Reabilitando a marcha depois do AVC


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Várias técnicas de reabilitação podem ser empregadas para permitir que o paciente inicie a deambulação, como Bobath, Kabath, dentre outras, mas no geral, essas técnicas partem do princípio como descrito por Davis (1997), dela ter que ser; segura de tal modo que o paciente nem tenha medo nem fique em constante perigo de sofrer lesão por queda; relativamente sem esforço, de modo que nem todo a energia disponível do paciente seja necessária para mover-se de m lugar para outro; cosmeticamente agradável, de modo a que o paciente possa caminhar entre outras pessoas sem constantemente ser olhado desconfortavelmente; possível sem o uso de uma bengala, de modo a que o paciente possa usar a mão sadia para realizar tarefas; executada em nível automático para capacitar o paciente a concentra-se em outras atividades.

Os programas de exercícios para pré-deambulação conforme Sulivan (1993), preparam o paciente para assumir a posição ereta, e envolvem tipicamente um grande volume de trabalhos em colchonete. Muitas destas atividades em colchonetes estão baseadas numa estrutura de desenvolvimento motor, progredindo desde atividades iniciais com uma grande base de sustentação e um baixo centro de gravidade até atividades mais avançadas, com menor base de sustentação e centro de gravidade mais elevado. As técnicas utilizadas dentro de cada postura do programa em colchonete são seqüenciais de acordo com os quatro estágios de controle motor, e progridem desde: 1.) mobilidade, que incorpora a iniciação das técnicas motoras, inclusive auxílio ao posicionamento, em que o terapeuta manualmente ajuda o paciente a assumir determinada postura; 2.) passando pela estabilidade, caracterizada pela capacidade de manter uma postura contra os efeitos da gravidade; 3.) mobilidade controlada, que é a capacidade de manter o controle postural durante a transferência de peso e o movimento; 4.) e finalmente à habilidade, que é o mais elevado nível de desenvolvimento motor, caracterizado pelo controle motor discreto, superposto à estabilidade proximal. As técnicas empregadas para cada postura tipicamente progridem desde o movimento assistido ou orientado até o movimento resistido.

Estas atividades em colchonete, ou preliminares (o termo preliminares implica que as atividades são preparatórias ou conducentes à deambulação), também possuem importantes relações funcionais com as outras atividades diárias como o alívio de pressão, o ato de vestir-se e mobilidade na cama. O desenvolvimento de programas em colchonete bem-sucedidos exigirá que o terapeuta lance mão de diversas abordagens, envolvendo diferentes exercícios. Os trabalhos de Voss (1987) e Sulivan (1993), são particularmente úteis neste aspecto.

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