Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o ...

Estimulação Motora Precoce


Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o bebê ainda terá maiores possibilidades de se normalizar sem se defasar no seu desenvolvimento.

Independente da perspectiva adotada, mais biológica ou social, são muitas as evidências de que crianças pré-termo estão sob maior risco para apresentar atraso perceptual, motor e cognitivo, associado ou não a problemas de comportamento e déficit de atenção. Ao se pensar em lesão cerebral que ocorreu pré, peri ou pós natal tem que se pensar, ao mesmo tempo, em intervenção precoce nas áreas sensório-motoras para atingir o mais rápido possível um desenvolvimento que ainda está com toda a sua plasticidade e capacidade de receber as sensações normais e integrá-las.

Pensava-se que o SNC era imutável após o seu desenvolvimento. Com a descoberta da neuroplasticidade sabe-se que as conexões sinápticas são modificadas pela demanda funcional. Como substrato da aprendizagem do indivíduo em sua interação com o ambiente, pode-se perceber a importância da criança experimentar movimentos e posturas normais desde seu nascimento, favorecendo a sua habilitação; caso contrário se esta criança começar a realizar movimentos e posturas anormais durante seu desenvolvimento, estará aprendendo a interagir com o mundo em padrões anormais, reforçando circuitos neuronais de comportamentos anormais, dificultando e limitando sua qualidade de vida.

Quanto mais tarde a criança iniciar o plano de normalização, mais defasado estará o seu desenvolvimento motor, juntamente com a perda na área sensorial, refletindo na perda da noção espacial, esquema corporal, percepção, que poderá contribuir com a falta de atenção ou dificuldades cognitivas. O tratamento por meio do conceito neuroevolutivo (Bobath) foi originalmente desenvolvido pelos Bobath na Inglaterra no início da década de 1940 para o tratamento de indivíduos com fisiopatologias do SNC. Esse método foi descrito como um conceito de vida e, como tal, continuou a evoluir com o passar dos anos .

O tratamento pelo desenvolvimento neurológico, como planejado por Bobath, usa o manuseio para inibir respostas anormais enquanto facilita reações automáticas. O manuseio proporciona experiências sensoriais e motoras normais que darão base para o desenvolvimento motor. Com as abordagens sensório-motoras, estímulos sensoriais específicos são administrados para estimular uma resposta comportamental ou motora desejada. Técnicas de integração sensorial algumas vezes são incorporadas nos programas sensório-motores. A intervenção sensório-motora pode ser aplicada a bebês de alto risco de várias maneiras, por exemplo, o rolamento linear em uma bola pequena para estimular o sistema vestibular e promover um estado de alerta. Estímulos proprioceptivos e táteis profundos poderão promover um comportamento calmo e auto regulatório .

As atividades lúdicas são um meio para atingir os objetivos terapêuticos. A brincadeira original não é como tirar férias da vida; é vida. O terapeuta e a criança estão sempre crescendo e mudando. A brincadeira original não se baseia no medo, mas em uma relação de confiança com a vida. Como um amiguinho, o terapeuta se junta a criança de tal forma que ambos sentem-se amados, respeitados e ansiosos por explorar. As habilidades necessárias para a brincadeira serão a curiosidade, confiança, resistência, vigilância.

A arte de normalizar o tônus é brincar com ele. Se o tônus é baixo, trazê-lo para um tônus mais alto e normalizado; se o tônus é alto, trazê-lo para o tônus mais baixo e normalizado. Assim que obtiver um tônus mais normalizado, é necessário dar-se a reação de equilíbrio. São essas reações de equilíbrio, rotação, tirar da linha média, que vão manter o tônus normalizado e fazer com que o cérebro integre essas reações e mantém o tônus.

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Antes que a criança chegue é necessário planejar como utilizar o ambiente e os brinquedos para trabalhar no sentido das metas de desenvolvimento da criança. É importante ter pelo menos um plano de reserva para a seção de fisioterapia, pois a criança pode não querer realizar atividade proposta. O uso criativo do equipamento e dos brinquedos é uma habilidade muito importante. Um adjunto à flexibilidade é aprender a usar o ambiente como instrumento de fisioterapia. Uma grande motivação para as crianças pequenas são irmãos, pais e avós. A família pode conseguir que a criança faça alguma coisa que o terapeuta não consegue. Também sabem o tipo de brincadeira que a criança gosta e podem incorporar jogos familiares às sessões. A música também pode ser de grande motivação; pode ser de fundo, para incrementar a atmosfera da sessão de fisioterapia, usada como meio para as rotinas de exercícios, tocada em um gravador acionado por botões para incentivar movimentos específicos.

Estudo comparativo sobre desempenho perceptual e motor em crianças em idade escolar que nasceram pré-termo e a termo mostrou diferenças significativas de desempenho entre os dois grupos em quase todos os testes. Chama a atenção para a importância do acompanhamento que deve ser dado do desenvolvimento de recém-nascidos pré-termo, principalmente os nascidos abaixo da 34º semana de gestação e com menos de 1500g, até a idade escolar. Uma recomendação pertinente, frente aos dados apresentados, é que além de programas de detecção precoce de seqüelas neuromotoras, crianças com história de prematuridade e que não apresentam quadro neurológico evidente, deveriam ser encaminhados a programas de intervenção precoce .

Em análise sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças nascidas com muito baixo peso na idade pré-escolar, constatou-se um funcionamento intelectual limítrofe no momento da avaliação, indicando possível dificuldade escolar, reforçando a necessidade de se promover estimulação adequada à criança.

É muito importante fazer um plano de tratamento, visualizando-se o bebê com o que se apresenta, e como será se não for possível normalizá-lo, para que se trabalhe muito mais nas suas dificuldades e que, pelo bom posicionamento, a normalização adquirida na terapia ou pelo manuseio adequado dado pela mãe (que deve ser bem orientada) perdure por mais tempo. Essa é a idéia fundamental da intervenção precoce: normalizar o tônus e permitir que, pela plasticidade, estas sensações normais sejam absorvidas e que sejam mantidas pelo maior tempo possível, para que as sensações anormais sejam colocadas em segundo plano, fazendo com que o cérebro só integre as sensações normais e depois as use para sempre.

De nada adianta o bebê ir diariamente à sessão de terapia e depois passar o resto do dia em posturas que não favoreçam esta normalização. É muito mais vantajoso um bebê ir uma a duas vezes por semana na terapia onde a mãe é sempre orientada e assiste o tratamento. Ela é a grande força para a normalização de um bebê pequeno, e por isso ela deve ser respeitada, conquistada e amada pelo terapeuta .

Fonte: FisioWeb

O Método Pilates consiste em uma série de exercícios físicos que buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, um treinamento físico e ...

Pilates nas doenças neurológicas



O Método Pilates consiste em uma série de exercícios físicos que buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, um treinamento físico e mental que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. É composto pelos exercícios desenvolvidos por Joseph Pilates, os quais são realizados em solo, com a bola suíça ou nos aparelhos elaborados por ele, tendo como princípios a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração.

Nos últimos anos muito tem sido comentado sobre o Método Pilates e seus benefícios e indicações. A importância desse método como uma técnica de reabilitação está cada vez mais reconhecida entre os diversos profissionais da área da saúde.

Os seus benefícios nas alterações posturais, como hiperlordose, escoliose, dor nas costas, hérnia de disco, ou nos distúrbios músculo-esqueléticos como tendinites, artroses ou lesões relacionadas ao esporte já são bastante reconhecidos. Nos últimos tempos, um destaque especial tem sido dado à reabilitação neurológica associada a este interessante método.

Acidente vascular encefálico (AVE), doenças de Parkinson e Alzheimer, esclerose múltipla, neuropatias periféricas, paralisa cerebral, incoordenação motora, lúpus e distrofias musculares são algumas das patologias neurológicas que se beneficiam deste método. Este benefício se deve a importante relação dos princípios do método (citados acima) com os objetivos na reabilitação dessas doenças.

Pacientes neurológicos, vítimas dessas doenças, apresentam seqüelas como alterações de tônus muscular, déficit do controle motor, diminuição de força muscular, alteração do equilíbrio, dificuldade na marcha, distúrbios sensitivos, diminuição da flexibilidade, contraturas musculares, alterações posturais e respiratórias, dificuldade de concentração, raciocínio e memória, fatores, estes, que levam a diminuição da independência física e, consequentemente, à diminuição da qualidade de vida.

Com os exercícios do pilates trabalha-se o equilíbrio muscular, pois fortalece e alonga a musculatura globalmente mantendo a flexibilidade, a tonicidade e a força muscular; como se preconiza a qualidade do movimento e não a quantidade deste, a precisão dos movimentos e a concentração durante os exercícios são indispensáveis, melhorando, assim, o controle motor, a consciência corporal e a coordenação dos movimentos.

São exercitados constantemente, durante as sessões, os músculos profundos sustentadores da coluna (multífidos), os abdominais (destaque para o transverso do abdômen), o assoalho pélvico e os glúteos, melhorando a postura, estimulando o controle de tronco, prevenindo a incontinência urinária (perdas constantes de urina), melhorando a marcha e o equilíbrio do paciente; por fim, o trabalho da respiração, que é a base do método em questão, diminui as complicações respiratórias, que são importantes agravantes da expectativa de vida desses pacientes, além de melhorar a oxigenação cerebral, estimulando a formação de novas conexões, diminuindo a ansiedade e o estresse. Isso sem falar dos benefícios de se praticar uma atividade física, de encarar um novo desafio e de se superar a cada dia com exercícios variados.

O paciente tem que se preocupar em procurar um profissional devidamente capacitado a identificar e atender às suas reais necessidades. Se uma minuciosa avaliação for realizada, os exercícios poderão ser direcionados especificamente ao seu quadro clinico, melhorando, então, a sua independência e sua qualidade de vida.

Lydianna Silveira de Macêdo - Fisioterapeuta - Prof. Ms. em Neurologia

Fonte


Traumas cranianos repetitivos, comuns em alguns esportes, como o boxe e o futebol americano, parecem levar a problemas neurológicos motores...

Traumas cranianos estariam relacionados a doenças neurológicas


Traumas cranianos repetitivos, comuns em alguns esportes, como o boxe e o futebol americano, parecem levar a problemas neurológicos motores similares à doença de Charcot, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.

Esta é a primeira vez que uma relação como esta, há muito tempo polêmica, foi estabelecida clinicamente, precisaram os pesquisadores da faculdade de medicina de Boston (Massachussetts, nordeste), cujo trabalho foi publicado no Journal of Neuropathology and Experimental Neurology.

Os autores desta pesquisa, que incluem a Dra. Ann McKee, professora adjunta de neurologia e patologia, examinaram cérebros e medulas espinhais de doze atletas mortos, que doaram os órgãos para estudos.

Eles descobriram que todos os doze ex-atletas sofriam, no momento de suas mortes, de encefalopatia traumática de pugilista, comum em ex-boxeadores e que leva à deterioração progressiva das funções cognitivas e motores. Essa doença se caracteriza pelo depósito anormal da proteína tau. Médicos acreditam que a substância resulta de traumatismos repetitivos na cabeça.

Três desses antigos campeões, dois de futebol americano e um de boxe, foram diagnosticados com a doença de Charcot (esclerose lateral amiotrófica), uma neuropatia progressiva de causas desconhecidas, que resulta na degeneração dos neurônios, das células nervosas, no cérebro e na medula espinhal.

A doença, também conhecida como de Lou Gehrig, nome de um famoso jogador de baseball dos Estados Unidos que sucumbiu deste mal em 1941, leva à fraqueza e à atrofia muscular.

Todos os doze ex-atletas objetos do estudo foram submetidos a traumatismos repetitivos na cabeça, precisaram os pesquisadores que também descobriram que dez deles também tinham outra proteína anormal no cérebro, chamada TDP-43.

Plasticidade cerebral é a denominação das capacidades adaptativas do SNC – sua habilidade para modificar sua organização estrutural própria...

Plasticidade cerebral



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Plasticidade cerebral é a denominação das capacidades adaptativas do SNC – sua habilidade para modificar sua organização estrutural própria e funcionamento. É a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência, e como adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos.

Este fato é melhor compreendido através do conhecimento do neurônio, da natureza das suas conexões sinápticas e da organização das áreas cerebrais. A cada nova experiência do indivíduo, portanto, redes de neurônios são rearranjadas, outras tantas sinapses são reforçadas e múltiplas possibilidades de respostas ao ambiente tornam-se possíveis.

Existem variáveis importantes no sentido de entender o potencial para a recuperação funcional após lesão. São elas: idade do indivíduo, local e tempo da lesão e a natureza da mesma.

Como Se Dá a Plasticidade Cerebral?

Podemos encontrar várias teorias sobre como se dá a recuperação das funções perdidas em uma lesão cerebral: ela poderia ser mediada por partes adjacentes de tecido nervoso que não foram lesadas, e o efeito da lesão dependeria mais da quantidade de tecido poupado do que da localização da lesão; pela alteração qualitativa da função de uma via nervosa íntegra controlando uma função que antes não era sua; através de estratégias motoras diferentes para realizar uma atividade que esteja perdida, sendo o movimento recuperado diferente do original embora o resultado final seja o mesmo.

Estudos com neuro-imagens de indivíduos com AVC, indicaram modelos de ativação pós-lesão que sugerem reorganização funcional. Foram feitos a partir de lesões focais corticais experimentais, que induziram mudanças no córtex adjacente e no hemisfério contralateral. Investigações morfológicas mostraram que este tipo de plasticidade é mediado por proliferação de sinapses e brotamento axonal (apenas poucos milímetros).

As alterações celulares que acompanham estas teorias são:

Brotamento: é definido como um novo crescimento a partir de axônios. Envolve a participação de vários fatores celulares e químicos:

1- a resposta do corpo celular e a formação de novos brotos;

2- alongamento dos novos brotos;

3- cessação do alongamento axonal e sinaptogênese.

Existem duas formas de brotamento neural no SNC: regeneração, que diz respeito a um novo crescimento em neurônios lesados, e o brotamento colateral, um novo crescimento em neurônios ilesos adjacentes ao tecido neural destruído. Essas alterações sinápticas difusas podem ser o mecanismo fisiológico subjacente a uma reaprendizagem ou processo compensatório.

O brotamento é caracterizado por uma fase inicial rápida, seguida de outra muito mais lenta que dura meses. Brotamentos a partir de axônios preservados aparecem e se propagam sobre os campos próximos, entre 4 a 5 dias após a lesão. Outra característica do fenômeno é sua seletividade tanto em termos do local, quanto do tipo de fibras que sofrem o processo.

Ativação de Sinapses Latentes: quando um estímulo importante às células nervosas é destruído, sinapses residuais ou dormentes previamente ineficazes podem se tornar eficientes.

Supersensitividade de Desnervação: quando ocorre desnervação a célula pós sináptica torna-se quimicamente supersensível. Dois possíveis mecanismos são responsáveis pelo fenômeno:

1- desvio na supersensitividade (pré sináptica) causando acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica;

2- alterações na atividade elétrica das membranas .

Estas formas de regeneração no SNC são crucialmente dependentes do ambiente tissular no qual os novos axônios estão crescendo. Eles podem não conseguir estabelecer conexões sinápticas apropriadas, devido aos fatores tróficos, condições desfavoráveis de substratos extracelulares, barreiras mecânicas, como de cicatrizes gliais densas, ou outros mecanismos inibitórios.

As áreas motoras do SNC demonstram os princípios do brotamento e da sinaptogênese reativa. O brotamento colateral já foi identificado no córtex, no núcleo vermelho e outras regiões cerebrais, sugerindo que este é um fenômeno generalizado. Supersensitividade de desnervação, por outro lado, já foi demonstrada no núcleo caudado. A base das mudanças reorganizacionais é a presença de conexões intracorticais que permitem interações variáveis entre neurônios no córtex motor primário .

Outro mecanismo ainda em fase de testes é o de transplante de células. O uso do transplante, combinado com um treinamento adequado, demonstra que pode haver recuperação através deste associado com programas de reabilitação, com melhora na habilidade motora .

Retirei daqui

Alguém que você ama não consegue lembrar-se do nome do neto favorito... Esquece como voltar para c...

Cuidando de uma pessoa com doença de Alzheimer.


http://www.santuariofatima.org.br/photoshop/mal-de-alzheimer.jpg


Alguém que você ama não consegue lembrar-se do nome do neto favorito... Esquece como voltar para casa... Repete sempre a mesma pergunta. Se alguém que você ama está com essa doença de Alzheimer, estas cenas lhe parecerão familiares. Você imagina então o que ainda está por vir. Este folheto pode ajudá-lo a entender um pouco mais a respeito da doença de Alzheimer. Ele também sugere maneiras de lidar com o problema que você está enfrentando.
 
"Às vezes é difícil cuidar da minha mãe. Mas aprendi a fazer com que isto pareça menos frustrante".
 
"Quando posso, saio para me distrair. Algumas vezes me sinto culpado, mas não sei que intervalos de descanso me ajudam a ser um cuidador".
 
O que é a doença de Alzheimer ?
 
A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas . esta doença é a causa mais comum de demência, um tempo geral para dificuldades progressivas da memória e outras funções mentais. A demência era conhecida como "senilidade considerada um sinal normal de envelhecimento. Hoje sabemos que Alzheimer e outras formas de demência não fazem parte de um envelhecimento normal.
 
Como é feito o diagnóstico ?
 
Quando existem problemas de demência, após eliminar a possibilidade de outras doenças que causam os mesmos sintomas, incluindo problemas de tiróide, derrame e depressão; pode-se suspeitar da doença de Alzheimer . A avaliação da doença de Alzheimer normalmente inclui testes de memória, exames de sangue e tomografia do cérebro. Deve-se consultar um médico.
 
Entendendo a doença de Alzheimer
 
Aprenda tudo o que puder sobre a doença de Alzheimer. Esta é a melhor maneira de ajudar a pessoa doente e a si próprio. A doença de Alzheimer é uma doença que provoca mudanças nas áreas do cérebro que controlam a memória e o raciocínio. É por este motivo que as pessoas portadoras da doença de Alzheimer tem dificuldade para viver um vida normal. As causas de desenvolvimento da doença ainda não são totalmente conhecidas.

Atualmente ela não tem cura. Mas cuidados apropriados podem ajudar uma pessoa com a doença de Alzheimer a viver com conforto por muitos anos.
Como funciona o cérebro
 
O cérebro controla todo o funcionamento do corpo e da mente. Áreas diferentes do cérebro controlam funções diferentes. Certas áreas controlam as tarefas físicas como o ato de andar. Outras áreas controlam a capacidade de falar.

Outras, ainda, controlam as tarefas mentais como os atos de lembrar, concentrar-se e tomar decisões.
 
Mudanças no Cérebro
 
Em certas áreas do cérebro das pessoas portadoras da doença de Alzheimer as células começam a morrer formando estruturas microscópicas chamadas placas senis. Na medida em que as células morrem e são formadas as placas senis, o cérebro não consegue funcionar como deveria. Ás áreas do cérebro afetadas por estas mudanças são as que controlam as funções mentais, como a memória. Outras funções, como os movimentos, não são geralmente afetadas até que a doença esteja bem adiantada.
 
Algumas áreas do cérebro: afetadas pela doença de Alzheimer estão sombreadas nesta figura. As áreas afetadas são as que controlam a memória, o raciocínio, a linguagem, a atenção e outras funções mentais.

Quem pode Ter a doença de Alzheimer ?
 
A doença de Alzheimer geralmente afeta as pessoas acima de 65 anos. Quanto mais velha a pessoa maior a probabilidade de desenvolver a doença. Todos os tipos de pessoas estão sujeitas a esta doença. Nenhuma profissão, nível de escolaridade ou raça está imune. Em casos raros, a doença de Alzheimer pode ser uma doença familiar. Em outros, apenas uma pessoa da família é afetada.
 
Os efeitos da doença de Alzheimer

Os sintomas da doença Alzheimer aparecem lentamente. O período médio é entre o primeiro e o último estágio é cerca de 9 anos. Este período pode, entretanto, variar muito.
  • No estágio inicial, a pessoa parece confusa e esquecida. Ela pode procurar palavras ou deixar pensamentos inacabados. Esquece freqüentemente os fatos e conversas recentes. Entretanto, pode lembrar claramente o passado distante .
  • No estágio intermediário, o doente precisa de muita ajuda para executar tarefas rotineiras. Ele pode não reconhecer seus familiares, perder-se em locais familiares e esquecer como executar tarefas simples como vestir-se e tomar banho. Pode tornar-se impaciente, mal-humorado e imprevisível.
  • No estágio avançado, a pessoa doente perde completamente a memória, a capacidade de julgamento e o raciocínio, e é necessário ajudá-la em todos os aspectos do dia a dia.

Feitos por uma pessoa com doença de Alzheimer num período de 4 anos. Eles mostram como a doença de Alzheimer afeta as funções mentais como a memória e a organização.
 
Tratando a doença de Alzheimer
 
Os objetivos do tratamento são aprender a lidar com os sintomas e dar conforto à pessoa doente.
  • Os medicamentos podem melhorar os sintomas em alguns casos. Alguns tipos de medicamento ajudam a melhorar a memória. Outros tratam os sintomas como a agitação e a depressão. O médico determinará quais os medicamentos mais efetivos.
  • É essencial traçar um plano de gerenciamento que inclua cuidados e supervisão. O médico poderá orientar na elaboração do plano e ajudar a executá-lo.
  • Visitas regulares ao médico ajudarão a monitorar as condições do doente, verificando se existem outros problemas ou doenças que podem ser tratadas.
Zelando pela segurança de quem você ama
 
Muitos dos sintomas da doença de Alzheimer podem causar preocupações. Sintomas como esquecimento e confusão podem causar situações de risco. Tente algumas das dicas a seguir, para manter a segurança do doente e de todos a sua volta.
Organize a casa para torna-la segura.
 
Observe cada cômodo e verifique se existe algum perigo para alguém que está esquecido e confuso. Decida o que deve ser mudado. Para uma pessoa com a doença de Alzheimer é difícil ajusta-se às mudanças. Portanto, faça o menor número possível. As dicas a seguir ajudam a lidar com riscos comuns.
 
Evite desordem
 
A desordem piora a confusão e pode provocar quedas. Mantenha desimpedidas a área social, corredores e escadarias.
 
Mantenha fogões e eletrodomésticos em segurança
 
Fogão e outros eletrodomésticos podem ser esquecidos ligados ou usados de maneira errada. Remova ou cubra os botões ou desligue fogão, aquecedores e fornos de microondas da tomada quando não estiverem sendo usados. Desligue ou também deixe fora do alcance ferros elétricos, torradeiras, liqüidificadores, ferramentas e outros equipamentos elétricos.
 
Previna outros riscos
 
  • Mantenha a temperatura do aquecedor de água abaixo de 38ºC para evitar queimaduras.
  • Remova trancas do lado de dentro das portas dos banheiros e quartos de dormir.
    · Mantenha as áreas da piscina e da banheira fechadas.
  • Verifique se os alimentos armazenados não estão estragados. As pessoas com Alzheimer não reconhecem quando os alimentos estão deteriorados.
  • Mantenha bolsas, carteiras, chaves, dinheiro, talão de cheques e outros itens importantes fora do alcance. As pessoas portadoras da doença de Alzheimer podem tirar do lugar ou esconder objetos, e não lembrar o que fizeram.
 
Impeça o doente de dirigir
 
Dirigir é perigoso para as pessoas com a doença de Alzheimer. A pessoa doente pode querer continuar dirigindo mas, para a segurança de todos, faça o que puder para evitar que ela dirija.
 
  • Peça para alguém com autoridade, como um médico, advogado ou agente de seguro, dizer ao doente que ele não pode dirigir.
  • Limite o acesso ao carro. Esconda as chaves e tranque o carro. Procure guardar o carro fora da vista do doente.
 
Controle as perambulações
 
As pessoas com a doença de Alzheimer se tornam impacientes e confusas. Elas podem circular sem rumo pela casa ou até sair e perder-se.
 
  • À noite mantenha luzes acesas nos locais de passagem e banheiros.
  • Instale trancas difíceis de abrir.
  • Peça a vizinhos que avisem se virem o doente sair de casa sozinho.
  • Acompanhe o doente se ele insistir em sair de casa. Evite discutir ou gritar com ele. Ao contrário, tente persuadi-lo gentilmente a voltar para casa.
  • Contate a Associação de Alzheimer de sua região para informar-se melhor sobre os programas de ajuda a esse tipo de problema.
  • Esconda as chaves do carro onde não possam ser encontradas.
  • Coloque etiquetas com nome na roupas do doente.
  • Compre um bracelete de identificação para o doente usar.
 
Cuidados diários
 
Cuidar de uma pessoa com a doença de Alzheimer significa planejar suas atividades e ajudá-la em seus cuidados pessoais diariamente. Ter uma programação diária regular é de grande ajuda. O doente se sentirá mais seguro com uma rotina familiar.
Planejamento das atividades diárias
 
As pessoas com a doença de Alzheimer freqüentemente sente-se aborrecidas e frustadas. Elas podem querer executar atividades, mas não conseguem executá-las por si próprias. Planeje com antecedência para manter o doente ocupado.
 
Dicas que podem ajudar
 
  • Planeje atividades simples. Se a tarefa é muito complexa o doente pode frustar-se. As atividades repetitivas são uma escolha. Mude as atividades de acordo com as mudanças na capacidade de execução do doente.
  • Faça as tarefas junto com o doente. permita que o doente faça mais que puder por conta própria, mas esteja perto para ajudar. Escolha atividades que envolvam várias tarefas simples, como por exemplo fazer um bolo. Faça as tarefas que são mais difíceis para o doente, como medir os ingredientes, e deixe que ele faça o resto sozinho.
  • Não desista. Planeje atividades simples em vez de desistir. Ao invés de fazer visitas a um grupo de amigos, visite um de cada vez. Em vez de executar duas ou três tarefas, dedique-se apenas a uma delas.
  • Permaneça ativo. Exercícios regulares ajudam tanto você quanto o doente a liberar a energia que está presa. Os exercícios diminuem a impaciência e ajudam a dormir melhor. Caminhar é uma boa maneira de exercitar juntos.
  • Ajudar com cuidados pessoais
  • Com o passar do tempo o doente precisará, cada vez mais, ser ajudado em suas atividades diárias. Mas, em qualquer estágio, permita, que o doente faça por si mesmo o máximo que puder.
  • Comer e beber
  • Façam uma refeição juntos pelo menos uma vez por dia. As refeições são ótimos momentos para socializar e permitem que você controle a quantidade e tipo de alimento que o doente come`.
  • Providencie para que cada refeição seja a mais saudável. Pergunte ao médico se são necessários suplementos alimentares.
  • Faça com que o doente ingira bastante líquido.
 
Vestir-se
 
  • Quando o doente vestir-se sozinho não se preocupe se as roupas nem sempre combinam.
  • Escolher o que vestir pode ser difícil demais para o doente de Alzheimer. Procure deixar as roupas sobre a cama diariamente .
  • Se for necessário ajudar, entregue uma peça de cada vez, explicando como vesti-la.
  • Banho e higiene pessoal
  • A pessoa doente pode ofender-se se você lembrá-la do banho, por isso torná-lo uma atividade esperada sempre a mesma hora do dia, pode ajudar.
  • Prepare com antecedência a água e outros itens para o banho.
  • Ir à barbearia ou salão de beleza pode ajudar na lavagem, no corte dos cabelos, e para fazer a barba.
 
Como tomar os medicamentos
 
  • Controle os medicamentos diários. Uma caixa de comprimidos com separações e uma lista dos remédios são bastante úteis.
  • Não confie na palavra do doente quando ele disser que já tomou o medicamento. Verifique se ele foi tomado nas hora e quantidade certas.
  • Guarde os medicamentos em lugar seguro para evitar que sejam tomados por engano.
 
Comunicação e comportamento
 
A doença de Alzheimer torna difícil para o doente compreender e ser compreendido. Você poderá ficar frustado ou aborrecido com sua maneira de agir. Lembre-se que estes problemas são causados pela doença e não propositais. Aprenda a lidar com estas situações e a evitar que elas piorem.
 
Estratégias para melhorar a comunicação
 
As pessoas com doença de Alzheimer têm dificuldades para entender o significado do que é dito. Entretanto, elas são muito sensíveis a como as palavras são ditas. Um tom agitado pode perturbá-las, ao contrário, um tom calmo pode dar-lhes segurança. Mantenha um tom positivo na voz sempre que puder. As dicas a seguir lhe ajudarão a comunicar-se melhor.
 
Evite discutir a realidade
 
O doente confunde a realidade e não é capaz de separar o presente do passado. Ele pode até mesmo esquecer que é você. Isto pode ser frustrante, mas não insista na sua versão da realidade isto só pode causar mais confusão e tensão. Decida se o assunto é importante. Se você puder, "faça o jogo do doente". Isto poderá evitar muita frustração para ambos.
 
  • Em vez de dizer; "Você não pode ligar para seu pai. Ele morreu há muitos anos".
  • Diga; "Acho que ele não está em casa, vamos ligar mais tarde".
  • Tranqüilize o doente
 
A pessoa com doença de Alzheimer pode repetir várias vezes a mesma pergunta. Isto pode aborrecê-lo, mas tente entender o porquê da pergunta. Por exemplo, a pessoa pode estar preocupada em faltar a um compromisso ou ser deixada para trás.
Em vez de dizer; "já disse que seu compromisso é ás 2 horas".
 
Diga; "Não se preocupe, eu também vou. E não irei sem Você".
 
Procure distrair o doente
 
A pessoa com doença de Alzheimer algumas vezes tenta fazer coisas que são perigosas, como por exemplo sair de casa sozinha. Discutir piora a situação. Em vez disso, tente distraí-la, e ela logo esquecerá o que queria fazer.
 
Em vez de dizer; "aonde você pensa que vai ? Você não pode sair sozinha!".
Diga; "Antes de sair poderia mexer isto para mim por alguns minutos".
 
Tente afirmar e não perguntar
 
O doente pode não querer fazer certas coisas, como por exemplo tomar banho. Formular pedidos como se fossem afirmações em vez de perguntas ajuda a evitar discussões.
 
Em vez de dizer; "Você quer tomar banho agora?".
Diga; "Seu banho está preparado. Aqui está a toalha".
 
Lidando com mudanças de personalidades
 
De vez em quando a personalidade do doente parece mudar. As mudanças mais comuns associadas a doença de Alzheimer são a depressão, regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência. Também podem ocorrer alucinações (ver coisas que não existem) e ilusões (crenças irracionais). Se tais problemas forem imprevistos, graves ou provocarem situações de perigo, consulte o médico para orientação. Em geral, não tome como pessoais as coisas que o doente diz ou faz. Lembre-se: para uma pessoa com a doença de Alzheimer o mundo pode ser um lugar muito tenso. Tente encarar as coisas sob este ponto de vista.
 
Planejando o futuro
 
Visto que as necessidades da pessoa doente mudarão com o passar do tempo, tente planejar com antecedência. Organize a maneira de viver, procure apoio jurídico e cuide atentamente das finanças.
 
Centros de atendimento a idoso. (residências para a 3ª idade) podem cuidar do doente caso você precise sair durante o dia. E, além disso, dão a ele a oportunidade de estar com outras pessoas.
 
Escolha o tipo mais apropriado de assistência
 
Assistência é o item mais importante para a pessoa de Alzheimer. Escolher a assistência certa para cada situação significa decidir em primeiro lugar o grau de cuidados que a pessoa precisa. Dependendo do estágio da doença e do comportamento da pessoa doente, a assistência pode variar de visitas diárias a cuidados ininterruptos. Primeiro determine o grau necessário de assistência, e então decida qual a melhor maneira de obtê-la.

Você pode escolher entre:
 
  • Contratar uma enfermeira
  • Hospitais - dia
  • Alguém que more com você para ajudar (geralmente um membro da família).
  • Moradia assistida ( idoso vivendo com acompanhante)
  • Casas de repouso
 
Seja qual for a opção escolhida, verifique periodicamente se ela continua sendo a melhor escolha. Saiba qual será a próxima escolha se a situação atual se tornar insatisfatória.
 
Leve em conta as questões legais e financeiras
 
Chegará a hora em que a pessoa com doença de Alzheimer não estarás mais apta para tomar decisões. É bom preparar-se para isto. Converse com ela a respeito destas questões o mais cedo possível, enquanto ela ainda pode entender seus objetivos e concordar em fazer mudanças. Se puder contate um advogado especializado, ele poderá ajudá-lo no planejamento legal e financeiro.
 
Algumas questões a considerar
 
  • Procuração universal e depositário em vida: estes instrumentos transferem o poder financeiro e legal da pessoa doente para alguém que possa tomar decisões em seu nome.
  • Despesas médicas: seguros de saúde e planos privados tem limite de cobertura. Examine cuidadosamente a cobertura do seu seguro. Também verifique que tipo de ajuda o estado oferece. Planejamento com antecedência.
  • Antecipe futuras questões médicas: Isto fará você saber qual tipo de tratamento o doente quer receber ou não no final da vida.
 
Assuma as finanças da pessoa doente para garantir que as contas sejam pagas e mantidas em ordem.
 
Providencie que a correspondência da pessoa doente seja entregue no seu endereço para evitar que as contas e documentos importantes sejam extraviados.
 
Cuide-se
 
Cuidar da pessoa com doença de Alzheimer tomará muito de seu tempo. Mas atenda também suas próprias necessidades. Forme uma rede de apoio, que pode incluir os amigos, a família e grupos organizados. Procure perceber a hora de procurar outras opções de assistência.
 
Arranje tempo para você
 
Passe algumas horas afastado do doente. Você poderá sentir-se culpado por afastar-se, mas cuidar de suas coisas o ajudará a manter-se disposto e melhor preparado para enfrentar os desafios de cuidar de um doente. Procure fazer o seguinte:
 
  • Planeje atividades com amigos ou com a família.
  • Pratique seu passatempo predileto.
  • Faça exercícios para aliviar a tensão e continuar disposto.
  • Relaxe. Leia um bom livro ou cochile.
 
Descubra uma maneira de fazer intervalos durante o tempo em que cuida do doente. A família, os amigos ou uma ajuda contratada (enfermeira) podem ajudar. Ligue para a Associação de Alzheimer de sua região para obter sugestões.
 
Aceite suas emoções
 
Às vezes você pode sentir-se com raiva, frustrado, com medo ou ressentido. Não se sinta culpado, estas emoções são normais. Divida seus sentimentos com alguém. Caso sentir-se deprimido, consulte o médico. Observe também se alguém mais da família, por exemplo as crianças, precisam de ajuda para lidar com as emoções. Finalmente, a pessoa doente algumas vezes fará coisas engraçadas, não tenha medo de rir. E encoraje-a a rir também.
 
Procure ajuda e apoio
 
Peça para os outros o ajudarem a cuidar do doente. Mesmo que não possam ajudar, os amigos e a família podem oferecer conforto e apoio à doença de Alzheimer também podem ser uma alternativa para ajuda. Nestes grupos pessoas que cuidam de portadores da doença de Alzheimer compartilham histórias e dicas.
 
Perceba quando é necessário mudar
 
Chegará o momento em que você não poderá mais cuidar do doente com segurança, ou em que você perceberá que não consegue mais arcar com esta responsabilidade. Quando isto acontecer, não significa que você falhou. Uma mudança na situação poderá ser melhor para todos. Sua próxima opção poderá ser uma casa de repouso. Estas instituições geralmente estão equipadas para cuidar das pessoas com doença de Alzheimer, e podem garantir segurança e cuidados especiais para a pessoa doente.

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Curso de Neuroanatomia




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Educação a Distância

Os TCEs ( traumatismo craneoencefálico) podem ser classificados em três tipos, de acordo com a natureza do ferimento...

Classificação de traumatismo craneoencefálico



http://cuidandomimundo.com/portal/wp-content/uploads/2009/07/cerebro.jpg

Os TCEs ( traumatismo craneoencefálico) podem ser classificados em três tipos, de acordo com a natureza do ferimento do crânio: traumatismo craniano fechado, fratura com afundamento do crânio, e fratura exposta do crânio. Esta classificação é importante, pois ajuda a definir a necessidade de tratamento cirúrgico.

O traumatismo craniano fechado caracteriza-se por ausência de ferimentos no crânio ou, quando muito, fratura linear. Quando não há lesão estrutural macroscópica do encéfalo, o traumatismo craniano fechado é chamado de concussão. Contusão, laceração, hemorragias, e edema (inchaço) podem acontecer nos traumatismos cranianos fechados com lesão do parênquima cerebral.

Os traumatismos cranianos com fraturas com afundamento caracterizam-se pela presença de fragmento ósseo fraturado afundado, comprimindo e lesando o tecido cerebral adjacente. O prognóstico depende do grau da lesão provocada no tecido encefálico.

Nos traumatismos cranianos abertos, com fratura exposta do crânio, ocorre laceração dos tecidos pericranianos e comunicação direta do couro cabeludo com a massa encefálica através de fragmentos ósseos afundados ou estilhaçados. Este tipo de lesão é, em geral, grave e há grande possibilidade de complicações infecciosas intracranianas.


Mielopatia é uma doença que compromete a medula espinhal, provocando perda gradual dos movimentos do corpo. Pode representar um estágio mai...

Mielopatia



Mielopatia é uma doença que compromete a medula espinhal, provocando perda gradual dos movimentos do corpo.

http://www.vertebrata.com.br/imagens/fig_corpo_cerv.jpg

Pode representar um estágio mais avançado de uma doença na coluna cervical e é, muitas vezes, só é detectada quando há dificuldade em caminhar devido à fraqueza generalizada ou problemas com equilíbrio e coordenação. Este tipo de processo ocorre normalmente em pessoas mais idosas, que podem ter muitas razões para os seus problemas com o andar ou com os problemas relativos ao equilíbrio. Porém, um dos motivos mais preocupantes quando estes sintomas ocorrem, é que espículas ósseas e outras mudanças degenerativas na coluna cervical podem estar comprimindo a medula espinhal ou as raízes nervosas.

Quando a raiz de um nervo ou a medula espinhal estiver sendo comprimida, você pode sentir dor na sua nuca e dor ou dormência em um ou ambos os braços e mãos e, em casos mais sérios, os músculos que são controlados pela raiz do nervo que está sendo comprimido pela hérnia de disco, podem se enfraquecer. A dor que você sente na sua nuca, costas e braços pode resultar de uma combinação de diversos fatores, dentre os quais citamos os seguintes: rasgo no anulo fibroso, pressão que a hérnia de disco exerce sobre o nervo, irritação, inflamação e inchaço dentro do nervo.
 
Mielopatia é mais comumente causada por estenose espinhal, que é um progressivo estreitamento do canal espinhal. Em estágios mais avançados de degeneração, espora óssea e alterações artríticas fazem com que o espaço disponível para a medula espinhal dentro do canal ósseo seja muito diminuído. A espora óssea pode começar a pressionar a medula espinhal e a raiz dos nervos e essa pressão passa a interferir na função normal dos nervos.

Medir o grau de fraqueza vigente pode ser útil para avaliar a gravidade de cada caso de mielopatia. Por exemplo, de acordo com o sistema de Nurick, mielopatia é classificada de acordo com um grau que vai de 0 a 5. O quadro, a seguir, mostra as características de cada caso:
• Grau 0: Sinais e sintomas de envolvimento da raiz mas sem evidência de doença na medula espinhal
• Grau 1: Sinais de doença na medula espinhal mas sem dificuldade de andar
• Grau 2: Leve dificuldade no andar que não impede um emprego de tempo integral
• Grau 3: Grave dificuldade no andar que requer assistência e impede emprego e ocupação de tempo integral
• Grau 4: Capacidade para andar somente com assistência ou com ajuda de um andador
• Grau 5: Confinamento a uma cadeira ou cama.



Hoje, dia 29 de outubro, é o Dia Mundial de Combate ao AVC. O Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como derrame, é a princip...

Dia Mundial de Combate ao AVC


Hoje, dia 29 de outubro, é o Dia Mundial de Combate ao AVC.

http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2009/07/avc_liaraquel.jpg

O Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como derrame, é a principal causa de incapacidade neurológica. É grave, mais incapacitante do que fatal, e acarreta, segundo a Organização Mundial de Saúde, custos enormes para a sociedade.

A estatística do AVC mostra que 85% dos AVC são Isquêmicos e 15% são hemorrágicos.

A incidência ainda é maior nos homens que nas mulheres.

Porém quando a mulher atinge a menopausa, estes riscos se igualam, devido a alterações hormonais.

O Sinal de Babinski é um sinal clínico neurológico de fácil constatação para detectar lesões especificamente na porção piramidal do sistema ...

O sinal de Babinski


O Sinal de Babinski é um sinal clínico neurológico de fácil constatação para detectar lesões especificamente na porção piramidal do sistema de controle motor, pois não ocorre quando a lesão é nas partes extrapiramidais do sistema de controle motor.

Patologia do Sinal: para o sinal de Babinski estar presente é necessário que ocorra a lesão na região correspondente ao pé (área 4 de Brodmann:área piramidal "gicanto-pyramidalis", onde ficam as células de Betz) ou então, transeção no feixe piramidal de fibras referente ao pé.

O sinal é demonstrado quando um firme estímulo tátil é aplicado à sola lateral do pé. O hálux se estende para cima, e os outros dedos se afastam entre si.

A resposta normal seria: que todos os dedos se curvassem para baixo.

Causa do sinal de babinski (suposição):

*

o feixe piramidal é importante controlador da atividade muscular para a realização de movimentos voluntários;
*

já, o sistema extrapiramidal, um sistema de controle motor mais antigo, está mais relacionado à proteção.
*

Por essa razão, quando somente o sistema extrapiramidal tem condições funcionais, um estímulo à sola dos pés causa reflexo protetor típico de retirada, que é expresso pelo movimento do dedo maior para cima e a abertura em leque dos outros dedos. Mas quando está integralmente funcional, o sistema piramidal supri- me o reflexo protetor e excita, em vez disso, uma função motora de ordem mais alta, incluindo o efeito normal de causar a curvatura para baixo dos dedos, em resposta à estímulos sensoriais da sola dos pés.

Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos...

Obrigada Fisioterapia



Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos Fisioterapeutas. Desejar PARABENS efusivamente. Mas eu quero mais.

Queria dizer  quanto é importante ter um dia para comemorar alguma coisa. Se no dia do nosso aniversário, o dia é nosso, com todo mundo parabenizando e fazendo teroricamente tudo que a gente quer, devemos fazer isso pela Fisioterapia também.

Então hoje, mais do que mandar mensagens via internet ou parabenizar pessoalmente um colega de profissão, pense, reflita ssobre o que você pode fazer para elevar cada vez mais o nome da Fisioiterapia. Porque elevando o nome da Fisioterapia você estará entrando no seleto grupo de profissionais que fazem o que amam. Vamos refletir???

Deixo aqui, claro, o meu agradecimento a essa jovem senhora de 41 anos que ao longo de 8 anos de formatura me proporcionou tantas experiências que sou incapaz de lembrar uma a uma.  Mas é impossível esquecer a felicidade de paciente quando recebe alta, a Vozinha querida que leva o bolinho para o lanchinho da tarde, o sorriso quando você não está em um dia bom ou até mesmo a lição de pessoas que estão se recuperando funcionalmente, mas não tirão o sorriso da cara.

As lições que a Fisioterapia me proporciona são tantas que me fazem evoluir, dia após dia, não só como profissional mas como pessoas. E é por isso que eu agradeço. Efusivamente. Assim como é efusivamente que eu dou cada PARABENS, para cada profissional.

Gente, vamos cuidar da Fisioterapia?!

Quando perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, o mestre de obras João Batista Cerqueira Viana não sabia se iria voltar a andar a...

Montaria reabilita vítimas de derrame





Quando perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, o mestre de obras João Batista Cerqueira Viana não sabia se iria voltar a andar a pé. Muito menos a cavalo.

Mas foi em cima da montaria que ele recuperou sua capacidade motora, comprometida por um derrame.

Viana, 61, foi um dos pacientes avaliados em uma pesquisa sobre o uso da equoterapia na recuperação de vítimas de AVC (acidente vascular cerebral).

A pesquisa, apresentada na Unicamp como tese de mestrado da fisioterapeuta Fernanda Beinotti, mostrou que o uso terapêutico da montaria em cavalos, além de ser eficaz, pode dar resultados mais rápidos do que a fisioterapia convencional.

Segundo Beinotti, não há na literatura científica nenhum trabalho controlado sobre o uso em adultos que sofreram derrame. "Já vi relatos de casos isolados mostrando melhoras. Quis fazer um estudo com mais pessoas e um grupo controle."

A fisioterapeuta selecionou pacientes que tinham tido derrame havia mais de um ano e que não apresentavam outras doenças, como hipertensão ou diabetes. Todos tinham grau de comprometimento motor semelhante: já conseguiam andar, embora não com marcha normal.

Durante 16 semanas, metade dos voluntários recebeu três sessões de 30 minutos semanais de fisioterapia convencional. A outra metade realizou, na mesma duração, duas sessões de fisioterapia e uma de equoterapia.

Foram dez participantes em cada grupo. "Não é um número grande, mas, pela primeira vez, foi usado grupo de controle. Além disso, a padronização [das condições dos pacientes e dos tratamentos] permite algumas conclusões mais objetivas."

RESULTADOS

Segundo Beinotti, os resultados mais significativos foram a recuperação da habilidade de contrair e relaxar os flexores plantares (músculos dos pé), a melhora nos movimentos da perna, a melhora no equilíbrio e no padrão da marcha (forma de andar).

O neurologista Eduardo Mutarelli, do hospital Sírio-Libanês, vê lógica nesse processo de reabilitação, mas desconhece outros trabalhos sobre a ação da equoterapia em casos de derrame. "Essa é uma pesquisa pequena."

Para Mirto Prandini, chefe do departamento de neurologia e neurocirurgia da Unifesp, a pesquisa mostra boas possibilidades. "Como no estudo, vítimas de derrame que não têm outras doenças podem ser beneficiadas."

Fonte: Folha

Treino de marcha no AVC


Estágio inicial Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva que atinge o cérebro resultando, inicialmente, na perda da memória. Em seu...

Estagios do Alzheimer



Estágio inicial

Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva que atinge o cérebro resultando, inicialmente, na perda da memória.

Em seu estágio mais grave, a doença pode invalidar o paciente e levá-lo à morte. "A falta de informações sobre a Doença de Alzheimer (DA) e a dificuldade de reconhecê-la, tanto dos familiares, quanto dos médicos, é considerada a maior barreira para o diagnóstico precoce e o tratamento apropriado", alerta Juliana Yumi, assistente do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Estima-se que existam em torno de 800 mil portadores de DA no Brasil. Aparece com maior frequência após os 65 anos de idade, mas também pode ter início precoce. A progressão da doença geralmente é lenta e na fase inicial pode passar despercebida ou algumas características podem ser confundidas com estresse, por exemplo. Isso ocorre porque nesse início o paciente apresenta leves alterações emocionais e de humor, perda de memória recente, dificuldade de adaptação a novas situações e dificuldades de linguagem.

Estágio moderado

Já no estágio moderado, o reconhecimento da doença torna-se mais fácil, pois os primeiros sintomas se acentuam e novos também surgem. "Os lapsos de memória que antes eram mais espaçados tornam-se permanentes, a fala é substituída por gemidos e gritos ou o portador simplesmente para de falar", explica Juliana Yumi. É neste momento que aparecem as dificuldades com os movimentos que o portador estava habituado a fazer, desde os mais simples como mastigar e engolir até habilidades específicas, como cozinhar. 

Nessa fase da doença, surge também a desorientação de tempo e espaço e as alterações de comportamento, a exemplo da agressividade. "Devido ao desequilíbrio e fraqueza que a doença causa as quedas se tornam frequentes, podendo levar o paciente ao uso de cadeira de rodas. Em alguns casos, o portador de Alzheimer também pode ter que utilizar frauda porque já não controla seu sistema urinário e fecal", complementa.

Estágio avançado

A evolução da Doença de Alzheimer para o seu estágio grave restringe o paciente ao leito, o torna incapaz de comunicar-se e alimentar-se, o que pode causar o óbito. "Além de reconhecer a doença, é importante ressaltar que certas ações, atreladas ao tratamento adequado, estimulam a independência do portador de DA e podem ajudá-lo a viver melhor", afirma.

É essencial que o paciente continue integrado, por isso vale a pena dividir tarefas fáceis com ele, manter uma rotina e utilizar uma agenda ou lembretes espalhados pela casa para orientá-lo. A adaptação da casa é imprescindível para uma convivência segura e confortável. A fim de evitar quedas e lesões, deve-se, por exemplo, retirar tapetes, inutilizar móveis com quinas e principalmente adequar o banheiro, considerado o cômodo mais perigoso da residência.

De acordo com a especialista, além do cuidador, principal responsável pelo paciente, todos os familiares devem se informar para que possam entender e aceitar as dificuldades dessa doença com paciência, afinal, o portador da DA precisa de constantes e crescentes cuidados e atenção de todos ao redor para que tenha qualidade de vida.

Fisioterapia aplicada a Neurologia




Educação a Distância

Em comemoração ao Dia Nacional da Esclerose Múltipla o Ibope fez uma pesquisa com mais de mil pessoas no país para investigar o conheciment...

Esclerose Multipla não é só doença de idoso



Em comemoração ao Dia Nacional da Esclerose Múltipla o Ibope fez uma pesquisa com mais de mil pessoas no país para investigar o conhecimento da população sobre a doença. Cerca de 70% dos brasileiros acreditam que a esclerose múltipla atinge mais idosos, apesar de saberem (em sua grande maioria) que esclerose e esclerose múltipla são doenças diferentes.

Apesar da percepção geral, a esclerose múltipla é mais comum em mulheres (duas para cada homem) entre 20 e 40 anos. São aproximadamente 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo com a doença e mais de 30 mil no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

"A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto imune. O corpo reconhece a bainha de mielina (estrutura que envolve o neurônio, facilitando a transmissão dos impulsos nervosos) como agressora e passa a atacá-la", explica Rodrigo Barbosa Thomaz, médico neurologista do Catem (Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla) da Santa Casa de São Paulo. A EM evolui para incapacidade física, fadiga e déficit cognitivo.

A doença crônica atinge o sistema nervoso central e não tem cura. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas já ouviram falar de esclerose múltipla, destas 58% acreditam que a doença não tenha cura, mas na população em geral o número cai para 46%.

Sintomas

"O importante é a pessoa procurar ou ser encaminhada a um neurologista quando os primeiros sintomas aparecerem, como formigamento nos braços e/ou pernas que duram dias, embaçamento visual, diminuição de visão geralmente de apenas um olho e tonturas recorrentes", diz Thomaz. Fadiga e urgência urinária também são sintomas.

Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, a maioria da população não sabe que especialidade médica é a responsável por tratar da EM e, por isto, acaba demorando a ter o diagnóstico da doença.

Por meio de ressonância magnética, o neurologista consegue ver alterações na bainha que indicam a EM e assim pode controlar os danos precocemente. Os sintomas são decorrentes do local onde a lesão acontece. Se ocorrer no lobo temporal, por exemplo, a pessoa sente dificuldades para falar; se ocorre na medula, pode alterar a motricidade (capacidade das células nervosas de determinar a contração muscular) e a sensibilidade.

"A maioria dos pacientes poderá viver por mais de 15 anos sem sintomas importantes, trabalhando ou estudando normalmente", afirma Marcos Alvarenga, neurologista do Centro de Referência para o Tratamento da Esclerose Múltipla do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro.

Tratamento

"A vida sofre um impacto ao descobrir a doença que é imprevisível. A pessoa pode apresentar um sintoma e melhorar. Nos primeiros cinco anos é comum ter surtos e a bainha regenerar, mas depois não tem uma recuperação espontânea, e o paciente vai acumulando dificuldades de equilíbrio, movimento", conta Thomaz.

O tratamento ajuda a evitar os surtos e suas conseqüências. Existem três frentes de medicamentos: um com imunomoduladores para a própria doença, outro com corticóides nos momentos de surto e o tratamento dos sintomas.

Por conta dos surtos há diminuição de força e rigidez muscular. Surgem problemas de incontinência urinária, tontura, fraqueza e cansaço inexplicável.

"Os remédios são capazes de diminuir as lesões em 40% das pessoas e controlam os surtos em 70%", diz Thomaz.  O médico indica que 50% dos pacientes sem tratamento terão alguma dificuldade para andar em 15 anos.

Segundo José Carlos Truzzi , doutor em urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 90% dos pacientes com EM têm disfunção urinária. "Um grande número de portadores da doença terá suas atividades limitadas de modo mais intenso pelos transtornos urinários do que pela doença neurológica em si". 

Para o especialista, o problema é, indiscutivelmente, o maior impacto social para o portador da doença. "O receio de perder urina e o transtorno provocado pelo odor fazem com que os problemas se multipliquem, sem contar a limitação imposta pela própria doença. Além disso, restringe as atividades profissionais, diminui a qualidade de vida, comprometendo, inclusive, o relacionamento sexual". Apesar disto, já existem tratamentos para controlar os sintomas.

Selecionei alguns links sobre Neurolgias para serem abordados e relidos. Conhecimento nunca é demais: Neurologia Infantil Avaliação neu...

Fisiolinks de Neurologia #2


Selecionei alguns links sobre Neurolgias para serem abordados e relidos.

Conhecimento nunca é demais:

Neurologia Infantil

Avaliação neurofuncional do lactente

Reabilitação Neurológica

Hidroterapia na fisioterapia na neurologia

Axonotmese

Previna um
AVC

É uma técnica na qual a fisioterapia aprende e aplica informações vindas da educação física. É um programa estruturado com o intuito de p...

Thera Suit




É uma técnica na qual a fisioterapia aprende e aplica informações vindas da educação física. É um programa estruturado com o intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança. Além disso, diminuir os padrões de movimentos pobres ou patológicos, aumentar a força, aumenta o controle e a coordenação muscular, aumentar a resistência e aumentar as atividades funcionais (sentar, engatinhar, andar) (THERA SUIT METHOD, 2002).

Consiste em uma órtese suave, proprioceptiva e dinâmica a qual contém: uma touca, a veste (composta por um short e um colete), joelheiras e conexões com o tênis. Todos os componentes estão conectados uns aos outros por um sistema de cordas elásticas. È um artifício seguro e efetivo que usamos combinado com o nosso programa intensivo de exercícios para que possamos acelerar o progresso da criança (THERA SUIT METHOD, 2002).

È um programa típico de exercício intensivo efetuado de 3 a 4 horas por dia, 5 dias por semana, durante 3 ou 4 semanas. Durante a primeira semana: trabalho com intuito de redução de tônus, diminuindo padrões de movimento patológicos e aumentando padrões ativos e apropriados de movimento e ganho de força geral. Na segunda semana: trabalho de ganho de força em grupos musculares específicos responsáveis pela função. E durante a terceira semana: uso do aumento de força e resistência alcançadas pela criança para melhorar o seu nível funcional ao sentar, engatinhar e andar (THERA SUIT METHOD, 2002).

Este tratamento está indicado nos casos de Paralisia Cerebral (Ataxia, Atetose, Hipotonia e Espasticidade), pacientes pós Acidente Vascular Cerebral e pós Traumatismo
Craniano, danos a Medula Espinhal e em Disfunções Neuromusculares (CEREBRAL PALSY MAGAZINE, 2007).

Seus principais objetivos são a normalização do tônus muscular da criança, aumentar a variedade dos movimentos ativos, aumentar a força e a resistência e controlar os grupos musculares que acabaram de ganhar força, permitindo que a criança melhore suas habilidades funcionais, sendo um trabalho que visa a independência (THERA SUIT METHOD, 2002).

Dentre os benefícios temos a melhora da propriocepção, redução dos reflexos patológicos, restauração dos padrões de movimento e postura apropriados, prevê a estabilização externa e dá suporte aos músculos fracos, correção do alinhamento corporal, influência no sistema vestibular, estimulação do retreinamento do SNC, provê estimulações táteis e sensoriais, melhora da produção oral e fluência, aplicação sobre o corpo de uma pressão semelhante á ação da gravidade e acelera o progresso dos movimentos e habilidades recém aprendidos (THERA SUIT METHOD, 2002).

Retirado do artigo "O THERA SUIT COMO RECURSO FISIOTERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL" de Francine Jeruza Schmidt Cantareli

Valorize a Fisioterapia


Uma pequena empresa com um novo exame de imagem cerebral para detecção de placas, o sinal físico característico do mal de Alzheimer, apresen...

Novo exame cerebral pode detectar mal de Alzheimer



Uma pequena empresa com um novo exame de imagem cerebral para detecção de placas, o sinal físico característico do mal de Alzheimer, apresentou seus resultados este mês numa conferência internacional no Havaí. Especialistas que estiveram presentes disseram que os dados os convenceram de que o método funciona.

Até agora, a única forma definitiva de diagnosticar Alzheimer tem sido a busca pela placa através de autópsia cerebral após a morte do paciente. Os cientistas esperam que uma nova técnica de imagem permitirá que os médicos vejam a placa enquanto o paciente ainda está vivo, aprimorando o diagnóstico e ajudando em pesquisa de drogas para interromper ou desacelerar o acúmulo de placas.

Neurologistas sabem sobre a placa desde que o mal de Alzheimer foi descrito pela primeira vez, em 1906. Tratam-se de protuberâncias microscópicas feitas de uma proteína, a amiloide beta, que aparece na superfície do cérebro em áreas envolvidas com o aprendizado e a memória. Elas são tão características do mal de Alzheimer que são exigidas para um diagnóstico definitivo da doença.

É claro, os médicos não esperam por uma autópsia para diagnosticar o mal de Alzheimer. Eles usam testes de memória e avaliações do raciocínio dos pacientes e capacidade de cuidarem de si próprios. Mesmo com a autópsia, até os médicos dos maiores centros médicos têm errado em até 20% dos casos: as pessoas que, segundo eles, tinham Alzheimer não apresentavam placas.

Os exames de imagem foram desenvolvidos por uma empresa da Filadélfia, a Avid Radiopharmaceuticals, e, de forma independente, pela Bayer e General Electric. Eles usam contraste radioativo para visualizar a placa no cérebro com um exame de tomografia de emissão de pósitron.

Embora os exames tenham aparentado ser promissores, as empresas precisavam mostrar que o que eles revelavam era o mesmo que um patologista veria na autópsia.

Foi isso que a Avid demonstrou com seu estudo, apresentado pelo diretor médico Dr. Christopher M. Clark.

O Dr. P. Murali Doraiswami, psiquiatra biológico da Duke que ajudou a recrutar pacientes para o estudo, classificou os resultados entre "os dados mais esperados de todo o encontro".

Comparação

Para comparar os exames de imagem com os resultados da autópsia, a empresa examinou o cérebro de 35 pessoas em casas de repouso com previsão de morrer em seis meses. Algumas tinham Alzheimer, outras, não. Após a morte dos pacientes, seus cérebros foram enviados a Phoenix, onde um patologista os dividiu em cerca de 100 pedacinhos e enviou para análise das placas.

Patologistas de Montreal analisaram os pedaços de cérebro com um computador que contou as placas. De forma independente, patologistas em Chicago os analisaram de forma tradicional – observando os pedaços de cérebro com um microscópio e contando manualmente as placas microscópicas.

Ao mesmo tempo, na Filadélfia, radiologistas examinaram as imagens e calcularam a quantidade de placa presente nos cérebros de pacientes e, de forma independente, usaram um computador para analisar a quantidade de placa das imagens. Nem os radiologistas, nem os patologistas sabiam se os pacientes apresentavam demência.

Em 34 de 35 pacientes, o exame de tomografia de emissão de pósitron, o relatório dos patologistas e o relatório computadorizado de patologia concordavam. Em um paciente que tinha Alzheimer, o patologista e o radiologista que analisaram o exame não viram muita placa, mas a análise computadorizada do exame e os dois relatórios de autópsia acusaram a presença de placas.

Os dados mostraram que os exames eram totalmente precisos em excluir o mal de Alzheimer: ao contrário dos médicos, eles nunca disseram que um paciente tinha Alzheimer sem ter.

Além disso, a empresa realizou exames de imagem no cérebro de 76 pessoas mais jovens que não tinham previsão de apresentar placas cerebrais. Nenhuma apresentou.

"Isso serviu de confirmação", disse o Dr. Michael W. Weiner, especialista em Alzheimer da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

A Dra. Reisa A. Sperling, especialista em Alzheimer do Brigham and Women's Hospital, em Boston, e codiretora da sessão onde os resultados foram apresentados, disse: "Pessoalmente, achei os dados bem convincentes".

Sperling, investigadora de um estudo diferente da Avid e que não faz parte da empresa, disse que o desafio agora será confirmar se os exames podem prever com precisão se as pessoas estão desenvolvendo Alzheimer antes de apresentar sintomas.

Essa é a fase "onde temos a melhor oportunidade de mudar o curso da doença", disse Sperling.

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