Síndrome de Pusher (SP) é uma patologia pouco conhecida por muitos, porém não menos importante e delicada, trata-se de uma alteração no ...

Síndrome de Pusher e a Fisioterapia









Síndrome de Pusher (SP) é uma patologia pouco conhecida por muitos, porém não menos importante e delicada, trata-se de uma alteração no controle postural de portadores de hemiparesia depois de um Acidente Vascular Encefálico (AVE).

A Síndrome de Pusher, também conhecida como Síndrome do Não-Alinhamento, é considerada uma das mais intrigantes alterações do controle postural vertical que são encontradas em pacientes com lesão encefálica.

O diagnóstico é realizado com base no histórico e exame clínico do paciente, onde procura os sintomas mais comuns da síndrome como: o abandono contralateral à lesão, ou seja, do lado parético, a assimetria de tronco agravada pelo ato de empurrar e a heminegligência corporal com importante falha proprioceptiva. É preciso diferenciar a síndrome de Pusher da síndrome da Heminegligência, o heminegligente também ignora o lado esquerdo do corpo e do ambiente, mas não possui a característica de se empurrar para o lado parético, evitando um falso diagnóstico.

Os pacientes portadores da Síndrome de Pusher apresentam dificuldades em manter o equilíbrio e controle de tronco em situações estáticas e dinâmicas e apresentando alterações do alinhamento corpóreo. Em vez de se puxarem na tentativa de sustentarem seus hemicorpos paréticos, empurram-se em direção ao lado parético utilizando o membro não-afetado.

A fisioterapia durante a reabilitação do paciente desta síndrome pode utilizar materiais no intuito de restaurar o equilíbrio e o alinhamento postural.
É importante liberar a imobilidade da cabeça que se encontra em posição fixa, principalmente a inclinação lateral para o lado hemiplégico sem resistência, que pode ser feito através de indicações táteis.

Além da fisioterapia motora convencional, o tratamento da síndrome de Pusher deve enfatizar a descarga de peso do lado parético, a auto-correção postural, o uso do sistema e das informações visuais como mecanismos de cueing e as terapias de estimulação e integração sensorial.

Até a próxima!


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