A doença de Parkinson é um distúrbio progressivo do Sistema Nervoso Central (SNC), também sendo caracterizado pela degeneração dos neurônios...

Benefícios da Fisioterapia na Doença de Parkinson





A doença de Parkinson é um distúrbio progressivo do Sistema Nervoso Central (SNC), também sendo caracterizado pela degeneração dos neurônios, levando a uma produção de dopamina na substância negra, causando despigmentação da mesma, levando a acreditarmos na aceleração do processo de envelhecimento cerebral.

A fisioterapia tem um papel muito importante na reabilitação do paciente parkinsoniano, pois promove a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas, gerando movimentos funcionais que envolvam diversos segmentos do corpo, promovendo exercícios que possam manter os músculos ativos, além de preservar a mobilidade, enfatizando nos movimentos abdutores, extensores e rotatórios. Considerando a necessidade que o indivíduo com DP apresenta frente as diversas complicações e distúrbios acarretados pela doença e em meio a variedade de tratamentos fisioterapêuticos.

Exercícios com treinamento repetitivos, ao serem realizados na fase inicial da doença, permitem um controle motor mais próximo do fisiológico e adequado quando houver maior deterioração da atuação dos gânglios da base, na evolução natural da doença. Entre os vários benefícios promovidos pelo treinamento, o aumento do tônus e força dos músculos envolvidos na marcha e também o equilíbrio promoveram ao indivíduo com DP melhora em suas passadas, ficando estas mais alargadas e com utilização dos membros superiores.

A fisioterapia é empregada como tratamento adjunto aos medicamentos ou a cirurgia utilizada na DP. Mesmo assim ainda existem dúvidas acerca deste tratamento coadjuvante. Seu valor subestimado talvez se deva à comparação com o tratamento medicamentoso.

A reabilitação deve compreender exercícios motores, treinamento de marcha (sem e com estímulos externos), treinamento das atividades diárias, terapia de relaxamento e exercícios respiratórios. Outra meta é educar o paciente e a família sobre os benefícios da terapia por exercícios. Devem ser avaliados os sintomas neurológicos, a habilidade para andar, a atividade da vida diária (AVD), a qualidade de vida (QV) e a integração psíquica.

No momento, já existem profissionais que visam o acompanhamento multidisciplinar, contando com neurologistas experientes, fisioterapeutas doutores na área de DP e educadores físicos, indicando abordagens de tratamento domiciliares com exercícios físicos baseados em movimentos de diversas modalidades, tais como tai chi, boxe, canoagem, pilates e hidroterapia. Este programa contempla a evolução da doença, com diferentes intensidades de exercícios, os quais são executados em um período de 60 minutos.

Síndrome de Pusher (SP) é uma patologia pouco conhecida por muitos, porém não menos importante e delicada, trata-se de uma alteração no ...

Síndrome de Pusher e a Fisioterapia




Síndrome de Pusher (SP) é uma patologia pouco conhecida por muitos, porém não menos importante e delicada, trata-se de uma alteração no controle postural de portadores de hemiparesia depois de um Acidente Vascular Encefálico (AVE).

A Síndrome de Pusher, também conhecida como Síndrome do Não-Alinhamento, é considerada uma das mais intrigantes alterações do controle postural vertical que são encontradas em pacientes com lesão encefálica.

O diagnóstico é realizado com base no histórico e exame clínico do paciente, onde procura os sintomas mais comuns da síndrome como: o abandono contralateral à lesão, ou seja, do lado parético, a assimetria de tronco agravada pelo ato de empurrar e a heminegligência corporal com importante falha proprioceptiva. É preciso diferenciar a síndrome de Pusher da síndrome da Heminegligência, o heminegligente também ignora o lado esquerdo do corpo e do ambiente, mas não possui a característica de se empurrar para o lado parético, evitando um falso diagnóstico.

Os pacientes portadores da Síndrome de Pusher apresentam dificuldades em manter o equilíbrio e controle de tronco em situações estáticas e dinâmicas e apresentando alterações do alinhamento corpóreo. Em vez de se puxarem na tentativa de sustentarem seus hemicorpos paréticos, empurram-se em direção ao lado parético utilizando o membro não-afetado.

A fisioterapia durante a reabilitação do paciente desta síndrome pode utilizar materiais no intuito de restaurar o equilíbrio e o alinhamento postural.
É importante liberar a imobilidade da cabeça que se encontra em posição fixa, principalmente a inclinação lateral para o lado hemiplégico sem resistência, que pode ser feito através de indicações táteis.

Além da fisioterapia motora convencional, o tratamento da síndrome de Pusher deve enfatizar a descarga de peso do lado parético, a auto-correção postural, o uso do sistema e das informações visuais como mecanismos de cueing e as terapias de estimulação e integração sensorial.

Até a próxima!

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença de caráter degenerativo e de rápida progressão. Ela é é uma das principais doenças neurodegener...

Esclerose Lateral Amiotrófica e a Fisioterapia





A esclerose lateral amiotrófica é uma doença de caráter degenerativo e de rápida progressão. Ela é é uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado das doenças de Parkinson e de Alzheimer.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa em que o sistema motor é tipicamente o primeiro e o mais drástico afetado. É a doença do neurônio motor mais comum em adultos. Embora reconhecida e caracterizada primeiramente por degeneração dos neurônios motores no córtex, tronco encefálico e medula espinhal. Sua causa é desconhecida.

A fisiopatologia da doença caracteriza-se pela degeneração no neurônio motor superior (localizados no córtex motor) e inferior (localizados no tronco cerebral e na porção do corno anterior da medula espinhal). Com a progressão da doença ocorre à diminuição da força muscular, os músculos respiratórios, tronco, membros, cabeça e pescoço ficam comprometidos causando dependência funcional ao individuo acometido.

As características clínicas da ELA são bem visíveis ao logo da evolução, porém sua causa não é totalmente esclarecida. Inicialmente surge em um dos lados do corpo, quando evolui para os neurônios mais superiores afetam respiração e deglutição. É uma espécie de fraqueza muscular progressiva. Alguns experimentos têm permitido concluir a correlação da doença com algum fator genético e/ou com a exposição deste indivíduo a algum outro fator ou fatores para o desencadeamento do processo de degeneração do motoneurônio.

O tratamento fisioterapêutico abrange a fisioterapia motora na realização de alongamentos, exercícios aeróbicos, conforto e órteses de adaptações promovendo a manutenção muscular e na parte respiratória uma ação preventiva melhorando a assim a capacidade pulmonar, melhora das trocas gasosas, manter a mobilidade da caixa torácica, equilíbrio muscular toraco abdominal e manter a força inspiratória e expiratória.

A morte é o único prognostico apontado pelos médicos que se deparam com o diagnóstico da Ela. Atualmente, uma abordagem multidisciplinar é preferível.

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