Fisioterapia na Hemiplegia








Tem pessoas que afirmam que o hemiplégico não precisa de fisioterapia, pois conhecem vários pacientes e que muitos não tiveram nenhuma melhora e outros até pioraram.
Muito bem, vamos com calma: devido à lesão do cérebro se estabelece no paciente um quadro de espasticidade. Essa espasticidade, associada às liberações de diversos reflexos farão com que o paciente perca o controle de sua coordenação motora.

Como a fisioterapia consegue curar isso? Resposta: ela não cura ! Ora, pelo menos na presente data, não existe remédio para reverter a espasticidade, embora se possa diminuí-la por curto espaço de tempo. O que a fisioterapia faz então ? Imagine a situação que você não consegue controlar um lado do corpo (esquece que ele existe): seus músculos atrofiarão, suas articulações enrigecerão, tendões se retrairão, e em pouco tempo você não conseguirá sair mais de uma cadeira de rodas.

A fisioterapia atua então:

alongando musculatura encurtada

trabalhando sistema respiratório

estimulando sensibilidade perdida

inibindo reflexos exacerbados e ativando reações necessárias

trabalhando coordenação

estimulando a musculatura do lado afetado para que essa realize as atividades de vida diária (AVD)

coordenando e equilibrando a atividade dos dois lados do corpo.

Tudo isso é trabalhado, não isoladamente, mas utilizamdo um conjunto de manobras seguindo modelos utilizados por pesquisadores onde uma determinada técnica é útil para inibir, alongar, coordenar e tudo mais. Normalmente uma técnica dessa exige alguns meses ou anos de estudos e estão agrupados em livros que formam verdadeiras biblias do fisioterapeuta. São exemplos dessas técnicas os métodos Bobath e Kabat.

Você trabalha um paciente seguindo determinada técnica e esse paciente recupera parte do controle sobre seu lado lesado, você consegue dar a ele algum movimento independente para que ele realize as AVD´s, evita as retrações (cadeira de rodas), mas a espasticidade está lá, sempre presente, variando de acordo com a posição do corpo, com a sensibilidade do corpo, com o estado de espírito do paciente.

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