou urinar.


Equipamentos especiais

Paraplégicos e tetraplégicos, em menor ou maior grau, em geral precisa de alguns equipamentos especiais: cadeira de rodas; cadeira higiênica com acento para banho e para as necessidades fisiológicas; coletor de urina; apoio macio para os cotovelos (caso dos tetraplégicos) - que evitam ferimentos (escaras).
A cadeira ideal precisa ser leve e resistente, como as fabricadas com alumínio, carbono ou titânio, materiais leves que dão durabilidade ao equipamento. Também deve ser fácil de dobrar.

Técnicas Neuromusculares Modernas é uma introdução completa e necessária aos principais métodos manuais para o tratamento da do...

Técnicas Neuromusculares Modernas


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  • Técnicas Neuromusculares Modernas é uma introdução completa e necessária aos principais métodos manuais para o tratamento da dor musculoesquelética.
    Este livro apresenta um método eficiente e comprovado de manipulação de tecidos moles envolvendo o emprego do polegar e dos outros dedos, que podem ser usadas na avaliação e no tratamento da disfunção miofascial para melhorar o funcionamento geral, aliviar tensão muscular e, mais especificamente, ajudar na eliminação da atividade de ponto-gatilho miofascial.
  • Além disso, o livro
  • Permite a identificação rápida e precisa da disfunção do tecido mole local;
  • Apresenta uma lista acessível de opções de tratamento para todos os terapeutas corporais;
  • Detalha as versões européia e americana das TNMs;
  • Oferece conexão entre as abordagens corporal e de acupressão por meio da análise e da comparação dos principais sistemas reflexos utilizados no trabalho com o corpo.
  • Editora: Manole
  • Autor: LEON CHAITOW
  • ISBN: 9788520410714
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 200
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Código de Barras: 9788520410714

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Dentro da neurologia, estudamos o desenvolvimento das células nervosas, desenvolvimento do cérebro, bem como a medula que se encontra dent...

Cuidados neurológicos em crianças


Dentro da neurologia, estudamos o desenvolvimento das células nervosas, desenvolvimento do cérebro, bem como a medula que se encontra dentro do canal medular a chamada coluna. O tecido nervoso cresce de maneira intensa dentro do útero. Um embrião, possui metade do seu tamanho formado pela cabeça aos 2 meses de vida intra-uterina. Com o tempo a velocidade de crescimento do tecido nervoso vai diminuindo. Aos 5 meses de vida intra-uterina a cabeça representa 1/3 do comprimento do bebe; já ao nascer a cabeça representa 1/4 deste comprimento. Nos primeiros anos ainda este tecido cresce mais rapidamente e entre 8 e 12 anos o tamanho da cabeça é praticamente o mesmo da vida adulta. Um fato interessante é observarmos como um chapéu que usamos aos 12 anos, entra corretamente na nossa cabeça, de adultos.

 O fato de haver um crescimento muito rápido até os dois anos de idade, mostra a importância negativa que lesões que surjam neste período etário(de idade) possam ter para o resto da vida. Este fato também mostra porque os pediatras costuma em todas as consultas, pelo menos no primeiro ano de vida, medir a circunferência da cabeça. Um aumento exagerado ou a falta de aumento poderá significar lesão que necessita tratamento. Dentre as patologias as mais freqüentes nas crianças são as convulsões, na maioria dos casos acompanhando quadro febril e nos primeiros 2 anos de vida.

As convulsões que surgem após os 6 anos costumam ter um prognóstico pior, podendo ser devido a outras patologias e não apenas pela elevação da temperatura.

A dor de cabeça ao acordar e na presença de vômitos matinais, necessita de investigação urgente.

O aparecimento de estrabismo em criança que não o possuía pode ser sinal de alteração cerebral ou apenas de nervos dos músculos motores(fazem a movimentação) dos olhos.

As meningites e encefalites costumam causar grandes transtornos nos primeiros anos de vida, necessitando tratamento correto e rápido. Costumam surgir com dor de cabeça vômitos ao acordar, dores nos músculos do pescoço, dores na movimentação dos olhos entre outros sintomas.

Todo sinal duvidoso deverá ser comunicado imediatamente ao seu pediatra, principalmente durante períodos de aumento da incidência destas meningites.

Nesta sessão iremos sempre abordar um assunto de interesse para a população leiga, para que ela possa desconfiar de problemas que possam surgir.

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