UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA. É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR! EM 2010, ES...

Feliz 2010...


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UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA.

É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR!

EM 2010, ESTAREMOS AQUI, INFORMANDO E APRENDENDO CADA VEZ MAIS.




Caro colega atuante na área da Fisioterapia Neurofuncional,   Fundada em 16 de outubro de 2009, a Associação Brasileira de Fisioterapia Neur...

Abrafin - Associação Brasileira de Fisioterapia Neuro funcional


Caro colega atuante na área da Fisioterapia Neurofuncional,
 
Fundada em 16 de outubro de 2009, a Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN) chega ao final de 2009 com o seu site no ar. No site você poderá se cadastrar para se associar e receber as informações referentes a cursos, congressos e ações da ABRAFIN.
 
Construído dentro do maior espírito de transparência, no site da ABRAFIN será possível ter acesso ao estatuto e à ata de fundação. Além disso, ele será o veículo principal de veiculação de toda a comunicação com os sócios.

O site contém o video da assembléia de fundação da ABRAFIN, bem como a lista de sócios fundadores e as recentes ações da Associação.
 
Venha nos visitar: www.abrafin.org.br
 
A ABRAFIN espera sua visita e deseja você e a toda a sua família um Natal feliz e um 2010 cheio de saúde e paz para poder construir as muitas vitórias de que este Ano Novo será feito!!!!

Boas Festas!
 
ABRAFIN

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina t...

Doença de Parkinson curada com maconha?



Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina testam o canabidiol -uma das 400 substâncias encontradas na maconha- para tratar males como a doença de Parkinson, fobia social e sintomas psicóticos da esquizofrenia.

Um trabalho publicado em novembro traz resultados promissores para controlar efeitos adversos do tratamento do Parkinson. Seis pacientes receberam cápsulas de canabidiol em associação ao remédio contra a doença durante um mês.

"Os parkinsonianos apresentaram melhora nas alterações de sono e nos sintomas psicóticos e tiveram maior redução dos tremores", diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da faculdade e um dos pesquisadores.

Outro estudo com dez pacientes, que será publicado em 2010, demostrou que o canabidiol tem efeito ansiolítico contra a fobia social, que gera sintomas como medo de falar em público. Os voluntários receberam a substância uma hora e dez minutos antes de um teste que leva à ansiedade e placebo, para comparar os resultados.

Por causa desses efeitos, pacientes costumam procurar a erva, ainda que sem conhecer as propriedades dos compostos específicos, para se sentirem melhor. Estudos mostram que veteranos de guerra consomem mais maconha, assim como pessoas com transtornos psiquiátricos, em comparação com a população em geral.

"Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo e com mania dizem que podem ouvir do médico os melhores argumentos para pararem de usar maconha, mas não vão parar porque se sentem nitidamente melhor. Mas é obviamente desaconselhável o uso não terapêutico da erva, porque pode piorar os sintomas psicóticos. É um paradoxo, porque as substâncias podem ajudar a tratar problemas, mas quem fuma não sabe o que está inalando, desconhece a proporção dos compostos", diz Crippa.

Dificuldades

No Brasil, não há autorização para o uso terapêutico de nenhuma substância derivada da Cannabis sativa (nome científico da maconha). Mas em outras partes do mundo tanto o canabidiol quanto o TCH (delta 9 tetrahidrocanabinol) -os compostos derivados da erva mais estudados- são utilizados para tratar também dores neuropáticas, náusea e vômito causadas por quimioterapia e esclerose múltipla.

Eles são disponíveis em forma de cápsulas, spray bucal e adesivo e podem ser inalados -em alguns estados dos EUA, pacientes são autorizados a fumar maconha com teores mais elevados de TCH para tratar algum problema.

Elisaldo Carlini, psicofarmacologista e diretor do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Unifesp, afirma que é muito difícil importar o material necessário para pesquisas. "Em termos de lei, está tudo na estaca zero. Por aqui, não se reconhece a maconha como remédio de jeito nenhum", diz.

Para tentar organizar o estudo sobre o uso medicinal da maconha no Brasil, o Cebrid organizará em maio de 2010 um simpósio que reunirá pesquisadores, sociedades científicas e representantes do governo.

Pesquisadores defendem a criação da Agência da Cannabis Medicinal, uma exigência da ONU para que um país possa usar clinicamente os medicamentos à base de derivados da erva. A agência seria vinculada ao Ministério da Saúde.

"Não tenho nenhuma dúvida de que a maconha é importante. No passado, foi considerada um dos principais produtos para combater dores miopáticas, chamavam-na de divindade da neurologia. Mas não se pode usar a torto e a direito sem indicação médica. O controle é importante", afirma Carlini.

Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a pa...

Um grande natal para você e sua família



Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a paz, amor, felicidade e saúde que você merece.

A Chakalat.net continuará trabalhando para trazer fatos e informações sobre o seu assunto favorito.

Muita paz e amor!!!

A medula espinal fica dentro da coluna vertebral e funciona como se fosse um emaranhado de fios elétricos que levam informações do cérebro...

O PAPEL DA FISIOTERAPIA NA RECUPERAÇÃO DA LESÃO MEDULAR



A medula espinal fica dentro da coluna vertebral e funciona como se fosse um emaranhado de fios elétricos que levam informações do cérebro para o restante do corpo e vice-versa.

Quando a medula espinal sofre algum tipo de lesão, devido, por exemplo, a um acidente automobilístico, a uma queda ou ferimento por arma, as informações que deveriam sair do cérebro e chegar aos braços, às pernas, à bexiga e ao intestino não atingem o seu objetivo ou chegam de forma diferente, como é o caso da personagem Luciana, vivida por Aline Moraes na novela "Viver a Vida", que, após sofrer um acidente no ônibus que viajava, fica tetraplégica.

O paciente pode ter comprometimento de seus movimentos - paraplegia ou tetraplegia -, perder o controle voluntário sobre as fezes e a urina, apresentar alterações nas funções sexuais, ter dificuldade de permanecer na posição sentada sem apoio nas costas, dentre outras alterações.

O acompanhamento desse paciente por uma equipe interdisciplinar - formado por fisioterapeuta, educador físico, médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, nutricionista, em alguns casos o fonoaudiólogo, dentre outros - é de extrema importância em sua vida e em sua recuperação.

Vale lembrar que a família e os amigos mais próximos também merecem atenção por parte da equipe de saúde, pois a lesão medular é uma situação que acarreta mudanças drásticas na vida do paciente e, consequentemente, na vida das pessoas ligadas a ele.

Medo, angústia, desespero, depressão, necessidade de mudança em seus planos e em seus sonhos são sentimentos que esses pacientes e seus familiares experimentam, a partir do momento em que recebem a notícia da lesão medular.

Sabe-se que as sequelas podem ser diferentes de paciente para paciente, tudo depende da forma como a medula de cada pessoa foi lesada. A recuperação dos pacientes também é completamente distinta em cada caso.

A Fisioterapia é parte essencial e totalmente indispensável no tratamento deste tipo de lesão. O fisioterapeuta avalia e reavalia o paciente constantemente e, conforme as suas necessidades, traça um programa de tratamento específico.

Por meio da Fisioterapia realiza-se a prevenção de úlceras de pressão ou de escaras - feridas que podem acometer pessoas com alteração de sensibilidade e de movimentação -, também se preveni complicações, como os encurtamentos musculares e a rigidez articular.

Por meio de técnicas específicas, também é possível estimular o potencial remanescente do sistema nervoso do paciente, no sentido de recuperar os seus movimentos, controlar o seu equilíbrio corporal, além de tentar fazer com que o paciente possa voltar a andar.

Os exercícios estimulam ao máximo a autonomia do paciente, ajudando-o a retomar as suas atividades da vida diária - se vestir, se alimentar e se higienizar. Quando não é possível que o paciente faça determinada atividade de forma completamente independente, o fisioterapeuta tenta adaptar essa atividade para que se faça com a menor ajuda possível.

A Fisioterapia ainda pode contribuir, por meio de técnicas específicas, com a melhora da função sexual desses pacientes, a melhora da qualidade da ereção peniana e uma maior facilidade para a movimentação durante o ato sexual.

As pesquisas científicas com células tronco, chips e estimulação elétrica são extremamente importantes e promissoras, mas não dispensam a Fisioterapia. Ao contrário, é o complemento necessário para o sucesso do tratamento.

Por falar nisso, as pessoas costumam acreditar que o sucesso só ocorre quando o paciente volta a andar como antes de sofrer a lesão medular. É claro que o "andar" é fundamental, mas não se pode esquecer que esses pacientes têm vários outros problemas que, muitas vezes, os incomodam até mais, como a incontinência urinária, não poder sentir o carinho da pessoa amada ou até a dificuldade para se locomover com cadeira de rodas numa cidade como São Paulo.

Há quase seis anos, uma das pessoas que mais amo em minha vida - o meu irmão - sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégico. Já trabalhava com lesados medulares há muitos anos e, quando isso aconteceu, mesmo assim, sofri e ainda sofro junto com a minha família as consequências que a lesão medular pode trazer. Confesso que aprendi e que continuo aprendendo o dia-a-dia com essa situação. O meu irmão tem me ajudado a aprimorar o meu conhecimento e o meu espírito.

Mas, voltando a falar em sucesso, tenho o meu irmão como exemplo a ser seguido e divulgado. Mesmo sem ter recuperado os seus movimentos completamente (ele continua tetraplégico), faz inúmeras atividades: trabalha, dá aulas - é professor de educação física e policial militar reformado -, dirige, concluiu duas pós-graduações após a sua lesão, pratica esportes radicais, atualmente é campeão brasileiro de Rugby para tetraplégicos, faz natação e atletismo adaptados e participa do Conselho Municipal de Atenção à Pessoa Deficiente em Vinhedo

Aspectos importantes para a avaliação neurológica do paciente . Avaliação do nível de consciência – Respostas aos estímulos verbais e do...

Avaliação Neurológica do Paciente em UTI




Aspectos importantes para a avaliação neurológica do paciente

. Avaliação do nível de consciência – Respostas aos estímulos verbais e dolorosos;

· Estado de alerta – Ativo, responde apropriadamente aos mínimos estímulos, perceptível ao meio;

· Letárgico – Lento ao falar, responde aos estímulos tátil e verbal, podendo apresentar confusão mental;

· Estado de obnubilação – Resposta lenta aos estímulos sensoriais profundos (dolorosos). A resposta pode ser verbal, com poucas palavras que não fazem sentidos;

· Estado de torpor – Não ocorre resposta verbal ao estímulo doloroso profundo, podendo apresentar movimentos inespecíficos;

· Estado de coma – Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado.



Tipos do Coma

· Neurológico – Pode decorrer de patologias como: AVC, TCE, tumores cerebrais, etc.

· Metabólico – Pode ser denominado de acordo com a patologia causadora ex: coma diabético, coma hepático, coma urêmico.

Classificação do Coma

. Grau I ou Vigil – O paciente mantém resposta à dor, reflexos e sinais vitais presentes;

. Grau II ou Leve – A resposta à dor está ausente, no entanto, os reflexos e sinais vitais estão presentes;

. Grau III ou Profundo - A resposta à dor e os reflexos estão ausentes, sinais vitais presentes;

. Grau IV ou Depassé – A resposta à dor, os reflexos e os sinais vitais estão ausentes.


Método de Avaliação Neurológica
Escala de Glasgow – utilizada internacionalmente para a avaliação neurológica, auxilia na determinação do prognóstico e na melhor interpretação do estado clínico do paciente.

Define o nível de consciência através da observação do comportamento baseando-se em um valor numérico.

Escala de Coma de Glasgow

Abertura Ocular
4 – Espontânea
3 – Comando Verbal
2 – à Dor
1 – Ausente

Melhor Resposta Motora
6 – Obedece a Comando
5 – Localiza Dor
4 – Retirada à Dor
3 – Flexão Anormal
2 – Extensão Anormal
1 – Sem Resposta

Melhor Resposta Verbal
5 – Orientado
4 – Desorientado
3 – Palavra Desconexas
2 – Sons Incompreensíveis
1 – Sem Resposta

Os valores fornecidos pelo somatório dos três indicadores da escala variam de 3 a 15. O total de 15 pontos indica um indivíduo neurofisiologicamente normal no que se refere ao nível de consciência.

Paciente é considerado comatoso quando não obedece às ordens, não emite palavras, não abre os olhos.


Avaliação das Pupilas

Observa-se o tamanho, simetria e reatividade pupilar à luz. As alterações das pupilas são geralmente encontradas no coma devida lesão cerebral.

Avaliação dos Reflexos:

. Oculocefálico – Realiza um giro horizontal da cabeça para um lado, ocasionando desvio conjugado do olhar para o lado oposto, isto mostra que não há lesão cerebral, se forem observados movimentos oculares assimétricos, desconjugados ou ausentes são indicativos de lesão cerebral.

. Oculovestibular – Consiste na irrigação de água gelada em cada ouvido com a cabeceira do leito a 30º. No paciente acordado a resposta é a presença de nistagmo, na presença de lesão cerebral ocorre um desvio dos olhos para o lado que está sendo irrigado ou ausência de reação.

. Sinais de Barbinsk – Está presente em grande parte das lesões neurológicas. Faz-se uma fricção na planta do pé, ocorrendo a dorsoflexão do 5º dedo e abertura como leque dos outros dedos.


Avaliação de Respostas Motoras
Utiliza-se estímulo verbal ou doloroso. (leito ungueal).

O paciente pode apresentar reação aos estímulos em todos os membros apresentando força normal, paresia, plegia, postura de decorticação (o paciente flete os membros superiores e estende os inferiores, representa lesão cerebral), postura de descerebração (o paciente estende tanto os membros superiores como inferiores, representa lesão neurológica grave) e arreflexivo (sem responder a qualquer estímulo).


Avaliação do Padrão Respiratório
Realizada através da observação da freqüência, do ritmo e da amplitude da respiração.

Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica, o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos, mas com maior ...

Exame Físico na Neurologia



Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica, o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos, mas com maior atenção no sistema nervoso. São examinados os nervos cranianos, os nervos motores, os nervos sensoriais e os reflexos, assim como a coordenação, a postura, a marcha, a função do sistema nervoso autônomo e o fluxo sangüíneo cerebral.

Nervos Cranianos

O médico examina a função dos 12 pares de nervos cranianos, que estão diretamente conectados ao cérebro. Um nervo craniano pode ser afetado em qualquer ponto de seu trajeto em decorrência de lesões, tumores ou infecções e, por essa razão, é necessário que seja determinada a localização exata da lesão.

Teste dos Nervos Cranianos

Numeração dos Nervos Cranianos
Nome
Função
Teste

 
I
Olfatório
Olfato
  Itens com odores muito específicos (p.ex., sabão, café e cravo) são colocados junto ao nariz do indivíduo para serem identificados  

 
II
Óptico
Visão
  É testada a capacidade de ver objetos próximos e distantes e de detectar objetos ou movimentos com os cantos dos olhos (visão periférica)  

 
III
Oculomotor
  Movimentos dos olhos para cima, para baixo e para dentro   É examinada a capacidade de olhar para cima, para baixo e para dentro. É observada a presença de queda da pálpebra superior (ptose)  

 
IV
Troclear
  Movimentos dos olhos para baixo e para dentro   É testada a capacidade de movimentar cada olho de cima para baixo e de dentro para fora  

 
V
Trigêmeo
  Sensibilidade e movimento faciais   São testadas a sensação de áreas afetadas da face e a fraqueza ou paralisia dos músculos que controlam a capacidade da mandíbula de apertar os dentes  

 
VI
Abducente
  Movimento lateral dos olhos   É testada a capacidade de movimentar o olho para fora, além da linha média, seja espontaneamente ou enquanto o indivíduo fixa um alvo  

 
VII
Facial
 
Movimento facial
  É testada a capacidade de abrir a boca e mostrar os dentes e de fechar firmemente os olhos  

 
VIII
Acústico
 
Audição e equilíbrio
  A audição é testada com um diapasão. O equilíbrio é testado solicitando ao indivíduo que caminhe sobre uma linha reta, passo a passo  

 
IX
Glossofaríngeo
 
Função da garganta
  A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão. A capacidade de deglutição é testada. A posição da úvula (na região posterior e medial da garganta) é verificada, solicitando ao indivíduo que diga "ah-h-h"  

 
X
Vago
  Deglutição, freqüência cardíaca   A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão e se o indivíduo apresenta um tom de voz anasalado. A capacidade de deglutição é testada  

 
XI
Acessório
  Movimentos do pescoço e da parte superior das costas   É solicitado ao indivíduo que ele encolha os ombros para se observar a presença de fraqueza ou ausência de movimentos  

 
XII
Hipoglosso
  Movimento da língua   É solicitado ao indivíduo que mostre a língua para se observar a presença de um desvio para um lado ou outro  
 


Nervos Motores

Os nervos motores ativam os músculos voluntários (músculos que produzem movimento, como os músculos dos membros inferiores utilizados durante a marcha). A lesão de um nervo motor pode causar fraqueza ou paralisia do músculo por ele inervado. A falta de estímulo ao nervo periférico também causa deterioração e emaciação muscular (atrofia). O médico investiga a presença de atrofia muscular e, em seguida, testa a força de vários músculos, solicitando ao paciente que ele empurre ou puxe alguma coisa contra uma resistência.

Nervos Sensitivos

Os nervos sensitivos transmitem informações ao cérebro sobre a pressão, a dor, o calor, o frio, a vibração, a posição das partes do corpo e a forma das coisas. São realizados testes para se verificar a perda de sensibilidade na superfície do corpo. Geralmente, o médico concentra-se em uma área na qual o indivíduo sente adormecimento, formigamento ou dor, utilizando primeiramente um alfinete e, em seguida, um objeto com borda romba, para verificar se ele consegue perceber a diferença entre a picada e a pressão. A função dos nervos sensoriais também pode ser testada com a aplicação de uma pressão suave, de calor ou de vibração. A capacidade de discernir a posição é verificada solicitando-se ao paciente que feche os olhos e mova um dedo (de uma das mãos ou de um dos pés) para cima e para baixo, pedindo que ele descreva a sua posição.

Reflexos

O reflexo é uma resposta automática a um estímulo. Por exemplo, quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha, a perna flexiona. Esse reflexo patelar (um dos reflexos tendinosos profundos) fornece informações sobre o funcionamento do nervo sensitivo, sobre sua conexão com a medula espinhal e sobre o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. O arco reflexo segue um circuito completo, desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna, sem que haja envolvimento do cérebro. Os reflexos mais comumente testados são o reflexo patelar, um reflexo similar nos cotovelos e no tornozelos e o reflexo de Babinski, que é testado através da aplicação de um golpe firme precina borda externa da planta do pé com um objeto rombudo. Normalmente, os dedos dos pés encurvam, exceto nos lactentes com menos de seis meses de idade. Quando o hálux (dedão do pé) se eleva e os demais dedos se estendem e abrem lateralmente, isto pode ser um sinal de uma anomalia cerebral ou de nervos motores que vão do cérebro até a medula espinhal. Muitos outros reflexos podem ser testados para se avaliar funções nervosas específicas.

Arco Reflexo

O arco reflexo é a via que um nervo reflexo segue. Um exemplo é o reflexo patelar. 1. Uma percussão no joelho estimula receptores sensitivos, gerando um sinal nervoso. 2. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a medula espinhal. 3. Na medula espinhal, o sinal é transmitido do nervo sensorial ao nervo motor. 4. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo da coxa. 5. O músculo contrai, fazendo com que a perna se desloque para frente. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro.

Manual Merck - Saúde para a Família

Coordenação, Postura e Marcha

Para testar a coordenação, o médico solicita ao paciente que, em primeiro lugar, ele toque o próprio nariz com o dedo indicador. Em seguida, é solicitado ao paciente que ele toque o dedo do médico e, finalmente, que ele repita rapidamente essas ações. Pode-se solicitar ao paciente que ele toque o nariz primeiramente com os olhos abertos e em seguida com os olhos fechados. Em seguida, que ele fique em pé, parado, com os braços esticados e os olhos fechados e, finalmente, que ele abra os braços e comece a andar. Essas ações testam os nervos motores e sensoriais, assim como a função cerebral. Vários outros testes simples podem também ser realizados.

Sistema Nervoso Autônomo

Uma distúrbio do sistema nervoso autônomo (involuntário) pode causar problemas como a queda da pressão arterial quando o indivíduo fica em pé (hipotensão), a ausência de sudorese ou problemas sexuais (p.ex., dificuldade de ereção ou de sua manutenção). Novamente, o médico pode realizar uma série de testes como, por exemplo, a mensuração da pressão arterial com o indivíduo sentado e logo após ele colocar- se em pé.

Fluxo Sangüíneo Cerebral

Um estreitamento (estenose) grave das artérias que transportam o sangue até o cérebro coloca o indivíduo em risco de um acidente vascular cerebral. O risco é maior em indivíduos idosos ou hipertensos, diabéticos ou que apresentam doenças arteriais ou cardíacas. Para avaliar as artérias, o médico coloca um estetoscópio sobre as artérias do pescoço e verifica a presença de ruídos anormais (sopros) produzidos pelo sangue sendo forçado através de uma área estreita. Para uma avaliação mais acurada, é necessária a realização de exames mais sofisticados como, por exemplo, a ultra-sonografia com Doppler ou a angiografia cerebral.

Fonte: Manual Merck 

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Dentre as diversas especialidades Médicas, a Neurologia é uma área onde a Hidroterapia já é bastante difundida e seus resultados bastante co...

Hidroterapia na fisioterapia na neurologia



Dentre as diversas especialidades Médicas, a Neurologia é uma área onde a Hidroterapia já é bastante difundida e seus resultados bastante conhecidos. A questão mais frequente é: "quanto a Hidroterapia é apropriada para pacientes com doenças neurológicas?". 
A Hidroterapia é um meio efetivo e prático de reabilitação para aquelas pessoas que sofrem de condições neurológicas. 
Na Europa o uso da Hidroterapia no tratamento de lesões dos neurônios motores superiores e inferiores é muito difundido.

 Vantagens da Hidroterapia em Neurologia: 

Diminuição da descarga de peso; 
Estabilização de articulações; 
Propicia e ortostatismo e marcha; 
Estimula equilíbrio e coordenação; 
Previne contraturas musculares e deformidades; 
Favorece o aumento das amplitudes de movimento direta e indiretamente; 
Promove relaxamento muscular / diminuição do tônus; 
Diminui edemas e favorece o retorno venoso; 
Auxilia a ação de músculos fracos; 
Aumenta a força muscular; 
Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração e aumenta a capacidade vital; 
Estimula os movimentos; 
Restabelece e estimula as reações de endireitamento; 
Reeduca os padrões centralizados dos movimentos, que são rotacionais; 
Reeduca os padrões recíprocos de movimento; 
Trabalha padrões funcionais de movimento; 
Aumenta o condicionamento cardiovascular; 
Oferece oportunidade à recreação e socialização.

Contra-indicações da Hidroterapia em Neurologia: 

Fratura de base de crânio;
Incontinência intestinal urinária; 
Pacientes com pressão sanguínea alta, especialmente resultante de TCE; 
Pacientes com aneurisma; 
Pacientes com lesões abertas e drenantes; 
Pacientes com catéteres. 

A síndrome de  Down  é a alteração  cromossômica  mais conhecida.  Possui  características  próprias que são diagnosticadas ainda  intra ...

Fisioterapia na Sindrome de Down




A síndrome de Down é a alteração cromossômica mais conhecida. 

Possui características próprias que são diagnosticadas ainda intra-útero e é visível ao nascimento. A criança com síndrome de Downapresenta atraso no desenvolvimento neuromotor e cognitivo. 

A Fisioterapia atua na estimulação da aquisição das etapas do desenvolvimento neuromotor, mas é necessário o trabalho juntamente com uma equipe multiprofissional e interdisciplinar como médicos de diferentes especialidades (neurologistas, ortopedistas, cardiologistas, pneumologistasendócrinologista, entre outros); fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais;fonoaudiólogosnutricionistas; pedagogos; psicólogos; educadores físicos; professores especializados e principalmente da atuaçãoconstante da família. 

A família é o elo principal e mais forte que existe entre os profissionais e a criança com síndrome de Down.

A criança com síndrome de Down é capaz de desenvolver seu potencial motor e intelectual. Só precisa ser estimulada como qualquer outra criança para fazer parte da sociedade e ser uma pessoa ativa sócio economicamente.

A Paralisia Cerebral é definida como lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a altera...

Fisioterapia na paralisia cerebral



A Paralisia Cerebral é definida como lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a alterações da postura e do movimento permanente mas mutáveis. 

A Paralisia Cerebral pode ocorrer no período pré-natal (mal formação do cerebral, doenças como a rubéola, HIV entre outros) ; no período perinatal (durante o nascimento - circular de cordão, anóxia (falta de oxigênio no tecido nervoso),  hipóxia (diminuição de oxigênio para o tecido nervoso, entre outros) e no período pós-natal (quedas, acidentes automobilísticos; atropelamentos; semi-afogamento; espancamento, entre outros).

Existem vários tipos de distúrbios neurológicos e sensoriais que a criança com Paralisia Cerebral pode ter entre eles temos: distúrbios visuais, auditivos e de deglutição dependendo do tipo de sequela neurológica, ou seja do tipo de distúrbio motor apresentado.

A Paralisia Cerebral é classificada como quadriparesia quando a criança tem todo o corpo afetado e os membros superiores são os mais acometidos. 

Diparesia quando a criança tem todo o corpo afetado porém os membros inferiores são mais acomentidos. 

Hemiparesia quando metade do corpo é afetado sendo o membro superior mais acometido. Ainda podemos classificar a Paralisia Cerebral quanto ao tipo de tônus como: espástica; atetose, coreica, atáxica, hipotonica e mista (quando ocorre mistura dos diferentes tipos de tônus).

A Fisioterapia como parte da equipe multiprofissional tem papel fundamental na habilitação da criança. Os objetivos da Fisioterapia são adequação do tônus muscular; inibição dos reflexos patológicos (reflexo tônico cervical assimétrico; reflexo tônico cervical simétrico e reflexo tônico labirintico) e dos reflexos primitivos; para a facilitar a aquisição de posturas e de movimento mais coordenados, harmoniosos com pouco gasto energético, facilitando assim as atividades de vida diária.
A família tem um papel importantissímo no tratamento da criança, deve seguir as orientações dadas pelos diversos profissionais para que sua criança possa crescer e fazer parte da sociedade.

Para confirmar um diagnóstico sugerido pela anamnese, pela avaliação do estado mental e pelo exame físico, o médico pode solicitar exames ...

Exames e Procedimentos diagnósticos em Neurologia






Para confirmar um diagnóstico sugerido pela anamnese, pela avaliação do estado mental e pelo exame físico, o médico pode solicitar exames especiais.

Punção Lombar

Em uma punção lombar, é realizada a inserção de uma agulha no canal espinhal, o qual percorre o interior das vértebras, para se coletar uma amostra de líquido cefalorraquidiano. Geralmente, o procedimento não leva mais do que 15 minutos e não exige anestesia geral. Geralmente, o líquido cefalorraquidiano é transparente e incolor, mas pode apresentar alterações características de diversos distúrbios. Por exemplo, a presença de leucócitos (glóbulos brancos) ou de bactérias faz com que o líquido cefalorraquidiano apresente um aspecto turvo e sugere uma infecção cerebral ou da medula espinhal (p.ex., meningite, doença de Lyme ou outra doença inflamatória qualquer). Níveis elevados de proteínas no líquido cefalorraquidiano freqüentemente são um sinal de tumor da medula espinhal ou de um distúrbio agudo de nervos periféricos, como a polineuropatia ou a síndrome de Guillain-Barré. A presença de anticorpos anormais sugerem a esclerose múltipla. O nível baixo de glicose indica uma infecção das meninges ou, algumas vezes, um câncer. A presença de sangue no líquido cefalorraquidiano pode indicar uma hemorragia cerebral. Várias doenças, inclusive tumores cerebrais e as meningites, podem aumentar a pressão do líquido cefalorraquidiano.

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada (TC) é uma técnica de varredura computadorizada de análise de imagens radiográficas. Um computador gera imagens bidimensionais de alta resolução que assemelham-se a cortes anatômicos do cérebro ou de qualquer outro órgão que esteja sendo examinado. O indivíduo deve permanecer imóvel durante o procedimento, mas não deve se sentir desconfortável. Esse procedimento é capaz de detectar uma grande variedade de anomalias cerebrais e medulares com muita precina são, tendo revolucionado a prática da neurologia e melhorado enormemente a qualidade do tratamento neurológico. A tomografia computadorizada é utilizada não somente com fins diagnósticos de doenças neurológicas, mas também no controle da evolução do tratamento.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética (RM) do cérebro ou da medula espinhal é realizada colocando-se a cabeça ou todo o corpo do paciente em um espaço muito reduzido e gerando um campo magnético muito potente, o qual gera imagens anatômicas extremamente detalhadas. É um procedimento que não utiliza raios X e é extremamente seguro. A RM é melhor que a TC para a detecção de determinados problemas graves, como acidentes vasculares cerebrais prévios, a maioria dos tumores cerebrais, anomalias do tronco encefálico e do cerebelo e também a esclerose múltipla. Algumas vezes, para melhorar a qualidade das imagens, é realizada a injeção intravenosa de um contraste (uma substância que é nitidamente visualizada na RM). Os aparelhos de RM mais modernos podem mensurar a função cerebral através de processamentos computadorizados especiais das imagens geradas. As principais desvantagens da RM são o seu custo e a lentidão da obtenção de imagens (de 10 a 45 minutos). A RM não pode ser realizada em indivíduos que dependem de respiradores, que apresentam propensão à claustrofobia ou que portam um marcapasso cardíaco ou clipes ou próteses metálicas.

Ecoencefalografia

A ecoencefalografia gera uma imagem ultrassônica do cérebro de crianças com menos de dois anos de idade. O procedimento é simples, indolor e relativamente barato. Ele pode ser realizado à beira do leito e é útil para a detecção de hemorragias ou dilatações das câmaras existentes no interior do cérebro (hidrocefalia). A TC e a RM substituíram a ecoencefalografia nas investigações de crianças maiores e adultos.

Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons (TEP) usa emissores de pósitrons (um tipo especial de radioisótopos) para obter imagens das estruturas internas do cérebro e informações sobre o seu funcionamento. É injetada uma substância na corrente sangüínea, que se desloca até as estruturas cerebrais, permitindo mensurar a atividade cerebral. Por exemplo, essa técnica pode revelar qual parte do cérebro é mais ativa quando um indivíduo realiza operações matemáticas. A varredura da TEP também pode fornecer informações sobre a epilepsia, tumores cerebrais e acidentes vasculares cerebrais. Ela é utilizada principalmente na pesquisa.

Tomografia Computadorizada por Emissão de Fótons Isolados

A tomografia computadorizada por emissão de fótons isolados (SPECT) utilza radioisótiopos para obter informações gerais sobre a circulação sangüínea e a função metabólica do cérebro. Após serem inalados ou injetados, os isótopos radioativos são conduzidos ao cérebro. Uma vez no cérebro, a intensidade dos radioisótopos em diferentes regiões do cérebro reflete a velocidade da circulação ou a densidade dos receptores de neurotransmissores funcionantes que atraem os radioisótopos. A técnica não é tão precisa ou específica quanto a tomografia por emissão de pósitrons.

Angiografia Cerebral

A angiografia (arteriografia) cerebral é uma técnica utilizada para a detecção de anomalias dos vasos sangüíneos cerebrais, como uma dilatação arterial (aneurisma), inflamação (arterite), configuração anormal (malformação arteriovenosa) ou uma obstrução vascular (acidente vascular cerebral). Um contraste radiopaco, o qual é uma substância visível nas radiografias, é injetado em uma artéria que irriga o cérebro. O contraste revela o padrão do fluxo sangüíneo cerebral nas radiografias. A RM também pode ser modificada para mostrar o padrão do fluxo sangüíneo das artérias do pescoço e da base do cérebro, mas as imagens apresentam uma qualidade inferior às da angiografia cerebral.

Ultra-sonografia com Doppler

A ultra-sonografia com Doppler é utilizada principalmente para mensurar o fluxo sangüíneo seja através das artérias carótidas seja das artérias da base do cérebro, visando avaliar o risco de acidente vascular cerebral de um indivíduo. Em um monitor, essa técnica mostra as diferentes velocidades de fluxo sangüíneo em cores diferentes. A ultra-sonografia com Doppler é uma técnica indolor que pode ser realizada à beira do leito e é relativamente barata.

Mielografia

A mielografia é uma técnica através da qual uma TC ou uma radiografia da medula espinhal é realizada após a injeção de um contraste radiopaco, uma substância que é visualizada na imagem. A mielografia pode revelar anomalias no interior da coluna espinhal, como uma herniação discal ou um câncer. Quando a TC é utilizada, as imagens obtidas são extremamente nítidas. Atualmente, a mielografia tem sido amplamente substituída pela RM, que fornece maiores detalhes, é mais simples e mais segura.

Eletroencefalografia

A eletroencefalografia (EEG) é um procedimento simples e indolor no qual são instalados 20 fios (eletrodos) sobre o couro cabeludo para se acompanhar e registrar a atividade elétrica do cérebro. Os registros gráficos sob a forma de ondas permitem detectar alterações elétricas associadas à epilepsia e, algumas vezes, algumas doenças metabólicas raras do cérebro. Em alguns casos, como na epilepsia de difícil detecção, o registro é realizado durante um período de 24 horas. Caso contrário, o exame fornece poucas informações específicas.

Potenciais Evocados

Os potenciais evocados são indicações da resposta do cérebro a determinados estímulos. A visão, o som e o tato estimulam individualmente áreas específicas do cérebro. Por exemplo, uma luz intermitente estimula a região posterior do cérebro que percebe a visão. Normalmente, a resposta do cérebro a um estímulo é muito discreta para ser detectada em uma EEG. No entanto, as respostas a uma série de estímulos podem ser captadas por um computador – o qual calcula a média dessas respostas, que mostrará que esses estímulos foram recebidos pelo cérebro. Os potenciais evocados são particularmente úteis quando o indivíduo que está sendo examinado não consegue falar. Por exemplo, o médico pode testar a audição de um lactente através da verificação de uma resposta cerebral após um ruído. Os potenciais evocados podem revelar pequenas lesões do nervo óptico (o nervo que inerva os olhos) em um paciente com esclerose múltipla. Em um indivíduo com epilepsia, os potenciais evocados podem também revelar descargas elétricas anormais desencadeadas pela respiração profunda e rápida ou que ocorrem quando o indivíduo observa uma luz intermitente (tipo flash).

Eletromiografia

A eletromiografia é uma técnica na qual pequenas agulhas são inseridas em um músculo para registrar a sua atividade elétrica. Esta é visualizada em um osciloscópio e ouvida através de um um alto-falante. O músculo normal em repouso não produz atividade elétrica. No entanto, mesmo uma contração muscular discreta produz alguma atividade elétrica, a qual aumenta à medida que a contração tornase mais forte. Em doenças musculares, dos nervos periféricos e dos neurônios motores espinhais, a atividade elétrica é anormal. A velocidade com que os nervos motores transmitem os impulsos pode ser mensurada através de estudos da condução nervosa. Um nervo motor é estimulado com uma pequena carga elétrica para desencadear um impulso. Este percorre o nervo e, finalmente, atinge o músculo e faz com que ele contraia. Através da mensuração do tempo que o impulso leva para atingir o músculo, o médico pode calcular a velocidade do impulso. Mensurações similares podem ser realizadas para os nervos sensoriais. Se a fraqueza muscular for causada por uma doença muscular, a velocidade de condução nervosa permanece normal. Se ela for causada por uma doença neurológica, a velocidade de condução nervosa será mais lenta. A fraqueza apresentada pelos portadores da miastenia grave é causada por um defeito no ponto onde o impulso nervoso atravessa uma sinapse neuromuscular. Os impulsos repetidos transmitidos ao longo do nervo até o músculo acarretam um aumento da resistência aos neurotransmissores localizados na sinapse, resultando em uma resposta progressivamente mais fraca ao longo do tempo.

Aneurisma é dilatação da parede de artéria, que apresenta grande tendência a romper-se, causando hemorragia aguda. Quando situado em pared...

Aneurismas cerebrais e outras malformações vasculares cerebrais






Aneurisma é dilatação da parede de artéria, que apresenta grande tendência a romper-se, causando hemorragia aguda. Quando situado em parede de artéria cerebral, sua ruptura determina hemorragia cerebral com graves conseqüências. Malformação vascular cerebral é um conjunto de pequenos vasos arteriais e venosos dilatados, e com suas paredes muito finas, que podem romper-se e ocasionar hemorragia cerebral.

De acordo com as principais publicações médicas (listadas em anexo), em 43% dos casos de hemorragia por ruptura de aneurismas cerebrais, ocorre morte imediata ou nas primeiras horas. Em 16%, o paciente sobrevive, em estado de coma ou com grave lesão cerebral. Em 25% dos casos, os pacientes são levados à cirurgia (MacDonald RL, Weir B, 1996).

Dos pacientes operados, 73% apresentam bons resultados, 5,7% falecem e 21% desenvolvem seqüelas, ou seja, deficiências por lesão cerebral: alterações da consciência, afasia (perda da linguagem), hemiplegia (paralisa dos movimentos de metade do corpo) e outras menos freqüentes (Yasargil MG, 1984).

Essa taxa de complicações da cirurgia dos aneurismas cerebrais, observada nos grandes serviços de neurocirurgia da Europa e Estados Unidos, é semelhante a que ocorre no Serviço de Neurocirurgia do Hospital Madre Teresa. Segundo Yasargil (1984), 31,5% dos pacientes apresentam complicações neurológicas importantes.

Resumindo, a ruptura do aneurisma cerebral e malformações vasculares determinam, em muitos casos, graves lesões cerebrais, e a cirurgia, mesmo quando tecnicamente perfeita, pode desencadear várias complicações. Tudo isso faz com que o tratamento dessas malformações vasculares cerebrais sejam o maior desafio colocado ao neurocirurgião. Apesar dos grandes riscos da cirurgia do aneurisma cerebral, ela é indicada, porque os riscos inerentes à ruptura do aneurisma (aproximadamente 40%) são imensamente maiores que os riscos da cirurgia (aproximadamente 5%).

Os pacientes podem apresentar várias complicações diretamente relacionadas à manipulação do aneurisma e do cérebro. Essas complicações incluem: vasoespasmo (constrição da luz dos vasos cerebrais com conseqüente isquemia); paralisias por manipulação do cérebro; isquemia por obstrução de artérias cerebrais durante o processo de clipagem do aneurisma; clipagem insuficiente do aneurisma, permanecendo o risco de ruptura do mesmo; edema cerebral por manipulação cirúrgica do cérebro, com conseqüente alteração da consciência e paralisias; hematoma cerebral pós-operatório por ruptura de pequenos vasos por aumento da pressão arterial ao final da anestesia.

Complicações isquêmicas, e inúmeras outras, são relatadas na literatura e relacionadas ao tratamento neurocirúrgico dos aneurismas cerebrais. O Prof. Yasargil, maior autoridade mundial no tratamento cirúrgico dos aneurismas cerebrais, continua chamando atenção para o seu relato de 6% de complicações isquêmicas (Yasargil MG, 1984; Ratcheson RA et al., 1996).

Existem também complicações indiretamente relacionadas ao ato cirúrgico. Por exemplo: complicações sistêmicas como tromboembolia arterial e tromboflebite de membros inferiores, ou seja, complicações da circulação sangüínea, originada distante da área cirúrgica, portanto não ligadas diretamente ao ato cirúrgico.

A flebite (inflamação da parede interna de uma veia), existente em muitos pacientes predispostos a tal inflamação, de forma assintomática (sem sinais ou queixas relacionadas à lesão), pode desencadear, durante períodos prolongados de imobilização, a formação de trombo (coágulo formado no interior de um vaso sangüíneo), configurando a tromboflebite (inflamação de uma veia com formação secundária de trombo em sua parede). Esse trombo ou coágulo fica aderido à parede da veia (principalmente nas veias do membro inferior, local mais freqüente de tromboflebite). Durante a mobilização (como, por exemplo, após a cirurgia, quando o paciente é transportado), o trombo pode desprender-se da parede da veia e ser transportado, através da circulação sangüínea para órgãos distantes. Nesse caso o trombo passa a ser denominado êmbolo e pode determinar embolia, ou seja, obliteração brusca de uma artéria por um coágulo (êmbolo) transportado pela circulação sangüínea.

O êmbolo tende a circular livremente no interior dos grandes vasos, sendo retido na microcirculação (pequenos artérias terminais de um órgão) do pulmão e do cérebro. Tal eventualidade configura os quadros de embolia pulmonar e embolia cerebral. No cérebro, a obstrução de artérias pelo êmbolo determina isquemia (suprimento sangüíneo inadequado) na região nutrida pelas respectivas artérias. Essa isquemia manifesta-se por deficiências funcionais do cérebro, tais como, alteração da consciência, afasia (perda da linguagem) e paralisias.

O quadro de tromboflebite é desencadeado por estase venosa (acúmulo de sangue nas veias), durante imobilização prolongada (como durante o ato cirúrgico), em pacientes predispostos do ponto de vista genético e de fatores pessoais (obesidade, pós-menopausa, hábitos de vida sedentários e tabagismo). Os fatores genéticos são difíceis de serem determinados, mas a paciente em questão apresentava todos os fatores pessoais de risco de tromboflebite. "Todas as circunstâncias favoráveis à tromboflebite ocorrem nos estados pós-operatórios, caracterizando a tromboflebite pós-operatória. O número de tromboses e embolias é maior nas mulheres, nos obesos, nos cardiopatas, nas doenças sangüíneas ou venosas. Em geral aparece até o quarto dia de pós-operatório" (Silva AL, 1985).

O quadro clínico de tromboflebite dos membros inferiores ocorre especialmente no pós-operatório de pacientes sedentários, obesos e tabagistas (fumantes) crônicos. Pacientes com este perfil, quando devem permanecer acamados por vários dias, são submetidos a tratamento anticoagulante para evitar a formação dos trombos (êmbolos) sanguíneos. Infelizmente tal tratamento não pode ser realizado no pré-operatório devido ao grande risco de determinarem hemorragia.

A tromboembolia, portanto, é um risco assumido em todos os grandes procedimentos cirúrgicos e que, praticamente, pouco pode ser feito para evitá-lo. Tal complicação ocorre de forma relativamente frequentes em todos os grandes serviços de cirurgia, inclusive no Serviço de Neurocirurgia do Hospital Madre Teresa. "Estima-se que cinco de cada 100 adultos, submetidos a operações de grande porte morram de embolia pulmonar" (Petroianu A, Pimenta LG, 1998; Rosner MJ,1966).

Complicação de cirurgia de aneurisma cerebral, tromboembolia de origem provável em local distante do operado, e, tromboflebite de membro inferior e consequênte embolia pulmonar podem ocorrer. Tal complicação ocorre em mais de 5% das cirurgias de grande porte. É determinada por fatores predisponentes e pela longa imobilização, sendo uma complicação assumida em todo grande procedimento cirúrgico, de prevenção precária e não ligada diretamente ao procedimento cirúrgico (Rosner MJ, 1996).

Firmado o diagnóstico de aneurisma cerebral ou de outras malformações vasculares cerebrais, e, considerando os riscos da doença, com graves conseqüências, pode ser indicado tratamento neurocirúrgico. São consideradas três condutas médicas possíveis nos casos de aneurisma cerebral. A primeira, seria observação clínica apenas, com os riscos inerentes de rompimento do aneurisma a qualquer momento (risco estimado de 1% ano, cumulativo): morte e seqüelas (estimado em 40% dos casos) (MacDonald RL, Weir B, 1996). A Segunda conduta seria tratamento alternativo por meio de técnica endovascular, método relativamente novo e ainda controverso na literatura neurocirúrgica (Zubkov YN et al., 1996), e, geralmente indicada para pacientes que não apresentam condições para submeter-se à cirurgias. A terceira conduta seria o tratamento microcirúrgico, método convencional, realizado desde o início deste século (Yasargil MG, 1984). A Quarta, apenas para as malformações vasculares cerebrais, é a radiocirurgia, indicada para certos casos de malformações profundas e pequenas.

Uma vez proposto o tratamento neurocirúrgico do aneurisma cerebral ou de outras malformações vasculares para o paciente, é informado sobre os riscos inerentes à esse tratamento, devendo ser consentido pelo mesmo. Não informamos somente os riscos de seqüelas, e também, principalmente, o risco de vida que os pacientes têm em cirurgias dessa natureza.

De acordo com o Código de Ética Médica, informamos a paciente e/ou familiares quanto aos riscos de complicações relacionadas direta e indiretamente com o tratamento cirúrgico, além dos riscos que a paciente teria se optasse apenas pela observação clínica. Tal conduta é rotineira no Serviço de Neurocirurgia do Hospital Madre Teresa. Além de que a paciente e familiares têm, ás vezes, conhecimento prévios das complicações de aneurismas cerebrais ocorridos em membros da família e de pessoas conhecidas.

Complicações isquêmicas, e inúmeras outras, são relatadas na literatura e relacionadas ao tratamento neurocirúrgico dos aneurismas e malformações cerebrais (Yasargil MG, 1984; Day AL et al., 1996; MacDonald RL, Weir B, 1996; Ratcheson et al., 1996). Os neurocirurgiões que tratam essa doença, podem tentar diminuir a taxa de complicações (pela experiência, dedicação, estudos, cursos de aperfeiçoamento). Porém julga-se, apoiado pelos relatos de especialistas na literatura neurocirúrgica mundial, que até a data atual não descobriu-se meios para ter uma taxa zero de complicações no tratamento neurocirúrgico dessa e de outras doenças. Na verdade, complicações cirúrgicas incidem de maneira significativa segundo dados estatísticos.

Alguns pacientes encontram-se praticamente assintomáticos antes do tratamento neurocirúrgico, porém são portadores de uma doença grave, com risco eminente de vida, isto é um aneurisma intracraniano ou outras malformações vasculares que podem romper-se a qualquer momento de sua vida (risco de ruptura de 1% ao ano, cumulativo (Shaffrey ME, et al., 1996) e causar hemorragia cerebral grave com suas conseqüências, incluindo isquêmicas (vasoespasmo e tromboembolismo arterial) e outras relacionadas com a clínica médica (pulmonares, tromboembólicas). É de 40%, aproximadamente, a taxa de mortalidade e morbidade neurológica após ruptura de aneurisma intracraniano e antes do tratamento neurocirúrgico (Yasargil MG, 1984). Paciente podem Ter também outros problemas médicos que podem predispor para complicações cirúrgicas (sedentarismo, tabagismo, alterações eletrocardiográficas e sinais de arteriosclerose cerebral difusa).

Os pacientes, após o tratamento neurocirúrgico e clipagem completa de seu aneurisma, estão isentos de ter ruptura daquele aneurisma, encontrando-se curados do mesmo. Os pacientes não tem mais riscos de vida relacionado com o aneurisma cerebral de que eram portadores. Infelizmente, complicações e seqüelas neurológicas podem ocorrer, direta ou indiretamente ligadas ao ato cirúrgico, que são muitas das vezes inevitáveis, apesar de todos esforços para acertar e evitá-las.






Retirado de http://www.neurocenterbh.oi.com.br/artigos/aneurismas_cerebrais.htm

Várias técnicas de reabilitação podem ser empregadas para permitir que o paciente inicie a deambulação, como Bobath, Kabath, dentre outras...

Reabilitando a marcha após o AVC




Várias técnicas de reabilitação podem ser empregadas para permitir que o paciente inicie a deambulação, como Bobath, Kabath, dentre outras, mas no geral, essas técnicas partem do princípio como descrito por Davis (1997), dela ter que ser; segura de tal modo que o paciente nem tenha medo nem fique em constante perigo de sofrer lesão por queda; relativamente sem esforço, de modo que nem todo a energia disponível do paciente seja necessária para mover-se de m lugar para outro; cosmeticamente agradável, de modo a que o paciente possa caminhar entre outras pessoas sem constantemente ser olhado desconfortavelmente; possível sem o uso de uma bengala, de modo a que o paciente possa usar a mão sadia para realizar tarefas; executada em nível automático para capacitar o paciente a concentra-se em outras atividades.

Os programas de exercícios para pré-deambulação conforme Sulivan (1993), preparam o paciente para assumir a posição ereta, e envolvem tipicamente um grande volume de trabalhos em colchonete. Muitas destas atividades em colchonetes estão baseadas numa estrutura de desenvolvimento motor, progredindo desde atividades iniciais com uma grande base de sustentação e um baixo centro de gravidade até atividades mais avançadas, com menor base de sustentação e centro de gravidade mais elevado. As técnicas utilizadas dentro de cada postura do programa em colchonete são sequenciais de acordo com os quatro estágios de controle motor, e progridem desde: 

1.) mobilidade, que incorpora a iniciação das técnicas motoras, inclusive auxílio ao posicionamento, em que o terapeuta manualmente ajuda o paciente a assumir determinada postura; 

2.) passando pela estabilidade, caracterizada pela capacidade de manter uma postura contra os efeitos da gravidade; 

3.) mobilidade controlada, que é a capacidade de manter o controle postural durante a transferência de peso e o movimento; 

4.) e finalmente à habilidade, que é o mais elevado nível de desenvolvimento motor, caracterizado pelo controle motor discreto, superposto à estabilidade proximal. As técnicas empregadas para cada postura tipicamente progridem desde o movimento assistido ou orientado até o movimento resistido.

Estas atividades em colchonete, ou preliminares (o termo preliminares implica que as atividades são preparatórias ou conducentes à deambulação), também possuem importantes relações funcionais com as outras atividades diárias como o alívio de pressão, o ato de vestir-se e mobilidade na cama. 

O desenvolvimento de programas em colchonete bem-sucedidos exigirá que o terapeuta lance mão de diversas abordagens, envolvendo diferentes exercícios. Os trabalhos de Voss (1987) e Sulivan (1993), são particularmente úteis neste aspecto.

O Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos foi escrito para ajudar o médico assistente e o estudante de ortopedia e neurolo...

Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos



O Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos foi escrito para ajudar o médico assistente e o estudante de ortopedia e neurologia na execução e avaliação apropriadas de testes padrão ortopédicos e neurológicos.
Os testes são classificados em termos de aplicações anatômicas e subclassificados em termos de entidades diagnósticas. Este arranjo facilita o uso destes procedimentos na avaliação de várias condições ortopédicas e neurológicas.
Este texto foi projetado de modo prático para o usuário. Cada teste é acompanhado por fotografias apropriadas que ilustram a sua execução. Toda informação está em uma página ou duas, que dão face uma para outra. Quando necessário, ilustrações anatômicas aumentam a clareza do conceito.
Os testes são classificados em termos de aplicações anatômicas e subclassificados em termos de entidades diagnósticas. Este arranjo facilita o uso destes procedimentos na avaliação de várias condições ortopédicas e neurológicas.
Este texto foi projetado de modo prático para o usuário. Cada teste é acompanhado por fotografias apropriadas que ilustram a sua execução. Toda informação está em uma página ou duas, que dão face uma para outra. Quando necessário, ilustrações anatômicas aumentam a clareza do conceito.
Editora: Manole
Autor: JOSEPH J. CIPRIANO
ISBN: 8520421792
Origem: Nacional
Ano: 2005
Edição: 4
Número de páginas: 497
Acabamento: Capa Dura
Formato: Grande
Complemento: Nenhuma

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que faz parte, junto com a Atrofia Muscular Espinal Progressiva e a Paralisia Bulbar Progressiva, de...

Esclerose Lateral Amiotrófica






A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que faz parte, junto com a Atrofia Muscular Espinal Progressiva e a Paralisia Bulbar Progressiva, de um grupo de doenças do neurônio motor (Atrofias Musculares Neurogênicas) de etiologia desconhecida, sendo distúrbios caracterizados por fraqueza muscular e atrofia por denervação.

Cinco a dez por cento dos casos são familiares, com herança autossômica dominante.

Nessa síndrome (ELA) clínica complexa, crônica e progressiva, os pacientes geralmente têm mais de 40 anos e a incidência da doença é maior em homens.

Como se desenvolve e o que se sente?

Câimbras são comuns e podem anteceder a fraqueza muscular e atrofia que se inicia pelas mãos, outras vezes pelos pés.

A doença se caracteriza por degeneração dos feixes corticospinais (via piramidal) e dos cornos anteriores da medula, motivos pelos quais poderão aparecer fraqueza muscular sem dores, atrofias musculares, fasciculações (movimentos involuntários visíveis em repouso) e espasticidade (contração súbita e involuntária dos músculos).

Este quadro começa lentamente a progredir, comprometendo finalmente os membros superiores e inferiores juntamente com a musculatura do pescoço e da língua, em alguns casos. O paciente pode manifestar dificuldade para deglutir, engolir a saliva e os alimentos (disfagia), apresentar perda de peso, e dificuldade na articulação das palavras (disartria).

A fala pode ser flácida ou contraída, podendo haver uma alternância desses dois aspectos. A dificuldade de deglutir resulta em sialorréia (salivação), enquanto as dificuldades de respirar levam a queixas de cansaço.

A morte ocorre geralmente dentro de dois a cinco anos, sendo que 20% dos pacientes sobrevivem seis anos.

Diagnóstico

Ao realizar o diagnóstico, é necessário afastar possibilidades de compressões medulares, seja por tumores da medula espinal ou patologias raquidianas. Miopatias, atrofia por escoliose cervical, disco intervertebral roto, malformações congênitas da coluna cervical e esclerose múltipla devem ser excluídos como causa da atrofia muscular.

Exames como Tomografia Computadorizada (CT) e Ressonância Magnética Raquidemular (RNM) e Eletroneuromielografia são elementos de peso para corroborar os achados clínicos. É bom lembrar que os sistemas sensitivos, os movimentos oculares voluntários e as funções intestinais e urinárias costumam ser normais.

Tratamento

Não existe tratamento específico.

Cuidados gerais, físicos e psíquicos se impõem, notando-se que até o presente momento os medicamentos chamados específicos são de pobres resultados.

Fisioterapia deve ser planejada para ajudar o paciente a se exercitar, fazer alongamento e manter alguma flexibilidade. Um terapeuta ocupacional pode providenciar dispositivos adaptados às deficiências do paciente para que ele possa manter uma relativa independência funcional. Devem ser organizados, à medida que aumentam as dificuldades de fala do paciente, esquemas ou artifícios que o ajudem a se comunicar com os familiares, amigos, enfermagem e auxiliares.

Um pneumologista é de grande auxílio para determinar quando técnicas de ventilação não-invasivas serão necessárias devido aos sintomas pulmonares e em dar assistência e cuidados a longo prazo aos pacientes que escolherem tornar-se dependentes de ventilação controlada.

Esta enfermidade não compromete as funções cerebrais, o que torna a evolução mais dolorosa para o paciente e os acompanhantes.

Prognóstico

Hoje com cuidados especiais, com traqueotomia e ventilação controlada há casos com mais de 25 anos de evolução.

Dependendo do nível de envolvimento do paciente, as metas de um programa de exercício de pré-deambulação serão: 1) aumentara a força; 2) a...

Objetivos de uma reabilitação de marcha no AVC


Dependendo do nível de envolvimento do paciente, as metas de um programa de exercício de pré-deambulação serão:
1) aumentara a força;
2) aumentar ou manter a amplitude de movimento;
3) melhorar a coordenação;
4) facilitar o feedback propioceptivo;
5) instruir quanto ao manejo e movimentação do (s) membro (s) afetado (s);
6) desenvolver a estabilidade postural sentada e em pé;
7) desenvolver as funções de mobilidade controlada, conforme fica evidenciado pela capacidade de movimentar-se dentro das posturas;
8) desenvolver o controle nas transições de movimento, como rolamentos e movimentos do decúbito dorsal para a posição sentada;
9) melhorar o controle do tronco e da pélvis;
10) desenvolver o controle do equilíbrio dinâmico, inclusive reações de equilíbrio e de proteção Sulivan (1993).

Importante lembrar que para alguns pacientes com sérias deficiências andar pode ser um objetivo inatingível.

No próximo post falaremos sobre uma forma de reabilitação de marcha

O córtex é a parte mais desenvolvida do cérebro humano é responsável pelo pensamento, raciocínio, funções cognitivas, processos de percepção...

A importância do cortex cerebral na fisioterapia


O córtex é a parte mais desenvolvida do cérebro humano é responsável pelo pensamento, raciocínio, funções cognitivas, processos de percepção sensorial (visão, audição, tato e olfato) e a capacidade de produzir e entender a linguagem. O córtex é dividido em dois hemisférios (esquerdo e direito) e subdividido em lobos (frontal, parietal, temporal e occipital).


Lobo frontal: o lobo frontal abriga a área motora (responsável pelas instruções nos movimentos), responsável pelo planejamento e execução do atos motores voluntários. Ademais, a área responsável pela produção da fala está localizada no giro frontal inferior, no hemisfério que é dominante para a linguagem (quase sempre o hemisfério esquerdo). A faculdade de planejamento, representação mental do mundo externo, comportamento emocional e personalidade também são atribuídos aos lobos frontais.

Lesões bilaterais nessa parte do cérebro podem ser produzidos por doença ou por lobotomia frontal. Essas lesões produzem deficiência da atenção, dificuldade para solucionar problemas e comportamento social inadequado. O comportamento agressivo também fica reduzido e perde-se o componente motivacional-afetivo da dor, embora a sensação de dor permaneça.

Lobo parietal: Esse lobo está envolvido no processamento dos sinais que vêm das sensações. A informação visual oriunda do lobo occipital atinge o córtex parietal de associação e também o lobo frontal e ela auxilia na orientação visual dos movimentos voluntários.

Lobo occipital: Os lobos occipitais são especializados nos processos intrincados da visão. Os campos oculares occipitais afetam os movimentos dos olhos, controlando os movimentos convergentes, constrição e acomodação pupilares.

Lobo temporal: Os lobos temporais estão relacionados à memória, à audição, ao processamento e percepção de informações sonoras e à capacidade de entender a linguagem. Esse lobo também está relacionado ao processamento visual de ordem superior. Por exemplo, o giro temporal inferior está relacionado ao reconhecimento de faces.


Então nessa região estão o "centro" para apredizagem e fala. Além disso, existem mecanismos de associação para a integração das funções motora e sensitiva. Algumas áreas dos hemisférios cerebrais controlam a atividade muscular e suas células nervosas enviam processos para otronco encefálico e medula espinhal, onde se ligam as células motoras, cujos prolongamentos saem pelos nervos crânicos ou raízes ventrais.


Outras áreas são sensitivas e recebem impulsos que alcançaram a medula espinhal através de nervos periféricos e raízes dorsais e subiram pela medula espinhal e pelo tronco encefálico graças a uma sucessão de fibras nervosas e seus prolongamentos.



Então quando há uma lesão em qualquer uma dessas regiões que estão sendo representadas na figuras acima, pode haver deficiência na função que elas representam. Saber aonde foi a lesão do paciente é o ponto de partida para um tratamento eficaz.

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