Pesquisa: Exercício físico auxilia no tratamento de doenças neurodegenativas


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O professor Jerson Laks, coordenador do Centro para Doença de Alzheimer e Outros Transtornos Relacionados ao Idoso, do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está desenvolvendo com sua equipe uma pesquisa que pode resultar na melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças neurodegenerativas progressivas, como os males de Alzheimer e de Parkinson.

Os resultados positivos do estudo são atribuídos ,no lado físico, ocorrem principalmente devido a um processo observado no cérebro quando se praticam exercícios. "As atividades fazem com que haja maior oxigenação cerebral e promovem a liberação de vários hormônios que são importantes para a viabilidade dos neurônios", esclarece Laks. Estão sendo observadas ainda melhores psicológicas, com maior disposição dos pacientes e bom humor.

A ´pesquisa ainda está em andamento, mas os resultados são promissores e anima a equipe.

"Temos selecionado pacientes com Doença de Alzheimer para realizar programas supervisionados e específicos de condicionamento físico duas vezes por semana, enquanto um grupo controle apenas realiza atividades de recreação. Os pacientes que fizeram o exercício melhoraram em muitos aspectos em relação a quem não fez", revela o pesquisador.

Os benefícios alcançados pela experiência são inúmeros e de diversos tipos. Dentre eles, destaca-se um aumento da capacidade de realizar atividades diárias, das capacidades física, funcional e de algumas funções cognitivas.

Esse processo, que pode parecer simples, é, na verdade, um avanço significativo no modo de lidar com as doenças. "Ao sabermos que os exercícios realmente melhoram dessa maneira as condições do paciente, podemos incluir e programar atividades como parte do tratamento", esclareceu.


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